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26.2.16

Lucro BB: É hora do Banco assumir sua responsabilidade com a Cassi


Sempre tivemos que cobrar do banco sua responsabilidade
para com os funcionários. Foto: Lazzari.


Olá colegas da comunidade BB, associados e donos da Cassi


Eu peço alguns minutos de sua atenção:


A Cassi é a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, entidade de saúde criada pelos trabalhadores há 72 anos e que hoje é a maior operadora de autogestão do país. Nós cuidamos das vidas de mais de 700 mil pessoas da Comunidade Banco do Brasil, funcionários da ativa, aposentados, pensionistas, dependentes e familiares.


A Cassi, assim como várias outras operadoras de saúde, tanto do mercado como as autogestões, passa por resultados deficitários e está em debate com o patrocinador Banco do Brasil desde 2014, quando nós eleitos pelo Corpo Social nesta atual gestão passamos a cobrar internamente aportes por parte do banco, e desde 2015 em mesa de negociação com a Contraf-CUT, Contec e entidades nacionais associativas do funcionalismo.


O déficit do plano de saúde dos funcionários do BB tem alguns motivos centrais de responsabilidade do Banco patrocinador e nós eleitos explicamos quais foram eles ao longo de uma jornada de mais de um ano percorrendo todo o país em Conferências de Saúde.


SALÁRIOS CONGELADOS E REDUÇÃO DO PCS GERARAM DÉFICIT DA CASSI


Dois motivos centrais do déficit na Cassi foram mudanças na base das receitas do plano de saúde dos funcionários, o Plano de Associados, porque o Banco do Brasil é o responsável único por congelar os salários por quase uma década logo após a nova receita operacional ser definida pelo próprio patrão BB com os funcionários associados da Caixa de Assistência (Reforma Estatutária de 1996). O banco afetou drasticamente a perna da receita da Cassi ao congelar os salários e criou um déficit no plano já a partir de 1999. E na Cassi o banco já era gestor junto com os associados!


Para piorar a situação das receitas da Cassi nos anos seguintes, o banco mudou unilateralmente o PCS e reduziu o interstício entre as letras de promoção por antiguidade, que eram de 12% e 16% ao longo da vida laboral e foi imposto um valor ínfimo de 3%. Como a Cassi tem a maior população de idosos aposentados dos planos de saúde, o Banco do Brasil causou um prejuízo imenso na "saúde" (equilíbrio econômico e financeiro) do Plano de Associados. A consequência da mudança feita pelo patrão patrocinador foi a remuneração dos novos aposentados ser a metade da remuneração daquela geração com PCS maior.


E o banco que não nos venha com qualquer proposta que afete o legítimo direito dos nossos colegas aposentados porque nós não aceitaremos, e o colega que sofre e adoece na ativa hoje será o aposentado de amanhã.


Pois bem, esses são os motivos centrais da origem dos problemas de receitas operacionais do plano de saúde dos funcionários do BB, Banco que tem na Cassi há décadas a sua principal bandeira de retenção de excelentes profissionais bancários vindos do mercado através de concurso público disputadíssimo.


Há outros motivos que afetam a todos os planos como inflação e despesas assistenciais no setor sendo o dobro da inflação oficial; o setor de prestação de serviços de saúde (hospitais e profissionais) é quase cartelizado em todos os grandes centros e Estados brasileiros; judicialização abusiva em muitos casos; existe muita fraude e falta de ética no setor que prejudica os usuários e os planos de saúde, principalmente os de autogestão como a Cassi porque não visam lucros e não podem repassar todo custo de um sistema que ganha rios de dinheiro com a doença das pessoas e não está muito preocupado com a promoção da saúde das pessoas.


E para piorar, tem uma resolução da ANS (259/268) que visava proteger os usuários de planos de saúde, mas trouxe como consequência a desconfiguração da relação entre prestadores de saúde e operadoras de saúde. Ninguém quer mais ser conveniado porque aí a operadora de saúde, como a Cassi, é obrigada a pagar o valor que os profissionais de saúde querem cobrar. Não há plano que sobreviva a isso! Não há usuário de plano de saúde que dê conta de pagar isso!


MISSÃO DA CASSI DEVE AVANÇAR, PRINCIPALMENTE POR CAUSA DA CRISE NO SETOR DE SAÚDE


Além desta questão de responsabilidade do banco no eixo das receitas, pelo lado das despesas, as seguidas administrações da Cassi (por motivos diversos como falta de foco), inclusive as indicadas pelo patrocinador Banco do Brasil, não implantaram na totalidade o modelo assistencial de Atenção Integral, baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto da população Cassi. O Sistema Integrado de Serviços de Saúde da Caixa de Assistência, que atua na prevenção e no acompanhamento de doentes crônicos, maior problema de saúde mundial, é mais racional no uso dos recursos, mas a Cassi precisava investir mais no modelo na última década para dar a amplitude de cobertura necessária e não o fez durante anos em que entraram receitas que permitiam esse avanço.


