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28.10.13

Bancários de São Paulo param Super do BB contra pressões após greve


Paralisação Super SP. 
Foto: M. Morais
Agenda de luta contra práticas antissindicais e assédio no bb

Fizemos mais uma atividade importante hoje no bb contra as ordens da direção do Banco que instigam maus administradores a perseguirem os bancários grevistas.

Como coordenador nacional das negociações com o Banco, busquei contatos com a direção mais uma vez - como fiz na semana passada - com o intuito de resolvermos os problemas que estão ocorrendo contra nossos bancários lutadores.

Como disse em uma postagem anterior, ainda bem que a ampla maioria dos gestores do bb não está causando problemas com nossos bancários e entidades sindicais. É uma minoria que quer ser mais realista que o rei e resolveu fazer o inferno na vida de nossos colegas.

Espero que consigamos resolver o mais rápido possível essas perseguições e práticas antissindicais pós greve no bb. 

"Direção do Banco do Brasil, deixe nossos bancários em paz!!!"

William Mendes
Coordenador da CEBB / Contraf-CUT


Atividade contra prática antissindical e de assédio moral.
Foto: M. dias.
Protesto em São Paulo paralisou áreas estratégicas do BB

A luta dos bancários contra as represálias aos grevistas no Banco do Brasil continua. Na manhã de segunda 28, a mobilização deu mais uma demonstração de força. Das 6h às 12h, o prédio da Superintendência, na Avenida Paulista, ficou totalmente paralisado.

No local estão lotados cerca de 400 trabalhadores de áreas estratégicas, como a diretoria de distribuição, que coordena todas as agências de varejo da capital e as diretorias comercial e internacional, além de duas agências. Também ficam lotados lá aproximadamente 400 terceirizados.

Os funcionários do BB que fizeram greve têm registrado denúncias de pressão e assédio moral para que cancelem as férias programadas até 15 de dezembro - data limite para a compensação dos dias parados. Há denúncias de bancários que tiveram as férias e folgas abonadas canceladas de forma unilateral.

"Quando paramos aqui, Brasília já fica sabendo imediatamente. E é isso que queremos: chamar a atenção da diretoria do Banco, principalmente do conselho diretor, que soltou uma nota exigindo que os grevistas cumpram o ressarcimento das horas da greve. E passaram a cobrar cancelamento de férias e de faltas abonadas. Há muita pressão dos diretores sobre aqueles que fizeram a greve para melhorar o salário de todos, inclusive desses que agora promovem retaliações. Nós vamos cumprir o acordo de reposição dos dias parados, mas não do jeito que o Banco quer, com essas arbitrariedades", afirma Claudio Luis de Souza, diretor do Sindicato.

Para William Mendes de Oliveira, Secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do BB, para que acabem os conflitos é preciso partir da direção do Banco ordens para os administradores mudarem de atitude: "Os funcionários do BB querem voltar à vida cotidiana após a campanha, porém a ordem da direção vai no sentido contrário. Continuamos tendo problemas por causa de orientações de cancelamentos de férias, assédio moral e excessos no pedido da compensação das horas da greve" afirma.

Esse foi o segundo ato em menos de uma semana. Na quinta-feira 24, os bancários paralisaram o Complexo São João e o Cenop Imobiliário, na Rua 15 de novembro, durante toda a manhã.


Fonte: Contraf-CUT e SEEB SP

BB: banco público cada vez mais privado e estrangeiro. Bom pra quem?


A decisão anunciada pelo governo federal na última quinta-feira, de aumentar de 20% para 30% a participação estrangeira no capital do Banco do Brasil só colabora para que o Banco se afaste mais um pouco de seu papel de empresa pública voltada para os interesses da população brasileira.

Vender ações significa vender fatias de controle e poder de decisão sobre as políticas do Banco. O governo federal detém mais de 50% do capital e teoricamente controla o BB, indica a maioria dos membros de seu Conselho de Administração e define as estratégias, investimentos e políticas do Banco. Mas esse controle ficará cada vez mais ameaçado. Com uma fatia tão expressiva de capital, os investidores estrangeiros reivindicarão a presença de seus representantes no mais alto órgão de administração do Banco, como fizeram recentemente com a Petrobrás. Farão isso para defender os seus próprios interesses, e não os interesses nacionais.

É previsível que os acionistas e fundos de investimentos sediados em outros países vão cobrar cada vez mais da direção do Banco o estabelecimento de políticas que objetivem somente lucro e resultado a qualquer custo. O investidor estrangeiro deseja valorizar suas ações, arrecadar dividendos cada vez maiores e transferir esse dinheiro para suas contas no exterior. Se houver investimento mais rentável em qualquer outro canto do mundo, não pensarão duas vezes em vender sua participação no BB e migrar para lá.

Não por acaso, muitos dos fundos que investem em empresas dos países em desenvolvimento como o Brasil são chamados de fundos abutres. Imitam as aves de rapina que descem das alturas, atacam e comem órgãos, músculos e proteínas, deixando somente os ossos e as carcaças queimando ao sol.

Dirão os defensores da venda do BB a estrangeiros que o capital será pulverizado e que não há como os acionistas se juntarem para controlar fatias do Banco. Lembramos, em contraponto, que os abutres se juntam em bandos para atacar. Assim farão os capitalistas estrangeiros - somarão suas fatias para enfrentar o governo federal e os interesses soberanos do Brasil.

