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31.7.12

Terceirização é...


Precarização dos direitos dos trabalhadores, redução de custos para a empresa, rebaixamento do patamar salarial dos empregados em todas as categorias profissionais e ataque à organização dos trabalhadores e seus sindicatos.

30.7.12

Delegados do BB definem estratégia para Campanha


Debate dá subsídios para reuniões com outros funcionários nos locais de trabalho a fim de mobilizar todos
São Paulo – Em reunião nesta quinta-feira 26, cerca de 80 delegados sindicais do Banco do Brasil da capital, Osasco e região definiram estratégias para intensificar a Campanha Nacional Unificada 2012.

Segundo o diretor executivo do sindicato e funcionário do BB Ernesto Izumi os bancos alcançaram lucros que permitem atender as reivindicações dos bancários. "Eles manipulam o balanço, mas ainda assim não há setor no país que dê mais lucro. E com BB não é diferente. O debate deu subsídios aos delegados para realizarem reuniões com outros funcionários e mobilizar para a campanha", ressalta.

Os delegados sindicais têm direito, por acordo coletivo, de realizar reuniões nos locais de trabalho para debater a Campanha Nacional e mobilizar a categoria para lutar por mais direitos.

Eles vão participar das manifestações convocadas pelo Sindicato por contratação de mais funcionários; mais caixas efetivos nas agências; fim das vendas casadas de serviços; repúdio a cobrança de pacotes sem a solicitação do cliente; e o fim da política privatista empregada pela atual direção do banco, que criou a PSO (Plataforma de Suporte Operacional) reduzindo o número de caixas.

A Central de Atendimento também foi motivo de debate. Os funcionários vão realizar manifestações em agosto para cobrar soluções referentes às questões específicas do setor, como melhoria das condições de trabalho com o fim do assédio moral e equiparação salarial dos atendentes, além de um plano de carreira melhor estruturado com gratificação de função.

Plenárias - Outra proposta debatida e que ajudará na mobilização da Campanha Nacional é a realização de plenárias com os funcionários para debater a Cassi e Previ para os funcionários de bancos incorporados, PSO e jornada de trabalho, entre outras pautas.

De acordo com Ernesto, o Sindicato levará à Contraf-CUT e à Comissão de Empresa dos Funcionários proposta de um Dia Nacional de Lutas pela jornada de seis horas. “Na reunião, foi informado aos funcionários que o Sindicato está preparando ações civis públicas na justiça pelo cumprimento da jornada de trabalho. A entidade preparará reuniões nos locais e no próprio Sindicato com os grupos para debater sobre o tema.”


FONTE: SEEB SP - Tatiana Melim - 26/7/2012

27.7.12

Rede Sindical do BB discute Acordo Marco e respeito aos direitos

Representantes da Rede Sindical do BB do Brasil, Argentina e Paraguai.
Crédito: Contraf-CUT.
A Rede Sindical do Banco do Brasil das Américas apresentou nesta quinta-feira (26) um conjunto de propostas para avançar na organização dos funcionários do BB, durante o encerramento da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais (BB, Itaú, HSBC, BBVA, Santander e Scotiabank), em Montevidéu. O evento iniciou na segunda-feira (23) e foi promovido pela UNI Américas Finanças. 

Participaram da reunião da Rede Sindical do BB dirigentes sindicais do Brasil, da Argentina (La Bancária) e do Paraguai (Fetraban). 

Os brasileiros foram representados por Carlos Souza e William Mendes (vice-presidente e secretário de formação da Contraf-CUT, respectivamente), Raquel Kacelnicas (diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo), Rafael Zanon (diretor da Fetec Centro-Norte e do Sindicato dos Bancários de Brasília), Wagner Nascimento (diretor da FETRAF-MG e do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte) e Jeferson Boava (diretor da Federação dos Bancários de SP/MS e presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas).

Respeito aos direitos dos bancários 

Para William, que é também coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o encontro foi positivo. "Buscaremos melhorar a comunicação entre todas as entidades sindicais da rede sindical para que o BB respeite os direitos dos trabalhadores em todos os países, sejam eles direitos previstos na legislação de cada país, sejam eles conquistas dos bancários", destaca. 

"Também lutaremos para que não haja prática antissindical de gestores do banco em nenhum dos países onde o banco seja controlador ou esteja atuando, inclusive no Brasil", salienta.

Acordo marco

Houve apresentação das situações vividas pelos trabalhadores do BB em cada país e do Banco Patagônia, recentemente adquirido na Argentina.

Foi feita a leitura e o debate sobre o acordo marco assinado em maio de 2011 entre a UNI Américas e o BB, com vigência até maio de 2013. As entidades sindicais presentes avaliaram o acordo como um instrumento importante a ser renovado e garantido.

Foi ressaltada a necessidade de lutar pela aplicação em cada país das cláusulas constantes do acordo, bem como foi definida a reivindicação de que o acordo seja global ao invés de ser somente para as Américas.

Objetivos e desafios

Como objetivo principal da rede sindical do BB foi apontada a melhoria da qualidade de vida do(a)s trabalhadore(a)s do banco e das empresas onde ele seja o controlador ou ainda onde atue, buscando isonomia de direitos e benefícios.

Outra proposta foi o fortalecimento da rede sindical do BB nas Américas, melhorando a comunicação, estudando os acordos específicos em cada país e buscando organizar uma negociação da UNI com o BB para avançar na unificação de direitos.

Ainda foi aprovado que uma representação internacional de UNI Américas Finanças entregará a reivindicação ao BB de agendar uma reunião para avaliação e renovação do Acordo Marco e da instalação do grupo paritário, conforme prevê a cláusula 20ª e parágrafos da mesma.


