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18.5.13

Na abertura do Congresso, funcionalismo discute como conter ataques do BB


Crédito: Jaílton Garcia
Jaílton GarciaPresidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro fala na abertura do 24º Congresso do BB

A relação da direção do Banco do Brasil com os funcionários é a pior dos últimos dez anos, marcada por conduta autoritária, prática antissindical e ataques constantes aos direitos dos trabalhadores, perseguição a grevistas, descomissionamentos e demissões por atos de gestão. Para fazer frente a isso, os bancários precisam fortalecer sua organização e unidade nacional e intensificar a mobilização em todo o país.

Essa foi a síntese da abertura do 24º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, na noite desta sexta-feira 17 no Hotel Holiday Inn, em São Paulo. Organizado pela Contraf-CUT, o encontro termina domingo com a aprovação da pauta específica de reivindicações dos bancários do BB.

"Precisamos intensificar a mobilização e a unidade nacional para fazer frente às agressões do banco e denunciar o projeto da atual direção do BB de dar ao banco uma gestão de banco privado", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT na sessão de abertura.

Cordeiro advertiu que, além dos ataques da direção, os funcionários do BB "têm que dar uma resposta classista e organizada" a outros desafios presentes na conjuntura atual, como o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional legalizando a terceirização, desde que praticada por empresas especializadas, a proliferação dos correspondentes bancários e a parceria que está sendo articulada entre o BB e a Oi para precarizar as relações de trabalho e o atendimento à população.

O presidente da Contraf-CUT exortou os trabalhadores do BB "a resgatarem a solidariedade, terem a ousadia de ir além do corporativismo, se transformarem em porta-vozes da esperança e estreitarem a unidade nacional para se contrapor às agressões do banco e lutar pelos interesses da classe trabalhadora que estão ameaçados".

A sessão de abertura começou com a apresentação de um vídeo do astrônomo Carl Sagan sobre a Terra, nosso lar solitário no Universo. 
"O vídeo é para lembrar que estamos na mesma luta, que podemos discutir e divergir, mas fraternalmente", pediu William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, fazendo um apelo à unidade.

Ir além do corporativismo
Anfitriã do 24º Congresso, a presidenta do Sindicato de São Paulo Osasco e região, Juvandia Moreira, defendeu a necessidade de o movimento sindical bancário "dialogar com o sentimento dos funcionários que estão nos locais de trabalho sofrendo os ataques do BB".

Juvandia, que também falou em nome da Fetec SP, lembrou que o Sindicato de São Paulo escolheu como lema para comemorar o seu aniversário "90 anos fortalecendo a democracia" porque os bancários "sempre construímos nossa luta indo além dos interesses corporativos e pensando nos interesses da classe trabalhadora. Essa é uma marca da categoria".

Para a presidenta do Sindicato, "a democracia que queremos envolve as lutas gerais da sociedade, o que passa pelo estabelecimento de um novo marco regulatório da comunicação, dominada hoje por seis famílias, e pela reforma política, para retirar do capital o poder que ele tem de eleger a maioria do Parlamento".

Medo e sedução
Presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas (SP) e secretário-geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS), Jeferson Boava ressaltou que a direção do BB adotou um modelo de ataque e de desrespeito a tudo que foi construído pelo funcionalismo. "Não podemos ficar parados diante dessas demissões, do novo plano de cargos e dos descomissionamentos sumários. O ataque é a melhor defesa. Também temos que atacar", propôs ele, convocando todos à luta. 

Ao fazer uma breve análise da crescente prática antidemocrática e antissindical da diretoria do BB, Eduardo Araújo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Oeste e Norte (Fetec/CN-CUT), disse que o funcionalismo irá fazer frente a todos os ataques. "Com passivo trabalhista de mais de R$ 3 bilhões, cifra que coloca a instituição financeira entre as maiores empresas devedoras do país na Justiça trabalhista, o BB está massacrando seu maior patrimônio: os bancários. Tudo para aumentar seu superávit e gerar caixa", afirmou, lembrando que o banco utiliza o medo e a sedução para enfraquecer a luta coletiva. 

Congresso será resposta aos atos da direção do BB
Em nome da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feeb) Olivan Faustino, que é secretário-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia, saudou os participantes conclamando os bancários e bancárias do BB a reagiram contra todos os ataques da atual diretoria da instituição. 