Enfim, peço que cada associado da Cassi da ativa e aposentados converse entre si, com suas entidades sindicais e representativas e busque fortalecer uma luta unitária para cobrar da direção do banco responsabilidade com o nosso Plano de Associados porque o Banco foi à mesa de negociação no dia 21/01/16 (correção, dia 19) e disse que não deixaria a Cassi ter problemas de liquidez enquanto não terminassem as negociações, aliás, negociações duras porque o Banco mesmo com lucros deste tamanho, BILHÕES, afirma não poder fazer aportes e investir na Cassi que ele administra também e que permitiu por anos ela estar deficitária e nada fez para avançar o modelo assistencial que usa melhor os recursos dos associados.


Não é possível um Banco que diz e escreve ser responsável socialmente, com um resultado deste tamanho, não cumprir sequer a palavra em mesa, e deixar a entidade de saúde que cuida de seus funcionários e dependentes ter que passar por alguma dificuldade maior a partir do mês de março.


Eu, representante eleito pelos associados, insisto desde 2014 que o Banco deve fazer na Cassi aportes, investimentos, contribuir com recursos, dê o nome contábil que quiser, porque estou estudando com toda a minha energia a entidade que administro em nome dos trabalhadores e afirmo com toda convicção que a Cassi é uma "mãe" para o Banco do Brasil.


Nesta relação Cassi e BB, a Cassi dá muito mais para o patrocinador BB, que inclusive é banco e banco adoece muito os seus trabalhadores como os estudos do setor bancário mostram, e quem cuida da vida desses trabalhadores porque é o plano de saúde deles é a operadora Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.


UNIDADE EM DEFESA DA CASSI E EM DEFESA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE


Convido a Direção do Banco do Brasil (inclusive Governo Federal) a investir o que deve ser investido na Cassi e nos deixar trabalhar, nos deixar fazer a gestão da Cassi e cuidar de mais pessoas em cada Estado brasileiro onde estão nossos trabalhadores da ativa e aposentados. Convido o BB para fazermos parcerias em defesa da saúde. É possível e acima de tudo é "Bom pra todos".


A Contraf-CUT e a Contec agendaram mesa de negociação com o BB sobre a Cassi na próxima semana, mas eu já tinha agenda de trabalho programada com muita antecedência em Estados brasileiros (não falto a meus compromissos na base social). Mas peço que o Corpo Social se organize e se mobilize para a eventualidade da postura do Banco não mudar na mesa em relação à Cassi.


Abraços a tod@s vocês meus pares da classe trabalhadora!


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)



(Matéria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região)


Lucro cresce; BB segue sobrecarregando bancário

Instituição lucrou R$ 14,4 bilhões em 2015, 28% mais em relação a 2014, mas reduziu 2.437 postos de trabalho, o que causa adoecimento na categoria e prejudica população


São Paulo – Está lá no site do Banco do Brasil: “a responsabilidade socioambiental do BB é uma política empresarial que propõe incorporar princípios do desenvolvimento sustentável no planejamento de suas atividades, negócios e práticas administrativas”. Mas, será que isso faz sentido em um banco que lucrou R$ 14,4 bilhões em 2015, acréscimo de 28% em relação a 2014, mas reduziu 2.437 postos de trabalho no mesmo período?

O corte foi influenciado pelo plano de aposentadoria incentivada, implantado pelo Banco. “Enquanto postos de trabalho são eliminados, o funcionalismo adoece. Bancários estão sobrecarregados, preocupados com a questão do descomissionamento, com produtos que precisam vender e metas quase sempre abusivas”, destaca o secretário de Estudos Socioeconômicos do Sindicato, Claudio Luis de Souza, cobrando a responsabilidade socioambiental do banco público. “Essa preocupação com as práticas administrativas tem total relação à pressão por metas. Os princípios sustentáveis dessa instituição são de lucrar e ainda sim sobrecarregar seus funcionários?”, questiona.

Em todo o país, o Banco do Brasil fechou 95 unidades, terminando o ano com 5.429 agências. “Tantas unidades fechadas atinge a população, que precisa dos serviços do BB, e também prejudica o bancário, sobrecarregado com carteiras de clientes”, lembra Cláudio.

O lucro líquido ajustado do BB, que exclui os efeitos de itens extraordinários, atingiu R$ 11,594 bilhões no ano, variação 2,2% superior ao observado em 2014. A rentabilidade ajustada no período foi de 13%. O resultado obtido em 2015 foi impactado pela receita da operação Cateno – acordo de associação entre BB Elo Cartões e Cielo no ramo de meios eletrônicos de pagamento – que gerou resultado de R$ 3,212 bilhões no lucro líquido no período.

O patrimônio líquido do BB cresceu 1,14% e alcançou o montante de R$ 81,536 bilhões. O índice de inadimplência – relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada – alcançou 2,38% em dezembro de 2015, ou 0,35 pontos percentuais acima de dezembro de 2014. Apesar do pequeno aumento da inadimplência, a despesa de PDD subiu significativamente (44,7%) em relação a 2014 e alcançou o montante de R$ 25,776 bilhões.

Cassi – O dirigente reforça que os funcionários do BB reivindicam soluções para o déficit da Cassi, e que com a receita extraordinária da operação Cateno o banco cobriria despesas. “O investimento na Cassi é primordial, e vamos seguir cobrando que isso seja feito”, conclui.


Fonte: Seeb SP - Gisele Coutinho – 25/2/2016

4 comentários:

NELIO JOSE LENTINI DE ALMEIDA disse...

Conforme orientação da gerente em exercício Amanda, venho por meio desta solicitar que não sejam descontinuados os abonos dos medicamentos Oxycontin 10 mg( 1 cp ao dia) , Gabapentina 600 mg( 1 cp 3 vezes ao dia), e Oxycontin 20 mg( 1 cp ao dia), conforme laudo em anexo da dra. Maria Adelaide Andrade Dancour e extratos, também em anexo, dos medicamentos supramencionados, com as mesmas dosagens. Tais medicamentos continuam com as mesmas dosagens e estão autorizados, respectivamente, Oxycontin 20 mg até 03/04/2016, Gabapentina 600 mg até 11/09/2016, Oxycontin 10 mg até 16/07/2016. A suspensão acarretará graves problemas à saúde de minha esposa que sofre de de PATOLOGIAS EXTREMAMENTE DOLOROSAS, cfe laudo médico. Estes medicamentos vêm sendo abonados regularmente há bastante tempo, conforme outros extratos em meu poder de anos anteriores, não se justificando sua descontinuidade pois são indicados cientificamente para o controle de suas patologias.
Minha esposa piorou seu estado de saúde com esta ameaça anunciada pela Panvel .
Minha esposa tem história de AVC hemorrágico e estamos sofrendo muito . E esta notícia a está abalando moralmente e a mim também.
Solicito, então, o bom senso desta Cassi pois somos idosos, aposentados e sem condições financeiras para arcar com as despesas destes medicamentos.
Sem mais para o momento, subscrevo-me
Nélio José Lentini de Almeida, matrícula 7.361.434-3

NELIO JOSE LENTINI DE ALMEIDA disse...

Conforme orientação da gerente em exercício Amanda, venho por meio desta solicitar que não sejam descontinuados os abonos dos medicamentos Oxycontin 10 mg( 1 cp ao dia) , Gabapentina 600 mg( 1 cp 3 vezes ao dia), e Oxycontin 20 mg( 1 cp ao dia), conforme laudo em anexo da dra. Maria Adelaide Andrade Dancour e extratos, também em anexo, dos medicamentos supramencionados, com as mesmas dosagens. Tais medicamentos continuam com as mesmas dosagens e estão autorizados, respectivamente, Oxycontin 20 mg até 03/04/2016, Gabapentina 600 mg até 11/09/2016, Oxycontin 10 mg até 16/07/2016. A suspensão acarretará graves problemas à saúde de minha esposa que sofre de de PATOLOGIAS EXTREMAMENTE DOLOROSAS, cfe laudo médico. Estes medicamentos vêm sendo abonados regularmente há bastante tempo, conforme outros extratos em meu poder de anos anteriores, não se justificando sua descontinuidade pois são indicados cientificamente para o controle de suas patologias.
Minha esposa piorou seu estado de saúde com esta ameaça anunciada pela Panvel .
Minha esposa tem história de AVC hemorrágico e estamos sofrendo muito . E esta notícia a está abalando moralmente e a mim também.
Solicito, então, o bom senso desta Cassi pois somos idosos, aposentados e sem condições financeiras para arcar com as despesas destes medicamentos.
Sem mais para o momento, subscrevo-me
Nélio José Lentini de Almeida, matrícula 7.361.434-3, av . Nossa Senhora de Copacabana, 702 apto 707 Cep: 22050-001, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ.
Tels. 21 32084911 ou 21 988880929 ou 21 96009660.
E-mail: almeida4br@yahoo.com.br

William Mendes disse...

Olá prezado Nélio,

Já repassei o caso para a área responsável verificar o que está ocorrendo. Vamos ver o que é possível fazer. Abraços

William Mendes disse...

Olá Sr. Nélio,

Informo que o seu caso está sendo tratado da mesma forma que nas vezes anteriores. Os medicamentos em questão não são abonáveis, mas mesmo assim, por um direito a mais que a nossa Caixa de Assistência tem, a instância de recurso dos participantes foi acionada para avaliar o caso.

Att.

William Mendes
4/03/16