Fonte: Contraf-CUT

25.7.12

Redes sindicais reforçam integração da América Latina em Montevidéu


Presidente da Contraf-CUT Carlos Cordeiro fala na mesa de abertura.
Crédito AEBU.
A importância da integração da América Latina foi reforçada na segunda-feira (23), o primeiro dia da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais (HSBC, Santander, BBVA, Itaú e Banco do Brasil), em Montevidéu. Dirigentes sindicais de vários países, onde essas instituições financeiras atuam, participam dos debates que continuaram nesta terça e quarta-feira e se estendem até quinta-feira (26), na capital do Uruguai. O evento é promovido pela UNI Américas Finanças.


Abertura

A mesa de abertura do encontro contou com a participação do presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, do diretor regional da UNI Américas Finanças, André Rodrigues, e do presidente e secretário-geral da Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU), Gustavo Pérez e Fernando Gambera, respectivamente. Eles enfatizaram a necessidade de atuar cada vez mais conjuntamente na América Latina para defender os direitos dos trabalhadores e ampliar as conquistas.

Cordeiro saudou o aniversário de 70 anos da AEBU, lembrando que na recente festa de confraternização foram homenageadas 70 pessoas que marcaram a história da entidade e uma delas agradeceu dizendo "obrigado, AEBU, por nos fazer pessoas melhores". O presidente da Contraf-CUT emendou afirmando "obrigado, AEBU, por nos fazer dirigentes sindicais melhores".

Ele defendeu mais organização, mobilização e negociação para defender os interesses dos trabalhadores. "Enquanto há um ataque aos direitos da classe trabalhadora na Europa, setores conservadores na América Latina estão se utilizando da crise internacional para fazer terrorismo e ameaçar os trabalhadores", alertou.

O dirigente da Contraf-CUT também denunciou a política desumana dos bancos internacionais. "O HSBC sai de um país para outro atrás de resultados, sem compromisso com a população. Persegue trabalhadores e dirigentes sindicais", frisou. Ele lembrou a denúncia feita na última quarta-feira (18), em Curitiba, sobre a espionagem de 164 bancários afastados por motivo de saúde. "Entregamos a denúncia ao ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que prometeu investigar o caso".

O sindicalista ainda denunciou o Itaú que, no processo violento de demissões, fechou cerca de 8 mil postos de trabalho em um ano, o que é inaceitável para o banco privado que mais lucra no Brasil. "Não adianta ter crescimento econômico com aumento real de salário, se continuar essa política de rotatividade dos bancos", apontou.

O diretor da UNI enfatizou que o segundo semestre deste ano será de muito trabalho, com a realização das conferências de jovens e mulheres e a própria conferência da UNI Américas Finanças em 1º e 2 de dezembro, em Montevidéu.

O presidente da AEBU destacou com orgulho que é a primeira vez que se realiza no Uruguai uma reunião de redes sindicais. Para Gustavo Pérez, os bancários devem manter uma participação e uma discussão permanente, buscando "possibilidades de crescimento e desenvolvimento dos povos".

Já o secretário-geral da AEBU se referiu ao papel que jogam os trabalhadores que, na maioria das vezes, "carregam sobre os ombros" o peso das medidas que os governos aplicam diante das crises, como no caso da Espanha. Fernando Gambera defendeu "a necessidade que tem o movimento sindical latino-americano de definir estratégias para fazer frente às situações de futuro".


Integração da América Latina

O vice-chanceler da República do Uruguai, Roberto Conde, fez uma apresentação focando a conjuntura econômica da América Latina, destacando a importância dos processos de integração em andamento, como o Mercosul e a Unasul, e apontando os desafios para os países. "O caminho do desenvolvimento é a integração latino-americana", disse.

Em relação ao golpe branco do presidente Fernando Lugo no Paraguai, ele disse que o processo é muito dinâmico. "Não há sanções econômicas, mas somente uma decisão política de afastamento do Mercosul. Se houver diálogo, não há risco de ruptura", disse.

O secretário de relações internacionais da Contraf-CUT, Mário Raia, questionou o representante uruguaio sobre a pequena participação das centrais sindicais nas decisões do Mercosul. 

Conde disse que "as centrais já compreenderam a visão estratégica do processo de integração, o que é importante. O diálogo é fundamental entre governos e o movimento sindical", 


Unasul e Banco do Sul

O embaixador e representante permanente do Brasil na Aladi e no Mercosul, Ruy Carlos Pereira, chamou a atenção de que "a globalização é uma abertura forçada pela indústria" e que "estamos assistindo a uma reinvenção do capitalismo".

Para ele, o processo de integração na América Latina é diferente da União Europeia. "Lá foi para evitar uma guerra, aqui o que se busca é a integração", comparou.

Pereira explicou o que é o FOCEM (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul). "Trata-se de um instrumento destinado a financiar projetos nacionais ou pluriestatais", disse. Foi criado em 2004 e é o único mecanismo regional de financiamento de projetos com recursos doados, hoje em torno de 100 milhões de dólares.

Também foi destacado o papel do Banco do Sul, fundado em 9 de dezembro de 2007 por Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, com sedes em Caracas e Buenos Aires e subsede em La Paz.

"É o banco de desenvolvimento da Unasul com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental dos países membros, com financiamento para projetos no âmbito territorial da Unasul em diversos setores", frisou.

Segundo o embaixador, "é uma entidade financeira de direito público internacional, com personalidade jurídica própria, sem dinheiro dos bancos privados". O banco ainda não está operando. O início dos aportes está previsto para abril de 2013.

Questionado sobre a participação da sociedade civil, Pereira afirmou que "o diálogo é fundamental". Na sua avaliação, "o diálogo tem condições variáveis com todos os segmentos e há diversas experiências".

