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6.4.16

Eleições Cassi - vamos debater e votar consciente






Em processos eleitorais é natural se propor mudar, mudança, outro rumo. A questão é saber o que se promete e pra onde iria efetivamente a tal mudança. Será que se deve mudar quando a condição atual já é de uma bela luta e enfrentamento aos grandes problemas? Eis a questão!


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos vivendo um período importante em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, as eleições que renovam parte dos órgãos de governança de nossa entidade de saúde, gerida no modelo de autogestão compartilhada entre o patrocinador patrão (BB) e o patrocinador Corpo Social.

Vi agora há pouco, ao entrar alguns minutos na rede social Facebook, uma postagem muito boa em uma das comunidades de funcionários do Banco, ela abordava alguns problemas sérios do setor de saúde que afetam fortemente as operadoras de saúde (rede credenciada e RN 259/268 da ANS), sejam elas operadoras que visam lucro como as seguradoras e medicinas de grupo, ou sejam operadoras e planos de saúde de autogestão, que são associativos e visam a saúde da coletividade e se auto patrocinam.

É muito verdadeiro e importante o alerta feito na postagem inicial a respeito de não se apostar todas as fichas em propostas que anunciam (quase de forma milagrosa) que vão sanar todos os problemas e não se terá mais dificuldade de rede credenciada com especialistas nos interiores do país, o que dá algo como 4 mil municípios ou mais sem estrutura adequada de saúde. Alguns dizem e prometem que vão falar grosso com o Banco patrocinador para exigir que ele pague o que deve pagar (até parece que este que vos fala não é um dos que mais brigaram com a direção do Banco na última década!). E o mais comum, dizer que a gestão da Cassi é que é ruim, que não é transparente etc.

São três chapas inscritas, uma liderada pela atual Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Mirian Fochi, que se apresenta aos associados para seguir com seu trabalho e seus projetos por mais um mandato. Além de renovar na Chapa 2 lideranças importantes dos bancários do BB, traz mais três candidatos que já estão na governança da Cassi e conhecem profundamente os problemas internos e externos que a Caixa de Assistência enfrenta.

Temos duas chapas com lideranças da comunidade BB que eu respeito e que também têm histórico de envolvimento nas questões afetas à nossa comunidade e que, por sinal, estão a par das dificuldades da Cassi. Então sabem que não dá para propor soluções mágicas à nossa entidade de saúde.

As três chapas são de pessoas oriundas do movimento sindical e associativo, então não me venham com a reprodução do discurso da direita e dos empresários brasileiros contra movimentos organizativos dos trabalhadores.

Sou um dos gestores eleitos na Cassi que está no meio do mandato concedido pelos associados da nossa Caixa de Assistência e afirmo com tranquilidade que os embates necessários com o Banco e o mercado de saúde, além de propostas de melhorias na gestão, estão sendo feitos pelos eleitos. Aliás, é de conhecimento de todas as entidades representativas porque levamos todas as informações para elas.

Desde o início, nos pautamos por premissas como citamos abaixo: 

1- nós eleitos atuais, tanto o grupo que chegou comigo em 2014 quanto o grupo que está terminando o mandato agora em 2016, temos atuado com base na solidariedade, aumento da participação social, transparência, foco na saúde dos associados e na melhoria de gestão e processos.

2- defesa do modelo atual de custeio solidário, onde todos têm direitos iguais ao atendimento em suas demandas de saúde, pagando o mesmo percentual da remuneração e o Banco tendo que assumir a sua responsabilidade tanto com o pessoal da ativa quanto com os aposentados.

3- fortalecimento da participação social e transparência na gestão abrindo a Cassi e as unidades Cassi para aproximar as lideranças e entidades representativas dos associados porque isso é fundamental nas autogestões como a nossa Caixa de Assistência.

4- foco na ampliação e cobertura do modelo assistencial de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF) porque fazer promoção de saúde e prevenção de doenças é a melhor opção no uso de recursos e no trato de populações por décadas.

5- enfrentamento duro com o cogestor, o patrocinador Banco do Brasil, no que diz respeito aos ímpetos do Banco em reduzir seus custos e despesas em prejuízo dos associados da Cassi e da saúde de seus trabalhadores. 

Já teríamos aumento nas mensalidades em 50%, rateios entre associados, franquia sob internação de R$ 1.500, coparticipações gigantes em consultas e exames, dentre outras perdas, SE não fosse o embate duro que nós eleitos atuais fizemos ao banco, internamente na governança desde a crise atual do déficit, quanto externamente, chamando as entidades sindicais, principalmente, porque elas têm mesa formal com o Banco (Contraf e Contec), e chamando as entidades associativas porque aumentam o poder de mobilização com as entidades sindicais na luta para que o BB reconheça que também deve arcar com a saúde de seus funcionários da ativa e aposentados, investindo sua parcela financeira nisso.


Bom debate a tod@s, votem consciente entre 11 e 22 de abril e deixo aqui minha opinião de apoio e voto à Chapa 2 Juntos pela Cassi.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)

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