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30.9.12

Artigo: Uma acusação infamante movida pelo preconceito - J. Carlos de Assis



Reproduzo abaixo o excelente artigo do economista J. Carlos de Assis sobre o MASSACRE ILEGAL PRATICADO PELO STF no chamado caso "mensalão", uma construção da direita brasileira mantida como vingança pela eleição por 3 vezes consecutivas do Partido dos Trabalhadores ao maior posto político do país - a presidência da república.

O que o STF está fazendo em inventar novos "crimes" sem provas para condenar por questão política membros da base aliada do governo do PT me envergonham e fazem cair por terra meus argumentos de defesa nas disputas de hegemonia na sociedade via política e não via guerra. O STF está emporcalhando a Justiça do país. (William Mendes)

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ARTIGO

Não sou do PT, nunca fui e não pretendo ser. Mas, longe de ter o talento de Zola, move-me o sentimento de justiça que o levou a escrever “J’acuse”, em relação ao processo injusto contra, principalmente, José Dirceu. É necessário um enorme contorcionismo jurídico deduzir o crime de formação de quadrilha de um encontro formal ou informal com dirigentes de bancos.
Desde a infame condenação do capitão Dreyfus pela Justiça Militar francesa no início do século XX sabe-se que a opinião pública, sensível a preconceitos e desorientada pela imprensa, nem sempre é a melhor conselheira de julgamentos que envolvem aspectos políticos apaixonados. Guardadas as distâncias de época e de tema, estamos diante de nosso caso Dreyfus no julgamento de alguns dos réus do chamado mensalão. Entre os principais deles, José Dirceu e José Genoino.

Refiro-me especificamente à imputação do crime de formação de quadrilha a esses dois dirigentes. No caso de Dirceu, então Chefe da Casa Civil, é necessário um enorme contorcionismo jurídico para deduzir o crime de formação de quadrilha de um ou de outro encontro formal ou informal com dirigentes de bancos, na medida em que receber pessoas, empresários ou não, estava entre suas atribuições funcionais. Sem o crime de quadrilha, porém, não haveria base para o crime de corrupção ativa, a outra imputação dele derivada. Daí o contorcionismo.

Na verdade, há algo de podre no reino desse julgamento. Misturaram-se crimes reais com crimes fictícios, e crimes reais com irregularidades eleitorais que não estão capituladas como crimes (caixa dois de campanha). O que está sendo apresentado como comportamento exemplar da Justiça no fundo não passa de exemplo da tendenciosidade do Judiciário. É importante, pois, reconstituir os fatos passo a passo para tentar obter uma visão imparcial do conjunto.

Tudo começa com a “denúncia espetacular” de Roberto Jefferson, não motivada por sentimentos de justiça mas como vingança por causa da exposição do esquema de corrupção do PTB, sob sua presidência, apanhado em plena tentativa de achaque ao PT. Da denúncia “bombástica”, por si mesma um meio de suscitar paixões na opinião pública acrítica, surgiu o inquérito pela Polícia Federal, que identificou outros beneficiários de esquemas de caixa dois de partidos aliados para cobrir supostas despesas eleitorais. Foi esse inquérito que resultou na denúncia formal de uma “quadrilha” chefiada por José Dirceu por parte do então Procurador Geral da República, Antônio Fernando de Souza.

Passado algum tempo, o novo Procurador, Roberto Gurgel, vice do anterior, seguiu a mesma linha, repetindo a denúncia infamante de “quadrilha”. Carregar na denúncia é, aliás, quase um vício de ofício de qualquer promotor. Mas o ministro relator do STF, Joaquim Barbosa, não quis parecer frouxo: acolheu no seu voto o mesmo epíteto infamante. Não é preciso ser um especialista em reações de opinião pública para concluir que esses três movimentos se reforçaram na relação com ela. O procurador Antônio quis apresentar uma denúncia espetacular; Gurgel, seu vice anterior, não poderia ficar por menos. Nessa altura, excitada pelos dois procuradores, grande parte da opinião pública queria ver sangue. Barbosa lhe deu!

No fundo, estamos diante de um espetáculo de demagogia por parte de funcionários públicos que, não dependendo de votos, deveriam ser guardiães imparciais da Justiça mas na verdade agem partidariamente. Alguns dizem que Dirceu é arrogante. Nas poucas vezes em que tratei com ele, não percebi nenhuma arrogância. Entretanto, se este for o caso, é preciso, desde logo, capitular arrogância no Código Penal que está sendo reformado tendo em vista a única jurisprudência nova que este julgamento está produzindo, ao lado da formação de quadrilha num conluio invisível “entre quatro paredes”.

Há em tudo isso um preconceito contra a democracia por parte dos que jamais aceitaram o fato de o PT ter ganhado duas vezes pelo voto a Presidência da República. Esclareço que não sou do PT, nunca fui e não pretendo ser. Mas, longe de ter o talento de Zola, move-me aquele sentimento de justiça que o levou a escrever “J’acuse”, em relação ao processo injusto contra, principalmente, José Dirceu. Se ele chefiou uma quadrilha, todos os partidos políticos do Brasil são quadrilhas. Se ele não chefiou, e vier a ser condenado, este Supremo mergulhará em indignidade. E teremos de esperar uma outra composição dele para que, no futuro, como aconteceu com Dreyfus, a Justiça brasileira venha a se desculpar perante Dirceu e Genoino.