"Precisamos tomar uma atitude contra esse desrespeito que há muito tempo não víamos. Os bancos públicos estão a serviço do povo. Nós podemos escolher o nosso destino. Ou nos unimos ou não vamos a lugar nenhum", frisou. "Precisamos transformar esse congresso numa resposta à altura aos atos praticados pela direção do BB", acrescentou. 

Representando a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS), Julio César Pereira destacou que todas as dificuldades enfrentadas pelo funcionalismo do BB não podem ser empecilhos para a luta dos trabalhadores. "Não basta a gente derrubar a atual ou a próxima diretoria do banco. Precisamos derrotar este modelo de gestão e fazer com que o banco respeite o trabalhador e a população, e deixe de discriminar. Por isso, precisamos construir a unidade para fortalecer a luta. Até a vitória sempre". 

Já para Simara Pereira, representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito em Santa Catarina (Fetec-SC), é o momento dos bancários do BB intensificarem a mobilização para combater a postura intransigente da diretoria da instituição. "Espero todo empenho das delegações para construir uma pauta que represente os bancários do BB". 

Diretora eleita de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Mirian Fochi também participou da abertura do 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Também participaram da abertura do 24º Congresso dos Funcionários do BB Wagner Nascimento, representante da Fetraf Minas; Carlos Eduardo Bezerra Marques, presidente da Fetrafi Nordeste; Carlos Souza, pela Feeb Rio de Janeiro/Espírito Santo; Ana Smolka, representando a Fetec Paraná; e Dirceu Travesso, da CSP/Conlutas. 

Ainda fizeram parte da abertura do Congresso Ann Luck, dirigente da CWA, o sindicato que representa 700 mil trabalhadores de comunicações dos Estados Unidos e Canadá, e Roberto Menezes, diretor da La Bancaria, sindicato da categoria na Argentina.

O 24º Congresso do BB continua neste sábado, com discussão sobre conjuntura a partir de palestra do economista Clemente Gans Lúcio, diretor-técnico do Dieese, seguida de reuniões de grupos para discutir remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, BB e sistema financeiro e organização do movimento.

(José Luiz Frare, da Contraf-CUT, e Rodrigo Couto, do Sindicato de Brasília

16.5.13

Contraf promove curso de formação com especialização em terceirização


A Contraf-CUT em parceria com o Dieese realiza de 3 a 7 de junho o curso de formação sindical com especialização em terceirização, no Hotel Atibainha, em Atibaia (SP), com 25 vagas. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas através das federações filiadas.

As entidades devem avaliar a possibilidade de inscrever dirigentes sindicais que se comprometam com a tarefa de estudar o tema, desenvolver conhecimento para o enfrentamento dos problemas oriundos da terceirização, tornarem-se multiplicadores e que possam contribuir em todos os espaços de formulação, debates, representação pública e, principalmente, ações práticas, locais, regionais e nacionais.

Segundo William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT, "o objetivo do curso é formar lideranças sindicais nesta temática, para que tenham a compreensão política e fática dessa forma de organização da produção e gestão de mão de obra, baseada fortemente no conceito de divisão do trabalho e contribuir no enfrentamento para a manutenção e ampliação dos direitos da classe trabalhadora no Brasil, nesse novo cenário mundial".

O curso abordará história, conceitos, impactos da adoção da terceirização pelas empresas e particularmente pelos bancos, abordando as questões legais, normativas existentes e a realidade prática.

"Ao final do curso será traçado conjuntamente um plano de ação sindical para dar conta de todos os desafios apresentados", salienta William.

Formação é indispensável para a luta

A Contraf-CUT tem trabalhado para se aproximar cada vez mais dos sindicatos e oferecer condições para a formação de novas lideranças e para que a ação sindical seja cada vez mais qualificada. Para isso, vem investindo bastante recursos na formação sindical, através de módulos formativos, elaboração de documentos que servem como subsídios, como os Cadernos Contraf-CUT, e mais recentemente com a promoção de cursos de especialização em temas atuais relevantes para a categoria e a classe trabalhadora.

O foco na formação sindical e política dos dirigentes sindicais na estrutura da Contraf-CUT abrange hoje tanto o viés classista quanto o corporativo. O conceito é o de Formação Permanente, seguindo a Política Nacional de Formação da CUT, e busca aliar um percurso formativo que congrega os cursos classistas da Rede Nacional de Formação da CUT com os cursos oferecidos pela própria Confederação, estes mais focados nos desafios enfrentados na organização e representação do ramo financeiro.