"A Unasul ainda não tem resultados palpáveis, diferente do Mercosul, que já possui avanços nas relações de comércio e na questão do trabalho decente", concluiu Pereira.


Sistema financeiro

Os trabalhos do primeiro dia foram encerrados com uma apresentação da AEBU sobre a situação do sistema financeiro na América Latina. Enquanto na década de 90 houve um aumento da participação dos bancos estrangeiros no total dos ativos, de 11% para 31% entre 1995 e 2000, ocorreu uma redução na primeira década deste século, diminuindo de 40% para 35% entre 2008 e 2010.

Foi destacado o ingresso a partir de 2000 do Santander e do BBVA na região, especialmente no Brasil e no México, bem como a expansão de bancos de alguns países latino-americanos, como o Itaú. 

Entre os desafios e oportunidades, a AEBU apontou a importância dos bancos públicos, que tem cumprido papel estratégico no enfrentamento da crise internacional.


Participação

Além de Carlos Cordeiro e Mário Raia, participam vários diretores da Contraf-CUT que são funcionários de bancos internacionais: Carlos Souza e William Mendes (BB), Ademir Wiederkehr (Santander), Miguel Pereira, Alan Patrício e Sérgio Siqueira (HSBC) e Mauri (Itaú). Também estão presentes dirigentes de sindicatos e federações de vários estados, bem como representantes de outros países (Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Colômbia, México, Costa Rica e Espanha).


Fonte: Contraf-CUT

24.7.12

Por onde ando... Uruguai, trabalhando.

Pois é, após a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, viemos direto para Montevidéu para o Encontro de Redes de Bancos Internacionais.

Ficaremos aqui nesta semana e não estarei com telefone nem postagens no blog.

É isso.

22.7.12

Por onde ando... 14ª Conferência Nacional dos Bancários

Companheiro Otávio fala na abertura da Conferência. Foto William Mendes.
Camaradas e colegas bancários,

Estamos na bela cidade de Curitiba, na 14ª Conferência Nacional dos Bancários.

Neste domingo fecharemos os debates e definiremos a pauta final da categoria para a campanha 2012.

É madrugada. Digo apenas da gratidão dos delegados e delegadas pela calorosa acolhida da companheirada paranaense. OBRIGADO BANCÁRIOS E POVO CURITIBANO!

Vamos dormir... (não estou muito de palavras)

Olha aí a companheirada Ana, Gerson,
Vovô, Otávio e Pablo e o belo Espaço dos bancários curitibanos.

PARABÉNS BANCÁRI@S E TRABALHADORES DE CURITIBA E PARANÁ! VOCÊS TÊM UM SINDICATO DE CLASSE E DE LUTA!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

17.7.12

BB prorrogará atendimento em algumas agências. Sindicatos devem ficar de olho

A Contraf-CUT recebeu nesta terça-feira (17) informe da direção do Banco do Brasil de que pretende estender o horário de atendimento em duas horas em algumas agências pelo país, entre os dias 25 de julho e 8 de agosto, em função do programa "Bom Pra Todos". O banco não abrirá nos finais de semana.

Os bancários receberão, segundo o BB, hora-extra normalmente, estejam eles na jornada correta de bancário de 6 horas ou como comissionados, que deveriam trabalhar seis horas, mas trabalham oito horas. Nos casos dos bancários que hoje fazem oito horas, devem registrar normalmente as duas horas a mais no ponto.

"Pedimos para que os sindicatos fiquem atentos e acompanhem o trabalho extra dos trabalhadores para que não ocorra nenhum desvio. As entidades sindicais devem ainda orientar os bancários para que denunciem qualquer abuso", alerta William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de Formação da Contraf-CUT. 


Fonte: Contraf-CUT

Agenda sindical: por onde ando, andarei... 18 a 26/07

Nesta segunda, tivemos reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb na Contraf-CUT SP para trabalhar com a minuta específica do banco a ser entregue após a Conferência Nacional dos Bancários.


Entregaremos as minutas geral e específica para Fenaban e banqueiros do bb.


Nesta terça, estou em casa.


Entre quarta 18 e domingo 22 estarei em Curitiba, onde ocorre a Conferência Nacional dos Bancários.


De segunda 23 a quinta 26 estarei no Uruguai no Encontro de Redes de Bancos Internacionais.


É isto.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
SOMOS DA ARTICULAÇÃO SINDICAL!

Banco do Brasil prepara plano para conter prejuízo de ações trabalhistas

No momento em que busca se adequar aos cortes dos juros e acaba de desembolsar R$ 1 bilhão para capitalizar o Banco Votorantim, o Banco do Brasil enfrenta um outro problema que ameaça a sua rentabilidade. De acordo com fontes da instituição ouvidas pelo jornal O Globo, o principal desafio do BB atualmente está na Justiça do Trabalho. Preocupado com o custo de uma avalanche de ações trabalhistas, o banco tem freado gastos e investimentos e prepara um pacote de medidas para evitar que processos se acumulem e criem um rombo na instituição. 

Na última mesa de negociação realizada em 10 de julho com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, o BB surpreendeu a representação dos trabalhadores ao afirmar que não discutirá a jornada de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.


"O BB faz de conta que jornada de bancário não é lei que deve ser cumprida. O banco segue considerando que seus normativos internos são maiores que a CLT e a Constituição Federal. A Contraf-CUT e suas entidades filiadas esperam que a direção do banco mude de ideia rapidamente e negocie a jornada legal com a representação dos trabalhadores nesta Campanha Nacional 2012", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

A preocupação cresceu com a previsão da cúpula do banco de que os resultados financeiros vão piorar a partir do último trimestre, porque os correntistas estão quitando os empréstimos mais caros e só os mais baratos continuarão na carteira. 