(*) Economista e professor da UEPB, presidente do Intersul, autor junto com o matemático Francisco Antonio Doria do recém-lançado “O Universo Neoliberal em Desencanto”, Ed. Civilização Brasileira. Esta coluna sai às terças também no site Rumos do Brasil e no jornal carioca Monitor Mercantil.

29.9.12

Correspondentes bancários: Bacen (sindicato dos banqueiros!) favorece bancos DE NOVO!


Com um BC desse, que banqueiro precisa da proteção da
Fenaban???

CMN ADIA DE NOVO RETIRADA DOS CORRESPONDENTES DE DENTRO DAS AGÊNCIAS

As instituições financeiras ganharam mais quatro meses para retirar os correspondentes bancários que atuam nas dependências das agências ou de postos de atendimento. O Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou de 1º de novembro de 2012 para 1º de março de 2013 o início da proibição. 

Essa foi a terceira vez que a proibição foi revogada. Em fevereiro de 2011, o conselho já havia vedado que correspondentes bancários prestassem serviços nas instalações da instituição financeira contratante. Isso porque vários bancos contratam prestadores de serviços para vender, dentro das agências e postos de atendimento, operações de crédito consignado, dentre outras.

Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, a prorrogação foi feita a pedido dos bancos para se adequarem à regulamentação. "Demos condições para que bancos e correspondentes possam se adequar em prazo mais razoável, um mês era muito curto para se adequar ao modelo".

Odilon ressaltou que a atuação dos correspondentes bancários dentro das agências ou dos postos de atendimentos "descaracteriza" o exercício da atividade. "A medida combate distorção do modelo de pulverizar o sistema bancário, em vez de institucionalizá-lo dentro da própria agência. Está sendo proibido que ele fique dentro da agência, não está sendo proibido que trabalhe para o banco", disse.

A nova prorrogação foi duramente criticada pelo presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro. "Mais uma vez, o BC agiu como autêntico sindicato dos bancos, em vez de defender os interesses dos trabalhadores e da sociedade brasileira", afirma.

"Somos contrários à presença de correspondentes não somente dentro das agências e postos, mas também em frente, ao lado e nas proximidades das unidades bancárias. Queremos a universalização do atendimento bancário para todos os brasileiros, através da abertura de novas agências e postos, com bancários e vigilantes, visando oferecer serviços de qualidade, segurança e proteção ao sigilo bancário", destaca o dirigente sindical.

Os correspondentes oferecem atualmente serviços bancários (como saque, depósito e pagamentos) em locais como lojas, lotéricas e agências dos Correios. O atendimento é muito precário, feito por trabalhadores desprovidos dos direitos e conquistas dos bancários, sem condições de segurança e sem proteção ao sigilo dos clientes.

"Nós defendemos a inclusão bancária para todos os brasileiros, sem terceirização, sem discriminações e sem precarização do atendimento", conclui Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

28.9.12

Contraf-CUT cobra do BB a imediata correção do crédito do Visa Vale



A Contraf-CUT encaminhou nesta sexta-feira (28) ofício para a direção do Banco do Brasil, cobrando a imediata correção do crédito dos vale-refeição e vale-alimentação dos funcionários que participaram da greve referentes ao mês de outubro. A empresa efetuou o desconto dos dias parados na greve, o que fere o acordo aditivo do BB.

Confira aqui o ofício.

"O BB creditou o vale-alimentação e refeição com valores menores do que o correto, mesmo já tendo acabado a greve e mesmo com o TST ratificando a ultratividade dos acordos coletivos durante o processo de renovação e mesmo o crédito se referindo ao mês seguinte à greve, no caso outubro", critica William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

"Como havia negociação com novas propostas e a ampla maioria dos bancários aprovou as mesmas, entre quarta (26) e quinta-feira (26), ou seja, antes do crédito do Visa Vale, era esperado a devida correção e o crédito correto nesta sexta-feira", explica o diretor da Contraf-CUT.

Desrespeito

O BB mostra com esta atitude o quanto ele desrespeita os seus funcionários e as entidades do funcionalismo. "Na hora de pagar acertos de direitos dos trabalhadores - como, por exemplo, o acerto da diferença dos interstícios do VCPI dos bancários incorporados que fizeram adesão ao regulamento do banco desde 2009 e tiveram mudança de nível desde março de 2012 - o banco não cumpre o acordo. No caso do VCPI, até o presente momento, os bancários não receberam os acertos, sendo que o banco havia se comprometido a aprová-lo em agosto. Já são seis meses sem os bancários receberem", enfatiza William.


Fonte: Contraf-CUT

Artigo: bb e as dificuldades de sempre com os gestores do banco



Opinião

A categoria arrancou na luta e na greve as propostas da Fenaban e do bb na campanha 2012.