Se os estrangeiros tivessem um poder maior, o BB teria tido a atuação anticíclica de emprestar grandes volumes de dinheiro e turbinar a economia para tirar o Brasil da crise mundial de 2008? Teria puxado o movimento de redução das taxas de juros e do spread bancário, barateando o crédito para empresas e pessoas físicas, tirando milhões de clientes dos bancos privados? Ou estaria fazendo a política de alguns bancos privados, que combatem as políticas de incentivo à economia, feitas pelo governo por intermédio dos bancos públicos?

Tão relevante quanto essas questões é o inferno das relações de trabalho. O BB, que um dia foi uma boa empresa para se trabalhar, está piorando dia a dia. Os funcionários não aguentam mais tanta pressão por metas, mudança diária nas estratégias e falta de orientações claras da direção. Os trabalhadores se sentem desrespeitados diariamente. Infelizmente, o aumento da participação estrangeira tende a piorar esse quadro, pois a cobrança por metas e resultados só vai crescer, uma vez que o investidor externo sempre vai querer mais para valorizar seu capital.

Por tudo isto, a Contraf-CUT se posiciona de maneira clara contra a decisão de aumentar a participação estrangeira no capital do BB.

O Banco do Brasil é uma empresa pública e deve atender aos interesses da população brasileira e não aos interesses dos investidores estrangeiros.

A Contraf-CUT

25.10.13

Agenda de luta - Semana combatendo assédio do bb contra grevistas


Atividade de paralisação em São Paulo Capital contra
 perseguição do bb a grevistas. Foto: M. Morais

Camaradas, estamos encerrando uma semana de muito trabalho, muita dor de cabeça e muita paciência pra lidar com urbanidade mínima e institucionalidade com o banco do brasil, que tem uma direção com algumas pessoas sádicas, que gostam de infernizar a vida dos cidadãos que trabalham, que vendem sua força de trabalho para a empresa.

Eu quero deixar claro que felizmente os sádicos parecem ser a minoria dentro da empresa em que eu e mais de 100 mil pessoas trabalhamos. A ampla maioria de nossos colegas que estão em cargos de chefia são pessoas que respeitam os funcionários, a empresa e a sociedade (lembro que todo mundo no bb é escriturário da carreira administrativa e "está" em alguma função).

Se considerarmos o tamanho do banco e do nosso país, veremos que nesta semana pós assinatura dos acordos coletivos uma ampla maioria de funcionários que hoje está em postos de comando na empresa foram bons gestores e trabalharam para que o dia a dia na empresa voltasse à normalidade após a greve causada pelos bancos na campanha nacional dos bancários em 2013.

No entanto, os problemas de perseguição, discriminação, prática antissindical e assédio aos grevistas partiu tanto de administradores em unidades de trabalho, quanto do próprio Conselho Diretor do bb, que assinou uma nota no dia 23/10 dizendo que:

"a conduta do funcionário que 'recusar-se em cumprir obrigação pactuada em acordo ou convenção coletiva de trabalho' (IN 383-1 Seção 2.1.2.3.15) poderá ser analisada sob o aspecto disciplinar".

É interessante!

O texto em si é uma ameaça desnecessária, mas ele leva milhares de pessoas nas funções de comando a interpretarem de forma equivocada o que está na Convenção.

A direção do banco tem uma forma de incentivar a violência organizacional de cima para baixo como poucas por aí no mercado de trabalho.

Tem um diretor do banco que atua no braço da área de "pessoas" que faz interpretação pessoal do ACT e da CCT da categoria e a partir de sua interpretação, manda estrutura abaixo os milhares de administradores do banco usarem sua imaginação para perseguir e assediar os bancários que participaram da greve.

As cartas, termos de convocação pessoal, ordens dos superiores nas unidades de trabalho passam a arrepiar com os grevistas, mandando os mesmos assinarem termos não previstos, fazerem "1 hora" por dia e respeitar os "intervalos legais", sempre usando como referência a CCT...

Nessa linha de dizer sempre "como manda a CCT", a Dipes calibra a IN 361 mandando renegociar férias dos grevistas (no item 4.4.4.). Os gestores começam a fazer anotações no ponto dos bancários que fizeram algum minuto menos que 1 hora... é o samba do branquelo doido!

SERÁ QUE A DIREÇÃO DO bb NÃO SABE LER?

Nossos bancários que fizeram a greve e conquistaram os direitos para todos os 117 mil funcionários não estão se negando a compensar horas de greve como previsto na CCT, nem devem se negar a cumprir a Convenção. No entanto, nós não admitimos o bb e seus administradores assediarem nossos bancários com leituras enviesadas do que prevê a NOSSA Convenção Coletiva.

Quero que algum iluminado da direção do bb mostre onde está escrito na cláusula 57 da CCT a ordem para a prestação de 1 hora (60 minutos) por dia e nem um minuto a menos. ONDE?

A CCT diz "prestação suplementar de trabalho, limitada a 1 (uma) hora diária..."

Tem administrador fazendo anotação no ponto de bancário que naquele dia fez 42 minutos dizendo que o funcionário "se negou a cumprir a CCT".