O foco da aflição da direção do BB é a ação dos bancários que trabalham em cargos administrativos nas sedes da instituição. Eles são sindicalizados, como os funcionários que ficam nas agências bancárias. Só que, ao contrário dos que atendem ao público, quem trabalha na direção-geral não tem carga horária de seis horas. A ação é conhecida como 7 e 8 horas. E os funcionários que ganharam na Justiça conseguiram o reconhecimento dessa parte da jornada como horas extras. 

Por causa dessa contenda judicial, o BB está segurando investimentos para fazer caixa. Os gastos que podem ser adiados estão sendo, porque o pessoal sabe que isso vai estourar neste ano - disse uma fonte ligada à instituição sob condição de anonimato. 

Antigamente, apenas funcionários que se aposentavam entravam com o pedido de horas extras. No entanto, desde o início deste ano, vários bancários da ativa começaram a recorrer à Justiça para receber as duas horas diárias a mais. Isso fez aumentar a preocupação com o tamanho da fatura e também a previsão dessa despesa na contabilidade da instituição. 

De acordo com fontes, a apreensão maior do BB é em relação às ações trabalhistas na Justiça de Brasília. A adesão ao grupo de funcionários que entram na disputa tem aumentado nos últimos meses. E na capital federal os juízes têm determinado que os bancários recebam a diferença de horas relativa ao trabalho dos últimos dez anos e não dos cinco anos anteriores, como é de costume. 

Por causa desse aumento exponencial dos processos, o BB está prestes a concluir um plano com reforço em algumas áreas, realocação de pessoal e uma divisão de trabalho que faça com que os bancários da área administrativa trabalhem no máximo seis horas. 

Indagado sobre o assunto, o Banco do Brasil respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que "a sétima e oitava horas são discutidas no âmbito de todo o sistema financeiro. O BB faz provisões conforme metodologias adequadas às diversas demandas judiciais e, no caso específico, o Judiciário tem se pronunciado favoravelmente ao banco, em alguns estados. O Banco do Brasil avalia internamente medidas sobre a sétima e oitava horas que possibilitem a condução do tema de acordo com a necessidade da empresa e dos funcionários."

Com a escalada dos processos na Justiça, o Banco do Brasil aparece em segundo lugar no ranking de empresas com maior número de ações trabalhistas. A lista do Tribunal Superior do Trabalho (TST) com cem empresas já condenadas pela Justiça a pagar indenização por violar direitos dos empregados foi divulgada há duas semanas. O BB ficou em segundo lugar, com 2.472 processos. 

A relação foi elaborada a partir do Banco Nacional de Devedores Trabalhistas, criado por lei ano passado, e será divulgada pelo TST anualmente como desestímulo aos devedores. 


Fonte: Contraf-CUT, com Gabriela Valente - O Globo

15.7.12

1ª CONCLAT 1981 - LULA RELEMBRA 30 ANOS DEPOIS

O vídeo e os comentários do presidente Lula são uma verdadeira aula de política e sindicalismo classista, combativo e democrático. Esta é a primeira parte do vídeo.



Na segunda parte, há uma mensagem muito forte na entrevista do presidente Lula sobre o que é ser um sindicalista cutista e o que é a característica que sempre norteou o fazer sindical da CUT.

O sindicato existe para contratar direitos para a categoria representada. Para isso, é necessário que o sindicato queira negociar e fazer acordo. É premissa para um sindicato.

"o papel de um dirigente sindical é conquistar as coisas pros trabalhadores que ele representa e ele só vai conquistar se houver acordo, se houver negociação. Não pode ser um dirigente sindical que se recusa a negociar..." (LULA)

Outra mensagem fundamental é sobre a pauta de reivindicações: "você não pode fazer uma pauta, sabe, que você não consegue conquistar. Tem que fazer alguma coisa próxima do que você pode conquistar. Senão você vira um dirigente sindical principista... isso vale por um ano, vale por dois, vale por três, mas chega um momento em que as pessoas caem na real" (LULA)





COMENTÁRIO PARA A COMPANHEIRADA DA ARTICULAÇÃO SINDICAL


LEMBREM-SE DESSAS PREMISSAS QUE DESTAQUEI ACIMA: NOSSAS PROPOSTAS SÃO BASEADAS NAS CONDIÇÕES REAIS DE SE CONQUISTAR E ENTREGAR AOS TRABALHADORES O QUE CONSTRUÍMOS. NÓS NÃO FICAMOS "MARCANDO POSIÇÃO" SEM POSSIBILIDADE REAL DE CONQUISTA ATRAVÉS DA LUTA E DAS CONDIÇÕES OBJETIVAS REFLETIDAS NA PAUTA.

13.7.12

Campanha Nacional 2012: sobre mesas de negociação


William Mendes em manifestação 
no bb, complexo São João.
 Foto de Lazarri
Olá companheirada,

Recebi alguns comentários e contribuições de companheiros de luta sobre a mesa de negociação que tivemos com o bb na última semana. A mesa nos trouxe grande insatisfação com relação à negativa do banco em negociar a jornada de 6 horas para todos os comissionados. (os bancários darão a resposta ao banco na mobilização da Campanha 2012)

Vale dizer aqui, que o encontro entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT ainda não foi a mesa que iniciou as discussões acerca da minuta específica do banco, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do bb deste ano.

Nossos companheiros e lutadores diziam para refletirmos sobre o governo atual e a dureza nas negociações e sobre burocracia no movimento dos trabalhadores.


Cheguei há pouco do 11º CONCUT - Congresso Nacional da CUT -, onde decidimos as diretrizes e planos de luta para os próximos anos da nossa Central Única dos Trabalhadores e elegemos a diretoria, que será liderada pelo companheiro bancário Vagner Freitas, com quem tive o privilégio de trabalhar durante um mandato na Contraf-CUT.



