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23.9.10

Bancários protestam por segurança na Vila Sônia (SP)



Manifestação fechou agência das 10h às 13h30 e contou com o apoio e participação dos funcionários

São Paulo – O Sindicato realizou na quarta 15, uma manifestação por segurança bancária na agência do Banco do Brasil da Vila Sônia, Zona Sul. Os dirigentes paralisaram a agência das 10h às 13h30, para que fosse reforçada a segurança no local.


A ação, que contou com o apoio dos funcionários da agência, deu resultado e o BB adotou medidas para ampliar a proteção da agência. “A adesão dos funcionários foi fundamental para que o banco tomasse providências”, afirma o diretor da Fetec-CUT/SP, Getúlio Maciel.

Os dirigentes sindicais que protestaram na agência fizeram um debate com os trabalhadores sobre as questões de segurança e denunciaram os riscos que o novo layout das agências apresenta com a retirada das portas de segurança.

O diretor do Sindicato Paulo Rangel reforçou junto aos trabalhadores que o Sindicato irá acompanhar o processo para que as medidas tomadas pelo BB na agência Vila Sônia melhorem a segurança no local.

Campanha – A segurança bancária é um dos temas de negociação da Campanha Nacional Unificada 2010.

Entre as reivindicações da categoria está a instalação de portas giratórias antes do autoatendimento em todas as agências bancárias. A proposta do BB, portanto, caminha no sentido contrário às necessidades de bancários e da sociedade e é um retrocesso na conquista dos trabalhadores, já que prevê até mesmo a retirada das portas que dão acesso aos caixas.


Fonte: Seeb SP - Redação - 21/09/2010

Sindicato faz protesto para cobrar mais funcionários (SP)



Trabalhadores fecharam agência na Avenida Sapopemba, Jardim Planalto, e denunciaram falta de condição de atendimento

São Paulo – A agência do Banco do Brasil do Jardim Planalto localizada na Avenida Sapopemba, extremo leste de São Paulo, foi alvo de protesto nesta segunda-feira dia 20. O banco ficou fechado até às 12h30.

O objetivo da manifestação foi denunciar a falta de bancários para atender à população. Na unidade, nos últimos dias, trabalhavam apenas cinco funcionários, num total de oito empregados, o que o Sindicato considera insuficiente.

“A agência tem apenas um caixa para atender à população da região. Fomos obrigados a intervir diante do caos. Durante nosso protesto clientes manifestaram apoio. Nossa pressão rendeu resultado, pois o banco enviou um caixa e mais um escriturário”, afirma a funcionária do BB e diretora do Sindicato Tânia Balbino.

O Sindicato recebeu outras denúncias de problemas de atendimento na região leste e promete novos protestos caso o banco não resolva os problemas.


Fonte: Seeb SP - Carlos Fernandes - 20/09/2010

Agências "complementares" - BB e seu projeto para extinguir os bancários e direitos


Banco do Brasil prevê 2,2 mil agências em novo formato em 4 anos

Objetivo da instituição é chegar a todos os municípios do País, por isso criou o modelo +BB, que atua junto a um correspondente

O Banco do Brasil estabeleceu como meta atender a todos os municípios do País.

Para isso, criou um novo modelo de agência, a +BB, com um número reduzido de funcionários, que atua em parceria com um correspondente.

É a agência “complementar”. A primeira já está em funcionamento no município de Anhembi, no interior de São Paulo. Segundo Aldemir Bendine, presidente do BB, até o final de 2011, serão 500 agências no novo modelo. “Em quatro anos, serão 2,2 mil agências”, prevê.

Segundo Bendine, o BB tem a maior rede de atendimento do País. Os dados que acompanham o balanço do segundo trimestre deste ano mostram que eram 18.286 pontos de atendimento no Brasil, com alta de 6,3% sobre os números de um ano antes. Os terminais de autoatendimento somavam 54,137 mil ao final de junho, 5,1% acima do mesmo mês de 2009. Isso para atender uma clientela de mais de 32,6 milhões de clientes. Parte dessa clientela é adepta da movimentação pela internet. De acordo com os dados do banco, 10,2 milhões de pessoas acessam o BB pela web, 12,9% mais que no final de junho do ano passado.