Das duas, uma: ou o intérprete que está mandando fazer diferente disso (a CCT) é analfabeto funcional ou é assediador descarado e com má-fé.

Nossas entidades sindicais vão defender os bancários dessas arbitrariedades até o último dia previsto na CCT para compensação, com ações sindicais, além das medidas legais.


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Post Scriptum:

Comentário que coloquei ao compartilhar no Facebook a matéria:

"Noss@s bancári@s são de luta, são pessoas sérias e gostariam de voltar a trabalhar em boas condições de trabalho após a greve, MAS a direção do bb NÃO CONCORDA COM A PAZ nos locais de trabalho...

Nós que representamos os trabalhadores, queremos a paz, mas vamos pra guerra se é o que a direção do bb quer! Bom fim de semana às pessoas de boa fé e que a semana que vem seja de muita luta contra o assédio moral e a prática antissindical da direção do bb."

24.10.13

Bancários de São Paulo protestam contra retaliação do BB a grevistas


Atividade no bb.
Foto: M. Morais.
NÃO ÀS PRÁTICAS ANTISSINDICAIS DO bb: camaradas de nossos sindicatos, tentei nesta semana convencer a direção do Banco a rever aquela ordem de mandar cancelar férias de grevistas. Não tem jeito! Alguns gestores do bb não gostam de tempos de paz. Preferem a guerra. Nós paralisamos hoje dois prédios com 3 mil bancários aqui em SP. 

Nossos sindicatos irão defender nossos bancários contra essa ordem *&¨%$#@!

Como nossas entidades sindicais trabalham com a boa fé e com ética, esperamos que a direção do Banco reveja a ordem da IN 361 item 4.4.4...

"Os afastamentos abonados previstos até 15.12.2013 (abonos, férias, licença-prêmio) deverão ser renegociados, na medida do possível, de forma a ser praticável a compensação diária de uma hora"

NÃO EXISTE NENHUMA PREVISÃO NEM NA CCT NEM NA LEGISLAÇÃO PARA MANDAR CANCELAR AS FÉRIAS DAS PESSOAS.

Vamos atuar diariamente paralisando o bb (b minúsculo de dirigente que pensa minúsculo). Sinceramente, não é possível que não tenha pessoas sensatas na direção do Banco pra serem contrárias às ordens para que continuem os conflitos por meses com os trabalhadores e com suas entidades sindicais. ISSO É BURRICE E FALTA DE INTELIGÊNCIA DE QUEM DIRIGE UMA EMPRESA!!!

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Paralisação no BB São João. Foto: Sindicato de SP.

Paralisação dos complexos São João e Cenop Imobiliário do BB

Os funcionários de duas das principais concentrações do Banco do Brasil, os complexos São João e Cenop Imobiliário, paralisaram suas atividades até as 12h desta quinta-feira 24. A manifestação organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo é uma resposta à retaliação da direção da instituição financeira contra os empregados que aderiram à greve da categoria.

Entre as medidas do Banco, está a imposição de que os bancários assinem termos pessoais sobre compensação dos dias da greve, o que não está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Por esse acordo, a compensação deve ser "limitada a uma hora diária", de segunda a sexta, até 15 de dezembro.

"O Banco está nos obrigando a fazer uma hora a mais por dia. Porém, o que foi acordado é que faremos até uma hora e não obrigatoriamente uma hora cheia. Eles têm cobrado a compensação mesmo antes de termos assinado o acordo aditivo. Quem não faz essa uma hora de compensação, tem o nome inserido em uma observação no ponto eletrônico", afirma um funcionário.

Muitos que fizeram a greve tiveram férias reprogramadas, de forma arbitrária. Há relatos de bancários que perderam até R$ 3 mil em passagens já compradas. "Fui comunicado que minhas férias, que teriam início no final deste mês, foram reagendadas para o início do ano que vem. Disseram que era uma orientação geral e não deram mais explicações", diz outro trabalhador.

O Sindicato exige que a direção do BB retire essa determinação e respeite os direitos dos bancários. A entidade orienta ainda que os funcionários não assinem o termo de compensação.

Protesto 

Em frente ao Complexo São João, cerca de 2 mil funcionários se reuniram em um ato às 10h. Os dirigentes sindicais fizeram intervenções sobre a arbitrariedade do Banco e foram aplaudidos pelos que estavam no local.

A secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, ressaltou o caráter solidário da mobilização. "O espírito que está presente aqui hoje é o da solidariedade. A participação de todos aqui em nada tem a ver com questões salariais, financeiras. Tem a ver com respeito. Na nossa convenção coletiva não está previsto que temos que apanhar da diretoria do Banco", pontuou.

O secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, reforçou que o movimento sindical lutará até que essas retaliações sejam revistas. "Esse é o primeiro de uma série de atos que vamos promover. Até 15 de dezembro estaremos lutando para derrubar essas medidas punitivas promovidas pela direção do Banco. A greve acabou, mas os dirigentes do Banco insistem no conflito", concluiu.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

22.10.13

Como fica a PLR dos bancários com as novas regras de tributação do IR


A nova lei da PLR (Lei nº 12.832), que embora publicada no Diário Oficial da União de 21 de junho deste ano está em vigor desde 1º de janeiro de 2013, entre outros aspectos estabelece novos critérios para o cálculo do imposto de renda devido e novas alíquotas, isentando do pagamento de imposto valores até R$ 6 mil e criando alíquotas progressivas mais vantajosas para os trabalhadores. 