"Acreditamos que dirigentes sindicais, homens e mulheres, precisam se especializar para ter intervenção mais incisiva na sociedade, nas disputas de hegemonia que se apresentam, bem como na representação da classe trabalhadora, nos espaços de negociação coletiva, criando assim um processo rico e participativo de construção coletiva", enfatiza William.

O capital é organizado e os banqueiros, mais ainda. "Por isso os trabalhadores devem ter organização ainda maior para atingir seus objetivos", salienta o diretor da Contraf-CUT.

"Neste momento conjuntural, quando o projeto de lei (PL) 4330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), tramita rapidamente no Congresso Nacional, é fundamental que as entidades filiadas à Contraf-CUT inscrevam 25 dirigentes sindicais para buscarem especialização na temática da terceirização, a fim de reforçar a mobilização da CUT e da sociedade contra essa forma proposta de regulamentação do trabalho, que é nociva e prejudicial à classe trabalhadora", convoca William.


Fonte: Contraf-CUT

15.5.13

24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB começa nesta sexta


  
Encontro vai até domingo e define pauta específica de reivindicações 

A Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, realiza no próximo fim de semana o 24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no Hotel Holliday Inn, em São Paulo. A abertura ocorre nesta sexta-feira (17), às 20h, e o encerramento está previsto para domingo (19), às 13h.

Mais de 260 delegados e delegadas estão inscritos. O evento irá definir a pauta específica de reivindicações dos trabalhadores do BB.

Para o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, "o 24º Congresso deve ser realizado com muita unidade do funcionalismo para enfrentar os desmandos da direção do BB". 

Ele destaca que "a empresa implantou um plano de funções unilateralmente com graves prejuízos aos trabalhadores e vem assediando de forma absurda por metas abusivas e desviando o papel do banco. Chegamos a um nível insuportável de desrespeito ao funcionalismo e às entidades sindicais". 

Quatro grandes temas em debate no 24º Congresso

1. Remuneração e condições de trabalho
. Carreira: piso, plano de funções, ascensão profissional
. jornada de trabalho nas funções comissionadas
. metas e remuneração variável

2. Saúde e Previdência
. Cassi
. Previ
. Plano odontológico
. Fusesc
. Economus
. Segurança Bancária

3. Organização do Movimento
. Formas de mobilização
. Delegados sindicais e OLT
. Conselho de Usuários da Cassi
. Representante no Conselho de Administração do BB

4. Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional (SFN)
. BB e o crédito
. Metas de produtos financeiros
. Terceirização e Correspondentes Bancários
. Internacionalização

Veja a programação do 24º Congresso:

Sexta (17)

18h às 20h - Jantar
20h - Abertura no plenário geral
21h - Votação do regimento interno

Sábado (18)

10h - Análise de conjuntura (Clemente Gans Lúcio, coordenador do Dieese)
11h - Apresentação das teses
13h às 15h - Almoço
15h às 19h - Grupos de trabalho 
1 - Remuneração e condições de trabalho; 
2 - Saúde e Previdência;
3 - Organização do movimento;
4 - Banco do Brasil e o SFN
19h - Jantar

Domingo (19)

10h às 13h - Deliberações finais no plenário geral
13h às 15h - Almoço


Fonte: Contraf-CUT

Resultado bb mostra que assédio e ataque aos direitos é abuso da direção


15/05/2013

Lucro do BB tem alta de 2,2% e atinge R$ 2,5 bilhões no 1º trimestre

  
O Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 2,557 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 2,2% sobre o mesmo período do ano passado. Considerando o resultado ajustado, a instituição teve desempenho em linha com o esperado e lucrou R$ 2,685 bilhões, uma queda de 0,7%.

Analistas consultados pelo Valor esperavam lucro de R$ 2,7 bilhões, estável em relação ao mesmo período de 2012. A expectativa era de que, apesar de apresentar uma expansão do crédito bastante superior aos pares privados, resultados do fundo de pensão de seus funcionários (Previ) poderiam trazer um impacto negativo.

Desconsiderando a Previ, o lucro líquido contábil do banco cresceu 7,8% e alcançou R$ 2,445 bilhões de janeiro a março.

A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 592,7 bilhões, após crescer 25,6% em 12 meses e 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O destaque foi o portfólio para empresas, com expansão de 32,7% em 12 meses, enquanto para as famílias o aumento foi de 26,3%, desconsiderando as operações provenientes do Banco Votorantim e de carteiras adquiridas.