Para o presidente do BB, é natural que a larga escala das transações eletrônicas continue em aceleração. “Porém, por mais que tenhamos operações automatizadas, precisamos de clientes e para isso temos de ter agências. É por meio delas que captamos clientes”, afirma ele. “O modelo tradicional de agência irá perdurar por muito tempo, porque há necessidade, por parte do cliente, de interação. Às vezes, o cliente quer fazer um financiamento, comprar um bem a crédito e ele faz isso por meio da agência”, explica Bendine.


Bancarizados

“As previsões que tínhamos há 15 anos não se confirmaram. Cada vez mais o cliente quer atendimento presencial, apesar do crescimento das operações eletrônicas”, afirma Bendine. A meta de novas agências, diz ele, é para oferecer atendimento para os cerca de 30 milhões de pessoas das classes C e D que se tornaram “bancarizados” nos últimos anos, com o crescimento da economia do País e dos níveis de emprego e renda.

Para atender essa nova clientela, o BB anunciou a contratação de 10 mil funcionários. “O banco cresceu muito inorganicamente e não estamos preparados em termos de pessoal”, avalia. Os concursos estão suspensos por conta da legislação eleitoral, que proíbe contratações em épocas de eleições. Mesmo assim, dos 10 mil planejados, já foram contratados 6 mil. O restante virá até meados do ano que vem. O pessoal total do banco está em 106 mil funcionários.

O novo modelo de instalações, a +BB, é um misto de agência e correspondente. “O correspondente fica mais com os pagamentos. Nossos funcionários voltam-se para o atendimento, na gestão financeira, orientação ao cliente”, explica Bendine. Esse novo formato é voltado para pequenos municípios, onde não há demanda para uma agência tradicional, acrescenta o presidente do BB.

Fonte: Portal IG Economia

Brasil é referência mundial no combate à fome, replica imprensa estrangeira


Matéria jornalística


As ações de transferência de renda e combate à fome aplicadas no Brasil foram consideradas as maiores do mundo nesta terça-feira (21), pelo jornal britânico The Guardian. O jornal replicou em inglês matéria publicada dias antes, pelo francês Le Monde.

Segundo o texto, "a principal medida responsável pelo resgate de 27,3 milhões de brasileiros da extrema pobreza foi a subvenção de crédito, em forma de cartão, para famílias que vivem com menos de R$ 1,80 por dia".

Vinte e cinco países já buscaram informações para implantar programas de transferência de renda e combate á fome similares aos brasileiros, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). São eles: África do Sul, Alemanha, Angola, Benin, Bolívia, Canadá, China, Colômbia, Cuba, Egito, Itália, Malásia, México, Moçambique, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Panamá, Paraguai, Peru, Suécia, Timor Leste, Turquia, Venezuela e Zâmbia.

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COMENTÁRIO: vejam acima alguns países que reconhecem a importância do Programa Bolsa família e pediram informações ao Brasil sobre o funcionamento. Enquanto isso, a elite brasileira, burra e vulgar, segue falando bobagens sobre o programa...

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O reconhecimento do Brasil como referência mundial no combate à fome, na avaliação do líder da bancada petista na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), é a prova de que a distribuição de renda é a saída para o combate às desigualdades sociais. "O Bolsa família dinamizou a economia de pequenas cidades dos municípios brasileiros. Isso impacta na economia e nos índices de desenvolvimento humano, onde o programa existe", disse. Antes do Bolsa Família, lembra o parlamentar, era comum ouvir relatos de saques à feiras e mercados, durante o período de intensa seca no Nordeste Brasileiro. "Há mais de 8 anos não temos registro desses saques", lembrou.

Além de combater a fome, acrescentou o parlamentar, o programa promove a reintegração familiar, uma vez que o benefício é condicionado ao acompanhamento escolar. "Estamos verificando um reagrupamento das famílias. Temos constatado também a redução da mendicância nos grandes centros urbanos, já que as crianças agora frequentam a escola. O que a imprensa internacional verifica, é o que assistimos aqui no cotidiano, com a ascensão e redução dos miseráveis do país", completou.

Reportagem

O modelo brasileiro, disseminado pelo mundo por meio de entidades como as Nações Unidas, está sendo exportado para diversos países com problemas semelhantes ao do Brasil, principalmente os da África.