Os aspectos mais importantes da nova lei, para os quais os trabalhadores devem estar atentos, são:

1 - A PLR será tributada exclusivamente na fonte, em separado dos demais rendimentos recebidos, conforme tabela progressiva anual específica, e não integrará a base de cálculo do imposto devido na Declaração de Ajuste Anual.

2 - Quando houver o pagamento, num mesmo ano-calendário, de mais de uma parcela da PLR - como os bancários, que receberam em março a segunda parcela da PLR relativa a 2012 e em outubro a antecipação da PLR conquistada na recente campanha salarial -, o imposto será calculado considerando o total de PLR recebido. Será deduzido do imposto total assim apurado o valor já retido anteriormente.

3 - Para fins de cálculo do imposto devido, poderão ser deduzidos pagamentos de pensão alimentícia judicial, mas não haverá desconto por dependentes.


Veja no site da Contraf a nova tabela de cálculo do IR sobre a PLR.

Por exemplo, um bancário que recebeu R$ 3 mil em março de 2013 relativo à segunda parcela da PLR de 2012 e R$ 6 mil na antecipação da PLR conquistada na recente negociação, o IR será calculado com base na soma das duas parcelas, ou seja, R$ 9 mil. 


Nesse exemplo, o bancário terá uma dedução de R$ 225,00 quando receber a antecipação da PLR de 2013 (R$ 9 mil x 7,5% - R$ 450,00).
Essa regra é válida para todos os bancos públicos e privados.

Banco do Brasil

No BB, não se trata de adiantamento. Os bancários recebem os valores definidos a cada semestre, de acordo com o resultado semestral. Veja nos casos abaixo para escriturários e caixas no ano-calendário 2013:

Escriturário


O escriturário recebeu no primeiro semestre R$ 3.970,85, isento de IR porque naquele momento era menor que R$ 6 mil. Como recebeu R$ 5.837,15 pelo acordo recém-assinado, a soma da PLR do ano-calendário 2013 atinge R$ 9.808,00, o que, jogado na nova tabela da lei 12.832, resulta num imposto retido na fonte de R$ 346,20.

Caixa executivo


O mesmo raciocínio vale para os caixas executivos do BB. Eles receberam em março R$ 4.370,07 (referente ao resultado do segundo semestre de 2012). Somados com os R$ 6.236,38 do acordo que acaba de ser assinado, perfaz uma PLR no ano-calendário de R$ 10.606,45, o que correspondente a um IR de R$ 465,97.

Para os comissionados do BB, é aplicada a mesma lógica.

O que diz a Lei 12.832, no artigo 3º
Parágrafo 7º: "Na hipótese de pagamento de mais de uma parcela referente a um mesmo ano-calendário, o imposto deve ser recalculado com base no total da participação dos lucros recebida no ano-calendário, mediante a utilização da tabela constante do Anexo, deduzindo-se do imposto assim apurado o valor retido anteriormente".


Fonte: Contraf-CUT

21.10.13

BB: grevistas não devem aceitar pressões nem assinar termos de compensação


No evento de assinatura do acordo coletivo do Banco do Brasil (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, ocorrido na sexta-feira 18, a Contraf-CUT e as entidades filiadas cobraram da direção do Banco uma postura diferente daquela adotada em 2012, quando a direção passou cerca de dois meses assediando violentamente os bancários que participaram da luta e fizeram a greve que conquistou os direitos novos.

Naquele ano, após cancelamentos de férias de bancários e outros tipos de práticas antissindicais, BB foi levado pela Contraf-CUT ao Ministério Público do Trabalho, que, após duas audiências resolveu abrir processo investigatório contra o Banco por provável prática antissindical. O processo está em curso até o momento.

Após a cobrança de uma nova postura na assinatura do acordo coletivo em 2013, sindicatos receberam denúncias nesta segunda-feira (21) de gestores do Banco mandando bancários adiarem e cancelarem férias, além de exigirem que os grevistas assinem termos pessoais com compromissos de compensação.

A Contraf-CUT orienta os sindicatos e os bancários de suas bases que não assinem termo pessoal algum sobre compensação de horas de greve. Os acordos coletivos, CCT e ACT, já foram assinados e não há mais nenhum documento para regular o tema.

Segundo William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, os gestores do Banco tentam expor e coagir os funcionários que participaram do processo da greve. "É uma maneira a não encerrar o conflito da campanha nacional para esses bancários lutadores. Não vamos aceitar isso e os sindicatos estarão atentos a essas práticas antissindicais. Se o desejo do BB é não terminar o conflito da greve iniciado por parte deles (bancos), não tem problema, vamos para o embate", ressalta.

Para o dirigente sindical, isso é muito ruim e mostra uma falta de seriedade por parte da direção do Banco ou de alguns administradores. "Não sabemos ainda de onde partiu a ordem de assediar os grevistas", afirma.

A Contraf-CUT entrou em contato com a direção do Banco nesta segunda e espera resolver o problema ainda nesta terça-feira 22.