CUT – FOCO NOS OBJETIVOS HISTÓRICOS E IMEDIATOS DA CLASSE TRABALHADORA

Comento aqui que cheguei do congresso da CUT porque como cutistas, nós temos muito claro o que somos e como atuamos.

A CUT lidera a classe trabalhadora para alcançar seus objetivos históricos de construir uma sociedade socialista. Mas para isso, é necessário construir diariamente as condições para se alcançar tal sociedade.

A CUT é sindical e não movimento. Os sindicatos cutistas também não descuidam dos objetivos imediatos de cada categoria representada. Os sindicatos devem organizar todos os trabalhadores, construir a pauta de reivindicações, mobilizar criando correlação de forças e contratar direitos. 

A CUT tem como objetivo buscar estratégias e táticas para negociar e contratar conquistas para os seus representados.


A CONTRAF-CUT E SUAS ENTIDADES FILIADAS

Segue minha rápida reflexão, porém, pensada como sindicalista eleito pelos bancários de SP e como coordenador de negociações indicado pela Confederação sobre a dureza da mesa de negociação com o bb e sobre uma suposta burocracia do movimento sindical:


PRINCÍPIO: qualquer mesa de negociação entre Patrão x Trabalhadores só alcança resultados (grandes, pequenos ou nulos) mediante correlação de forças (mobilização e organização da parte dos trabalhadores).



1-mobilizemos os bancários para alcançarmos as reivindicações que estamos construindo. É através dos sindicatos que buscamos a UNIDADE NA AÇÃO, através do COMANDO NACIONAL DOS BANCÁRIOS (com todo respeito por aqueles que acham que os grandes sindicatos podem ficar fora da estratégia de luta e das grandes decisões, se os grandes centros não estiverem unidos na luta, a vitória será do patrão).



2-não partilho do abuso existente na mitologia popular em criticar tudo como "burocracia". As estruturas sociais precisam de "estruturas de poder". Na minha opinião, ou temos estrutura social com regras de convivência e procedimentos ou não temos e existimos em anarquia. 

Toda estrutura tem “burocracia”. Isso não quer dizer que as estruturas têm que ter vícios de rotina piores que as boas práticas de rotina: os bancários avançaram em construir uma Convenção Coletiva Nacional para várias empresas e regiões do país, porque deixaram de negociar sindicato a sindicato com os bancos (são mais de 150 sindicatos e alguns têm menos de mil bancários). 

OU SEJA, existe uma estrutura política “em tese burocrática” (Comando Nacional e Contraf-CUT) construída nestes 30 anos PELOS BANCÁRIOS que trouxe a UNIDADE DA CATEGORIA  E OS DIREITOS NACIONAIS.



3-em relação ao governo Dilma ou outro qualquer em sistemas capitalistas, eu tenho a seguinte reflexão: em sociedades burguesas, os governos existem para administrar a estrutura dos burgueses. Ponto. 

Pode haver governos melhores ou piores em relação ao trato com a classe trabalhadora e os povos humildes. Os últimos 3 governos de composição do PT (e aliados da esquerda à direita) foram melhores para a classe trabalhadora e os povos humildes. Quem quiser negar isso terá que mentir, pois os números do país mostram os avanços na estrutura social. Mas governo é governo, partido é partido e sindicato é sindicato. Ponto.



4-Coordenação de negociações entre patrão e trabalhadores: de minha parte, em qualquer mesa de negociação em que eu estiver destacado para negociar, terei firmeza na postura e objetivos (eu tenho lado) e urbanidade com o outro lado (sabemos que os trabalhadores estão com a razão em suas reivindicações, pois elas são justas. Isto já nos dá firmeza nos propósitos). 

O resultado das negociações ficará para apreciação dos bancários em suas bases através de seus fóruns democráticos.



É isso, companheirada!

Mãos à obra em organizar os bancários e convencer (com mobilização) os banqueiros (organizados na Fenaban) e o nosso patrão específico - bb - a nos apresentar propostas razoáveis de serem apreciadas pelas bancárias e bancários.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!


William Mendes
Diretor do Seeb SP
Secretário de formação da Contraf-CUT

Atualmente, coordenador da CEBB

12.7.12

Bancário Vagner Freitas é eleito presidente da CUT



Após 29 anos de fundação, pela primeira vez integrante da categoria assumirá a presidência da Central
São Paulo – A nova direção nacional da CUT foi eleita. Nesta quinta 12, quarto dia do 11º Congresso Nacional, com mais de 90,5% dos votos de um total de 2.322 delegados, Vagner Freitas assume como o primeiro bancário no comando da Central, após 29 anos da fundação. “Para nós bancários é uma satisfação que todas as categorias e sindicatos da CUT tenham nos dado a honra de presidir essa Central tão fantástica”, declarou.

Desde 1983, passaram pela presidência da CUT o metalúrgico Jair Meneguelli (1986 a 1993); o também metalúrgico Vicente Paulo, o Vicentinho (1994 a 1999); o professor João Felício (2000-2003/2005-2006); o metalúrgico Luiz Marinho (2003-2005); e o eletricitário Artur Henrique (2006-2012).

“Hoje é um dia muito feliz para os bancários, especialmente para os bancários de São Paulo, que participaram da criação da CUT e ajudaram a construir os princípios da Central na luta por uma sociedade justa e igualitária”, comemorou Juvândia Moreira, presidenta do Sindicato (foto abaixo).

Para ela, a CUT é um sonho concretizado, pois conseguiu reunir trabalhadores do Brasil todo, do campo e da cidade, em uma Central que luta pelos direitos de toda a classe trabalhadora. “A CUT é uma grande realização. Temos um compromisso histórico com a Central e por isso disponibilizamos uma grande liderança para assumir essa tarefa, que é o Vagner Freitas.”