Além disso, tanto o Programa das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef) como o Banco Mundial exaltam o Programa Bolsa Família como um exemplo a ser seguido.

O Brasil também criou instrumentos de cooperação ou entendimento com outros 25 países e organizações internacionais como África do Sul, Angola, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Cuba, Egito, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Ibas (fórum de cooperação Sul-Sul), Índia, Itália, Líbano, México, Moçambique, ONU, Panamá, Paquistão, Peru, Senegal, União Europeia, Venezuela e Vietnã.

A notícia do The Guardian antecedeu a apresentação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, na Cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio, na terça-feira (21), em Nova York. A reunião dos líderes mundiais antecede a Assembleia Anual Geral da ONU, que vai examinar o caminho percorrido desde 2000, quando o planeta impôs-se a meta de reduzir a pobreza pela metade até 2015.


Fonte: Liderança do PT / Câmara

22.9.10

Ex-tesoureiro da Caixa ganha ação contra demissão por justa causa por sumiço de malote (MA)


“Perdão tácito” desqualifica justa causa de bancário


Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho 21/9/10


O não afastamento de tesoureiro da Caixa Econômica Federal de suas funções, após ser responsabilizado pelo desaparecimento de R$ 28 mil, configura “perdão tácito”, o que impede a sua demissão por justa causa. Com esse entendimento, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso da Caixa Econômica Federal e manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) favorável ao bancário.

O trabalhador exercia a função de tesoureiro e foi demitido por justa causa após o desaparecimento de um malote de R$ 28 mil destinado ao abastecimento dos caixas eletrônicos.

De acordo com o processo, no percurso entre a tesouraria e os caixas, ele parou para tomar o café e teria deixado o dinheiro em cima de uma geladeira, de onde teria sumido. Como as câmeras da agência estavam desligadas, não houve registro visual do que realmente aconteceu com o dinheiro.

O bancário ajuizou ação trabalhista questionando a demissão, mas o juiz de primeiro grau julgou correto o procedimento da Caixa, pois o tesoureiro, ao abastecer os caixas eletrônicos fora das normas de segurança adotados pela instituição financeira, teria agido de forma negligente.

Descontente, o trabalhador recorreu ao Tribunal do Maranhão. O TRT reformou a decisão do juiz de primeiro grau por entender, entre outras razões, que houve a hipótese de “perdão tácito” no caso, pois o bancário continuou a exercer normalmente as suas funções de tesoureiro após o desaparecimento do dinheiro.

“Vislumbra-se, aqui, com clareza, a hipótese de perdão tácito por parte da empresa, pois ao desaparecimento do malote deveria seguir-se, incontinentemente, o afastamento do reclamante, o que não ocorreu”, concluiu o TRT. Inconformada, a Caixa recorreu ao TST.

O ministro Augusto César Leite de Carvalho, relator do processo na Sexta Turma do TST concordou com a tese do perdão tácito. “A doutrina pátria fixa algumas limitações para a configuração da justa causa, dentre elas, a inexistência de perdão tácito ou expresso. Exige-se, em rigor, que o ato faltoso se revista de gravidade, determinância e atualidade”, concluiu ele ao não conhecer o recurso da Caixa Econômica Federal.


Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho


Banco do Brasil e a "fraude trabalhista" de abrir agências terceirizadas sem bancários


Esse é o papel social do BB: bancarizar sem bancários!?

(reprodução de matéria da imprensa)


Banco do Brasil vai abrir agência na favela da Rocinha e na Cidade de Deus

O Banco do Brasil terá agências nas regiões mais pobres do Rio de Janeiro. A Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, e a favela da Rocinha, na zona sul, serão as primeiras beneficiadas pelo projeto de expansão do BB em regiões mais carentes, segundo a Agência Brasil.

Depois de abrir essas duas agências, o BB planeja se instalar em outras comunidades carentes do Rio. Outro projeto é chegar a todos os 92 municípios do Estado no prazo de quatro anos. Para isso, estão previstas 100 novas agências, que se somarão às 262 já existentes.