"Esperamos que a direção do Banco tenha a grandeza de virar a página da campanha 2013 e permitir que a vida dos bancários volte à normalidade. Será 'Bom Pra Todos' isso. Os bancários não estão se negando a cumprir a Convenção Coletiva, que prevê a compensação de até 1 hora por dia até 15 de dezembro, mas não aceitaremos a direção do Banco criar regras que não estão previstas na CCT nem cometer abusos contra os bancários. Se for preciso, os sindicatos farão a defesa dos bancários com ações sindicais já nesta semana", alerta o diretor da Contraf-CUT.

Além de não assinar nenhum termo de compensação, os bancários devem avisar imediatamente aos seus sindicatos qualquer caso de cancelamento de férias.


Fonte: Contraf-CUT

18.10.13

Acordos assinados: Avaliação sobre as conquistas



Nas lutas deste ano. Foto: Maurício.
(atualização à 1:23h de sábado)

Avaliação sucinta sobre as conquistas dos bancários do BB em 2013

Companheir@s de luta e colegas do BB, este foi o segundo ano que cumpri a missão de coordenar as negociações nacionais com o banco pela Contraf-CUT e suas federações e sindicatos.

Agradeço a confiança depositada em mim e a parceria e compromisso dos representantes das federações na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB - CEBB, que assessora a Contraf-CUT nas questões específicas do banco.

A categoria foi muito aguerrida! Muito mesmo! Os bancários e suas lideranças sindicais venceram a tentativa dos bancos de nos derrotarem pelo tempo da greve (eles se deram mal). Eles disseram em mesa que não iriam nos dar mais aumento real, nem direitos novos. Nós afetamos até o crédito e a circulação de moedas. Os banqueiros chupins ficaram mal na fita com a sociedade!

Conseguimos aumento real pela 10ª vez e isso é muito importante para os bancos que têm PCS como os públicos, onde os bancários acumulam uma vida na empresa e se aposentam ali.

A estratégia de organização da campanha, das reivindicações e a maneira como as mesas e negociações acontecem são fundamentais para apresentarmos como conquistas finais a lista abaixo de questões acrescidas no estoque de direitos dos funcionários do BB em 2013.

Também tenho parte nisso e se somarmos os 24 itens relacionados à nossa vida funcional do BB neste ano com outros 10 itens da campanha 2012 são 34 questões específicas que atendem demandas de partes e setores do funcionalismo do Banco do Brasil.

Me sinto com a sensação de dever cumprido. E nossa função de dirigentes e de coordenadores é feita para absorver reclamações e muitas vezes acusações injustas. Mas se aceitamos a tarefa, não tem problema levarmos as porradas. Fizemos o esforço de buscar ao fim e ao cabo os direitos novos para nossos bancários e para nossos sindicatos.

Analisem friamente os dados abaixo e vejam se não são importantes. Um direito novo para homoafetivos ou para pessoas com deficiência (PcD) pode não significar nada para uma maioria, mas é importante para cada pessoa, cada colega abrangido pelo direito.

Aumentar a bolsa dos estagiários em 71% é algo muito importante para uma multidão de jovens. Querem ver o que estou dizendo. Temos cerca de 10 mil estagiários no banco. Tive que brigar naquelas várias horas de bastidores para que o direito retroagisse a 1º de setembro e não para novembro. São 10 mil x 476,00 (238 x 2 meses) = R$ 4.760.000 que fizemos ser distribuídos para essas garotas e garotos que ajudam os funcionários do BB (tão atolados de serviço por falta de contratação).

Foi muito legal a firmeza que tivemos na mesa geral da Fenaban exigindo mudança na regra da compensação das horas de greve, isso porque argumentamos que a greve longa foi culpa dos bancos e não dos bancários.

Me lembrei por meses de cada bancária e bancário e cada sindicato me lembrando de lutar para fazer o banco estornar os descontos de greve ocorridos no 1º semestre pela luta contra as mudanças do plano de funções. Conseguimos!

Desde o início das negociações na mesa da Fenaban e na mesa específica do BB eu tinha a "fixação" de ajudar a construir alguma proposta que limitasse a sacanagem absurda de enviar trocentos torpedos aos nossos colegas bancários cobrando metas. 

Falei isso na mesa da Febanan usando um argumento do próprio negociador Magnus Apostólico. Em uma das mesas ele havia falado de pilares básicos que deveriam haver na relação entre capital e trabalho, seria algo de interesse comum:

Conforto + Segurança + Produtividade

Foi perfeito usar o argumento dele para perguntar aos banqueiros na mesa se eles achavam que era "confortável" receber dezenas de mensagens por dia cobrando metas, inclusive no final de semana com a família... (percebemos que os caras sentiram a pergunta!). Depois usei como exemplo a cláusula de proibição de publicação de ranking individual.

Quero lembrar que não devemos fazer pouco caso da proposta de Vale Cultura que conquistamos na mesa do BB ANTES da mesa final da Fenaban. São R$ 600 por ano. Não é pouca coisa principalmente para os mais de 50 mil escriturários e caixas do banco.

A conquista do mérito para os caixas, iniciada em 2012 e finalizada nesta campanha, pode render 2 letras de mérito para os caixas que já atuam desde 2006 e isso equivale a R$ 226 a mais de salário para quem ganha cerca de R$ 3000. Estou falando de 7,5% de aumento só pelas duas letras de mérito! É pouco?