Para Artur Henrique, presidente que dá lugar a Vagner, "A CUT está para completar 30 anos e hoje cumpre o seu papel ao colocar na presidência um bancário, categoria tão importante na contrução de nossa Central".

 Vídeo: Artur destaca avanços e desafios da CUT
 Valorização do emprego e renda marca gestão Artur
 Livro resgata atuação da CUT nas eras Lula e Dilma

Do banco à presidência da CUT – Vagner iniciou sua carreira como bancário em 1987, quando foi contratado pelo Bradesco para trabalhar como caixa. “Logo que entrei no banco me filiei ao Sindicato, que foi a minha escola. Foi a formação que moldou e traçou a minha personalidade. Foi lá que aprendi conceitos básicos como democracia, solidariedade e respeito pelo coletivo”, relembrou.

Em 1991, Vagner entrou para a diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região como diretor da regional leste, que ficava no bairro da Mooca na época. Segundo ele, foi onde colocou em prática, na base, o primeiro conceito que aprendeu no movimento sindical. “Quando cheguei, Augusto Campos, ex-presidente, disse uma coisa que jamais vou esquecer: ‘Você não veio aqui cuidar só da categoria bancária. Vocês que estão chegando como diretores no Sindicato precisam saber que são dirigentes de classe, da classe trabalhadora. O Sindicato também é um instrumento de transformação da sociedade’”.

Após a formação que adquiriu nos mais de dez anos como diretor do Sindicato e a passagem pela Federação dos Bancários do Estado de SP (Fetec/CUT-SP), chegou à presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) em 2003, cargo que exerceu até 2009, quando passou a integrar a direção executiva da CUT como secretário de Administração e Finanças.

Neste 12 de julho, Vagner Freitas tornou-se o primeiro bancário a assumir a Presidência da Central Única dos Trabalhadores, maior central sindical do Brasil e da América Latina.

Confira a direção executiva eleita:

Presidente: Vagner Freitas (Bancários - São Paulo)

Vice-Presidente: Carmen Foro (Rurais - Pará)

Secretário-Geral: Sérgio Nobre (Metalúrgicos do ABC)
Adjunta: Maria Faria (CNTSS)

Administração e Finanças: Quintino Severo (Metalúrgicos - Rio Grande do Sul)
Adjunto: Donizete Aparecido (Químicos - São Paulo)

Relações Internacionais: João Felício (Apeoesp - São Paulo)
Adjunto: Artur Henrique (Sinergia - São Paulo)

Combate ao Racismo: Júlia Nogueira (Seguridade Social - Maranhão)

Comunicação: Rosane Bertotti (Rurais - Santa Catarina)

Formação: José Celestino (Professores - Minas Gerais)
Adjunto: Gregório (Sindpd - Pernambuco)

Juventude: Alfredo Santos (Químicos - Bahia)

Meio Ambiente: Jaceir (Rurais - Espírito Santo)

Mulher Trabalhadora: Rosane da Silva (Sapateiros - Rio Grande do Sul)

Organização: Jacy Afonso (Bancários - Distrito Federal)
Adjunto: Valeir (Comerciários - Santa Catarina)

Políticas Sociais: Expedito Solaney (Bancários - Pernambuco)

Relações do Trabalho: Graça (Municipais - Ceará)
Adjunto: Pedro Armengol (Servidores Federais - Piauí)

Saúde do Trabalhador: Junéia Martins Batista (Municipais - São Paulo)
Adjunto: Eduardo Guterra (Portuários - Espírito Santo)


Fonte: Seeb SP e CUT - Tatiana Melim - 12/7/2012


COMENTÁRIO:

Companheiro Vagner Freitas e companheir@s de nossa Central Única dos Trabalhadores, desejo a todos nós uma gestão de muita luta e sabedoria para conduzir a classe trabalhadora rumo a uma sociedade socialista, construída a partir dos locais de trabalho e com a participação dos trabalhadores organizados por nós.

Que nossa Central siga sendo sempre tolerante e solidária nos debates e divergências de ideias e que a classe trabalhadora se sinta cada vez mais representada por nós.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

Debate sobre jornada causa revolta no BB


Banco afirma que não negocia implantação das seis horas para todos comissionados sem redução de salários
São Paulo - A jornada de seis horas no Banco do Brasil foi a principal pauta da mesa de negociação permanente entre representantes dos bancários e da empresa. A direção do BB não quer negociar, segundo informou na reunião de terça-feira 10, em Brasília, deixando indignados os dirigentes sindicais. Os bancários reivindicam a carga horária para todos os comissionados sem redução de jornada.

O funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato Cláudio Luis participou da mesa de negociação e critica a postura do banco, lembrando que a instituição já vem perdendo ações na Justiça. “Consideramos uma falta de respeito com os trabalhadores, com o movimento sindical e o processo de negociação. Nossa resposta será a mobilização.”

Durante a negociação foram debatidos Sinergia e assédio moral, a Plataforma de Suporte Operacional (PSO), a redução da trava para remoção das Centrais de Atendimento do Banco do Brasil e o pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI dos incorporados, entre outras questões.

Sinergia e assédio – Os representantes dos trabalhadores apontaram os problemas do Sinergia que acarreta mais assédio moral. A situação foi denunciada em diversas ocasiões. Gerentes são obrigados a assinar termos de compromisso para cumprir metas ou, caso contrário, seriam descomissionados. O banco informou que não compactua com isso.

PSO – Os trabalhadores reafirmaram na mesa de negociação o debatido no 23º Congresso dos Funcionários do BB: a implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) reduziu o número de caixas e está causando muitos transtornos nas agências com filas enormes e muita reclamação de clientes e funcionários.