Por mais que a representação dos trabalhadores siga avançando na qualificação de seus dirigentes e na estratégia e táticas para fazer boas campanhas salariais, a gente percebe que os bancos não mudam mesmo sua postura na relação com as entidades sindicais, seus bancários e com a sociedade.

DESCONTO ABSURDO NO VISA VALE

O bb teve a desfaçatez de creditar hoje o valor dos vale-alimentação e refeição com valores menores que o correto, mesmo já tendo acabado a greve, mesmo o TST ratificando a ultratividade dos acordos coletivos durante o processo de renovação e mesmo o crédito se referindo ao mês seguinte - outubro. Esse banco não tem jeito mesmo! A Contraf-CUT já está contatando o bb (com letra minúscula mesmo) para regularizar a situação.

A ARTE DE TORTURAR OS NÚMEROS

Estava lendo os boletins de pessoal que o bb publicou no próprio site da empresa e fico me perguntando se aquelas mensagens são por desconhecimento ou se seria por outro motivo.

26/09 - Boletim Pessoal 58 - Proposta

Colega,

A Fenaban apresentou ontem, 25, proposta de reajuste de 7,5% sobre todas as verbas de caráter salarial, além de 8,5% sobre os valores de vale alimentação e vale refeição. Gostaria de, agora, convidá-los a analisar este índice e outros aspectos relacionados ao momento de negociação.

O índice oferecido é maior do que a inflação (IPCA) de 5,24% do período, o que garante, mesmo em um cenário de nova conjuntura de atuação dos bancos, reajuste de 2,26% de ganho real, índice superior ao do ano passado de 1,61%. Segundo pesquisa do Dieese, 97% dos acordos assinados neste ano representaram, na média, 2,23% de ganhos acima da inflação.


Os bancários conquistaram na luta desta campanha aumento real de 2,00% (pelo INPC) sobre todos os direitos. Foi uma conquista importante!

O que espanta é os gestores do banco não saberem fazer conta de porcentagem. Na nota número 58 e nas anteriores o banco sempre aumenta os índices de maneira equivocada (?). Aumento real não é aumento absoluto.

Como coordenador das negociações, eu disse ao banco que ele pode escrever o que bem entender nos seus veículos de comunicação. Mas não é correto usar uma referência como o Dieese em números que distorcem a realidade.

Quando o Dieese divulga que as categorias tiveram aumento acima da inflação (aumento real) na média de 2,23% é com a conta feita corretamente.

O banco usou o IPCA de 5,24% para comparar com os números do Dieese que são baseados no INPC. Pior que isso é a conta estar errada:

O reajuste de 7,5% da campanha 2012 pelo índice que o banco quer usar também não seria o que ele mesmo escreveu: 7,5% menos 5,24% daria 2,14% de aumento real e não 2,26%. É só perguntar para qualquer estudante de 8ª série do ensino fundamental.

NOVA FASE DE CONCLUSÃO DA CAMPANHA

Costumo dizer aos bancários que após a luta e a greve há outra fase dura nas negociações: a da redação do ACT aditivo do BB. Vamos a ele agora!

Saudações sindicais e de luta a tod@s os bancári@s que contribuíram com a luta!!

William Mendes

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

27.9.12

Em resposta à Contraf-CUT, Caixa se nega a alterar a proposta específica




Em resposta à carta enviada pela Contraf-CUT nesta quinta-feira 27 solicitando a retomada das negociações específicas, em razão das decisões da maioria das assembleias dos empregados que rejeitaram a proposta apresentada na terça-feira, a direção da Caixa Econômica Federal "reafirma a proposta já apresentada em mesa de negociação, que representa o esforço da empresa em atender às reivindicações dos empregados, de modo que se encontram exauridas todas as hipóteses de alteração das condições negociadas". 

A Caixa informa também que "a ausência por motivo de greve do dia 27/09/2012 será incluída na regra de compensação do ACT Caixa, desde que o retorno ao trabalho aconteça em 28/09/2012".

Leia a íntegra da resposta da direção da Caixa à Contraf-CUT.

Veja a carta da Contraf-CUT à direção da Caixa.


Fonte: Contraf-CUT

26.9.12

Maioria dos bancários aceita propostas da Fenaban e BB, mas recusa da Caixa



No nono dia de greve nacional, a maioria das assembleias dos bancários aprovou nesta quarta-feira 26 a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), conforme informações enviadas pelos sindicatos até as 21h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Também foi aceita a proposta para as reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil, mas a maioria das assembleias rejeitou a da Caixa Econômica Federal.

Com isso, os bancários de bancos privados e do BB de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Campo Grande e estados como Pernambuco, Piauí, Mato Grosso e Alagoas, dentre outros, voltam ao trabalho nesta quinta-feira 27.

Já os empregados da Caixa decidiram permanecer em greve em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pará, Ceará, Bahia e Sergipe. "Vamos fortalecer a greve na Caixa, buscando cobrar mais avanços para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

A Contraf-CUT vai encaminhar nesta quinta-feira uma carta para a direção da Caixa, solicitando a retomada das negociações específicas.