São muito importantes as ferramentas conquistadas em 2012 (cláusula de conflitos da Fenaban) e neste ano de combate ao assédio moral. Agora os bancários e os sindicatos têm que se apropriarem dos direitos e fazer eles valerem.

Talvez algumas pessoas façam pouco caso da conquista do direito à vacina contra gripe para todos... Engraçado, porque eu tenho mais de vinte anos de banco e todo ano é uma reclamação geral em várias bases do país do povo querendo a vacina e não tendo direito a ela simplesmente porque era uma liberalidade: o BB disponibilizava se quisesse e onde quisesse.

Enfim, avalio que nós todos, coordenação, entidades sindicais organizadas a partir da Contraf-CUT e principalmente cada bancária e bancário fomos vitoriosos e podemos ter orgulho de sermos combativos, de classe, termos unidade e sabedoria. Neste fim de semana, devemos dormir o sono dos justos.

William Mendes
Secretário de formação da Contraf-CUT e Coordenador da CEBB


PS: quero constar aqui o meu agradecimento aos colegas do banco que estão do outro lado da mesa de negociação. Estamos de lados opostos, nós representando os trabalhadores, eles representando o banco, mas as semanas que passamos em duros debates nas mesas e nos momentos finais foram sempre marcadas por respeito mútuo e sapiência do papel de cada um. O respeito e a postura são importantes nas relações, mesmo aquelas sob tensão como ocorre em mesas de negociação.



Contraf-CUT assina acordo específico com BB e cobra respeito aos grevistas


Depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários com a Fenaban, a Contraf-CUT, federações e sindicatos firmaram nesta sexta-feira 18 o acordo aditivo específico com o Banco do Brasil, que trouxe avanços como a contratação de mais funcionários, a melhoria na pontuação de mérito dos caixas, novas medidas para combater o assédio moral e o novo mecanismo que limita em no máximo uma hora por dia, até 15 de dezembro, a possibilidade de compensação de horas da greve.

"Cada avanço específico no acordo aditivo, em particular o aumento real de salário, que tem perenidade nas empresas públicas como o BB, onde há plano de carreira, é fruto da forte participação dos bancários do Banco do Brasil na greve nacional dos bancários", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

Na cerimônia de assinatura do acordo aditivo, realizada no hotel Intercontinental, em São Paulo, a Contraf-CUT cobrou do banco a reclassificação das faltas de julho e agosto último, em razão da forte luta dos bancários contra o PL 4330. 

"Também cobramos da direção do banco que neste ano a postura da empresa seja diferente em relação ao pós-greve do ano passado, quando o BB passou meses perseguindo funcionários que participaram da paralisação. Esperamos que este ano tenhamos um período pós-greve mais respeitoso por parte da empresa", acrescenta William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Isso foi cobrado porque, antes mesmo da assinatura do acordo, já havia denúncias em alguns estados de administradores cancelando férias de bancários. "Nossos sindicatos não aceitarão isso", adverte o diretor da Contraf-CUT.

Outra cobrança da Contraf-CUT foi a solicitação de instalação de mesa permanente imediata para discutir a distribuição do superávit da Previ de 2012, uma vez que existem reivindicações de participantes para que seja mantida a suspensão das contribuições.

O acordo específico com o Banco do Brasil

REAJUSTE COM AUMENTO REAL - O piso e demais verbas salariais serão reajustados em 8% (aumento real de 1,84%). Com essa proposta, o aumento real no piso do BB acumula 38,5% desde o início da campanha nacional unificada. O novo piso do BB será de R$ 2.104,66 após 90 dias (A2).

CONTRATAÇÕES - O banco apresentou propostas que estão entre as reivindicações do funcionalismo. Serão contratados 3 mil bancários até agosto de 2014.

PSO/CAIXAS - Os caixas executivos passarão a pontuar como os demais comissionados na primeira faixa de funções: 1 ponto por dia. A contagem será feita de forma retroativa considerando 2006 adiante e com isso os bancários que exerceram a função de caixa desde essa data já terão ou estarão próximos de completar 1095 pontos e adquirir mais uma letra de mérito (R$ 113). Além disso, serão efetivados no caixa mais de 1.200 bancários que já vêm exercendo a função a mais de 90 dias.

TRAVA PARA REMOÇÃO - os escriturários terão que esperar um tempo menor para poder concorrer à remoção para outras unidades de trabalho. A trava diminuiu de 24 para 18 meses.

INCORPORADOS - haverá uma mesa temática após 30 dias da assinatura do acordo sobre o tema Cassi e Previ para que o BB apresente os dados e estudos referentes aos incorporados, os planos de saúde e previdência desse segmento e demais fatores inerentes.

QUESTÕES DE COMBATE AO ASSÉDIO MORAL 

TORPEDOS - o banco propôs criar uma cláusula que limita o uso de mensagens de texto (SMS) cobrando metas de seus funcionários fora da jornada de trabalho.

"FICHA SUJA" - o banco também terá como pré-requisito para um funcionário ser gestor, não haver registro dele de denúncia procedente nos últimos 12 meses na ouvidoria ou no protocolo de prevenção de conflitos assinado entre a Fenaban e as entidades sindicais.