Em agosto, quando divulgou o balanço do segundo trimestre, o presidente do BB, Aldemir Bendine, disse que a meta do banco era abrir 2 mil agências nos próximos quatro anos. O objetivo é chegar a 100% dos municípios brasileiros.

Outros grandes bancos também resolveram se expandir para locais onde boa parte da população não tem acesso a bancos, de olho no processo de bancarização. Em maio deste ano, o Santander abriu uma agência no Complexo do Alemão, no Rio, onde vivem 140 mil pessoas. O banco exige renda de um salário mínimo para abertura de uma conta corrente.

Em 2009, o Bradesco, que já tinha uma agência na Rocinha, abriu uma unidade em Heliópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, onde moram 120 mil pessoas. Em entrevista recente, o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que essa agência tem tido forte volume de atendimento ao público e conta até com nove clientes "prime" (segmento do banco para pessoas de alta renda). A meta do banco é abrir pontos de atendimento no morro do Cantagalo, no Rio, e na favela de Paraisópolis, em São Paulo.

A estratégia dos bancos, além de oferecer produtos típicos como crédito, cheque e conta corrente, é também vender seguros a preços mais baixos. O Bradesco vende nas favelas um seguro de morte acidental que custa R$ 3,50 por mês e cobre até bala perdida.

Fonte: Agência Estado

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COMENTÁRIO: a matéria só não fala que o processo de "bancarização" é a expansão dos correspondentes bancários, sem direitos trabalhistas, sem segurança nenhuma, sem nada - a não ser, é claro, com muito lucro para os banqueiros, que terceirizam tudo, até os custos com funcionários e seguros por balas perdidas.

Dia Nacional de Luta pára por uma hora agência do BB em Caucaia-CE



Os bancários do Ceará iniciaram o Dia Nacional de Luta, nesta terça-feira, dia 21, paralisando as atividades da agência do Banco do Brasil do município de Caucaia (região metropolitana), durante uma hora.

Os funcionários dessa unidade, engajados na Campanha Nacional dos Bancários deste ano, denunciam a prática de assédio moral, o que tem ocasionado adoecimento do corpo funcional, tanto pelo cumprimento das metas abusivas, como pela sobrecarga de trabalho e pela falta de mais funcionários. Caucaia é a segunda maior cidade do Ceará, em desenvolvimento econômico e populacional, e possui apenas uma agência do Banco do Brasil.

O Dia Nacional de Luta promovido pelo Sindicato dos Bancários do Ceará antecede a quinta rodada de negociação com a federação dos bancos (Fenaban), que acontece nesta quarta 22.

A mobilização, realizada em todo o país sob a orientação do Comando Nacional dos Bancários, é uma resposta à posição dos banqueiros, que disseram "não" às principais reivindicações da categoria nas rodadas de negociação já realizadas, quando se discutiu saúde, segurança, emprego e remuneração.

Segundo Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb/CE), "Nosso recado é este. Nós bancários estamos mobilizados. Vamos continuar mantendo a mobilização e a unidade até que os bancos apresentem proposta decente. É um claro recado: se a posição dos banqueiros se mantiver a mesma, a categoria vai fazer greve".

Ainda, no município de Caucaia, os bancários percorreram as agências da Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú mobilizando os trabalhadores à luta em busca de uma resposta decente por parte dos banqueiros na próxima rodada de negociação.

Por uma proposta decente

A mobilização em todo o País tem como objetivo arrancar dos banqueiros uma proposta decente com avanços econômicos e sociais. Ao lado do aumento da remuneração, os bancários priorizam melhores condições de trabalho e emprego, cobrando o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários.

Prática de assédio moral

Na agência do Banco do Brasil de Caucaia, a diretora do Sindicato, Lea Patrícia, denunciou o grave problema que envolve a vida dos funcionários, que sofrem assédio moral, a ponto de adoecer vários membros da equipe. Funcionários que não quiseram ser identificados disseram: "há sobrecarga de serviço e as consequências são terríveis, pois estou tomando remédio tarja preta e não tenho equilíbrio emocional. Outra funcionária foi mais além -"estou me sentindo um lixo, não tenho condições, nem motivação para trabalhar. Há total desrespeito do gestor do banco com os trabalhadores".