Avanços econômicos e sociais

A nova proposta da Fenaban, que foi apresentada ao Comando Nacional no oitavo dia de greve, eleva o reajuste nos salários de 6% para 7,5% (2% de aumento real), contém um acréscimo de 8,5% no piso salarial e nos auxílios-refeição e alimentação (ganho real de 2,95%) e aumenta 10% no valor fixo da regra básica e no limite da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

"Com mobilização e greves, os bancários conquistaram nos últimos nove anos consecutivos aumento real de salário, acumulando 13,22% nos salários e 35,57% no piso, de acordo com o INPC", destaca Cordeiro.

A Fenaban aceitou a reivindicação de que os salários dos bancários afastados que aguardam perícia médica sejam mantidos pelos bancos até que seja regularizada a situação junto ao INSS. Há inúmeros casos em que o trabalhador recebe a alta programada do INSS, mas acaba sendo considerado inapto no exame de retorno ao trabalho realizado pelos bancos, ficando sem benefício do INSS e sem salário.

"Os bancos aceitaram ainda a proposta do Comando de realizar um novo censo na categoria para verificar questões como gênero e raça, na perspectiva da igualdade de oportunidades, nos moldes do Mapa da Diversidade, feito em 2008", salienta o dirigente sindical.

Além disso, a Fenaban também assumiu o compromisso com a proposta do Comando de fazer um projeto-piloto para experimentar medidas defendidas pelos bancários e vigilantes para a melhoria da segurança nos bancos, como portas de segurança, biombos entre a fila e os caixas, e divisórias entre os caixas, inclusive os eletrônicos, dentre outras demandas. A Fenaban indicou as cidades de Recife, Olinda e Jaboatão para a realização do projeto-piloto, com participação e acompanhamento dos bancários nas etapas.

Não desconto dos dias parados

Os dias de greve não serão descontados dos bancários. A reivindicação do Comando Nacional era anistia, mas a Fenaban não aceitou e apresentou a mesma regra do ano passado de compensação até 15 de dezembro. Assim, os dias parados serão compensados em, no máximo, duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto sábados, domingos e feriados. O que ultrapassar esse período não será considerado.

Fonte: Contraf-CUT

BB avança na proposta específica e Comando Nacional orienta aprovação




Depois de um intenso e longo debate que durou toda a madrugada desta quarta-feira 26, o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, conseguiu arrancar novos avanços na proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo e orienta a sua aprovação nas assembleias em todo o país. 

Entre outros itens, o BB pela primeira vez aceita colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; concorda em aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração; os bancários conseguiram incluir a gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006; estabelece como novo piso após estágio probatório (90 dias) o valor de R$ 1.948 (A2); unificação dos atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554. 

Também será instalada mesa temática para discutir ascensão profissional e comissionamentos e o banco aceitou estabelecer a regra de preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do país através do sistema de remoção automática (SACR) ou pela nomeação de concursados. Isso é muito mais democrático e transparente na questão da mobilidade interna. E a PLR foi negociada mantendo-se a regra anterior sem vínculo do módulo bônus ao Novo Sinergia, que individualiza as metas. Será usada a mesma referência no resultado coletivo (ATB).


"A força da greve e a unidade do Comando Nacional foram fundamentais para trazer soluções de temas que estamos reivindicando há muitos anos, como jornada de 6 horas para comissionados, questões inerentes às CABB e aos caixas executivos, além de fazer o banco assinar a cláusula de combate ao assédio moral. Entendemos que a proposta é resultado da luta e tem avanços para os funcionários deliberarem nas assembleias", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa do BB.

Conheça a proposta do BB para as reivindicações específicas do funcionalismo:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados. 

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:
Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão. 

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:

Jornada de 6h para comissionados

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 
6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual. 


Fonte: Contraf-CUT

Agenda sindical - 24 Horas na luta...



Faz 24 horas que saí de casa para o 8º dia de greve da categoria. Entramos em negociação com a Fenaban no Hotel Maksud na tarde de terça-feira e, após apresentação da proposta geral, entramos na negociação com o bb.

Após a proposta do bb e da Caixa, o Comando Nacional se reuniu para tirar posição e o debate durou toda a noite e madrugada.

Vamos que vamos.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

25.9.12

Força da greve arranca negociação entre Comando e Fenaban nesta terça



A greve nacional dos bancários, que nesta segunda-feira 24 entrou na segunda semana ainda mais forte que na sexta-feira, começou a surtir efeito. No começo da noite, a Fenaban enviou ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) chamando uma nova rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários para esta terça-feira às 16h, no Hotel Maksoud, em São Paulo.

Após a rodada com a Fenaban, haverá também negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, no mesmo local, sobre a pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores.

"Foi a força da greve que arrancou a retomada das negociações. Esperamos que os bancos apresentem uma proposta que contemple as expectativas dos bancários e possa ser levada às assembleias da categoria em todo o país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Nesta segunda-feira, sétimo dia da paralisação, foram fechadas 9.386 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 Estados e no Distrito Federal, segundo informações passadas à Contraf-CUT até as 20h30 pelos 137 sindicatos e dez federações representados pelo Comando Nacional. Na sexta-feira 21, haviam sido paralisadas 9.092 unidades no Brasil inteiro.