PLR 

O banco pagará participação nos lucros e resultados para 117,8 mil bancários e os valores serão maiores que o semestre anterior devido ao excelente trabalho do funcionalismo.

FALTAS DOS DIAS DE LUTA E DA GREVE

Os banqueiros tentaram impor uma derrota aos bancários e exigir compensação de cada hora de luta durante seis meses. A força da mobilização e as lideranças sindicais não permitiram isso.

A nova redação da Convenção Coletiva de Trabalho permitirá a compensação de até 1 hora por dia e até 15 de dezembro. Após isso, as horas restantes serão anistiadas.

RECLASSIFICAÇÃO DAS FALTAS DE LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES 

Também serão reclassificadas e serão devolvidos os descontos dos dias de greve dos bancários que participaram da luta contra as mudanças unilaterais do plano de função.

VEJAM ABAIXO A ÍNTEGRA DAS CONQUISTAS DO FUNCIONALISMO

1Vale-cultura: no valor de R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos, a partir de janeiro/2014.

2- Ausências para PcDAbono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;

3- Igualdade/respeito à orientação sexualElevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;

4- Bolsa estágio foi reajustada em 71%Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,00 para R$ 570,00 (retroativo a 1º/09/2013);

5- Auxílio educacional para dependentes de vítimas de assaltosAuxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o Banco - no limite de R$ 868,00 por mês até 24 anos incompletos, na forma das instruções internas (sem cláusula).

6Vacina contra a gripe para todos os funcionários (sem cláusula)

Demais Propostas

7Redução da trava para remoção de escriturários, de 24 meses para 18 meses;

8- Pagamento das substituiçõesMovimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

9- Efetivação dos caixas executivos: Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

10- Aumento do mérito dos caixasElevação da pontuação do mérito para os caixas, de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

11- Proibição de mensagens de texto cobrando metas: Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

12- BB treinará gestores com desempenho ruim no RADAR: Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR (sem clausular);

13Mediação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores (sem clausular);

14- TAO (estar entre os 20) será exigido também nas áreas meio e diretorias: Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas Unidades do Banco (sem clausular);

15- FICHA SUJA impedirá ascensão a gestor: Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascensão Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via "protocolo de prevenção de conflitos"; (sem clausular)

16Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT;

17- Contratações3.000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

18- Plano de funções: O banco se compromete a efetuar ajustes nos percentuais do Adicional de Função de Confiança - AFC e do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação aos Valores de Referencia - VR das Respectivas Funções, a partir de 01.09.2016, conforme os termos desta Cláusula.

Parágrafo Primeiro - Em 01.09.2016, o percentual do Adicional de Função de Confiança - AFC em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função de Confiança - FC, passará a ser 43,75%.

Parágrafo Segundo - A partir do mês de setembro de 2016 e a cada 3 (três) anos, o percentual do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função Gratificada - FG, passará a ser:

I- Em 01.09.2016 - 18,75%
II - Em 01.09.2019 - 25,00% 
III- Em 01.09.2022 - 31,25%; e
IV- Em 01.09.2025 - 37,50%. (sem clausular) 

COMENTÁRIO: banco reconhece que exagerou na redução do valor das gratificações de funções comissionadas, mas não houve negociação com o movimento sindical e nós não concordamos com esse plano implantado unilateralmente)

19- Renovada CCV específica de jornada para aderentes às funções de 6 horas do Plano de funções: Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

20- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

21- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

22- Realização de mesa temática sobre CABB.

23Participação nos Lucros e Resultados: o modelo de distribuição da PLR terá a mesma estrutura do exercício anterior. O aumento no montante do programa será distribuído para todas as faixas salariais (47% a mais):

Escriturários recebem R$ 5.837,15 e caixas executivos R$ 6.236,38

Parcela variável do Módulo BB (vinculado ao resultado): a tabela de salários paradigma será aumentada na mesma proporção de 47% a mais.

Veja alguns grupos: Comissionados FG e FC (plenos) 2,07 salários paradigma, gerência média 2,15 salários paradigma, primeiros gestores 2,57 salários paradigma. (Todas as demais funções na tabela da parcela variável no BB também foram reajustadas pela mesma proporção, informou o banco).

24- Anistia de parte das horas de greve da campanha: foi uma vitória importante dos bancários, principalmente dos bancos públicos, termos mudado o paradigma da regra da CCT sobre a compensação das horas de greve.

Além de manter a data limite de possibilidade de compensar até 15 de dezembro, que é uma proteção aos bancários para não ficarem meses compensando, avançamos em limitar no máximo 1 (uma) hora por dia, o que pode anistiar até 70% das horas feitas por bancários comissionados, pois para aqueles que participaram de toda a greve iniciada em 19/9 e finalizada na sexta 11/10 seriam 17 dias de falta (102h ou 136h) e com a assinatura hoje dos acordos, a compensação pode chegar a umas 40 horas. 


Fonte: o blog com informação da Contraf-CUT

17.10.13

Agenda sindical... Vem aí curso de formação da Contraf



Nesta quinta (17) estarei trabalhando em Brasília DF. Estamos preparando as redações dos acordos coletivos oriundos da campanha nacional dos bancários em 2013.

Na quarta (16) também estivemos cuidando de questões inerentes às assinaturas dos acordos Fenaban, bb e Caixa e também resolvemos demandas relativas ao bb.