Segundo ainda denúncias dos funcionários do Banco do Brasil de Caucaia, a situação na agência piorou de abril pra cá, quando, além do excesso de trabalho, as cobranças por metas estão insuportáveis, especialmente após o telemarketing ser usado pelos funcionários.

Fonte: Seeb/CE

Negociação específica do BB: é pouco provável que banco apresente alguma proposta séria aos bancários sem greve. Este BB não respeita os funcionários



Comentário do blog: relembrando que não obtivemos nada do BB na 2ª rodada de negociação. Só enrolação!

(Matéria de 17/09/2010)

Banco do Brasil adia proposta e Contraf-CUT orienta intensificar mobilização

Frustrando as expectativas dos funcionários do Banco do Brasil, a empresa apenas se limitou, na segunda rodada de negociação específica realizada nesta sexta-feira 17, em São Paulo, a debater todas as reivindicações da categoria e prometeu apresentar propostas na próxima reunião marcada para o dia 23.

Em uma longa reunião, de mais de três horas de duração, representantes da Contraf-CUT, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (assessora da Confederação) e do banco repassaram cada uma das cláusulas da minuta de reivindicações específicas da categoria.

A reunião começou com uma manifestação de protesto por parte do coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, em relação às informações de que o banco está alterando sua missão, com a retirada de menções aos funcionários e à sociedade. "O presidente do banco Aldemir Bendine já havia confirmado que o BB estava alterando a missão da empresa, mas nunca imaginávamos que seria para piorar, indo contra o papel que nós, bancários, e a sociedade esperamos de um banco público, que é a promoção do desenvolvimento do país e o bem-estar dos funcionários e da sociedade".

Criação de novas agências

A Contraf-CUT solicitou, na sequência, informações sobre a criação de agências complementares, com caixas terceirizados, e a ampliação indiscriminada de correspondentes bancários. Os representantes dos trabalhadores consideram esses planos perniciosos por promoverem a deterioração das relações de trabalho e reclamaram a contratação de mais 5 mil funcionários, além das 10 mil novas vagas acertadas no acordo do passado, em vez de promover a terceirização dos serviços.

A Contraf-CUT reivindicou agilização nas contratações, especialmente para os estados do Norte e Nordeste, áreas em que não foram abertos novos postos de trabalho, embora o banco informe que já tenha feito mais de 7 mil novas convocações.

A estratégia do banco de se expandir no exterior, sem respeito aos trabalhadores nos países em que vem se instalando e atuando, também foi criticada pelos representantes dos funcionários. Diante desse quadro, cobrou-se do banco a assinatura do Acordo Marco Global, apresentado ao banco em 2006 para que os empregados e dirigentes sindicais do exterior tenham direitos respeitados e o banco tenha responsabilidade social.

Representação dos bancários no Conselho de Administração

No entendimento da Contraf-CUT, para que o banco tenha um efetivo papel social, ele precisa também contar com representante dos funcionários no Conselho de Administração, conforme prevê o projeto de lei 3.407/2008, aprovado pela Câmara e que tramita em caráter terminativo no Senado.

A Contraf-CUT cobrou ainda a ampliação do repasse de recursos à Fundação Banco do Brasil, que possui importantes projetos de caráter social à espera de verbas para serem concretizados. Apesar dos lucros crescentes, o banco tem investido muito aquém do necessário na área social.

Os representantes do banco ficaram de entrar em contato com as áreas responsáveis pelos temas abordados e apresentar esclarecimentos no próximo encontro.

Funcionários incorporados

Outro assunto importante tratado na reunião desta sexta-feira foi a problemática situação dos funcionários egressos dos bancos incorporados (Besc, BEP e Nossa Caixa). Essas questões começaram a ser discutidas na mesa temática de incorporação, mas ficaram pendentes, à espera de solução nas negociações específicas deste ano.

Os problemas mais graves são: a indenização da antiga gratificação variável, a parte do salário transformada em Vencimento de Caráter Pessoal Incorporado (VCPI), cobertura de plano de saúde e adesão ao plano de previdência.

Os representantes do banco informaram que foram solucionados os problemas relacionados à habitualidade (horas extras) e que a empresa pretende discutir no acordo coletivo a questão da gratificação variável. Sobre as outras questões, o banco promete apresentar informações na próxima reunião.