A taxa de inadimplência acima de 90 dias caiu para 2,0% no primeiro trimestre, ante 2,2% no mesmo período do ano passado.

Os três grandes bancos privados já divulgaram seus balanços e mostraram, entre outros destaques, queda dos spreads. Esse foi o fator que mais impediu uma expansão vigorosa do lucro de Itaú Unibanco (1,3%) e Bradesco (4,5%), na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, ao lado de mudanças no mix de crédito para linhas de empréstimos menos arriscadas e Selic mais baixa que no início de 2012. No caso do Santander, houve uma queda de 29,6%.


Fonte: Daniela Machado e Karin Sato - Valor

14.5.13

Movimento sindical rebate boletins do bb


Para Sindicato SP, informativos difundido pela direção procuram confundir debate sobre plano de funções
Direção do bb parece o personagem
acima...
São Paulo – A Contraf-CUT emitiu carta aos funcionários do Banco do Brasil para rebater a versão que a direção da instituição tem disseminado, nas últimas semanas, via e-mail, aos trabalhadores do banco.

Nesta sexta-feira 10 o BB difundiu mais um boletim pessoal que afirma que 94,5% dos funcionários aderiram às CCVs (Comissão de Conciliação Voluntária). Um boletim antigo diz que 99% dos bancários que permaneceram nas funções de 8 horas já aderiram ao novo plano de funções.

No entanto, de acordo com o diretor do Sindicato Ernesto Izumi, as informações do banco escondem o verdadeiro debate. "O percentual de adesão à jornada de seis horas é baixo, é o que temos constatado na base. O banco não diz que os funcionários que permaneceram nas oito horas não tiveram alternativa. Ou aderiam ou eram descomissionados”, diz o dirigente.

Além disso, ainda de acordo com Ernesto, o banco não informa que o valor apresentado nas CCVs é baixo perto do que obteriam em ação judicial. “Em São Paulo não haverá CCV, pois a assembleia a rejeitou, é soberana e vale para todos. As ações vão pagar mais que as CCVs. A implantação do plano foi gestão temerária, pois vai aumentar o passivo trabalhista da empresa", explica.

Para Ernesto, o banco está tentando desmoralizar os Sindicatos através dos boletins. “É uma demonstração de que a empresa está preocupada com a rejeição dos funcionários ao plano de funções. A empresa também tem o objetivo de enfraquecer a representação sindical, pois sabe que com sindicato fraco os direitos dos trabalhadores serão menores”, afirma o dirigente.

Plano de funções – De acordo com análise do Sindicato, todos os funcionários do BB foram afetados, direta ou indiretamente, com a imposição do novo plano. Escriturários e caixas, ao serem promovidos para assistentes ou gerentes, ingressarão com valor da função reduzido e sem garantia de reajustes futuros nas respectivas verbas.

Assistentes que optaram pela jornada de seis horas tiveram redução salarial de 16,25% em média, e quem não aderiu, sofreu diminuição do valor recebido pela função. Os gerentes foram prejudicados pela redução do montante pago pela função, atingindo imediatamente comissionados com mais tempo de banco e que tinham zerado a antiga verba CTVF (Complemento Temporário de Valores de Função), com reflexo para todos, pois o que era piso virou teto.

VEJA CARTA DA CONTRAF-CUT

Plano de Funções do BB: patrão diz que funcionários estão contentes. Contraf-CUT e sindicatos dizem que banco prejudica funcionários. Funcionários fazem greve.

E você, em quem acredita?

Os funcionários e os sindicatos reivindicam a instalação da jornada de seis horas para comissionados. O Banco do Brasil implanta para um terço deles, reduz seus salários em 16% e, o mais grave, reduz a remuneração pela função gratificada para míseros 10% do valor do VR. Aproveita o momento para atacar os outros dois terços e reduzir o pagamento pela função de confiança para 30% do VR. O BB implanta tudo à revelia dos sindicatos e coloca a faca no pescoço do trabalhador de 8 horas, impondo: ou aceita ou perde a comissão.

Os funcionários e os sindicatos reagem à maldade do banco, percebendo sua intenção de reduzir salários ao longo do tempo e impedir a incorporação de conquistas importantes como o Adicional por Mérito. Reivindicam abertura de negociações e o banco nega, desprezando o legítimo direito dos trabalhadores de mostrar seu descontentamento.