Na terça (15) tivemos que fazer ações políticas e sindicais para reverter práticas antissindicais e perseguições pós-greve a bancários em um complexo do bb em nossa base no Seeb SP. Felizmente, conseguimos reverter o problema e os bancários voltaram à situação de normalidade no local de trabalho.

Na segunda (14) estive trabalhando na regional Osasco e visitando agências do bb e conversando com os bancários.


CURSO DE FORMAÇÃO EM BREVE

Estamos preparando o curso de formação da Contraf-CUT - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - um curso ministrado por nós em parceria com o Dieese, em 3 módulos de 5 dias. O curso será para dirigentes sindicais das entidades filiadas à nós e será para 30 pessoas entre os meses de novembro, dezembro e o último módulo em fevereiro.

O curso estava programado para começar neste mês, mas devido à greve prolongada da categoria precisei fazer todo um remanejamento.

Mas dará tudo certo e faremos o curso para formar dirigentes de nossas entidades. O curso lida com a história do movimento sindical e da luta de classes no primeiro módulo, trata do sistema financeiro, moeda e a instituições inerentes ao sistema e no terceiro módulo aborda os desafios da atualidade para os trabalhadores do sistema financeiro e suas entidades sindicais.

É isso.


SEGUIMOS NA LUTA! SEMPRE!

16.10.13

Comando Nacional assina acordos com Fenaban, BB e Caixa nesta sexta-feira


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloGreve de 23 dias arrancou aumento real de salário pelo 10º ano seguido

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, assinará a Convenção Coletiva de Trabalho com a Fenaban e os acordos aditivos específicos com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira 18, em São Paulo, após a maior greve da categoria em mais de 20 anos, que conquistou aumento real de salário pelo décimo ano consecutivo, valorização do piso, melhoria da PLR e outros avanços econômicos e sociais. 

A assinatura da CCT com a Fenaban será firmada às 10h, no Hotel Intercontinental. O evento com o Banco do Brasil acontecerá às 13h e com a Caixa às 14h, ambos em São Paulo mas em local que ainda está sendo definido. 


"Foi mais uma campanha vitoriosa, fruto da mobilização, da ousadia e da unidade da categoria bancária em todo o país. Os bancários deram mais uma grande demonstração de força, dobrando a intransigência dos bancos, que este ano tinham a estratégia clara de acabar com os aumentos reais e rebaixar conquistas para reduzir custos, de vencer os bancários pelo cansaço e de punir os grevistas com o desconto dos dias parados", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

Com os 23 dias de greve, os bancários arrancaram 8,0% de reajuste (aumento real de 1,82%) sobre os salários e demais verbas, 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Também aumenta de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR e avança em outras reivindicações econômicas e sociais.

Veja aqui que os bancários acumularam 18,3% de aumento real nos últimos dez anos e 38,7% de ganho real no piso. 

Com a grande mobilização, a categoria também forçou os bancos a recuarem da proposição inicial de compensar todos os dias de greve em 180 dias. Acabaram aceitando compensar no máximo uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro - a partir da assinatura do acordo.

A nova Convenção Coletiva incluirá ainda quatro novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano, constituição de grupo de trabalho com especialistas para apurar as causas dos adoecimentos dos bancários e adesão ao programa de vale-cultura do governo, no valor de R$ 50,00 por mês. 

Pagamento da PLR e dos atrasados 

A primeira parcela da PLR será paga pelos bancos até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva. Veja na proposta da Fenaban, abaixo, como será o adiantamento.

Como a data-base da categoria é 1º de setembro, os bancários receberão a diferença retroativa dos reajustes conquistados nos salários e vales refeição e alimentação referentes aos meses de setembro e outubro. 

Veja aqui quanto cada um vai receber, segundo cálculo do Dieese subsecção Sese do Sindicato de São Paulo.

As conquistas dos bancários na Campanha 2013

- Reajuste: 8,0% (1,82% de aumento real).


PISOS DA CCT DA FENABAN

- Pisos: Reajuste de 8,5% (ganho real de 2,29%). 
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.148,97.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.648,12.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.229,05 (que inclui R$ 394,42 de gratificação de caixa e R$ 186,51 de outras verbas de caixa). 

- PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.087,49. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 19.825,86.

- PLR parcela adicional: aumento de 2% para 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste). 

- Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.016,40, limitado a R$ 5.452,49. Da parcela adicional, 2,2% do lucro do primeiro semestre, limitado a R$ 1.694,00. O pagamento do restante será feito até 3 de março de 2014.

- Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 23,18 por dia.

- Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

- 13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

- Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 330,71 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 282,91(para filhos até 83 meses).

- Requalificação profissional: de R$ 1.047,11 para R$ 1.130,88.

- Adiantamento emergencial: Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

- Gestores ficam proibidos de enviar torpedos aos celulares particulares dos bancários cobrando cumprimento de resultados. 

- Abono-assiduidade (novidade): 1 dia de folga remunerada por ano.

- Vale-cultura (novidade): R$ 50,00 mensais para quem ganha até 5 salários mínimos, conforme Lei 12.761/2012.

- Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

- Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Compromissos

- Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

- Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Reunião específica para discutir aprimoramento do processo.

- Discutir um novo modelo de PLR antes da campanha nacional de 2014.