> Sindicato protesta em agências caóticas do BB

Intimidação – O movimento sindical expressou repúdio também ao uso irregular da avaliação de desempenho profissional, conhecida como GDP, quando reprime o trabalhador por participar de manifestações organizadas pelo Sindicato, como aconteceu na CABB e na CSO do complexo São João.

Interstício e trava – Os representantes dos trabalhadores voltaram a cobrar o pagamento de 3% sobre o VCPI e a redução da trava para remoção da CABB, que atualmente é de dois anos. O banco não deu resposta para nenhuma das questões.


Redação, com informações da Contraf-CUT - 11/7/2012

10.7.12

BB afirma disposição em negociar, mas não discute jornada de 6 horas


Bancários cobram soluções para diversos problemas no BB

A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta terça-feira (10) o processo de negociação permanente com o Banco do Brasil, em Brasília. Um dos temas em debate foi a jornada de 6 horas para todos os funcionários. 

Nova negociadora

O diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, apresentou a nova negociadora do banco, Áurea Faria Martins, que manifestou o desejo de começar as discussões da pauta específica, aprovada no 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, assim que as entidades sindicais fizerem as entregas das minutas à Fenaban e ao BB.

Jornada de 6 horas

A posição do BB gerou indignação por parte dos representantes dos trabalhadores. O banco afirmou que não vai negociar a implantação da jornada correta de 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários.

A expectativa das entidades sindicais era a mesma de todo o funcionalismo que chegou a ouvir do próprio diretor do BB, Carlos Neri, em 2011, que o banco resolveria o problema da jornada.

Após uma mesa temática sobre jornada - com o objetivo de coleta de dados e informações entre as partes para posterior mesa de negociação -, ocorrida após a campanha de 2011, os trabalhadores esperavam que o banco cumprisse o compromisso público de resolver o problema e a afirmação hoje de que a empresa não vai discutir o tema com a representação sindical é um total desrespeito ao processo negocial.

O banco disse que a jornada de 6 horas é tema de Plano de Comissões e que isto é estratégico e não discute em mesa de negociação. Além disso, o BB ressaltou que não discute questões ligadas ao plano de metas, arquitetura organizacional e de remuneração da empresa.

O banco observou que isso não quer dizer que não possa apresentar ao movimento sindical a decisão sobre o tema, caso decida algo sobre a jornada mais adiante.

"Além de todos os problemas de péssimas condições de trabalho e do assédio moral institucional para o cumprimento do programa 'caótico' de metas Sinergia BB, o banco sinaliza uma coisa para os funcionários e depois não cumpre. Os bancários darão a resposta a esse comportamento na campanha nacional deste ano", afirma William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de formação da Contraf-CUT.

Sinergia BB e assédio moral

A Contraf-CUT pediu ao banco que informasse como estão os números do fechamento do semestre nas várias agências do país. As entidades sindicais já sabem que a maior parte das dependências não conseguiu atingir a etapa ouro e os bancários estão sendo forçados pelos superintendentes do banco a fazerem diversas arbitrariedades para cumprir algo impossível e sem nenhuma regra clara.

O banco pediu que as entidades sindicais apontassem alguns dos problemas e assim foi feito: foco em metas individuais e carteiras, o programa muda a toda hora (três vezes neste semestre), a maior parte do país não cumpriu a etapa ouro (só cerca de 10%), não existem mais parâmetros para negociar qualquer eventual parcela adicional ao modelo básico de PLR da Fenaban na rede varejo. A Contraf-CUT já havia avisado isso ao banco em fevereiro deste ano.

Sobre assédio moral, os dirigentes sindicais relataram diversos casos como o descomissionamento de 23 gerentes de agência em MG, de maneira estranha. Também foi apontado o recente caso de assédio no Ceará, onde gerentes foram obrigados a assinarem "termos de compromisso" para cumprirem metas e que, se não cumprissem, seriam descomissionados por insubordinação.

Após mais alguns exemplos, o banco informou que não compartilha com essas ocorrências. Mas o fato é que o Sinergia BB é um programa que inevitavelmente leva a situação de assédio moral, causando fraudes e irregularidades.

PSO - implantação em nível nacional

Os sindicatos já fizeram plenárias por todo o país e constataram tudo aquilo que haviam apontado que ocorreria com as plataformas de suporte operacional. Os trabalhadores reafirmaram no 23º Congresso que são contrários a essa forma de gestão.

A Contraf-CUT apontou vários problemas e propostas para o setor. As dotações das PSO devem ser revistas e aumentadas. Os caixas devem ser efetivos, ter comissões e receber pontuação na carreira de mérito.

Não pode haver nenhuma dependência com apenas um caixa. Os gerentes de serviço não podem executar serviço de caixa. É uma lista enorme de problemas que também levarão os bancários do setor a participarem fortemente da Campanha Nacional 2012.

Pagamento do interstício de 3% sobre o VCPI

As entidades sindicais já haviam discutido com o banco a respeito do acerto dos valores desde março de 2012, mas até o momento o BB não efetuou o pagamento.

O banco ficou de verificar a finalização dos acertos e informar à Contraf-CUT quando fará a regularização do pagamento, inclusive com os valores retroativos ao mês da conquista do direito.

Discriminação nas remoções automáticas

Essa importante conquista dos bancários do BB, que acabou com a discriminação interna para a transferência dos funcionários entre dependências (vide revista Espelho Nacional, nº 266, página 8) vem sendo burlada sistematicamente pelos gestores dos departamentos do banco e com a conivência de algumas Gepes.

Com a desculpa de alegar que as vagas estão bloqueadas para alocar bancários envolvidos em processos de reestruturação, os gestores estão escolhendo escriturários para trabalhar, desrespeitando os normativos internos e o próprio concurso público.