A Fenaban apresentou a primeira e única proposta, com 6% de reajuste (0,58% de aumento real), no dia 28 de agosto. No dia 5 de setembro, a Contraf-CUT enviou carta à federação dos bancos para reafirmar que estava aberta à retomada das negociações e reivindicava a apresentação de uma nova proposta. A Confederação repetiu o gesto na quinta-feira 20, véspera da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, para avaliar a paralisação da categoria.

As principais reivindicações dos bancários

- Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
- Piso salarial de R$ 2.416,38.
- PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
- Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
- Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
- Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
- Mais segurança
- Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

24.9.12

Sem nova proposta, greve chega forte ao sétimo dia em São Paulo



Paralisação cresce para quebrar silêncio da Fenaban e retomar negociações

A mobilização dos bancários entra no sétimo dia de greve sem perder força. Logo no início da manhã desta segunda-feira 24, os trabalhadores reforçaram a paralisação em importantes concentrações bancárias em São Paulo.

Centenas de funcionários cruzaram os braços no CTO e CAU, do Itaú; no Casa 3, do Santander; nos prédios da Marambaia e Verbo Divino, além do SAC do Banco do Brasil; e na Nova Central do Bradesco.

Também estão fechadas agências em todas as regiões da capital, em Osasco e nos municípios da região.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, está desde cedo com os bancários do CTO do Itaú e falou da força da participação dos trabalhadores.

"Esta semana a greve será ampliada, principalmente nas grandes concentrações dos bancos, para pressionar os banqueiros a apresentar uma proposta decente à categoria. Eles já sabem o que queremos: aumento real de salário, valorização do piso, PLR e vales maiores", ressaltou a dirigente.

"Os bancários sabem que os bancos podem pagar e não vão desistir da luta até ver suas reivindicações atendidas. Eles dão grandes aumentos a seus executivos e a categoria quer ser valorizada também. O Sindicato busca resolver a campanha o mais rápido possível, mas não vamos sair da greve sem o justo reconhecimento de quem tanto trabalha pelos excelentes resultados dos bancos", destacou.

Interditos

O Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco ingressaram na Justiça com interditos proibitórios contra o direito de greve dos bancários. Na manhã desta segunda-feira, a Justiça reconheceu o direito dos trabalhadores e todos os interditos foram cassados.

Mobilização

Região de Osasco - Amanheceram de portas fechadas diversas unidades bancárias do centro de Osasco, Alphaville, Vila Sara, Jaguaré e dos municípios de Itapecerica da Serra, Jandira, Carapicuíba e Santana do Parnaíba.

Zona Norte - A paralisação também chegou a um número alto de agências em avenidas e bairros da zona norte. Os trabalhadores pararam nas unidades da Avenida Itaberaba e dos bairros Vila Guilherme, Pirituba, Casa Verde, Vila Baruel e Água Fria.

Sul - Na região sul de São Paulo a greve chegou à Avenida Giovani Gronchi, Morumbi 2, Portal do Morumbi e Campo Limpo.

Leste - Os bancários fecharam agências da Avenida Rio das Pedras e nos bairros Pari, Guaianases, Cambuci, Itaim Paulista e na região da Penha.

Oeste - Também aderiram à greve os trabalhadores de agências na Praça Charles Miller, na Rua Cardoso de Almeida e outras nos bairros Pacaembu e Sumaré.

Paulista - A região da Paulista permanece firme na paralisação, com agências importantes da avenida de portas fechadas. O movimento alcançou ainda agências das ruas Estados Unidos, Augusta e Domingo de Morais, da Avenida Indianópolis, em parte da Jabaquara e também paralisou as atividades do Complexo do BB, na Vila Mariana.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb SP

22.9.12

Visita ao CCBB SP e aos Impressionistas da Moderna Paris


Le Bassin aux Nymphéas, Harmonie Verte, 1899, Claude Monet

Neste sábado, visitamos o CCBB SP. Eu estava devendo para minha esposa irmos à exposição dos impressionistas que está para terminar daqui a duas semanas (em 7 de outubro).

Jeunes Filles au Piano, 1892, Pierre-Auguste Renoir 

Já havia passado pelo CCBB algumas vezes nestes dias da exposição com filas bem pequenas, mas não era justo eu ir sozinho sem combinar em casa.

Régates à Argenteuil, 1872, Claude Monet

Olha amig@s, ficamos 2 horas e quarenta minutos na fila. Eu fiquei quebrado pela espera. Apesar da demora, entramos e valeu a pena!

La Salle de Danse à Arles, 1888, Vincent Van Gogh

Só a arquitetura do prédio é uma exposição à parte. É maravilhosa! A gente percebe as pessoas admirando o prédio, além da exposição em si.

Vejam o interior do CCBB SP. Aqui temos o teto com os lances dos andares.

Eu gosto muito do estilo de Cézanne, Gauguin e Van Gogh. Minha esposa tem preferência por Renoir e Monet. Mas gostamos muito do impressionismo. Além do estilo de pinceladas fortes e rápidas, me encanta o pontilhismo.

Nature Morte à la Soupièree, 1877, Paul Cézanne

A ARTE E O PÚBLICO

A questão que mais me emocionou e agradou, foi ver tanta gente simples na exposição. O povo brasileiro é um grande apreciador de arte. Acho uma bobagem os pseudo-intelectuais ficarem falando mal das pessoas simples.

Palais des papes avignon - Paul Signac

Obrigado CCBB e Banco do Brasil pela exposição gratuita. As obras são de encher os olhos e permitir que as pessoas de todas as classes sociais possam desfrutar disso é um ponto positivo pra vocês.

CCBB SP - O prédio é de 1901, adquirido pelo BB no século 19 e
centro cultural  a partir de 2001.


Fonte de algumas imagens dos quadros: site Casa Vogue.

21.9.12

Bancários ampliam greve nacional e fecham 9.092 agências no quarto dia



"Os bancos perderam mais uma grande oportunidade para retomar as negociações e apresentar nova proposta aos bancários, ignorando a presença do Comando Nacional em São Paulo durante toda esta sexta-feira. Essa intransigência aumenta a indignação da categoria e vai intensificar a greve nacional na próxima semana." A advertência foi feita pelo presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, ao final da reunião do Comando Nacional realizada nesta sexta-feira 21 para avaliar a paralisação e intensificar o movimento nos próximos dias.

A greve nacional se alastra a cada dia. Nesta sexta-feira, quarto dia do movimento, 9.092 agências e centros administrativos foram fechados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço da Contraf-CUT a partir das informações passadas até as 18h pelos 123 sindicatos e dez federações que integram o Comando Nacional.

Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas, saltando para 7.324 no segundo dia e 8.527 na quinta-feira. Já no quarto dia de paralisação no ano passado, 7.865 agências haviam sido fechadas.

Na reunião desta sexta, o Comando Nacional avaliou que o crescimento da greve é consistente em todo o país, principalmente nos bancos privados, e orientou os sindicatos a intensificarem a mobilização em todas as bases, de forma a forçar a Fenaban a romper o silêncio e retomar as negociações.

A federação dos bancos apresentou a primeira e única proposta, com 6% de reajuste (0,58% de aumento real), no dia 28 de agosto. No dia 5 de setembro, a Contraf-CUT enviou carta à Fenaban para reafirmar que estava aberta à retomada das negociações e reivindicava a apresentação de uma nova proposta, mas até hoje não obteve resposta.

"Os bancos erraram ao apostarem no fracasso da paralisação. A resposta dos trabalhadores está aí, com uma greve ainda mais forte que nos anos anteriores", conclui Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

20.9.12

Greve cresce no país e bancários fecham 8.527 agências no terceiro dia



A greve nacional dos bancários continua crescendo em todo território nacional. Nesta quinta-feira (20), terceiro dia do movimento, as paralisações atingiram 8.527 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal. As informações foram enviadas à Contraf-CUT até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários.

No primeiro dia de greve, terça-feira (18), 5.132 agências foram fechadas. Já no segundo dia as paralisações alcançaram 7.324 dependências. O crescimento da greve nesta quinta-feira superou também o terceiro dia do movimento no ano passado, quando 7.672 unidades foram fechadas.

O Comando Nacional se reunirá nesta sexta-feira (21), a partir das 14h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. "Vamos fazer uma avaliação da greve e discutir estratégias para fortalecer ainda mais o movimento em todo o país, caso a Fenaban continue não dando sinal de vida e mantenha essa postura intransigente em relação às demandas dos bancários", destaca o dirigente sindical, Carlos Cordeiro.

A Contraf-CUT enviou nesta quinta-feira uma carta à Fenaban, comunicando que o Comando Nacional estará reunido nesta sexta-feira e "estará à disposição para retomar a mesa de negociações da Campanha Nacional 2012, caso a Fenaban tenha uma nova proposta para apresentar à categoria bancária".

Clique aqui para ler a carta à Fenaban.

"É um boa oportunidade para a Fenaban acordar, marcar uma negociação e apresentar uma proposta que atenda as expectativas dos bancários", aponta Cordeiro. "Se a Fenaban não retomar o diálogo, com certeza o movimento sindical irá intensificar ainda mais a greve na próxima semana", projeta.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25% (5% de aumento real), valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

"Os bancários estão cada vez mais indignados com o silêncio da Fenaban e, por isso, o movimento se amplia rapidamente a cada dia em todo o país. Os banqueiros não atenderam as reivindicações da categoria na mesa de negociação e agora estão sentindo a força da mobilização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Além de ampliar a greve, os bancários participaram nesta quinta-feira do ato unificado das categorias em campanha salarial no segundo semestre, na Avenida Paulista. A manifestação organizada pela CUT e demais centrais sindicais reforçou a luta por aumentos reais de salários. Os dirigentes sindicais enfatizaram que não falta dinheiro, mas responsabilidade aos banqueiros e aos empresários nas negociações com os trabalhadores.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17, mas nenhuma resposta foi enviada pela Fenaban até o momento.

Os bancos apresentaram uma única proposta ao Comando Nacional no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

19.9.12

No segundo dia, bancários fecham 7.324 agências e greve se fortalece



Subiu para 7.324 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados nesta quarta-feira 19, segundo dia da greve nacional dos bancários, segundo balanço realizado pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional da categoria. Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas. Na greve do ano passado, foram paralisadas 6.248 unidades no segundo dia.

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo. Os banqueiros pagaram pra ver e estão vendo a força da greve, resultado da insatisfação dos bancários diante da ausência de nova proposta da Fenaban que contemple as reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários querem 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Eles aprovaram a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias em todo o país.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17. Mas a federação dos bancos não deu resposta até hoje.

"Esperamos que a Fenaban rompa o silêncio, marque nova negociação e apresente uma proposta decente para levarmos às assembleias dos bancários. Em caso contrário, a greve continuará crescendo e poderá entrar na próxima semana", diz Carlos Cordeiro.

Os bancos podem atender aos bancários porque ...

... Os lucros são crescentes

Os seis maiores bancos, que empregam 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012, um aumento de 1,20% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso sem contar a manobra contábil de superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos (PDD) diante de uma inadimplência em queda. O lançamento em PDD foi de R$ 39,15 bilhões no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido dos bancos.

... Deram aumento de 9,7% aos altos executivos

Enquanto a Fenaban propõe reajuste de apenas 6% aos bancários, a remuneração já milionária dos altos executivos dos bancos aumentou este ano em 9,7%, segundo dados fornecidos pelos próprios bancos à Comissão de Valores Mobiliários. Assim, a remuneração anual de cada diretor estatutário chegará até R$ 8,4 milhões este ano.

... Setores menos lucrativos deram reajustes maiores

Quase todos os acordos salariais assinados no primeiro semestre de 2012 resultaram em aumento real de salários dos trabalhadores, segundo pesquisa do Dieese. Muitos desses acordos foram até superiores a 5% acima da inflação, enquanto a Fenaban ofereceu meros 0,58% de ganho real aos bancários.

... Os bancários brasileiros têm baixos salários

Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil o salário de ingresso de um bancário é de 681 dólares, ou seja, R$ 1.400. Os bancários querem um piso de R$ 2.416,23, equivalente ao salário mínimo do Dieese.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

18.9.12

Bancários fecham 5.132 agências em todo o país no primeiro dia da greve



Os bancários fecharam pelo menos 5.132 agências e centros administrativos dos bancos em 26 Estados e no Distrito Federal nesta terça-feira 18, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado por 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

O balanço, feito pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h30 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, mostra que a paralisação começou mais forte que a do ano passado, quando 4.191 agências foram paralisadas no primeiro dia.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve com sua postura intransigente - e vão se surpreender. A forte paralisação, inclusive nos bancos privados, mostra a indignação da categoria com a recusa dos banqueiros em atender nossas reivindicações, propondo apenas 6% de reajuste, ao mesmo tempo em que aumentam em 9,7% a remuneração já milionária de seus altos executivos, que chegam a receber R$ 8,4 milhões por ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Condições financeiras os bancos têm de sobra para atender às reivindicações dos bancários, uma vez que as seis maiores instituições apresentaram R$ 25,2 bilhões de lucro líquido somente no primeiro semestre, mesmo maquiando os balanços com R$ 39,15 bilhões de provisões para devedores duvidosos apesar da inadimplência baixa", acrescenta Cordeiro. "Além do mais, a proposta feita pelos bancos, o setor mais sólido e rentável da economia, de 0,58% de aumento real é um índice bem menor do que a grande maioria das empresas de outros segmentos concederam a seus trabalhadores nos acordos assinados no primeiro semestre."

Os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto. O índice de 6% foi considerado insuficiente pelo Comando Nacional.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 de setembro para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17 de setembro. Mas a federação e os bancos sequer responderam às cartas.

"Esse longo silêncio dos banqueiros é que levou à greve. Continuamos abertos à retomada das negociações e aguardamos que a Fenaban rompa o silêncio e apresente uma proposta decente para apresentarmos às assembleias. Se isso não ocorrer, vamos intensificar a mobilização e fazer a maior greve dos últimos anos para garantir avanços econômicos e sociais", conclui Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

Fonte: Contraf-CUT

Greve nacional dos bancários - Dia 1



COMPANHEIR@S,

Não fechamos ainda os números do primeiro dia de luta da categoria, pois a Contraf-CUT ainda está recebendo as informações de nossas dezenas de sindicatos.

Pelo que já pudemos apurar, o primeiro dia de greve foi muito bom. Logo mais a gente apresenta os números de agências e locais parados no Brasil.

Aqui em Sampa foram mais de 400 locais paralisados hoje.

Vamos agora para o Comando de Greve aqui em nossa base - São Paulo, Osasco e região.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
BANCÁRIO É CATEGORIA DE LUTA!

17.9.12

Contraf-CUT cobra e BB diz que está convocando aprovados para SESMT



A Contraf-CUT cobrou o Banco do Brasil, por meio de ofício, a instalação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) em todas as regiões do país. 

Em resposta, o banco informou que as convocações dos aprovados na seleção externa foram iniciadas. De acordo com o BB, os profissionais são médicos do trabalho, engenheiros de segurança do trabalho, enfermeiros do trabalho, técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem. 

"Temos recebido a denúncia de que, mesmo após a conclusão em junho deste ano da seleção externa 2012/02 - SESMT, nas capitais de todos os estados e em Ribeirão Preto (SP), o banco ainda não tem o serviço em várias unidades da federação e com quadro próprio", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Pedimos aos sindicatos que acompanhem em todas as capitais o processo de instalação dos SESMT. Caso o banco demore na implantação, orientamos que os sindicatos cobrem o BB e comuniquem a Contraf-CUT. Essa unidade de atuação é importante para garantirmos que a legislação do trabalho seja respeitada pelo banco", salienta William. 

Fonte: Contraf-CUT

14.9.12

Sem avanço importante, só resta aos bancários do BB irem à greve


Assessorado pela Comissão de Empresa, Comando Nacional
reúne-se com o BB em São Paulo
Crédito: Jailton Garcia


Os funcionários do Banco do Brasil terão de fazer uma forte greve ao lado da categoria para conquistar avanços tanto na mesa geral de negociação com a Federação de Bancos (Fenaban) como em relação às principais cláusulas da pauta de reivindicações específicas com a instituição financeira federal.

Na rodada de negociação específica realizada na tarde desta sexta-feira 14, em São Paulo, o BB manteve a postura intransigente e não apresentou proposta para o Plano de Carreira e Remuneração (PCR), para a jornada de seis horas dos comissionados nem para o Plano de Comissões (PC). E ainda afirmaram que não irão assinar o instrumento de combate ao assédio moral assegurado na Convenção Coletiva dos Bancários assinada com a Fenaban.

"Quanto ao banco dizer que não vai assinar a cláusula de combate ao assédio moral da Fenaban e vai seguir sendo o único banco fora deste acordo, também avisamos que as entidades sindicais não renovarão a cláusula dos comitês de ética, até mesmo porque eles nunca funcionaram", afirma o dirigente.

"A direção do BB está empurrando os funcionários para a greve ao repetir a postura intransigente dos anos anteriores. Já faz um mês e meio que entregamos nossa pauta específica de reivindicações e não é admissível que até agora não tenha ainda apresentado uma proposta global para as nossas demandas", critica William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.

Para evitar que haja desconfianças relativas a não cumprimento de acordos feitos na mesa de negociação, os representantes do BB disseram que "todas as propostas que forem apresentadas estarão escritas no acordo".

Poucos avanços

Na reunião desta sexta-feira, os representantes do BB se limitaram a apresentar três propostas: redução da trava de remoção dos funcionários da Central de Atendimento (CABB) de 24 para 18 meses, inclusão de padrasto, madrasta e enteados para ausências autorizadas e não abrir mão da comissão para concorrer para remoção automática para escriturários em outras dependências do banco.

A negociadora do banco afirmou que há outras propostas sendo analisadas e que só serão apresentadas quando forem confirmadas pela direção da empresa.

"Consideramos as três propostas positivas, mas insuficientes em função do conjunto de propostas que entregamos ao banco", afirma William.

CABB

O coordenador da Comissão de Empresa entregou aos representantes do BB abaixo-assinado de bancários da CABB de São Paulo reivindicando a comissão de 55% sobre o piso do BB. O abaixo-assinado foi entregue pelos trabalhadores à presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira, na assembleia dos bancários realizada no dia 12 de setembro.

"Temos cobrado da empresa que atenda a essas e outras exigências dos funcionários da CABB, como o fim da trava e a equiparação dos atendentes A e B", afirma o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb São Paulo

13.9.12

Agenda Sindical... preparando a GREVE!

Nesta quinta-feira de manhã estive na BASE em reunião em agência do bb informando sobre as negociações e organizando a greve a partir do dia 18 caso os bancos não façam novas propostas até o dia 17 de setembro.

Amanhã cedo estarei na BASE novamente em uma reunião em agência do bb antes de ir para a reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb na sede da Contraf-CUT. 

Após a reunião da CEBB teremos negociação com o bb às 14 horas. Esperamos que o banco venha com propostas sobre as nossas questões específicas de jornada, saúde, carreira e condições de trabalho. O lucro é grande e não há motivos para o banco não apresentar avanços na mesa negocial.

Entre segunda e quarta-feira estive em SP tratando de questões da campanha e do bb. Ontem tivemos uma bela assembleia na quadra dos bancários aqui em São Paulo com mais de mil trabalhadores.

No sábado tenho reunião do conselho da AABB. A partir deste mandato que começou em agosto sou conselheiro deliberativo de nosso clube.

COMPANHEIR@S, VAMOS A LUTA POR NOSSOS DIREITOS!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!