PCCS (Plano de Carreira)

No primeiro item da minuta de reivindicações, referente ao Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), as partes debateram item por item. A Contraf-CUT ressaltou que o aumento do piso da carreira administrativa é considerado fundamental para a valorização dos funcionários. O banco, no entanto, oferece piso abaixo da média de entrada no mercado, o que tem causado grande insatisfação na categoria.

No debate sobre carreira, os representantes do funcionalismo reforçaram a necessidade de criação de novo sistema de seleção interna, que vá além do TAO - que se restringe às inscrições nas oportunidades de encarreiramento -, e de estabelecimento de critérios para um processo isento, sem a possibilidade de indicações de caráter pessoal.

A Contraf-CUT pediu também a instalação de um setor encarregado de criar um programa de promoção de igualdade de condições, de direitos e de oportunidades de encarreiramento, respeitando-se as questões de gênero, raça e orientação sexual e deficiências. Essa área seria responsável pela difusão de conceitos básicos de igualdade de oportunidades e pelo combate à discriminação desses grupos nos processos seletivos.

Jornada de 6 horas e outras reivindicações

Outro item importante debatido foi a jornada de seis horas para os cargos técnicos, com inclusão dos 15 minutos de descanso para alimentação. O banco se mostrou aberto à discussão, mas entende ser o tema de difícil solução durante a campanha.

A Contraf-CUT reivindicou a extensão do crescimento horizontal para todas as funções comissionadas, não se limitando apenas ao que é praticado hoje na área de gerência de módulo. Também foram pedidos: a criação de um processo de incorporação de 10% das comissões por ano nos salários; a revisão do valor das comissões da gerência média; o fim da trava de dois anos, com atenção especial para os comissionados nas Centrais de Atendimento (CABB), onde se verificam alta probabilidade de problemas de saúde, desvios e desvalorização funcionais.

A representação dos trabalhadores exigiu que fosse transferida para a Gepes a alçada de descomissionamento e que essa medida só ocorra após, no mínimo, três ciclos avaliatórios, garantindo ao funcionário oportunidades de capacitação e tempo para desenvolvimento profissional.

Foram cobrados do banco o retorno das substituições e o fim da lateralidade em todos os casos de substituição de gestores, incluindo gerência média em todas as unidades.

Outras reivindicações apresentadas: a criação de um auxílio para reembolsar funcionários com despesas educacionais próprias ou de dependentes; ampliação da licença-paternidade; licença para acompanhamento de filhos deficientes sem limite de idade; aumento do número de delegados sindicais eleitos; revisão dos critérios de concessão de vale-transporte; isenção de todas as tarifas e anuidades de serviços bancários; manutenção do programa PAS; manutenção e revisão do programa de gestão da ética; concessão de licença-prêmio para todos e renovação de diversas cláusulas do acordo de 2009.

Segurança e portas giratórias

Durante o debate sobre a cláusula de indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, sequestro ou extorsão, foi solicitada ao banco a suspensão imediata da retirada de portas giratórias de algumas agências, medida que faz parte do projeto de ambientação.

Assessorando a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa, Daniel Reis, diretor do Sindicato de São Paulo e membro do Comitê Nacional de Segurança Bancária, expôs os riscos de violência a que todos os bancários e clientes ficam expostos com a facilitação da entrada de pessoas armadas na agência bancária. Após a argumentação, os representantes dos funcionários pediram a ampliação do debate e acesso ao projeto em caráter sigiloso, procedimento fundamental em medidas de segurança.

Voltou à discussão a questão da instalação de CCPs (CCVs). A Contraf-CUT reafirmou sua posição contrária à assinatura porque o banco quer impedir uma possível nova reclamação daqueles que participaram de alguma conciliação.

A representação dos trabalhadores pediu ainda a suspensão da reestruturação da Diretoria Comercial anunciada nos últimos dias, durante a campanha, que afeta cerca de 500 funcionários, que serão transferidos ou perderão a função comissionada. Para solucionar essa questão, a Contraf-CUT solicitou uma reunião com o diretor da área, Sandro.