A Contraf-CUT apresentou exemplos e suspeitas sobre a burla no sistema de remoção automática e na discriminação de escriturários que não conseguem ser realocados. O banco afirmou que não é orientação da empresa permitir aos gestores fazerem processos para escolher escriturários para atuarem nos setores.

Denúncias sobre burlas na remoção de escriturários devem ser encaminhadas para a Diref/Colet.

Visa Vale

Os trabalhadores do Espírito Santo, que possuem o vale refeição e alimentação Visa Vale, estavam sofrendo o risco de não poderem mais utilizá-los a partir do dia 16 por questões comerciais no Estado.

Após a cobrança de solução tanto por parte do Sindicato e da Federação dos Bancários do RJ-ES quanto da Contraf-CUT, o banco informou ao final da negociação que o problema foi resolvido. O convênio está em ordem e a partir desta quarta-feira (11) haverá comunicado nesse Estado avisando da regularização.

Cassi - Plano de Associados

A nova gestão eleita da Cassi procurou a Comissão de Empresa para partilhar um problema existente na entidade em relação a valores devidos pelos associados, oriundos de inconsistências do sistema de cobrança da Cassi, que serão regularizados nos próximos meses.

Como o problema afeta aos associados, a Contraf-CUT e demais entidades sindicais reivindicaram que, caso os valores devidos sejam cobrados, o BB se comprometa a estabelecer o limitador de 1/24 no máximo de desconto ao mês para qualquer tipo de regularização de cobrança feita, para não prejudicar os bancários.

O banco ficou de analisar a reivindicação.

A Cassi informou que, assim que for tomada qualquer providência em relação à regularização das pendências, divulgará em seus veículos de comunicação.

Vacinação contra gripe A 

Está havendo um grande surto de gripe A em Santa Catarina e foi solicitado ao banco que pague as vacinas. A medida vem sendo feita por outros bancos no Estado.

A Diref ficou de averiguar junto aos setores responsáveis do banco sobre a possibilidade de atendimento da reivindicação.

Adesão à Cassi e Previ pelos bancários incorporados

O banco disse que está estudando o caso, afrimando haver dúvidas quanto ao tema e sobre a maneira como implantá-lo.

Como o tema virá apresentado nas reivindicações da mesa específica, a empresa disse que terá melhores condições para avaliar a proposta dos trabalhadores.

O banco diz que há pré-disposição em resolver a questão. Mas cada caso deve ser avaliado com suas diferenças como, por exemplo, o Economus e a Fusesc. O banco não pode obrigar ninguém a migrar. O que o banco faria com as pessoas que já eram aposentadas antes das incorporações?

Devolução de delegado sindical na Previ 

Os representantes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro protestaram contra a medida e vão tomar as medidas cabíveis. O banco disse que recorreu ao regulamento e afirmou que a Previ, a Cassi e entidades semelhantes não são dependências da empresa.

GDP usada de forma irregular por alguns gestores do BB

Foi feita a denúncia de que gestores do banco, como na CABB SP e na CSO prefixo 1900 (SP), estão usando de forma irregular a GDP para tentar intimidar os bancários que participam de atividades sindicais.

A GDP é para avaliar desempenho profissional e não foi feita para punir trabalhador ou fazer anotação sobre horas não trabalhadas ou coisas do gênero.

Os gestores das unidades têm dito que o banco havia autorizado tal anotação. Foi dito à Contraf-CUT que a informação passada pela Diref aos gestores é de que o ponto eletrônico deve refletir a jornada real dos trabalhadores. Nada mais que isso.

Descomissionamento nas três avaliações

Também foram feitas denúncias sobre o banco estar descomissionando funcionários com base nas três avaliações, inclusive quando a pontuação está entre 3 pontos e 4 pontos.

Tanto o banco quanto as entidades sindicais debateram a necessidade dos bancários acompanharem sempre qualquer tipo de anotação feita e, inclusive, discordar ou justificar quando for o caso.

Redução da trava de tempo para remoção das CABB

Devido à natureza do trabalho muito específica nas CABB, foi solicitado ao banco que haja redução no tempo da trava de remoção para outras dependências. Atualmente a trava no setor também é de dois anos. Foi citada como exemplo uma redução em setor semelhante na ouvidoria do DF.

Criminalização da luta pela democracia

A Contraf-CUT ainda fez um desagravo sobre a apostila institucional de segurança bancária do BB, que desrespeita a luta da sociedade brasileira pela democratização e contra a ditadura militar.

Após a descoberta do material interno do banco pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, até a presidência da República já recebeu a denúncia sobre o fato.

O trecho, citado no item 1.1.2 da apostila, nos Fundamentos Teóricos de Segurança, sob a organização da Diretoria de Gestão da Segurança do BB, descreve: "No Brasil, em razão do aumento de assaltos a instituições financeiras, a partir de meados da década de 1960, realizados por terroristas de orientação esquerdista, opositores do regime militar, entre eles o desertor do Exército, ex-capitão Carlos Lamarca, e o ex-deputado, com formação em guerrilha e terrorismo na China e em Cuba, Carlos Marighella, autor do tristemente famoso manual do guerrilheiro urbano, tem início a formalização institucional da segurança privada. Várias organizações terroristas assaltavam instituições bancárias e de crédito, agindo de forma violenta, muitas vezes matando guardas, policiais e pessoas inocentes, requerendo medidas especiais de repressão ao delito".

Negociações da Campanha Nacional 2012

A 14ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 20 a 22 de julho, em Curitiba. O evento definirá a minuta nacional dos trabalhadores que será entregue à Fenaban, ao mesmo tempo em que serão apresentadas aos bancos públicos as pautas específicas para iniciar as negociações.

Os bancários devem participar ativamente do calendário organizado pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, para que haja avanços e novas conquistas.


Fonte: Contraf-CUT