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28.6.16

Estudos: Cassi 1997





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta segunda-feira 27, estamos chegando perto de meia-noite ainda trabalhando pela nossa Caixa de Assistência. Durante o dia foram horas de trabalho de leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva desta terça.

Além disso, no final da tarde, tivemos o evento de posse da nova gerência da Unidade Cassi DF, com a participação de funcionários e lideranças do Banco, das entidades representativas e Conselho de Usuários e funcionários da Cassi.

Agora ao final da noite, estou nos estudos da história da Cassi, lendo desta vez o Relatório Anual 1997 e destacando alguns dados que achei interessantes.

Quanto mais leio e vejo ao longo do tempo a Cassi planejando mudanças importantes no custeio, no modelo assistencial, na governança, mais me certifico que as intenções e as ideias eram de vanguarda e deveriam ser implementadas mesmo. No entanto, percebo que ao longo do tempo, etapas da implementação do modelo de Atenção Integral à Saúde não avançaram como deveriam, o que não quer dizer que não devemos trabalhar para completar o que falta ser feito, à luz da realidade atual.

Estou vivendo o momento presente como Diretor de Saúde eleito pelos associados e quase poderia dizer que a sorte não foi tão grande na minha vez, porque já entrei na Cassi em crise de déficit no Plano de Associados, sem contribuições novas ou extraordinárias como ocorreu entre 2007 e 2013, talvez sendo cobrado por etapas e ferramentas de um modelo de saúde não implantado pelos que me antecederam nestes anos todos. Mas isso faz parte e estamos buscando superar os gargalos.

(Mas tem umas senhoras ex-diretoras da Cassi e o líder delas que escrevem e pregam nos lugares que frequentam maledicências do tipo "o diretor de saúde não trabalha"... Parece mesmo que o mundo está vivendo uma época de canalhices e de inversão dos valores...)

Destaques de 1997

Criação do Plano Cassi Família (Saúde Família), criação da Central de Atendimento Cassi 0800 78 0080, o novo custeio da Cassi de 7,5% da remuneração dos associados (3% + 4,5%), a inauguração de 2 (duas) CliniCassi - Rio de Janeiro e Campinas -, e o BB congelou os salários dos bancários, já prejudicando o eixo das receitas da nossa Caixa de Assistência, fato que viria a contribuir decisivamente para os sucessivos déficits do Plano de Associados.

Bom, vamos destacar algumas questões daquele ano de 1997 na Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)


Relatório Anual 1997

BALANÇO PATRIMONIAL (reais)

Resultado do Exercício

1997 = 19.845.112,47.......... 1996 = 11.275.378,54

Só foi positivo porque o Plano Saúde Família foi superavitário em 24.922.182,13, já que o Plano de Associados deu déficit de 5.077.069,66.

DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

PLANO DE ASSOCIADOS

Receitas Básicas - Contribuições

1997 = 317.879.721,10.........1996 = 238.883.947,45

Despesas Básicas - Auxílios Concedidos

1997 = 289.278.613,27.........1996 = 248.844.409,45

Apesar do Plano de Associados ter obtido Resultado Financeiro Líquido de 22,9 milhões, teve uma perda terrível na alienação de investimentos, de 27,5 milhões de reais (página 11).

O resultado final acabou sendo déficit de 5 milhões de reais.


SAÚDE FAMÍLIA 1997

Receitas Básicas Mensalidades 1997 = 59.369.268,51

Despesas Básicas Aux. Conc. 1997 = 23.797.907,75



Comentário final do blog

Já é meia-noite e meia de terça 28/6, vamos dormir e fazer uma segunda postagem sobre o ano de 1997 para complementar essa com o resultado econômico-financeiro da Cassi.

William

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