A direção do banco manda seus prepostos abusarem dos boletins pessoais. Diz que está tudo às mil maravilhas, que todo mundo aceitou o que foi imposto e ameaça punir quem protestar. Mesmo assim, milhares de funcionários em várias localidades decidem parar por 24 horas e dizer à direção do banco que, se os membros da cúpula encastelada em Brasília acreditam que todo mundo está contente, é porque mentem para eles mesmos.

E você, que teve de aderir ao novo plano para não perder a comissão? E você, que tem de ralar feito louco para cumprir ordens e cada dia vender um produto diferente? E você, que vê claramente que a direção do banco não tem estratégia e não sabe aonde quer chegar? E você, que atravessa o portal do inferno todo dia sabendo que o banco vai lhe tirar o couro impiedosamente?

E você, administrador, que recebe vários torpedos e telefonemas todo dia e tem de ficar se controlando para não repassar a crueldade para os funcionários? E você, que faz de tudo para cumprir metas e recebe como prêmio um bonequinho de um determinado superintendente idiota?

Em quem você acredita? Nos executivos do banco, que lhe dizem que está tudo maravilhoso ou nos sindicatos, que dizem que o banco lhe quer prejudicar?

Fonte: Seeb SP Rodolfo Wrolli - 10/5/2013 (com Contraf-CUT e edição do blog)

9.5.13

Agenda de luta: Encontro no Paraguai, Encontro dos Funcis do bb e Comando Nacional



Atividade internacional da Rede UNI Américas. Aqui estamos em frente ao
Banco do Brasil de Assunção - Paraguai. Foto: William Mendes
Cheguei nesta noite de quarta-feira (08) da 9ª Reunião Conjunta de Redes Sindicais de Bancos Internacionais, ocorrida em Assunção - Paraguai. Estivemos lá desde domingo (05) organizando a unidade e a solidariedade de classe em relação aos trabalhadores do setor financeiro. (informo aos companheiro/as que durante esses quatro dias não acessei nem internet nem email)

No sábado (04) participei do encontro aberto do/as funcionário/as do Banco do Brasil da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. O fórum debateu as questões e propostas que serão enviadas ao 24º Congresso Nacional dos Funcionários do bb. Também foi definida a delegação da base que irá ao congresso representando as teses inscritas para o evento. A Chapa do Sindicato ficou com 25 vagas, sendo 22 da Articulação Sindical, 2 da CTB e 1 da Intersindical. A outra chapa do Conlutas ficou com 8 vagas.

Nesta quinta-feira (9) teremos reunião do Comando Nacional dos Bancários na Contraf-CUT SP para tratar da Campanha 2013, além de questões da Caixa Federal, do bb e da mídia de campanha.


(COMENTÁRIO SOBRE A QUINTA - meu dia foi muito corrido: logo pela manhã estive na reunião do/as dirigentes do bb da Fetec SP. Depois saí correndo para a reunião da Articulação Sindical do Comando Nacional. Saí correndo de novo para outra reunião na executiva do meu sindicato. Voltei correndo para a Contraf-CUT para finalizar outra reunião)


Novamente estou finalizando uma sequência de 2 semanas de trabalho ininterruptas sequer nos finais de semana.

Seguimos lutando e organizando a luta!



SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!
SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

2.5.13

Seminário propõe incluir temática racial na formação dos dirigentes sindicais


Crédito: Dorival Elze - CUT
Dorival Elze - CUTParticipantes querem fortalecer a luta pela igualdade


Com a definição de um plano de ações para aprofundar a luta por igualdade, a CUT encerrou na tarde de terça-feira (30) o seminário que discutiu os 30 anos de luta cutista por equidade. Pela Contraf-CUT, participaram a secretária de políticas sociais, Andrea Vasconcelos, e a secretária de mulheres, Deise Recoaro.

De acordo com a secretária da Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, a prioridade é tirar do papel um projeto de formação que prepare dois mil dirigentes a intervirem sobre a questão racial e ajudem a fazer com que o tema seja incorporado por toda a direção e pelos sindicatos.

A Central também quer discutir com o Ministério da Educação a criação de uma comissão para tratar da efetiva implementação da Lei 10.693/03, responsável por estabelecer a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em todas as escolas até o ensino médio, e debaterá com o Ministério Público a fiscalização do cumprimento da medida. 


História de luta


Na mesa da manhã, dirigentes de diversos ramos trataram de experiências e iniciativas de combate ao racismo e apontaram caminhos num cenário ainda de grande discriminação.