Intensificar a mobilização

Diante do quadro estabelecido nas negociações e da perspectiva de apresentação de propostas efetivas na reunião do dia 23, a Contraf-CUT orienta todos os sindicatos a fortalecerem a mobilização com atividades no dia 21, dia nacional de luta da categoria, para pressionar o banco e a Fenaban a atenderem nossas reivindicações.

A reunião foi presenciada por uma observadora internacional, ligada à federação dos empregados do banco nacional da Índia, Vijay Alakshmi Manilal Nair, que realiza uma pesquisa sobre as negociações coletivas dos bancários no Brasil.

Fonte: Contraf-CUT

20.9.10

Interventor da Previ em 2002 é o novo chefe da Casa Civil do Governo Lula - Uma vergonha!


ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Pensão

Carta aberta ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva


Caro Presidente,

Os participantes de fundos de pensão brasileiros ficaram indignados quando o Sr. Carlos Eduardo Esteves Lima assumiu interinamente a Chefia da Casa Civil de vosso Governo. Este senhor foi protagonista, em 2002, de uma das páginas mais negras da história recente de nossa previdência complementar - interveio na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a PREVI, para reduzir a participação dos trabalhadores na gestão da entidade.

Os associados dos fundos de pensão tinham a PREVI como um exemplo de modelo democrático de gestão dos recursos dos trabalhadores. A maioria dos membros dos conselhos deliberativo e fiscal e metade dos diretores eram eleitos pelo voto direto dos associados. Este modelo de governança foi conquistado depois de muitos anos de luta e de negociação liderada pelos sindicatos e entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil. O Sr. Carlos Eduardo foi o agente que, por ato de força, derrubou autoritariamente este modelo, reduzindo o número de representantes dos associados, implantando o voto de minerva e extinguindo direitos como a possibilidade de votar em alterações estatutárias e regulamentares.

O cidadão que ontem assumiu a Casa Civil do governo democrático foi agente de um ato de força equivalente aos piores momentos da ditadura. Como a Casa Civil, um espaço de poder onde se deve promover diariamente a negociação e o entendimento, pode ser ocupada por uma pessoa que se prestou a praticar violência tão profunda contra os trabalhadores?

O senhor é admirado no mundo inteiro por ter lutado pelas liberdades democráticas e pelos direitos dos trabalhadores. Como pode aceitar a participação, em tão alto posto de seu governo, de alguém que praticou atos de força dignos da ditadura que reprimiu e prendeu o senhor e seus companheiros de sindicalismo e de partido?

Nos últimos oito anos a sociedade brasileira avançou muito na convivência democrática e na redução das desigualdades e não pode mais aceitar a presença, no comando de um Governo apoiado pelas mais amplas camadas da população, de figuras que se prestam a este tipo de violência.

Brasília, 17 de setembro de 2010.

ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão

Correspondente imobiliário amplia terceirização e risco para segurança na Caixa


(matéria de 15/9/10)

A Caixa Econômica Federal implantou recentemente um projeto piloto de um novo modelo de correspondente exclusivo para o financiamento imobiliário. Com o objetivo de dar mais agilidade à avaliação e concessão de crédito para os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, o banco fez contratos de correspondente bancário com as principais construtoras do país, permitindo que elas realizem parte da burocracia envolvida.

O chamado "correspondente imobiliário", no entanto, não deu grandes resultados, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta terça-feira, 14.

Mas essa não é a principal preocupação dos trabalhadores. "Os funcionários destes 'correspondentes' andam livremente nas dependências da Caixa, com acesso a espaços que deveriam ser restritos a empregados do banco. Os trabalhadores contratados diretamente pelo banco estão sujeitos a regras de sigilo bancário, probidade administrativa e outras que não necessariamente se aplicam aos funcionários dessas empresas. Isso cria potenciais problemas de segurança", alerta Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa.

Além disso, Plínio conta que essas pessoas muitas vezes são tomadas por empregados da Caixa pelos clientes do banco, o que aumenta a confusão e o risco.

"Isso traz muitos problemas, além de não atender os objetivos pretendidos, e gera ainda gastos muito altos com esses correspondentes. Nada contra os trabalhadores que realizam seu trabalho honestamente, porém é uma situação que foge ao controle. Ao invés de terceirizar o serviço, a Caixa deveria ampliar a contratação de concursados", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico