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28.10.10

Revista dos Bancários destaca greve histórica e alerta para o risco Serra


Compare os índices de reajustes dos bancários nos governos FHC e Lula
Contraf-CUT

A mais nova edição da Revista dos Bancários, produzida pela Contraf-CUT, já começou a ser distribuída pelos sindicatos em todo o país. Com a manchete "Avançamos", a publicação traz um balanço sobre a Campanha Nacional dos Bancários 2010, mostrando como a "maior greve conquistou o melhor acordo em 20 anos" para a categoria.

Além dos ganhos reais nos salários e do aumento da PLR, a revista analisa a conquista de um instrumento de combate ao assédio moral nos bancos e a melhoria no atendimento das vítimas de assaltos e sequestros. A unidade nacional dos bancários e a força da greve de 15 dias, que chegou a paralisar 8.280 agências em todo o país, são ressaltadas como fatores fundamentais para arrancar avanços nesta campanha.

Clique aqui para acessar a versão para leitura on-line.

A publicação apresenta dados históricos e comparativos sobre a evolução dos reajustes salariais e dos pisos na era FHC e no governo Lula, confrontando o arrocho no período tucano com os ganhos obtidos nos últimos sete anos. Além disso, relembra os tempos sombrios do governo tucano de FHC, do qual o candidato José Serra foi ministro do Planejamento e condutor das políticas de privatização de empresas estatais.

A revista relaciona uma série de fatos que mostram por que a candidatura tucana representa uma ameaça aos trabalhadores e aos bancos públicos, como BB, Caixa, BNB e Banco da Amazônia.

Confira alguns riscos para os trabalhadores:

-Tucanos arrocham salários. Nos oito anos do governo PSDB/FHC, os bancários tiveram arrocho salarial, tanto nos bancos públicos como privados (veja nas tabelas acima). Serra fez o mesmo no governo de São Paulo.

-Serra coordenou privatizações. Como ministro do Planejamento de FHC, Serra coordenou o programa de privatizações, entre elas Vale do Rio Doce, Embraer, todo o sistema Telebrás, Light, CSN, Escelsa entre outras.

-Privatizações de bancos públicos. A política do governo do PSDB privatizou Banespa, Banerj, Banestado, Bemge, Baneb, Bandepe, Credireal, Meridional, BEA, BEG e Paraiban.

-Serra vendeu último banco público paulista. A Nossa Caixa só não foi privatizada porque o BB comprou, mas as negociações já estavam avançadas com o Bradesco.

-Desmonte do BB e da Caixa. Quando FHC assumiu, em 1995, o BB tinha 119 mil funcionários e a Caixa 76 mil. Quando saiu, o BB tinha 77 mil e a Caixa 53 mil. Além das demissões, a reestruturação brutal arrochou salários (veja no quadro), retirou direitos, precarizou o trabalho, acabou com o PCS e humilhou os trabalhadores. Os dois bancos também ficaram praticamente sem PLR nos governos tucanos.

-Objetivo era privatizar BB e Caixa. O desmonte dos dois bancos públicos federais visava enfraquecê-los para privatizá-los. Isso estava explicitado em documentos enviados pelo governo FHC ao FMI e em estudo encomendado ao consórcio Booz-Allen, Hamilton & Fipe.

-Prejuízos aos aposentados, com a implantação do fator previdenciário que reduziu os novos benefícios de aposentadoria em até 40%.

-Desrespeito aos trabalhadores. Intervenção branca (bloqueio de contas), no início do governo FHC, em sindicatos de petroleiros do país, demissão de mais de 70 grevistas e uso de força militar contra os trabalhadores do setor. O governador Serra, em São Paulo, tentou criminalizar os movimentos sociais e sindicais, jogando a polícia contra professores, entre outras arbitrariedades.

Fonte: Contraf-CUT

Acordo de PLR do BB 2010 - 1º semestre





COM13110 - BB ACORDO PLR 2010


São Paulo, 21 de outubro de 2010.

De: Contraf-CUT

Para: Entidades Sindicais Bancárias


ACORDO COLETIVO DE TRABALHO DE ÂMBITO NACIONAL ENTRE BANCO DO BRASIL S.A., CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO - CONTRAF, FEDERAÇÕES E SINDICATOS DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS, SOBRE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS - PLR DO ANO DE 2010.

PREÂMBULO

Pelo presente Acordo Coletivo de Trabalho de âmbito nacional, as partes signatárias estabelecem a Participação nos Lucros ou Resultados – PLR do Banco do Brasil S.A., do ano de 2010, denominado PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS - PROGRAMA PLR, nos termos do artigo 7o, inciso XI, da Constituição Federal, da Lei no 10.101, de 19.12.2000, e das seguintes cláusulas:


DA EXCLUSÃO DA INCIDÊNCIA DE ENCARGOS TRABALHISTAS

CLÁUSULA PRIMEIRA: A Participação nos Lucros ou Resultados não constitui base de incidência de nenhum encargo trabalhista, inclusive previdenciário, por ser desvinculada da remuneração, nos termos da legislação vigente (artigos 7º - XI – CF e 3º da Lei nº 10.101/2000).


DAS DISPOSIÇÕES CONTRATUAIS COLETIVAS

CLÁUSULA SEGUNDA: O presente acordo tem como referência normativa a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria Bancária, firmada entre Federação Nacional dos Bancos – FENABAN, CONTRAF e entidades afiliadas, para estabelecimento da Participação nos Lucros ou Resultados referente ao ano de 2010, adaptados às particularidades e características do Banco do Brasil, nos termos deste instrumento.


DA COMPOSIÇÃO DO MODELO DE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS - PLR

CLÁUSULA TERCEIRA: O modelo de participação nos lucros ou resultados do Banco do Brasil S.A. do ano de 2010 compõe-se de um módulo básico, denominado MÓDULO FENABAN, e de um módulo especial, denominado MÓDULO BB.


DOS OBJETIVOS DO PROGRAMA PLR

CLÁUSULA QUARTA: O Programa PLR promove a distribuição de lucros ou resultados aos funcionários do Banco, na forma da lei e deste acordo coletivo de trabalho, e visa ao:

I - fortalecimento da parceria entre os funcionários e o Banco;

II - reconhecimento do esforço individual e da equipe na construção do resultado;

III - estímulo do interesse dos funcionários na gestão e nos destinos do Banco;

IV - incentivo aos negócios e o lucro do Banco.


DOS RECURSOS DO PROGRAMA PLR

CLÁUSULA QUINTA: Os recursos para o Programa PLR advêm dos Lucros Líquidos semestrais constantes das respectivas demonstrações contábeis, de publicação anterior ao pagamento da referida Participação nos Lucros e após os efeitos tributários do Imposto de Renda e da Contribuição Social, ajustados pelos saldos líquidos dos lançamentos efetuados nos semestres em Lucros ou Prejuízos Acumulados, respeitado o disposto na Lei no 6.404, de 15.12.1976, e suas alterações.


DO PAGAMENTO DA PLR

CLÁUSULA SEXTA: A PLR é distribuída semestralmente, conforme disposto na Lei no 10.101/2000, apurada com base em percentual definido pelo acionista controlador, incidente sobre o lucro líquido obtido em cada semestre civil, e demais normas que tratam do tema, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.


DOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA PLR
CLÁUSULA SÉTIMA: Participam do Programa PLR os funcionários do Banco e os cedidos à Fundação Banco do Brasil - FBB, BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. - BB DTVM, Entidades Sindicais, Federação Nacional das Associações Atléticas Banco do Brasil - FENABB, Conselhos Estaduais das Associações Atléticas Banco do Brasil - CESABB, Associações Atléticas Banco do Brasil - AABB, Associação dos Advogados do Banco do Brasil – ASABB, Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade – APABB, Associação de Poupança e Empréstimo - POUPEX, Cobra Tecnologia S.A. - COBRA e ao Setor Público.

Parágrafo Primeiro – O funcionário admitido até 31.12.2009 e que se afastou a partir de 2.1.2010, ou que se afastou antes de 1º.1.2010 e retornou durante o primeiro semestre de 2010, por licença-saúde, licença-maternidade ou licença-adoção, faz jus ao pagamento integral da PLR ora estabelecido para o semestre referido, observados os parâmetros específicos constantes das cláusulas que tratam dos Critérios e Modo de Distribuição.

Parágrafo Segundo – O funcionário admitido até 30.6.2010 e que se afastou a partir de 2.7.2010, ou que se afastou antes de 1º.7.2010 e retornou durante o segundo semestre de 2010, por licença-saúde, licença-maternidade ou licença-adoção, faz jus ao pagamento integral da PLR ora estabelecido para o semestre referido, observados os parâmetros específicos constantes das cláusulas que tratam dos Critérios e Modo de Distribuição.

Parágrafo Terceiro – O funcionário licenciado por acidente do trabalho faz jus ao pagamento integral da PLR com base na função/comissão exercida ao tempo do acidente, independentemente de ter trabalhado ou não no referido semestre de obtenção do lucro líquido. O pagamento será proporcional ao tempo de afastamento, caso o retorno tenha ocorrido no transcurso do referido semestre em função/comissão diversa daquela exercida à época do acidente, ficando o pagamento da parte restante na proporção do tempo de exercício da nova função/comissão.

Parágrafo Quarto – Ao funcionário admitido desde o primeiro dia útil do ano de 2010 e em efetivo exercício em 30.6.2010, ou admitido desde o primeiro dia útil do segundo semestre de 2010 e em efetivo exercício em 31.12.2010, mesmo que afastado por licença-saúde, licença-maternidade e licença-adoção, será paga a PLR proporcionalmente ao período entre a posse e o último dia do semestre de obtenção do lucro líquido, ficando vedada a dedução do período de afastamento para cômputo da proporcionalidade.

Parágrafo Quinto – Para efeito de cálculo da PLR, serão descontados os dias de afastamento por Licença-Interesse, Licença para Concorrer ou Exercer Mandato Eletivo, Licença para Acompanhar Pessoa Enferma da Família - LAPEF e faltas não abonadas ou não autorizadas.

Parágrafo Sexto – Participam do Programa PLR os funcionários desligados dos quadros do Banco, a partir de 1º.1.2010, por aposentadoria, inclusive nos casos de aposentadoria antecipada da PREVI, por interesse próprio (a pedido), e sem justa causa. A participação será paga proporcionalmente aos dias trabalhados no respectivo semestre de verificação de lucro líquido.

Parágrafo Sétimo – Sem prejuízo dos parâmetros definidos nos parágrafos anteriores, o pagamento da PLR aos funcionários que se encontrarem nas condições e circunstâncias mencionadas respeitará o previsto nas cláusulas que tratam dos Critérios e Modo de Distribuição.


DOS CRITÉRIOS DE CÁLCULO E DE DISTRIBUIÇÃO DA PLR

CLÁUSULA OITAVA: O valor individual da PLR, a que cada funcionário faz jus na forma deste acordo coletivo de trabalho, é calculado em quantidade de salários paradigmas, definidos pelo BANCO, constante da planilha anexa ao presente instrumento, respeitados os demais critérios de cálculo e de distribuição.

Parágrafo Primeiro – A quantidade de salários paradigmas constante da planilha referida no caput desta cláusula poderá sofrer alterações, face ao montante de recursos a distribuir em decorrência do lucro líquido obtido no segundo semestre de 2010.

Parágrafo Segundo – No caso de variação positiva, a distribuição proporcional dos recursos que ultrapassarem o montante necessário ao pagamento da quantidade de salários paradigmas, expressa na planilha anexa, fica limitada a 3 salários paradigmas, no referido semestre de verificação de lucro líquido.

Parágrafo Terceiro – Em relação aos Caixas-Executivos, Escriturários e Contínuos, eventual variação do montante de recursos a distribuir, incidirá sobre 45% dos respectivos salários paradigmas estabelecidos na cláusula nona deste ACT.


CLÁUSULA NONA: O salário paradigma corresponde a:

I - Para comissionados: Valor de Referência ou salário paradigma do Escriturário, definido no inciso III desta cláusula, o que for maior;

II - Para Caixas-Executivos: Vencimento Padrão (VP) do E-6 + Gratificação Semestral + Gratificação de Caixa;

III - Para Escriturários e integrantes da Carreira Técnico-Científica: Vencimento Padrão (VP) do E-6 + Gratificação Semestral;

IV - Para integrantes da Carreira de Serviços Auxiliares: Valor do AC 04 + Gratificação Semestral;

V - Para cedidos às Entidades Sindicais, FENABB, CESABB, AABB, FBB, BB DTVM e COBRA: valor das vantagens de cessão;

VI - Para os cedidos à POUPEX e ao Setor Público: valor da Gratificação Especial de Cessão - GEC ou salário paradigma do Escriturário, definido no inciso III desta cláusula, o que for maior;

VII - Para os funcionários egressos de bancos incorporados não optantes pelo Regulamento do Banco do Brasil S.A., face à diversidade de cargos do Plano de Cargos e Salários - PCS dos bancos incorporados, adotam-se os salários paradigmas constantes nas tabelas em anexo.

Parágrafo Primeiro – Para efeito de pagamento da PLR referente ao primeiro semestre de 2010, os valores dos salários paradigmas referidos nesta cláusula foram apurados nos termos deste acordo e verificados em 30.6.2010.

Parágrafo Segundo – Para efeito de pagamento da PLR referente ao segundo semestre de 2010, os valores dos salários paradigmas referidos nesta cláusula devidamente reajustados nos termos do ACT 2010/2011, de cláusulas econômicas e sociais, serão apurados nos termos deste acordo e verificados em 31.12.2010.


CLÁUSULA DÉCIMA: O valor da PLR a pagar semestralmente a cada participante é composto dos módulos FENABAN e BB, nos termos deste Acordo, respeitado o critério de proporcionalidade em relação aos dias trabalhados e ao exercício de cargos e/ou comissões, no respectivo semestre de verificação de lucro líquido.

Parágrafo Único – Os funcionários Escriturários, quando acionados na função de Caixa Executivo, e outros comissionados em regime de movimentação transitória ou provimento temporário de comissão, fazem jus à PLR relativa a essa função, na proporção do tempo de exercício, durante o respectivo semestre de verificação de lucro líquido.


CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA: Não serão consideradas interrupções ao exercício de cargos, comissões e funções, as ausências autorizadas previstas no regulamento do Banco do Brasil S.A. e no Acordo Coletivo de Trabalho 2010/2011, de cláusulas econômicas e sociais.


CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA: O MÓDULO FENABAN compõe-se de 45% do salário paradigma, acrescido de parcela fixa a ser definida pelo BANCO, para cada semestre.


CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA: O MÓDULO BB constitui-se das seguintes parcelas:

I - Parcela Linear de 4% do lucro líquido verificado em cada semestre civil do exercício de 2010, distribuído linearmente entre todos os participantes do Programa PLR, definidos na Cláusula Sétima deste acordo coletivo de trabalho;

II - Parcela Variável, equivalente à diferença entre o valor correspondente à quantidade de salários paradigmas definido pelo BANCO e a soma do MÓDULO FENABAN e da Parcela Linear definida no inciso I desta cláusula, e vinculada ao cumprimento do Acordo de Trabalho – ATB do respectivo semestre de verificação de lucro líquido.

Parágrafo Primeiro – Para funcionários que, durante o respectivo semestre de verificação de lucro líquido, ocuparam diversos cargos, funções ou comissões, o cálculo da quantidade de salários paradigmas observará o critério da proporcionalidade em relação ao tempo de exercício nos diferentes cargos, funções ou comissões.

Parágrafo Segundo – O pagamento da Parcela Variável referida no Inciso II desta cláusula será efetuado de acordo com a tabela abaixo:

Placar da dependência (pontos) Percentual de pagamento


400 ou mais 100%
395,41 a 399,99 96,22%
386,6 a 395,4 92,44%
377,79 a 386,59 88,65%
368,98 a 377,78 84,87%
360,17 a 368,97 69,74%
0 a 360,16 00,00%

Parágrafo Terceiro – Para os funcionários cedidos à FBB e BB DTVM, o recebimento da Parcela Variável está condicionado ao cumprimento do Acordo de Trabalho daquelas Entidades, observada a tabela constante do Parágrafo Segundo desta cláusula.

Parágrafo Quarto – Para os funcionários cedidos às Entidades Sindicais, FENABB, CESABB, AABB, ASABB, APABB, POUPEX e ao Setor Público serão pagos os valores do MÓDULO FENABAN e da Parcela Linear do MÓDULO BB.

Parágrafo Quinto – Os funcionários cedidos às Entidades Sindicais, FENABB, CESABB, AABB, ASABB, APABB, FBB, BB DTVM, POUPEX, COBRA e ao Setor Público, cuja cessão teve início ou término durante o respectivo semestre de obtenção do lucro líquido fazem jus ao recebimento da PLR, calculada proporcionalmente ao período em que se mantiveram no Banco ou na cessionária, conforme o caso.


DO PAGAMENTO DA PLR

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA: O BANCO compromete-se a pagar a PLR referente ao primeiro semestre de 2010 aos funcionários abrangidos por este acordo coletivo de trabalho, em até dez dias úteis seguintes à assinatura do respectivo instrumento.

Parágrafo Único – Aos funcionários mencionados nas Cláusulas Sétima - Parágrafo Terceiro, Décima - Parágrafo Único, o pagamento ocorrerá em até trinta dias após o cumprimento do compromisso referido no “caput” desta cláusula.


CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA: O BANCO compromete-se a pagar a PLR referente ao segundo semestre de 2010 aos funcionários abrangidos por este acordo coletivo de trabalho em até dez dias úteis após a data de distribuição dos dividendos aos acionistas.

Parágrafo Único – Aos funcionários mencionados nas Cláusulas Sétima - Parágrafo Terceiro e Décima - Parágrafo Único, o pagamento ocorrerá em até trinta dias após o cumprimento do compromisso referido no “caput” desta cláusula.

Por assim estarem justos e acordados, firmam os signatários o presente instrumento de Acordo Coletivo de Trabalho em quatro vias de igual teor e forma.

Brasília-DF, 14 de outubro de 2010.


Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil é condenado em mais uma ação de assédio moral (MT) - É o puro retrato do que os colegas enfrentam nos locais de trabalho


No Mato Grosso, ex-bancária ganha indenização de R$ 100 mil por assédio moral

CUIABÁ - Uma ex-funcionária do Banco do Brasil, que foi vítima de assédio moral por parte do gerente de uma agência em Cuiabá, no Mato Grosso, para cumprir metas, receberá indenização por assédio moral. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que não acatou um recurso do banco.

Segundo a petição inicial, a trabalhadora informou que sofria pressões por parte do gerente para atingir metas determinadas pelo Banco do Brasil. Ela relatou que o gerente lhe tratava de forma autoritária e desrespeitosa.

A ex-funcionária alegou ainda que, ao perguntar para o gerente sobre qual lugar ela ocuparia após a reforma promovida na agência, ele teria respondido que: "se dependesse dele, ela deveria ficar no banheiro". Ela relatou que tais tratamentos lhe causaram sério comprometimento de sua saúde psíquica, levando-a a se afastar do trabalho.

Diante disso, ela propôs ação trabalhista contra o banco, requerendo, entre outras verbas, uma reparação por assédio moral. Ao analisar o pedido, o juízo de primeiro grau condenou a empresa ao pagamento R$ 50 mil de indenização. Inconformado com essa decisão, o banco recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT). A trabalhadora também recorreu ao TRT, insatisfeita com o valor da indenização, que considerou baixo.

O TRT manteve a sentença que reconheceu o assédio moral e, quanto ao valor da indenização, aumentou para R$ 100 mil. Segundo TRT, as testemunhas ouvidas no processo indicaram que o gerente do banco, ao cobrar as metas, constrangeu e ofendeu verbalmente a ex-bancária. Ele teria extrapolado os limites do poder diretivo, levando a bancária a um clima de tensão extrema e insegurança permanente.

Conforme relata o acórdão do TRT, uma prova testemunhal que prestou serviço terceirizado à agência disse ter ouvido o gerente dirigir-se à empregada com palavras de baixo calão, bem como gesticulado e batido na mesa, apontando o dedo para a trabalhadora.

O relator do recurso na Terceira Turma, ministro Alberto Bresciani, considerou correta a decisão do TRT. Para ele, a ex-funcionária foi submetida a práticas que comprometeram sua imagem perante os colegas de trabalho, desenvolvendo um sentimento negativo de incapacidade profissional.

Alberto Bresciani ressaltou ainda que, o assédio moral provoca danos os mais variados à saúde da vítima, que passa a ter pesadelos, pensamentos repetitivos e baixa autoestima, por exemplo.

Assim, a Terceira Turma, ao seguir o voto do relator, decidiu, por unanimidade, não aceitar o recurso do Banco do Brasil, mantendo a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) que aumentou o valor da reparação à ex-funcionária

Fonte: O Globo


25.10.10

Agenda sindical da semana de 25 a 29 de outubro/2010



SEGUNDA-FEIRA

Pela manhã, reunião do Coletivo BB no Sindicato. À tarde, trabalho de base.

OLT - Estive na São João. Distribuí a Revista dos Bancários de outubro aos colegas da Gecex Plta no 7º andar e aos colegas da ag. Estilo no 6º andar.

À noite, estive em ato com professores e intelectuais na FFLCH - USP que reuniu centenas de alunos e funcionários em apoio suprapartidário à candidatura Dilma Rousseff para presidente do Brasil.

TERÇA-FEIRA

OLT - Hoje, Inês e eu, fizemos a Revista dos Bancários e a Folha Bancária no complexo São João. Visitamos a Reseg no 20º andar, a CSO monitoria no 19º andar, a CSO cadastro no 2º andar e a ag. Empresarial Centro no 2º andar.

QUARTA-FEIRA

OLT - Ernesto, Rocha e eu estivemos o dia todo em reuniões com centenas de colegas da CABB na Verbo Divino. Falamos sobre a campanha dos bancários em 2010 e tiramos várias dúvidas. Distribuímos a Revista dos Bancários.

QUINTA-FEIRA
Hoje, passei a tarde no Sindicato junto a mais companheiros discutindo a redação do acordo aditivo do BB. Na verdade, tentando retirar alguns "gatos" que o banco colocou na redação.

SEXTA-FEIRA

Dia na Contraf-CUT.


22.10.10

PLR do BB: explicando as regras da PLR para colegas com dúvidas sobre valores pagos



Respondo abaixo uma pergunta de colega do BB sobre a PLR:

"Wiliam, será que é possível detalhar como é feito o cálculo para pagamento da primeira parcela da PLR de Assistente BB? Não dá pra acreditar.... todos esperando uma PLR maior e veio muito menos do que imaginávamos... recebi praticamente o mesmo que quando era escriturário.... que conta maluca é essa que o banco usa? Se puder ajudar, agradeço."


Olá colega, como vai?

Vamos lá: a PLR do BB é feita em paradigmas de função. São 3 modelos:
1- a PLR dos escriturários é composta pelo valor linear
+
45% do salário médio do escriturário, ou seja, temos escriturários com antiguidade do E1 ao E12 e o valor pago é referente ao E6,
+
a metade do valor fixo da Fenaban.

2- a PLR do caixa é a mesma coisa, mas inclui o valor da gratificação de caixa nos 45%.

3- o terceiro paradigma é 45% dos VR das funções.


COMISSIONADOS e o MÓDULO BÔNUS

Quando o banco começou a pagar módulo bônus, ele o fazia para cerca de 6 mil administradores. Ao longo das nossas lutas, a Contraf-CUT e seus sindicatos foram exigindo que o módulo bônus fosse abrangendo mais pessoas.

Atualmente, já conseguimos ampliar o MÓDULO BÔNUS para todos os comissionados, incluindo os assistentes.

Aqueles valores que o banco apresenta como, por exemplo, 1,47 no caso do assistente, é o valor que o BB garante para as dependências que atingiram 100% do ATB. Também existem faixas para pagamento proporcional do ATB para aquelas que não atingiram, mas que ficaram entre faixas de porcentagem de atingimento (conquista nossa também, pois antes o BB não pagava quando a dependência faltava pouco para completar o ATB).

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Sei que não é simples de entender os paradigmas, mas em resumo: TEMOS UM VALOR PARA CAIXAS E ESCRITURÁRIOS SEMELHANTE À FENABAN DE 45% + VALOR FIXO + O MONTANTE LINEAR E PARA OS COMISSIONADOS A MESMA REGRA ANTERIOR, VALENDO COMO REFERÊNCIA PARA OS 45% O VR E NÃO O E6 (os valores da tabela - 1,47 no seu caso - já incluem a parte dos escriturários).
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Colega, algumas explicações agora para você entender o pagamento da PLR do primeiro semestre de 2010.

1- PLR é remuneração variável. O montante pago no semestre anterior é semelhante a este (mais ou menos 650 mi), mas a quantidade de funcis que participaram da distribuição é bem maior (mais ou menos 109 mil x 93 mil - lembre-se que estamos lutando para contratar mais funcis para melhorar condições de trabalho). 

Mesmo assim, a PLR comparada dos mesmos semestres, ou seja, o 1º semestre de 2009 e 2010 apresenta um valor pago agora maior, pois não podemos esquecer que a de 2010 já conta com salários reajustados (em reais) da campanha de 2009.

2- Os assistentes receberam 1,47 salários nesta PLR quando incluído o Módulo Bônus. Quando você compara os valores desta PLR com a do 2º semestre do escriturário, dá a impressão que você viu mesmo, pois o escriturário no semestre anterior recebeu uns R$600 a mais que este, pois neste semestre os escriturários receberam R$3118 e no anterior (com milhares de funcis a menos na divisão) o valor do escriturário foi R$3740.

3- Também relembro aos colegas que o valor que o BB credita da PLR já vem com o valor do IR retido (varia de acordo com os dados do pessoal no Sisbb, incluindo dependentes).

Colega, espero ter conseguido explicar um pouco sobre a PLR do BB. Repasse para os demais colegas.


Abraços,
William Mendes

21.10.10

Plenária dos funcionários do BB debate superávit da Previ (no Sindicato em BH)



Os bancários do Banco do Brasil participaram ontem, 19 de outubro de uma plenária para discussão e esclarecimentos sobre o superávit do Plano 1 da Previ e as negociações com o BB sobre o tema. O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos da Previ, com o apoio do Sindicato e com a presença do diretor de Seguridade eleito da Previ José Ricardo Sasseron.

Participaram do evento mais de 120 bancários de Belo Horizonte, entre o pessoal da ativa e aposentados, que puderam fazer perguntas e aprofundar as discussões sobre as propostas de revisão do Plano 1 da Previ e sobre as formas possíveis de utilização da reserva excedente.

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato, é extremamente importante a participação dos bancários nesses debates, sendo essa uma das formas de pressionar a direção do Banco do Brasil para um desfecho positivo das negociações, de forma a contemplar bancários da ativa, aposentados e pensionistas. “A presença do Sasseron foi muito importante para que os funcionários pudessem tomar conhecimento dos reais números da Previ e as formas possíveis de utilização daqueles recursos”, afirmou. Também participaram do evento os diretores do sindicato José Adriano, Márcio Chaves e Matheus Coelho, da Fetraf-MG.

Ainda sem solução, negociações do superávit da Previ continuam com o BB

A Contraf-CUT, os dirigentes eleitos da Previ e outras entidades do funcionalismo do Banco do Brasil mantiveram nova reunião com a direção do BB nesta segunda-feira, dia 18 de outubro, para discutir a destinação do superávit do Plano 1 do fundo de pensão. As negociações não avançaram e, antes que seja marcada nova rodada, será realizada reunião conjunta na próxima semana com a Superintendência da Previdência Complementar (Previc).


Os associados da ativa e aposentados da Previ foram representados pelos dirigentes e conselheiros deliberativos eleitos do fundo, pela Contraf-CUT, Comissão de Empresa, Anabb, Aafbb, Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do BB, Afabb-SP e Afabb-RS.

A diretoria de Seguridade da Previ apresentou cálculos dimensionando o valor do superávit do fundo, a Reserva Especial que pode ser utilizada para revisão do plano e os custos de várias das propostas de melhorias de benefícios listadas pelos representantes do funcionalismo. "As entidades e os dirigentes eleitos reafirmaram sua posição de que a maior parte da reserva especial deve ser revertida em melhoria de benefícios e que é imprescindível, nessa negociação, resolver outras questões pendentes como o fim do voto de minerva, a volta da diretoria de Participações para os associados e a volta dos direitos do Corpo Social", informa José Ricardo Sasseron, diretor eleito de Seguridade da Previ.

Os representes do funcionalismo apresentaram ainda proposta de fazer eventuais revisões no plano de benefícios antes de discutir a destinação do superávit. O Banco do Brasil reafirmou entender que a metade do superávit do Plano 1 deve ser destinada a ele, com base na Resolução 26 do Conselho Gestor da Previdência Complementar (CGPC 26). Será agendada para a próxima semana reunião conjunta com a Previc para debater o assunto, e nova reunião será agendada com o BB posteriormente.

Fonte: Sind. Bancários BH e região

COMENTÁRIO: MUITO BOA A INICIATIVA DOS COMPANHEIROS DE BELO HORIZONTE EM FAZER PLENÁRIA E ENVOLVER OS BANCÁRIOS DO BB NO DEBATE QUE ESTAMOS FAZENDO COM O BB.


20.10.10

Além do que o BB falou em mesa e não escreveu - que pagaria a PLR ontem (e não cumpriu), eis aqui o que ele mesmo escreveu no seu site


19/10 - BB assina Acordo de PLR com a Contraf e a Contec

O Banco do Brasil assinou ontem, 18, com a Contraf e com a Contec, o Acordo Coletivo de PLR para o período 2010/2011. Ambos os encontros aconteceram no período da tarde, em Brasília.

Na ocasião, o diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri, destacou a importância do diálogo entre as partes para o fechamento do Acordo. “Este é o momento de agradecer pela forma com que trabalhamos em todo esse período, praticando um diálogo correto, com respeito mútuo entre as partes. Fizemos um grande esforço, mas tenho a convicção de que chegamos a um acordo de PLR interessante, com percentuais de crédito maiores em relação ao praticado no mesmo período do ano passado”, afirmou.

Com a assinatura do Acordo, o crédito da PLR está previsto para ser feito em até 10 dias. O Banco aguarda agora a formalização da Convenção Coletiva de Trabalho, entre a Fenaban e os sindicatos, para poder assinar também o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, que contém as cláusulas específicas do funcionalismo BB.

Fonte: site de negociação coletiva do BB

Propostas do BB aprovadas em 2010 - Como eu não acredito na palavra do BB, está aqui o que ele postou em seu site


12/10 - Banco do Brasil apresenta proposta

A Fenaban apresentou ontem, 11, proposta global e final para a Campanha Salarial dos Bancários. Com isso, o BB reuniu-se logo em seguida com a Contraf e a Contec e entregou também sua proposta final. Confirmando tudo o que já havia sido divulgado ao funcionalismo, o Banco apresentou uma proposta superior à que foi oferecida pela Fenaban, não estabelecendo teto para aplicação do reajuste e renovando várias cláusulas que já existiam no acordo anterior e que não constam na Convenção da Fenaban.

Veja, abaixo, o resumo das cláusulas econômicas apresentadas e a resposta a algumas demandas existentes na pauta específica de reivindicações:

1) Reajuste Salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais;

2) Valorização do Piso Salarial em 13%, que passará a ser R$ 1.600,00 (8,71 % de aumento real);

3) Implantação do PCR – Plano de Carreiras e Remuneração, retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todo funcionalismo;

4) Alteração da IN 369, em seu item 1.16.4.2, aumentando de UM para TRÊS ciclos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento;

5) Considerar o tempo de exercício na função de ATENDENTE B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para ATENDENTE A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos;

6) Aplicação do interstício de 3% nas promoções no PCS no VCPI de VP dos funcionários incorporados;

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 ANOS;

8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação à anterior, com os seguintes parâmetros:

NRF Especial: 3,0 salários
NRF 01 e 02: 3,0 salários
NRF 03: 2,30 salários
Primeiros Gestores Rede: 1,85 salário
Primeiros Gestores Demais: 1,85 salário
Demais Gestores Rede: 1,57 salário
Demais Gestores BB: 1,57 salário
Analistas e Assessores NRF 04: 1,57 salário
Gerência Média Rede: 1,55 salário
Demais Gerências Médias: 1,55 salário
Analistas e Assessores NRF 05 e 06: 1,50 salário
Demais Comissionados: 1,47 salário
Escriturários: R$ 3.118,08
Caixas Executivos: R$ 3.434,99

Essas propostas se somam a outras de caráter social e sindical atendidas pelo BB. Algumas delas foram, inclusive, revistas com avanços em atendimento a reivindicações apresentadas. Sobre saúde e segurança do funcionalismo, além do que já se encontra contemplado em nosso Acordo, serão debatidas novas demandas em Mesas Temáticas e Mesas Negociais Permanentes após a assinatura.

Com isso, o Banco do Brasil conclui mais uma campanha salarial cumprindo tudo aquilo que foi informado ao funcionalismo. “Houve um esforço enorme para mantermos o compromisso de avanços permanentes na valorização salarial, benefícios e melhores condições de trabalho. Toda a pauta foi analisada com muito respeito e atenção. Fizemos um processo de comunicação transparente e os avanços resultantes dessa negociação são concretos”, afirmou Robson Rocha, vice-presidente Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável.

“Esperamos que todo o corpo funcional compareça às assembleias e possa encerrar essa campanha de forma madura. Aguardamos o retorno sereno ao trabalho, pois existe uma imensa população de milhões de brasileiros aguardando a normalização dos serviços do maior Banco do Brasil”, concluiu Carlos Neri, diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas.

O pagamento da PLR será feito em até, no máximo, 10 dias após assinatura do acordo.

Fonte: site de negociação do BB

Visitas à base - OLT




Estou percorrendo os locais de trabalho desde o fim da greve da categoria na quarta-feira passada.

Já estive em várias agências e andares do Complexo São João. 

Irei a todas as dependências em que estive conversando com os colegas sobre a importância que tinha a participação deles na mobilização.

Foi graças a eles que conseguimos alguns avanços como não descomissionar mais os colegas com apenas 1 avaliação e a inclusão da nova Tabela de Mérito, além do bom aumento do Piso e PCS que conquistamos.

VALEU AOS BANCÁRIOS COMISSIONADOS QUE, JUNTO AOS ESCRITURÁRIOS E CAIXAS, ADERIRAM E AJUDARAM A CONSTRUIR A GREVE 2010.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

William Mendes

19.10.10

Bancários do BB recebem a PLR nesta terça e Contraf-CUT consegue acerto do valor a ser pago aos atendentes da CABB



A Contraf-CUT e demais entidades sindicais assinaram nesta segunda-feira, 18, em Brasília, o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com o Banco do Brasil. Segundo informação do banco, os funcionários receberão o crédito da PLR referente ao primeiro semestre de 2010 já nesta terça-feira.

O acordo prevê que todos os dias de substituição ou exercício parcial da função de Caixa serão considerados no cálculo da PLR. Também foi incluída uma cláusula que garante que nenhum funcionário receberá menos do que o valor previsto para a PLR de Escriturário, que neste semestre ficou em R$ 3.118,08.

COMENTÁRIO: ACERTAMOS ESSA CLÁUSULA PARA GARANTIR ACERTO NA PLR DOS BANCÁRIOS DA CABB, QUE ESTAVAM RECEBENDO MENOS QUE OS ESCRITURÁRIOS.

A PLR dos bancários do BB é considerada parâmetro para outros bancos e categorias de trabalhadores, o que valoriza a nossa luta e organização. Mas mesmo assim pretendemos avançar cada vez mais na discussão do modelo. A lucratividade do banco cresce a cada ano e é mais do que justo que haja maior valorização dos trabalhadores", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

Confira os parâmetros de pagamento da PLR do BB:

- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99

Desconto dos dias de greve de setembro será corrigido no dia 20

A Contraf-CUT questionou o banco sobre a situação dos dias 29 e 30 de setembro, os primeiros da greve nacional da categoria, que aparecem descontados no Espelho de outubro. O banco esclareceu que o sistema de pagamento fecha no dia 8 de cada mês, o que ocorreu antes do fechamento de um acordo sobre os dias parados na greve.

Ficou acertado que o BB fará no dia 20 o crédito do valor correspondente aos dois dias parados, juntamente com o pagamento do salário.

Fonte: Contraf-CUT


Bancários devem receber PLR do BB nesta terça 19/10



Regra distribui 4% do lucro líquido e parcela é do primeiro semestre. Sindicato quer pagamento da Gratificação Variável dos funcionários da extinta Nossa Caixa


São Paulo – Os bancários do Banco do Brasil devem receber nesta terça-feira 19 a PLR referente ao primeiro semestre de 2010. O acordo específico de Participação nos Lucros e Resultados foi assinado entre Sindicato e a direção do BB na segunda 18, em Brasília.

A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, destacou que a PLR, assim como os demais avanços no acordo específico e no geral, são frutos da luta dos trabalhadores. “Nos próximos dias deve ser assinado o acordo geral com a Fenaban”, disse.

O diretor o Sindicato e representante dos funcionários na Comissão de Empresa, Claudio Luis de Souza, destaca que a PLR do BB é referência para a categoria bancária, pois inclui a regra Fenaban, 4% do lucro líquido linear e o módulo bônus para comissionados a partir dos assistentes. “O montante que será pago aos funcionários injetará R$ 655 milhões na economia somente neste semestre”, destaca.

Nossa Caixa – O Sindicato também está reivindicando ao banco o pagamento da Gratificação Variável (GV) dos funcionários da extinta Nossa Caixa, junto com a PLR. “Como a GV é uma indenização e não há incidência de imposto de renda, não haverá prejuízo para os funcionários se tudo for creditado junto. Ou seja, quanto antes pagar, melhor”, explica Raquel Kacelnikas, secretária-geral do Sindicato.

Fonte: Seeb SP - Redação - 18/10/2010

Agenda sindical da semana de 18 a 22 de outubro/2010




SEGUNDA-FEIRA

OLT - estive nas agências do BB do Bom Retiro e da Santa Efigênia. Levei a Folha Bancária e esclareci as dúvidas dos colegas. No fim do dia, estive na Gecex, no 5o andar do Complexo São João (até 20h)

TERÇA-FEIRA

OLT - estive nas agências do BB em Osasco. Primeiro na ag. Osasco e depois na Empresarial Osasco. Tirei várias dúvidas dos colegas com relação a proposta aprovada na campanha 2010.

À noite, organizamos uma boa reunião com bancários da ativa e aposentados para engajamento nas eleições presidenciais, onde está em risco os avanços conquistados pela classe trabalhadora nesses 8 anos de governo Lula.

QUARTA-FEIRA

Nesta quarta, estive na USP do Largo São Francisco em um debate com estudantes de pós graduação de direito. Fui com mais um companheiro de Jundiaí - Paulo Malerba, que me convidou. 


Apresentei um pouco da estrutura de negociação coletiva construída dentro da CUT pelos bancários brasileiros e outras coisas como jornada, interdito proibitório etc.

Na parte da tarde, trabalhei na sede da Contraf-CUT.

QUINTA-FEIRA

OLT - Pela manhã estive nas agências do BB na região norte - ag. Santana e ag. Voluntários. Tirei várias dúvidas dos colegas.

Na parte da tarde, estive no prédio do BB da R. Álvares Penteado, junto com o Cláudio Rocha e Inês. Fizemos os 4 andares da CSL.

SEXTA-FEIRA

Nesta sexta, estive na Contraf-CUT pela manhã e na parte da tarde na reunidão do sistema diretivo do Sindicato. À noite, dei uma passada na confraternização dos bancários na quadra do Sindicato.


William

18.10.10

BB descontou na fopag dias de greve de setembro, mas valores serão devolvidos



O BB descontou os dias 29 e 30 de setembro no crédito do salário dos bancários que recebem esta semana.

Nós já entramos em contato com o banco para que ele providencie o ESTORNO deste desconto.

Isso aconteceu porque o banco fecha a sua folha de pagamento na primeira semana de cada mês e a nossa greve e campanha nacional terminou em 13/10.

Estamos vendo com o BB a possibilidade de fazer um adiantamento em conta corrente de parte dos valores para posterior correção na fopag.

Avisem aos demais colegas de trabalho que não se preocupem, pois os dias não serão descontados, mesmo para aqueles que não conseguirem compensar as horas até 15 de dezembro.

14.10.10

Agora é ir para a base como bancário do BB e falar da importância de eleger Dilma Rousseff



Agora é ir para os locais de trabalho e falar da minha experiência como bancário do BB durante os 8 anos de governo do PSDB e dos efeitos daquele desgoverno para o Brasil e as empresas públicas (as poucas que sobreviveram) e sobre a diferença de projeto do governo do PT para as empresas públicas.

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB, BASA e Petrobras são empresas públicas e importantes hoje porque os trabalhadores e seus sindicatos resistiram muito para não serem privatizadas pelos tucanos.


Na verdade, os tucanos não tiveram tempo de terminar o serviço sujo de entregar esse patrimônio aos amigos como fizeram com as dezenas de empresas públicas privatizadas.

A geração de trabalhadores desta década nos bancos públicos não tem ideia do que sofremos nos anos 90 e não queremos aquilo nunca mais!

William Mendes, funcionário do BB desde 1992.

Bancários aprovam as propostas em São Paulo, Osasco e região



Assembleias com mais de 3 mil bancários decidiram aprovar proposta arrancada dos bancos após 15 dias de greve, com aumento real histórico nos salários e pisos, PLR maior e cláusula de combate ao assédio moral


São Paulo - Assim como toda a greve que durou 15 dias, os bancários deram um espetáculo de participação na noite dessa quarta-feira 13. Mais de 3 mil trabalhadores foram votar nas assembleias de bancos privados, Caixa e Banco do Brasil e decidiram pela aprovação das propostas que alcançaram grandes avanços para a categoria.

“A Campanha Nacional Unificada 2010 foi vitoriosa e os trabalhadores que fizeram a maior greve dos últimos 20 anos devem ter muito orgulho da luta que foram capazes de fazer e do grande resultado que literalmente arrancaram dos bancos”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Foi um longo processo, iniciado em julho com a consulta feita a mais de 9 mil bancários em São Paulo, Osasco e região. Os trabalhadores apontaram prioridades como aumento real no piso e salários, PLR maior e combate ao assédio moral. Fomos à luta e conquistamos”, destaca Juvandia, lembrando que a primeira proposta da Fenaban falava em reposição da inflação e levou os trabalhadores à greve. “Depois vieram com 6,5%, mas tiveram de se dobrar à forte greve da categoria, chegando à proposta que foi aprovada na noite dessa quarta-feira. Foi a vitória da nossa unidade, da nossa capacidade de participar, porque é a gente que faz a luta todos os dias”, completou a presidenta.

Assistencial – A oposição ao assistencial, cuja cobrança (de 2,5% do salário mais R$ 10) foi autorizada em assembleia dos trabalhadores no dia 7 de julho, será feita entre os dias 18 e 29 de outubro, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé) das 9h às 18h. Bancários com cadastro no Sindicato poderão fazer a oposição via internet entre os dias 23 e 29 de outubro.

Proposta - Fenaban

Reajuste

7,5% (aumento real de 3,08%)

PLR

Regra básica de 90% do salário mais R$ 1.100,80 fixos, com teto de R$ 7.181. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até o limite de 2,2 salários, com teto de R$ 15.798

Adicional da PLR

Com a distribuição linear de 2% do lucro líquido, todos os bancários, com exceção dos funcionários do HSBC, receberiam o teto de R$ 2.400 (um aumento de 14,28% em relação ao teto do ano passado, que foi de R$ 2.100)

Vale-refeição - R$ 18,15 por dia

Cesta-alimentação - R$ 311,08 por mês

13ª Cesta-Alimentação - R$ 311,08

Auxílio-Creche/Babá - R$ 261,33 / mês , valido até 5 anos e 11 meses, com pagamento de indenização

Pisos após 90 dias da contratação - Portaria: R$ 870,84 (reajuste de 16,33%)

Escritório: R$ 1.250,00 (reajuste de 16,33%)

Caixa: R$ 1.709,05 (reajuste de 13,82%)

1º Comissionado: R$ 1.937,50 (reajuste de 16,33%)

* Atualizado às 22h51


Fonte: Seeb SP.

12.10.10

Greve arranca proposta com aumento real, valorização dos pisos e PLR maior



A Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentaram ao Comando Nacional dos Bancários nesta segunda-feira, 13° dia da maior greve da categoria nos últimos 20 anos, novas propostas que contemplam aumento real de salário, valorização dos pisos (R$ 1.250 nos bancos privados e R$ 1.600 no BB e na Caixa), melhoria na PLR e definição de mecanismos de combate ao assédio moral.

"Foi a força da greve nacional e da unidade dos bancários, que paralisou tanto os bancos públicos quanto privados, que obrigou os bancos a saírem da intransigência e apresentarem propostas que contemplam nossas principais reivindicações", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Reunido após as negociações, o Comando Nacional decidiu orientar os sindicatos a realizarem assembleias em separado nesta quarta-feira 13 em todo o país - e a defenderem a aprovação tanto da proposta geral apresentada pela Fenaban quanto das específicas do BB e da Caixa, por considerá-las que contêm avanços importantes para os trabalhadores.

Nesta segunda-feira, 13° dia da greve nacional, 8.187 agências foram fechadas em todo o país, de bancos públicos e privados, além de dezenas de centros administrativos de todos as instituições financeiras, conforme levantamento encaminhado pelos sindicatos à Contraf-CUT até as 20h10.

A nova proposta da Fenaban

● Reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250.

● R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) para os salários superiores a R$ 5.250 - o que for mais vantajoso para os bancários.

● Reajuste de 16,33% (aumento real de 11,54%) nos pisos salariais, que ficariam assim:

- Portaria: R$ 870,84.
- Escritório: R$ 1.250,00.
- Caixa: R$ 1.250,00 + grat. caixa R$ 311,67.

● PLR:


- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.

- Parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.

- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798.

- Antecipação da PLR: 60% da regra básica mais 50% da parcela adicional até 10 dias corridos após a assinatura da Convenção Coletiva.

● Gratificação de caixa: R$ 311,67.

● Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.

● Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.

● Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.

● Auxílio-refeição: R$ 18,15.

● Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.

● 13ª cesta-alimentação: 311,08.

● Auxílio-creche/babá: Reajuste de 7,5% com adequação à nova legislação sobre o ensino fundamental (6 anos de idade a partir de 2011), passando o valor para R$ 261,33 por 71 meses. Haverá uma regra de transição para quem já recebe o auxílio, conforme a idade do filho, recebendo uma antecipação em parcelas pelo valor que receberia por 83 meses.

● Auxílio-funeral: R$ 599,61.

● Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.

● Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.

● Requalificação profissional: R$ 893,63.

● Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui definição de mecanismos de combate ao assédio moral, a serem implementados mediante adesão voluntária dos sindicatos e dos bancos por meio de acordo aditivo.

● Compensação dos dias parados no prazo entre a data da assinatura da Convenção Coletiva e 15 de dezembro de 2010, nos mesmos moldes do ano passado.

● Segurança bancária:


- No caso de assalto, atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido.

- O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro.

- Possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro.

- Apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.

Atualizada às 02h04

Fonte: Contraf-CUT

Greve obtém 7,5% para todos, elevação do piso e PLR social (extra de 4% linear) na Caixa



A Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na noite desta segunda-feira, 11, sua proposta específica para os empregados. Entre os pontos apresentados, está um reajuste de 7,5% em todas as verbas salariais sem o teto da proposta da Fenaban, elevação do piso de ingresso para R$ 1.600, indo para R$ 1.637 após 90 dias, e um acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008. O banco se compromete ainda a seguir a proposta de PLR acordada na mesa unificada e pagar ainda uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.

"Chegamos a essa proposta com o esforço da mobilização dos trabalhadores. Ela contempla reajuste salarial de 7,5% para todos e uma PLR extraordinária de 4% do lucro líquido além da regra acordada com a Fenaban, fazendo o montante a ser distribuído pelo banco como PLR atingir 19% do lucro líquido. Além disso, há distribuição de um delta para todos os empregados promovíveis e garantia em acordo do pagamento da promoção de 2010 em janeiro de 2011, entre outros pontos", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando nas negociações com o banco.

Veja abaixo as propostas apresentadas pela Caixa:

1) Reajuste salarial seguindo a regra da Fenaban, de 7,5% em todas as verbas, SEM o teto de R$ 5.250,00.

2) Elevação do piso da carreira administrativa (PCS de 2008) para R$ 1.600,00, mediante aplicação de 10,19% sobre o valor da referência 201 de 31/08/2010.

3) Acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008, resultando em reajustes variando de 8,4% a 10,19% nos valores da tabela.

4) Após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, enquadramento automático dos empregados da carreira administrativa (PCS 2008) na referência 202 e dos empregados da carreira profissional na referência 802 de sua tabela.

5) Promoção por mérito: os empregados com no mínimo 180 dias trabalhados em 2009 e em condições de serem promovidos em 31/12/2009 serão promovidos em 1 referência a partir de 01/01/2010.

6) Concessão de 1 referência, em 01/09/2010, aos empregados da carreira administrativa que se encontrem na referência 201 na data de 01/09/2010, desde que não se enquadrem nos itens 3 e 4.

7) PLR - Caixa se compromete a seguir a regra da Fenaban, conforme definido na mesa unificada de negociação.

8) PLR Extraordinária Caixa equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.

9) Elevação do valor do auxílio para escola especializada para filho deficiente, previsto no plano de saúde da Caixa, de R$ 150,00 para o mesmo valor do Auxílio Creche (R$ 261,33), mantendo-se as condições previstas no normativo vigente para seu recebimento.

10) Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial, com a inclusão na faixa 6, na conta em que receba salário ou provento.

11) Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 01/09/2010.

12) Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos.

13) Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa.

14) Discutir o tema Plano de Funções Gratificadas (PFG) na mesa permanente.

15) Discutir o tema PSI na mesa permanente.

16) Formação de uma comissão paritária para discussão das pendências relativas ao SIPON, visando a adequação do sistema às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, em especial a Portaria 1510/09.

17) Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado.

18) Desenvolver ação interna voltada para a saúde do homem.

19) Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz.

20) Devolução dos valores descontados em decorrência dos dias parados pelas greves nos anos de 2007 e 2008, com a necessária extinção das ações judiciais sobre o tema.

21) Bolsa Graduação - ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas.

22) Bolsa de idiomas - ampliação de 2,6 mil para 3 mil bolsas, priorizando as unidades localizadas em fronteira e unidades localizadas nas cidades-sede da Copa 2014.

23) Promoção por Mérito de 2010 - Caixa se compromete a definir os critérios para concessão dos deltas até dia 30/11/2010, com debate com os trabalhadores. A promoção será realizada até março de 2011 e será retroativa a janeiro de 2011.

Fonte: Contraf-CUT

Greve conquista 7,5% para todos, piso de R$ 1.600 e avanços no PCCS do BB



Após a pressão da greve nacional da categoria, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na noite desta segunda-feira, 11/10, proposta específica que garante reajuste salarial de 7,5% para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VR (valores de referência), sem o teto da proposta da Fenaban.

O piso salarial será elevado para R$ 1.600,00, o que representa aumento real de 8,71%. O BB irá implantar Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos ao ano de 2006. A reunião foi realizada em São Paulo, após a mesa unificada de negociação do Comando com a Fenaban.

"A forte participação dos funcionários do BB na greve deste ano garantiu a conquista do que foi aprovado no 21º Congresso Nacional dos Funcionários do BB: valorização do piso, implantação de itens referentes ao PCCS, revisão do modelo de descomissionamento e manutenção do modelo de PLR, considerado o melhor da categoria", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

Veja os principais pontos da proposta do BB:

1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).

2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.

3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.

4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.

5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.

6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.

8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com os seguintes parâmetros:

- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99



Fonte: Contraf-CUT

Greve arranca reajuste de 13% no PCS e 7,5% para todos, incluindo ABFs e VRs



Aumento de 13% no piso terá impacto na curva salarial do PCS; promoção por mérito também será implantada

São Paulo - O movimento sindical conquistou na negociação específica com o Banco do Brasil reajuste salarial linear de 7,5% para todos os trabalhadores. O mesmo percentual será aplicado às verbas como cesta-alimentação, vale-refeição e também nos valores de referência dos comissionados.

O piso salarial foi reajustado em 13%, saindo de R$ 1.415 para R$ 1.600. O que corresponde a um aumento real de 8,71%.

Outro avanço foi conquistado no plano de carreira. O Banco do Brasil apresentou um Plano de Carreira e Remuneração (PCR) que irá agregar o atual Plano de Cargos e Salários (PCS). A principal diferença consiste em estabelecer dois critérios para promoções no banco: por antiguidade (que já existe) e por mérito.

Pela proposta do BB, o PCR, dirigido aos comissionados, será implantado a partir de março de 2011 (retroativo a setembro), composto por 25 níveis e seus valores serão cumulativos e agregados ao salário. O novo plano será retroativo ao ano de 2006.

Descomissionamento – Uma das maiores queixas dos bancários está no descomissionamento com apenas uma avaliação. Na proposta do banco, o descomissionamento ocorrerá agora apenas quando houver três ciclos avaliatórios negativos e sequenciais. Essa regra não se aplica aos primeiros gestores e os que estão enquadrados como NRF4. O Sindicato não defende qualquer tipo de descomissionamento, mas considera a alteração da instrução 369 um avanço.

Nossa Caixa – Os funcionários oriundos da Nossa Caixa terão aplicação de interstício de 3% na correção do VCPI (Vencimento de Caráter Pessoal de Incorporados), corrigindo uma distorção na remuneração fixa dos trabalhadores.

Ainda no caso da Nossa Caixa, haverá o pagamento, equivalente a cinco anos, de compensação pelo fim da Gratificação Variável (GV). Um avanço em relação à proposta do BB que insistia em indenizar a GV por apenas três anos.

CABB – Será considerado o tempo de exercício na função de atendente B nas centrais de atendimento quando da promoção para atendente A, no que diz respeito à trava de dois anos.

PLR – Permanece a regra atual com a distribuição linear de 4% do lucro líquido semestral, mais o módulo Fenaban acrescido do módulo bônus aos comissionados (veja exemplos no quadro).

Dias parados – Os funcionários do BB seguirão a mesma regra da Fenaban. Com a compensação devendo ser de, no máximo, duas horas por dia, não podendo ser computados sábados, domingos e feriados e nem das horas extras já praticadas. A compensação deverá ocorrer até 15 de dezembro

PLR 1º SEMESTRE 2010
ESCRITURÁRIO = R$3.118,08
CAIXA = 3.434,99
COMISSIONADOS = 45% do VR
MÓDULO BÔNUS PARA TODOS OS COMISSIONADOS

Fonte: spbancarios


11.10.10

Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 13



Bancários completam 13 dias de greve nacional forte nesta segunda

Paralisação em São Paulo é forte nos bancos privados e públicos

Os bancários entraram nesta segunda-feira 11 no 13º dia de greve nacional por tempo indeterminado. No sábado 9 a Fenaban apresentou uma nova proposta para os trabalhadores e a negociação será retomada ainda nesta segunda-feira, às 11h, em São Paulo.

Conforme o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, permanecem paradas agências e prédios administrativos de todos os bancos privados e públicos. Na última sexta-feira 8, 30 mil trabalhadores participaram das paralisações em 667 agências e 15 centros administrativos.

Nova proposta ainda é insuficiente

A Fenaban apresentou nova proposta que prevê reajuste de 6,5% para salários até R$ 4.100 (aumento real de 2,12%). Acima desse valor haveria um reajuste fixo de R$ 266,50. Ou seja, qualquer salário acima de R$ 4.100 teria somente o acréscimo de R$ 266,50. Assim, em faixas salariais acima de R$ 6.212, o reajuste começa a ficar abaixo da inflação.

"A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período."

O piso para escriturário passaria de R$ 1.074 a R$ 1.180, representando aumento de 9,82%, valor considerado ainda insuficiente.

"A retomada da mesa foi uma conquista muito importante dos bancários, mas a Fenaban tem condição de melhorar essa proposta", afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

"Deixamos claro na rodada de negociação que queremos que seja mais do que 6,5% e que seja igual para todos, sem teto. Eles disseram que hoje não tinham condição de alterar nada porque precisam consultar as direções dos bancos", explica a dirigente. "Por isso a negociação foi suspensa e será retomada nesta segunda."

A reunião do Comando Nacional ressaltou que a greve tem de ser mantida forte como está, até que seja apresentada uma proposta melhor, que deverá ser apreciada em assembleias na quarta-feira 13 em todo país.

Mais

A Fenaban também não atendeu à reivindicação de PLR maior, já que a proposta corrige pelos 6,5% a regra do ano passado (de 90% do salário mais R$ 1.024 com teto R$ 6.680), inclusive os R$ 2.100 do teto da parcela adicional. Os mesmos 6,5% seriam aplicados nas demais verbas salariais como vales refeição, alimentação, 13ª cesta, e demais auxílios.

Por conta da mudança na lei que rege a educação no país, a Fenaban propôs alterações no auxílio-creche. O valor subiria de R$ 207,95 para R$ 258,90, mas passando de 83 meses para 71 meses.

Segurança e saúde

De acordo com a Fenaban, os pontos que avançaram nas questões de segurança serão apresentados na rodada de negociação desta segunda-feira: obrigatoriedade do registro de boletim de ocorrência em casos de assaltos, tentativas e sequestros, divulgação de estatística semestral de assaltos a bancos e atendimento médico ou psicológico no local da ocorrência.

"Reiteramos a necessidade de fechar um acordo com proposta global que dialogue com o fim do assédio moral nos locais de trabalho, uma das principais preocupações dos bancários", completou Juvandia.

Negociações específicas

O Comando Nacional dos Bancários e as direções do Banco do Brasil e da Caixa Federal voltam a negociar nessa segunda-feira as questões dos trabalhadores para a renovação dos acordos coletivos específicos. As reuniões serão realizadas após o final da nova rodada com a Fenaban, em São Paulo.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Agenda sindical da semana de 10 a 16 de outubro/2010




DOMINGO

Reunião da diretoria do sindicato para organizar a greve e discutir a estratégia de luta.

SEGUNDA-FEIRA

GREVE completa 13 dias. Temos negociação com a Fenaban e depois com BB e Caixa Federal, todas em SP.

Fiquei na reunião de negociação e do Comando Nacional até às 2 horas da manhã de terça.

TERÇA-FEIRA

Feriado nacional. (trabalhei, pois fui para a reunião da diretoria do Sindicato)

QUARTA-FEIRA

GREVE completa 15 dias.

Assembleias ao final do dia em diversos sindicatos do país.

MAIORIA dos sindicatos do país aprova as propostas do BB, Caixa e Fenaban. São Paulo, Osasco e região também aprova.

QUINTA-FEIRA

Em SP.

OLT: fiz distribuição da Folha Bancária na CSO do 4º andar do Complexo São João. Esclareci muitas dúvidas dos colegas sobre as conquistas da campanha da categoria em 2010.

Estive em reunião no Sindicato e também na Contraf-CUT até 21h.

SEXTA-FEIRA

Em SP.

OLT: eu e Cláudio Luiz estivemos na agência Luz e na CSO Luz falando sobre a proposta aprovada e tirando dúvidas.

Fiquei até tarde na Contraf-CUT fechando uma revista dos bancários.

SÁBADO

Reunião na Contraf-CUT sobre organização sindical no BB em nível nacional.

9.10.10

Greve forte arranca nova proposta. Negociação continua nesta segunda



A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários neste sábado 9 de outubro, 11° dia da greve da categoria, uma nova proposta que inclui reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Propôs também 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e as negociações continuam nesta segunda-feira 11, às 11h.

"A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional. "Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período."

Em relação ao piso da categoria, Carlos Cordeiro considera importante a sinalização por parte dos bancos de valorização, conforme reivindicação da categoria. "Mas esse índice de reajuste de 9,82% é também insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos", reage o presidente da Contraf-CUT.

Da mesma forma, o Comando Nacional dos Bancários considera muito rebaixado índice de reajuste de 6,5% sobre a PLR. "Os bancos precisam aumentar a distribuição da PLR em relação ao ano passado, uma vez que os lucros cresceram", rebate Carlos Cordeiro.

Negociação continua segunda

Diante do posicionamento do Comando Nacional, os negociadores da Fenaban pediram a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, dia 11, às 11h.

Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão na segunda-feira proposta sobre assédio moral e segurança bancária.

O Comando Nacional orienta todos os sindicatos a manterem e ampliarem a greve na segunda-feira, para forçar os bancos a melhorarem a proposta. "Os bancários estão de parabéns pela greve fantástica que estão fazendo, que é fortíssima também nos bancos privados e já é a maior das últimas duas décadas. É essa a força da categoria e é isso que pressiona os bancos a negociarem", diz o presidente da Contraf-CUT.

Protesto contra pedido de prisão de dirigentes

No final da rodada de negociação deste sábado, o Comando Nacional fez um protesto veemente à Fenaban contra a postura do Itaú Unibanco de solicitar a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Rodrigo Britto é membro do Comando Nacional. Outros bancos estão fazendo a mesma coisa contra dirigentes sindicais e trabalhadores em greve em vários Estados.

"Essa é uma prática antissindical inaceitável em uma sociedade democrática onde o direito de greve está assegurado na Constituição", protestou Carlos Cordeiro.

A nova proposta da Fenaban

Novo piso salarial: R$ 1.180 (reajuste de 9,82%)

Reajuste de salários: 6,5% até R$ 4.100.

Reajuste para salários acima de R$ 4.100: R$ 266,50 fixos.

PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional.

Reajuste dos benefícios e verbas salariais: 6,5%.

Negociações nos bancos públicos federais

Em razão da nova rodada de negociações com a Fenaban na segunda-feira, às 11h, as reuniões sobre as pautas específicas que estavam marcadas com as direções do Banco do Brasil e da Caixa não acontecerão mais às 10h. Serão realizadas ao final das negociações com a Fenaban.

Também foram marcadas para a segunda-feira, às 15h, a negociação sobre as reivindicações específicas com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Na quarta, às 10h, haverá negociação com o Banco da Amazônia.

Fonte: Contraf-CUT

Força da greve dos bancários arranca negociação com Fenaban neste sábado



O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban neste sábado, 9, às 11h, em São Paulo. A reunião foi agendada pelos bancos no final da tarde desta sexta-feira, décimo dia da greve nacional dos bancários, em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT nesta quinta-feira. Às 9h, os membros do Comando se reúnem na sede da Contraf-CUT.

"Os bancários estão mostrando a força de sua mobilização, fazendo a greve mais forte dos últimos vinte anos, que fechou 8.278 agências nesta sexta-feira. Esperamos que a Fenaban apresente uma proposta global decente, que atenda às reivindicações da categoria em relação a remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho e segurança", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Desde sua deflagração, nas assembleias do último dia 28 de setembro, a greve nacional dos bancários cresceu a cada dia, passando de 3.864 agências fechadas no primeiro dia para 8.278 no décimo dia de mobilização. "Isso demonstra a indignação dos bancários com a intransigência dos bancos, que apresentaram até agora uma proposta que se limita à reposição da inflação, enquanto outros setores empresariais menos lucrativos já fizeram acordos concedendo aumento real de salário e outros avanços a seus trabalhadores", salienta Carlos Cordeiro.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.

BB e Caixa negociam na segunda

Na segunda-feira, dia 11, Comando Nacional retoma também as negociações específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As duas reuniões acontecem em São Paulo, às 10h.

(Matéria atualizada às 19h40)

Fonte: Contraf-CUT

8.10.10

Greve nacional dos bancários - 10º dia: imprensa começa a ver e avaliar a greve de forma negativa






Bancos e funcionários negociam reajuste e fim da greve neste sábado

Mariana Schreiber - De São Paulo - 08/10/2010 - 19h37


Bancos e bancários se reúnem neste sábado, às 11h, em São Paulo, para negociar o reajuste salarial da categoria e tentar por fim à greve que completa hoje dez dias.

Os bancários querem aumento de 11%, valorização dos pisos salariais e maior participação nos lucros, entre outras reivindicações. Por enquanto, os bancos garantiram a reposição da inflação (4,29%).

Um nova proposta apresentada amanhã só será avaliada pelos bancários em assembleias na quarta-feira. De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.278 agências não funcionaram nesta sexta-feira - 42% das 19,8 mil que existem no país.

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não divulgou estimativa.

Segundo o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, metade das agências é de bancos públicos e a outra metade, de bancos privados.

A Folha percorreu algumas ruas de São Paulo hoje e constatou, no entanto, que a maioria das agências fechadas era da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Nas avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima, agências do Itaú, Bradesco, HSBC e Santander funcionavam normalmente. Funcionários contaram que os bancos chegaram a fechar em alguns dias da semana devido a piquetes de sindicalistas.

Já na rua São Bento, no centro, que fica próxima à sede da Contraf, todas as agências fecharam, o que provocou filas nos caixas eletrônicos de Itaú, Banco do Brasil, Real e Santander. "Não consigo sacar meu FGTS", reclamou Tatiane da Conceição, em frente a uma agência fechada da Caixa.

Em São Paulo, 667 agências fecharam na capital e em mais 16 municípios, segundo a categoria.

Fonte: Folha.com


Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3)


Boletim Pessoal 34 - Esclarecimento (Carlos Neri, Diretor do BB em 8/10/10)

"Colega

Temos conversado, nos últimos dias, sobre a dinâmica da negociação na Mesa da Fenaban. Percebemos que as informações divulgadas têm gerado muitas dúvidas, motivadas, principalmente, pelo acordo fechado de forma antecipada pelo Banco de Brasília – BRB. Por este motivo, entendemos ser necessário prestar esclarecimentos para evidenciar a seriedade da comunicação do BB e o respeito com que temos tratado esta negociação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o BRB não faz parte da Mesa da Fenaban. Não fazendo parte da Mesa, o BRB não tem a necessidade de seguir os ritos acordados naquela instância. Este posicionamento, ao mesmo tempo em que traz uma certa flexibilidade para aquela empresa, no que diz respeito a percentuais e prazos para o acordo, também a desobriga de cumprir algumas condições estipuladas na Mesa."

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COMENTÁRIO DO BLOG: já falei no comunicado anterior que não é verdade que o BB não pode fazer a qualquer momento proposta que dialogue com a pauta de negociação específica, pois temos mesa de negociação permanente o ano todo e se o banco não está usando de má-fé, a mesa acontece para negociar as questões específicas a qualquer momento, é pra isso que ela existe.

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"Outra diferença a ser destacada é que o BRB não está subordinado ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - Dest. Responsável pelo acompanhamento das informações econômico-financeiras das empresas em que a União detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social, o Dest tem o papel de se manifestar sobre os pleitos dessas instituições, no que se refere, dentre outras coisas, à política salarial. Isso significa que o Banco do Brasil tem o dever de submeter suas propostas específicas para análise do Dest – e isso aconteceria mesmo que não fizesse parte da Mesa da Fenaban. O BRB não tem esta obrigação por se tratar de um banco do Governo do Distrito Federal, sem participação da União.

Feitos esses esclarecimentos, imagino que muitos devem estar se perguntando neste momento: por que, então, o Banco do Brasil permanece na Mesa da Fenaban? Primeiro porque a presença na Mesa da Fenaban é uma reivindicação das próprias entidades sindicais, para evitar que o funcionalismo do BB tenha perdas salariais em relação ao que é praticado nos demais bancos, como já aconteceu no passado.

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COMENTÁRIO DO BLOG: a mesa da Fenaban é uma reivindicação dos bancários, que votam todos os anos em assembleias, congressos e Conferência Nacional dos Bancários. Aliás, deliberação correta, pois a campanha unificada tem incomodado bastante banqueiros privados e públicos, não é à toa que estes não gostam da ideia de bancários fazendo greves conjuntas, pois a categoria vem fazendo boas batalhas e impondo aos banqueiros conquistas que eles não aceitariam sem greves.
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"Em segundo lugar porque o fato de estar na Fenaban não impede o Banco do Brasil de fechar acordos específicos mais vantajosos para seus funcionários. E temos feito isso sistematicamente. De 2003 para cá, já corrigimos o salário inicial em 57,55%, enquanto o restante da categoria, no mesmo período, obteve reajuste acumulado de 52,91%. No ano passado, corrigimos o piso salarial em 3% a mais do que o acordado na Fenaban. A única ressalva é que, como já informamos, o acordo específico só pode ser firmado quando encerrada a negociação naquela Mesa.

É importante ressaltar, ainda, o fato de estarmos subordinados ao Dest. Existem impedimentos legais daquele departamento para a concessão, em ano de eleição, de aumento real aos funcionários de empresas controladas pela União. A única exceção permitida é se este aumento tiver origem em Convenção Coletiva. Ou seja, a participação do BB na Mesa da Fenaban dá ao funcionalismo a possibilidade de obter aumento real neste ano (caso este seja o acordo firmado naquela instância); fora da Mesa, o Banco não poderia concedê-lo."


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COMENTÁRIO DO BLOG: de novo, é um argumento retórico essa história que o BB não pode conceder algo a mais para os bancários por controle do Dest ou qualquer outro órgão do governo. Nós, os bancários do BB e da Caixa Federal, só temos PLR assinada com a CUT porque uma forte greve de mais de 80% dos bancários desses bancos arrancou do governo federal em 2003 o acordo semelhante ao que a categoria assinou desde 1995 com a CNB/CUT. A greve fez o governo distribuir aos bancários o dobro do que o Dest permite. É a força da greve que traz propostas justas e, às vezes, ditas "inviáveis ou proibidas" pela empresa.
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"Continuamos à disposição para negociar, trabalhando na elaboração de nossa proposta específica para este Acordo Coletivo. Ela contemplará, dentre outros itens, aspectos relacionados ao plano de cargos e remuneração, como piso e progressão por mérito; e questões afetas aos funcionários egressos do BNC, como a gratificação variável que recebiam anualmente e o VCPI.

Para finalizar, quero destacar que estamos também atuando na Mesa da Fenaban no sentido de agilizar a formalização do acordo. Isso é demonstrado, inclusive, na matéria “Greve dos bancários cria racha na Fenaban”, divulgada hoje, 8, no jornal “O Estado de São Paulo”: ela afirma que “os bancos públicos têm pressa em fechar o acordo, mas as instituições privadas resistem” e que “os representantes dos bancos públicos aproveitaram reunião desta semana para pedir uma solução rápida para o problema”.

Carlos Eduardo Leal Neri
Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Negociador do BB

Fonte: portal do BB de negociação coletiva