Em 2010, de acordo com as Pesquisas de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese, a taxa de desemprego total entre as trabalhadoras negras foi de 16,9%, mais que o dobro da registrada pelos homens não negros (8,1%). O rendimento médio das mulheres negras representava 44,4% dos homens não negros e o dos homens negros 62% dos não negros.

Em sua maioria, os negros ocupam ainda os postos mais precários ou estão na informalidade, em que não há uma remuneração fixa ou qualquer tipo de proteção social.

"A democracia jamais será completa em nosso país enquanto houver racismo. Mas, para combater essa forma de violência, não basta criar uma secretaria, termos uma estrutura física. Precisamos ter políticas e acumular propostas", definiu o secretário de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo.


Chão de fábrica e ausência na gerência 

Do ponto de vista de quem vivencia essa realidade na base, o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Daniel Calazans, afirmou que nas empresas da região quase não há negros ocupando os cargos de gerência ou chefia. Normalmente, estão no chão de fábrica executando as tarefas mais pesadas.

"Iremos propor nas próximas negociações coletivas a inclusão de uma cota para que o negro ocupe os espaços de poder, chefias, gerências e diretorias.", afirmou Calazans.

Nas instituições financeiras, há mais de uma década os trabalhadores têm denunciado a existência de discriminação contra a população negra, que ocupa em sua maioria cargos onde não há relação com o público.

"Nossa luta é pela instituição de uma política mínima de igualdade de oportunidades para todos/as no sistema financeiro", exaltou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Andrea Vasconcelos.

Secretário de Políticas Sociais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Marco Antonio Soares, afirmou que a entidade tem se empenhado em difundir uma cultura antirracista nas escolas e na sociedade em geral. Ele informou que em seminário realizado no mês de março a CNTE incluiu oficialmente a cultura africana no seu programa de formação.

Além de combater o racismo, denunciar qualquer ato de discriminação racial, estimular ações afirmativas e a luta por igualdade de oportunidades, as entidades cutistas têm promovido uma série de ações de solidariedade e intercâmbio com o movimento sindical de outros países.

Secretária de Igualdade Racial da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), Christiane Aparecida dos Santos, apresentou em sua fala o projeto de formação e organização de mulheres metalúrgicas em Moçambique e salientou que o projeto de solidariedade internacional organizado pela IndustrialAll, CNM, SITIME (sindicato local) e CAW Union (Canadá) contribuiu para a melhoria das condições de trabalho, da formação e organização das mulheres, além de ter fortalecido o sindicato local.


Ir além do olhar domesticado 


Presidente do INSPIR (Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial), o professor Ramatis Jacino, comentou que, ao longo da história, o movimento sindical construiu uma visão da história a partir do olhar dos imigrantes e seus descendentes. Para ele, há um desprezo pelos 350 anos de organização dos escravos, que foram os responsáveis pela primeira greve em 1857 com propostas que buscavam a melhoria das condições de vida e que culminou numa repressão sangrenta.

"O movimento sindical precisa reconhecer essa herança para se fortalecer ainda mais, tendo compreensão do presente e planejando o futuro mais próximo da realidade brasileira, mais negra, mais mulher, mais combativa e integrada a verdadeira realidade do nosso povo, onde o movimento dos escravos deu efetivamente origem as organizações das quais somos herdeiros hoje", salientou.

Ao final, com a presença de Maria Julia Nogueira, do secretário da Juventude, Alfredo Santos Junior, e da diretora Executiva, Rosana Sousa, foi realizada uma homenagem a companheiros e companheiras que colaboraram na construção da CUT e na organização da luta pela equidade racial.

Ex-presidente da CUT e deputado federal, Vicentinho; ex-coordenador da Comissão Nacional Contra a Discriminação Racial da CUT, Marcos Benedito; a professora Cida Bento, do Centro de Estudo das Relações de Trabalhos e Desigualdades; e o representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Flavio Jorge receberam uma placa com os dizeres 'A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança' - Augusto dos Anjos.


Educar contra o preconceito


No período da tarde, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), professora Iêda de Souza, destacou o papel do educador na formação de cidadãos que estejam preparados para combater a desigualdade.

"As crianças muitas vezes trazem uma situação de preconceito e para quebrar isso precisamos ter a família junto, a transformação também deve incluir os pais. Um professor bem preparado é capaz de fazer um trabalho coletivo e colocar a turma para pensar sobre algo que só nos leva ao afastamento e à separação, No caminho inverso, formamos agentes transformadores e empoderados para mudar essa história", explicou.

Dirigente da Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) e do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, Regina Teodoro, fez um resgate da luta da categoria para conquistar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 66/2012, que garante aos empregados domésticos o mesmo direito dos demais trabalhadores.

"Por 10 anos apresentamos uma pauta de reivindicações ao sindicato patronal, que sequer respondeu. Muita gente desistiu pelo caminho, mas nós acreditamos e foi essa pauta que serviu de base para a OIT (Organização Internacional do Trabalho) recomendar a Convenção 189, em 2001, que o Brasil se comprometeu a ratificar e ainda não fez porque precisava aprovar a PEC", lembrou.

O próximo passo, acredita, é investir na formação das trabalhadores para que entendam a nova legislação e possam cobrar seus direitos.

Criar uma agenda para a Lei 10.693/03 - A Lei 10.693/03 é um grande avanço ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira e africana nas escolas, mas é necessário criar uma agenda de mobilização para que seja efetivada. Isso foi o que defendeu o coordenador de Educação e Políticas Públicas do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades, Antonio Carlos Malachias, o Billy.

Para ele é preciso também discutir as diretrizes curriculares no âmbito das diversas instituições que compõem a sociedade brasileira.

"Precisamos parar de ver a educação como problema e entender como solução. Não dá para ensinar cultura afro-brasileira e africana apenas sob parâmetros eurocêntricos. Mas isso exige que criemos mobilização em torno da lei, da diversidade e uma agenda de lutas", ressaltou.


Fonte: Luiz Carvalho e William Pedreira - CUT

1.5.13

1º de Maio - Dia do Trabalhador (artigo: Expedito Solaney)



1º de Maio é dia de luta: greves, mortes, suor e sangue para conquistar redução da jornada de 14 para 8 horas diárias

 

Escrito por: Expedito Solaney, secretário de Políticas Sociais da CUT

 

30/04/2013


A data foi estabelecida há 124 anos pela Segunda Internacional Socialista, em congresso realizado em Paris e que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa e do mundo. Ao escolher o dia 1º de Maio como Dia do Trabalhador e da Trabalhadora os participantes prestaram homenagem aos operários dos Estados Unidos que três anos antes, organizaram uma grande jornada de luta por melhores condições de vida e de trabalho. Foram mais de 1,5 mil greves em todo país. As greves de 1886 tinham como centro da pauta a redução da jornada de 14 para 8 horas diárias. Depois de dois dias de manifestações seis operários foram mortos. Com a continuidade da greve, a repressão aumentou e dezenas de trabalhadores foram mortos, milhares presos e sindicatos incendiados. Essa jornada de lutas resultou além das dezenas de trabalhadores mortos, em oito dirigentes sindicais condenados, cinco deles a forca, dois a prisão perpétua e um a 15 anos de prisão.


A homenagem feita pela Segunda Internacional Socialista a estes trabalhadores, foi a convocação da classe trabalhadora do mundo para uma greve geral no 1º de maio em 1890, o que se tornou uma tradição no movimento operário internacional de luta desde então. Os significados e as grandes manifestações a cada ano conferiu grandes avanços para classe trabalhadora do mundo e o estabelecimento no calendário cristão como feriado mundial.



Hoje os trabalhadores e as trabalhadoras pelo mundo continuam relembrando e celebrando esta data com muitas manifestações e greves. Com o agravamento da crise capitalista iniciada em 2008, principalmente na Europa, sem dúvidas o 1º de Maio de 2013 vai ter muita luta no velho continente. As grandes manifestações da primeira quinzena de abril na Espanha já são um indício de que as greves e as mobilizações deste ano serão fortes.



Com boa parcela da juventude desempregada, redução do valor das aposentadorias e de salários e das conquistas sociais e o estado de bem estar social cada vez encolhendo mais, a classe trabalhadora e seus filhos no velho continente se vê pagando por uma crise sem precedentes e que ela não causou. Com sua tradição de luta, apoios da CSI e centrais sindicais combativas pelo mundo o 1º de maio europeu de 2013, definitivamente, não será mais um! 



No Brasil como na América Latina é verdade que a crise chegou e tem se comportado com menor intensidade que nos EUA e na Europa. Os nossos velhos problemas de concentração de renda, desigualdades sociais, miséria e fome continuam. Aqui ainda reina um capitalismo selvagem que usa trabalho escravo e o trabalho infantil e que somente agora as trabalhadoras domésticas estão prestes à equiparação de direitos aos demais trabalhadores.



A massa de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil tem uma jornada extenuante de trabalho, chegando a 15 horas diárias em algumas capitais, somando tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Além das condições precárias, vide número de acidentes, terceirização, ainda convivemos com o fantasma da demissão sem justa causa, o assédio moral e sexual.



Por isto tudo que o 1º de Maio é dia de luta e celebrações, não de mega show e sorteio de dezenas de carros pagos com o dinheiro do patrão. Isto é coisa de pelego! Isto é enganar e esconder a história da classe trabalhadora! Só é possível reduzir jornada e garantir o fim do fator previdenciário se tiver manifestações, lutas e greves!



Temos também aqui no Brasil nesse 1º de Maio de 2013 motivos de sobra para lutar, fazer manifestações e greves. A presidente Dilma Rousseff até agora não deu nenhuma satisfação a respeito da pauta entregue pela CUT e demais centrais sindicais na grande marcha ocorrida, em Brasília, dia 6 de março. A pauta é perfeitamente possível de ser atendida mas, ou a classe trabalhadora vai a luta para pressionar o governo Dilma, os governos estaduais e os patrões para atender os 11 itens reivindicados ou, não tem concessão, bondade ou atendimento para os trabalhadores.



A história nos mostra que sem sangue suor e lágrimas não tem conquistas, não tem vitórias para os trabalhadores!



É uma pauta boa para o país com a valorização do trabalho e do trabalhador: redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, fim do fator previdenciário, reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, valorização dos aposentados, aplicação de 10% do PIB para a educação, aplicação de 10% do Orçamento da União para a saúde, correção da tabela do imposto de renda, ratificação da Convenção 158 da OIT que impede a demissão imotivada, regulamentação da Convenção 151 que estabelece a negociação coletiva no serviço público e ampliação dos investimentos públicos.



A resolução da última reunião da direção executiva nacional da CUT, realizada em 25 de abril, na cidade de São Paulo, preparatória do 1º de maio em todo país, aponta para mobilizações e lutas. Não tem negociação, nem atendimento da pauta, sem luta, sem mobilizar e sem fazer greve, já ensinava os nossos companheiros e companheiras que tombaram nas greves e lutas de 1886. A conquista deles é perene. Está aí até hoje.


Vamos à luta!

Viva a classe trabalhadora do mundo!


30.4.13

Bancários do bb aderem à greve de 24h contra plano de funções em todo país


Os funcionários do Banco do Brasil das principais cidades e capitais dos estados paralisaram suas atividades nesta terça-feira (30) para protestar contra o novo plano de funções e cobrar a abertura de negociações com o banco.

O plano foi implementado de maneira unilateral pelo banco e a direção do bb desmarcou reunião em que as entidades sindicais iriam apresentar reivindicações para mudanças. A greve de 24 horas no bb foi chamada pelos sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT. 

Levantamento preliminar da Contraf-CUT aponta que o movimento foi intenso em todo país e os bancários fizeram paralisações, protestos e manifestações em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Campo Grande, Teresina, Maceió, Vitória, João Pessoa, Porto Velho, Dourados, Macapá, Santos, ABC Paulista, Campinas, Criciúma e Itamarajú (BA), dentre outras.

"Os funcionários do bb de todo o país deram forte demonstração à direção do banco de que não aceitarão práticas arbitrárias e autoritárias. Estamos atentos e mobilizados", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb.

"O banco não quer ouvir a discordância dos sindicatos com a diminuição do valor das funções gratificadas. Não quer ouvir a reivindicação da Contraf-CUT de não reduzir o valor do Adicional de Função de Confiança. Não quer atender a reivindicação dos funcionários de não mexer nos direitos conquistados com greve, como o adicional por mérito, o aumento real de 36% no piso e o reajuste de mais de 16% acima da inflação sobre todas as verbas salariais, inclusive as gratificações de função, o que fez com que mais de 30 mil comissionados passassem a ganhar mais que o VR na última década de campanhas unificadas", aponta William.

"Se a direção do banco só ouve as reclamações dos funcionários quando tem greve, é isso que eles vão ter. E os bancários de todo o Brasil demonstraram sua força de mobilização", salienta diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT