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22.1.18

Opinião do Diretor de Saúde da Cassi - Comunicação e transparência


(Atualizado às 2h05, de 23/1/18)


"E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos"

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)


Olá prezad@s conselheir@s de usuários e lideranças representativas dos associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Desde o início de nosso mandato eletivo na direção da Cassi, temos compartilhado presencialmente com as lideranças e representações da comunidade Banco do Brasil e com os leitores que acompanham o blog o dia a dia de nossa atuação em nome dos trabalhadores associados à Caixa de Assistência.

Assim que chegamos à gestão em junho de 2014, com um programa eleito a cumprir e princípios norteadores de nossa conduta, fizemos um trabalho de diagnóstico sobre a Cassi e um planejamento estratégico com objetivos traçados para os quatro anos que teríamos pela frente.

PRINCÍPIOS PARA A CASSI - Nossos princípios abordavam, em linhas gerais, a luta pela manutenção da solidariedade na Caixa de Assistência, ampliar o foco na promoção de saúde e prevenção de doenças tendo como base o fortalecimento do modelo assistencial da Cassi - Atenção Integral à Saúde por meio de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das CliniCassi -, e o terceiro princípio era o "Cassi para todos". Saímos a campo desde o início porque sem participação social e pertencimento não iríamos a lugar algum!

Percorremos os quatro anos com uma dedicação humilde e firme nos propósitos que nos dispusemos a perseguir. O caminho foi muito mais árduo do que imaginamos, porque tivemos juntas todas as crises imagináveis e algumas extraordinárias: a do déficit antigo no plano de saúde dos funcionários; a crise do setor saúde; e depois tivemos as crises oriundas do golpe de Estado no país, com efeitos na economia, na política, no banco patrocinador de nosso plano de saúde, nos direitos dos trabalhadores etc.

PERSEVERANÇA NO OBJETIVO DE INFORMAR OS FORMADORES DE OPINIÃO

Apesar de qualquer pessoa no planeta poder acessar e ler nossos textos no blog, eu escrevi ao longo desses quatro anos com um foco específico em trazer informações qualificadas e diferenciadas para um grupo seleto de cerca de mil pessoas. Informações ao mesmo tempo técnicas e com opinião política, opinião de quem tem lado e representa um lado na sociedade, o lado dos trabalhadores.

Estou falando que escrevi ao longo desses quatro anos para os conselheir@s de usuários da Cassi, pessoas abnegadas e voluntárias da comunidade Banco do Brasil que dedicam parte de suas energias e seus tempos para a luta coletiva pela saúde e pelo bem comum.

Escrevi para as centenas de dirigentes sindicais bancários, das mais diversas linhas de pensamento, pessoas que escolheram lutar pelas causas coletivas dos trabalhadores. 

Escrevi para as lideranças das associações diversas da comunidade Banco do Brasil, da ativa e dos aposentados. Escrevi para as lideranças dos bancários nos locais de trabalho e para os gestores do banco onde trabalhamos.

Nos últimos meses, abri mão de descansar nas poucas horas livres que tenho em finais de semana para reler, pesquisar e organizar centenas e centenas de textos que produzi para esse seleto grupo que descrevi acima. Por exemplo, acabei de ler as 161 postagens de 2016, o ano de nossa agenda de parcerias de saúde nos 26 Estados/DF, feitas quase todas com meus próprios recursos. Vi toda a história do Acordo e Memorando de Entendimentos. Vi a reestruturação do BB que eliminou mais de 10 mil postos de trabalho.

Amig@s, valeu a pena porque ao ler NOSSA história, vemos que a luta coletiva e unitária vale a pena. Vimos que entre 2014 e 2016 a comunidade Banco do Brasil havia dado um passo na busca da sustentabilidade, mas que haveria outros mais desafiadores ainda. Tudo o que escrevi está muito adequado ao momento atual. Basta ler os dois textos profundos onde analisei a proposta do Banco (AQUI a 1ª análise que fiz em set/16 e AQUI a análise em out/16) e os alertas que fiz dizendo que os recursos não dariam conta de equilíbrio econômico-financeiro se não se ampliasse a cobertura do modelo assistencial. E foi o que aconteceu nesses 15 meses após o Memorando.

Reli hoje um texto que escrevi ano passado no qual expliquei que defender a Cassi, os direitos em saúde dos trabalhadores e o próprio modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência era como o Mito de Sísifo (ler AQUI). O texto segue mais atual que nunca! 

É PRECISO DEFENDER A CASSI NAS REDES SOCIAIS - Só faz algumas semanas (início de dezembro) que encerramos a agenda permanente de trabalho do ano de 2017 junto às bases sociais e lideranças da comunidade BB e já começo a ver nas redes sociais os mesmos absurdos que se falam da Cassi, com total desconhecimento, com lugares comuns que não se aplicam à nossa autogestão; uma pessoa chuta uma bobagem e dezenas replicam aquilo. É um horror! Que triste ler tanta maledicência de nossa Caixa de Assistência.

Acredito com honestidade que se não tivéssemos planejado a nossa agenda conjugando o dia a dia na burocracia na sede da Cassi com a ida aos Estados, às unidades Cassi onde estão as lideranças da comunidade, nós não teríamos atravessado esses quatro anos de resistência e defesa dos direitos dos associados e da própria Cassi sem ter perdido muita coisa. Sinto que meu esforço valeu a pena, por mais que ninguém saiba o que enfrentei de ataques e de assédio nos bastidores, como estou enfrentando neste exato momento. Mas valeu a pena pela Cassi e pelos associados que represento.

É isso, colegas. Ainda quero publicar uns 3 ou 4 textos de balanços sobre alguns temas como nossa presença na região Nordeste e Sudeste, sobre os Conselhos de Usuários e mais algum eixo de atuação.

Abraços e peço que compartilhem nossas reflexões e prestação de contas.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)

17.1.18

Opinião da semana e agenda do Diretor de Saúde da Cassi



Cara de sono... fiz textos da Cassi até 4h da manhã e acordei cedo
para participar de uma reunião nacional com entidades sindicais
em busca de apoio e defesa da Cassi.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e lideranças representativas da comunidade Banco do Brasil.

Neste início de ano a nossa agenda de trabalho e gestão na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, onde atuo como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, eleito pelos trabalhadores associados, tem sido de muito trabalho interno na governança em Brasília. 

Os últimos meses também têm sido de muito trabalho "invisível" aos olhos de parte da nossa comunidade, pois a Cassi e o BB nos tem exigido muito trabalho político para criarmos condições de manter os direitos dos trabalhadores frente à grave crise que o país atravessa, com repercussões severas no mundo do trabalho. No caso do BB, os sindicatos e os trabalhadores estão em constante busca de diálogo e negociações por causa das reestruturações e demais mudanças que impactam a vida dos bancários. 

No nosso caso, a Cassi, estamos no meio de um processo de fortalecimento e sustentabilidade da entidade, em uma luta que começamos após as consequências do atual déficit no plano de saúde dos funcionários, déficit que já vem de um certo tempo. Diferentemente do que algumas pessoas pensam, nem tudo se resolve de forma técnica, com atos de gestão etc, porque direitos em saúde como no nosso caso envolvem a questão de mantê-los ou perdê-los. Neste caso, estamos falando de política e luta de classe.

As questões complexas que se apresentam para o setor de saúde suplementar e para a Cassi demandam muito estudo, muito debate e muita estratégia política por parte de um dirigente eleito por trabalhadores para enfrentar os desafios na manutenção de direitos daqueles que representa - no nosso caso, os bancários da ativa e aposentados do Banco do Brasil e seus familiares.

Li nesta semana o informativo Boletim Pessoal (15/1/18), da Direção do BB, dirigido a nós funcionários e abordando temas relativos à nossa Caixa de Assistência. A mensagem termina convidando o corpo de associados a um diálogo aberto e propositivo para encontrar soluções para a sustentabilidade da Cassi. 

Diálogo aberto - Fico contente com o convite da Direção do BB porque tod@s aqueles que nos acompanham sabem que uma de nossas prioridades no mandato foi colocar a Cassi e a Saúde em debate. Desafiamos todas as dificuldades impostas no caminho e criamos condições para fortalecer os Conselhos de Usuários da Cassi nos 26 Estados e DF onde estão as Unidades Cassi e as CliniCassi. Onde estão as pessoas da comunidade, a nossa razão de ser. Onde estão os sindicatos de bancários, as associações da ativa e aposentados, onde estão todas as representações dos bancários associados à Cassi. (espero não ser questionado por fazer o diálogo aberto e opinativo aqui neste espaço)

Eu compartilho aqui no blog as informações e opiniões que posso dar e que entendo que são adequadas para municiar de informações o conjunto de associados que representamos. 

BB e Accenture - Eu não conheço o relatório final da consultoria contratada pelo Banco, então não tenho como opinar sobre ele ainda. Eu tive acesso a relatórios de diagnóstico sobre a Cassi, feitos entre os meses de setembro e dezembro de 2017. Internamente, debati o que constava neles, disse que o trabalho realizado com o apoio e a parceria de nossas áreas técnicas estava bom, e contestei coisas que entendi estarem equivocadas e/ou com conceitos que nossas áreas técnicas discordavam. No momento, eu não sei se o relatório final mudou da água para o vinho ou se está condizendo com o que já vi.

Transparência - O desequilíbrio econômico-financeiro da Cassi vem sendo debatido de forma transparente como poucas vezes na história da entidade. Tanto é verdade que nossa conquista de uma mesa de negociação Cassi com o Banco avançou para que ela continue em aberto enquanto vigorar o Acordo feito para o primeiro momento de nossa luta (2015/2016), que gerou o Memorando de Entendimentos em outubro/2016 (ver AQUI o hotsite que criamos na Cassi sobre Prestação de Contas). Enfim, os dados econômico-financeiros da Caixa de Assistência estão sendo apresentados às entidades da mesa, como aconteceu na 4ª Mesa de Prestação de Contas ocorrida em 12 de dezembro (ver AQUI). 

Esse avanço na transparência é conquista e faz parte de nossa luta por mais pertencimento à Cassi por parte da comunidade associada. Aliás, de novo acho importante lembrar do quanto é importante termos atuação firme e estratégias políticas adequadas para a busca de soluções nas relações do mundo do trabalho e dos direitos. Se não tivéssemos procurado as entidades sindicais no final de 2014 para construir mobilização e mesa de negociação com o BB sobre o déficit da Cassi, dificilmente teríamos mantido os direitos dos trabalhadores e a nossa autogestão nesses 4 anos. 

Pouca gente conhece os bastidores para a construção de uma mesa negocial. É muito difícil iniciar processos formais de negociação porque o patrão não aceita facilmente negociar suas posições. O primeiro semestre de 2015 para mim, minha equipe assessora, e as lideranças do movimento foi de horas ininterruptas de luta, durante meses, pela constituição da mesa.

Mesa negocial contribui para que haja diálogo e as duas partes se expressem - Já naquele momento (2014/2015), o patrocinador publicava boletins aos funcionários abordando a Cassi e os direitos em saúde com as teses que podem voltar agora como, por exemplo, a quebra do modelo de solidariedade do Plano de Associados com cobrança maior por faixa etária, cobrar coparticipação maior dos usuários do sistema, aumentar o custeio só por parte dos bancários, criar franquia sob internação, cobrar por dependente, dentre outras reduções de direitos que foram propostas pelo patrocinador à época. Detalhe: em nenhuma dessas opções, o Banco seria onerado na mesma proporção que os associados, apesar de estar na gestão há décadas.

Assim que eu souber das propostas "técnicas" e soluções que serão colocadas em debate sobre a Cassi e os direitos dos associados que representamos, vou expor a minha opinião sobre cada uma delas. Quem nos acompanha sabe que fiz isso o tempo todo no mandato como Diretor de Saúde.

Unidade e mobilização - Conclamo ao conjunto das entidades representativas do funcionalismo e aos Conselhos de Usuários a se manterem em contato com as bases de associados porque quanto mais mobilizados estivermos, melhores serão as chances de boas negociações pela manutenção de nossos direitos em saúde e pelo fortalecimento da Cassi no que ela tem de diferente do restante do mercado de saúde suplementar: o seu modelo assistencial de promoção de saúde e prevenção de doença.

Os boletins Prestando Contas Cassi (AQUI) divulgados ao longo do ano de 2017 mostraram estudos e resultados surpreendentes em relação à população já cadastrada e vinculada ao nosso modelo APS/ESF. Uma coisa é a busca de solução para desequilíbrios econômico-financeiros, outra é o modelo de saúde da Cassi, que mostramos ter uma eficiência que chamou a atenção de todos os atores do setor de saúde suplementar.

A busca de soluções para a sustentabilidade da Cassi e manutenção do conjunto dos direitos em saúde para ativos, aposentados e familiares da comunidade Banco do Brasil, inclusive para as discussões no setor de saúde e nos órgãos externos, será exitosa se tiver como base a unidade dos participantes e foco na ampliação do modelo assistencial da Cassi para o próximo período de existência da nossa autogestão.

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Agenda do Diretor de Saúde

Além de diversas reuniões e estudos na sede da Cassi, estamos fazendo uma série de textos com balanços dos 4 anos de gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, sob nossa responsabilidade. Está dando muito trabalho, mas faço esses estudos e memoriais em respeito a cada associado e associada, aos funcionários da Cassi e às entidades representativas, conselhos de usuários e suas lideranças.

Nesta quarta-feira estive numa importante reunião nacional com sindicatos das mais diversas regiões do país, debatendo a Cassi. Foi assim que buscamos apoio fundamental nas lutas que fizeram a resistência nesses 4 anos aos ataques aos direitos dos associados que representamos: com unidade e mobilização política na defesa da Cassi.

Essa agenda em São Paulo foi a convite das entidades sindicais, que patrocinaram a nossa participação. Agradeço ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, assim como tenho agradecido a todas as entidades que lutam juntas conosco na defesa da Cassi e dos associados.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum: Comunicação

Prezad@s, por favor, peço que reforcem com as pessoas que queiram receber as nossas informações sobre a Cassi e sobre nossa prestação de contas para que acessem ao menos duas vezes por semana este blog digitando o endereço dele e colocando em seus favoritos, porque as corporações donas das redes sociais (tipo Facebook) estão dificultando que as pessoas com perfis amadores, sem pagar, divulguem em escala matérias de seus sites e blogs. Obrigado!

15.1.18

Boletim Prestando Contas Cassi - Caderno com as 40 edições (Balanço VIII)




Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VIII)


Ao completar sua 40° edição, o boletim Prestando Contas Cassi tem uma boa notícia para quem se preocupa com os rumos da Caixa de Assistência: todos os 40 informativos produzidos pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento foram compilados em um único link no formato de um caderno, como forma de oferecer ao leitor a sequência de assuntos abordados até dezembro do ano passado.

Essa iniciativa visa atender às inúmeras solicitações dos participantes da Cassi e de entidades representativas, que veem nesses periódicos a oportunidade de receber explicações qualificadas sobre o dia a dia da gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento.


Ao longo das 40 edições foram abordados temas técnicos e com opiniões a respeito de formas de se organizar sistemas de saúde, a questão do custeio e atendimento solidário na Caixa de Assistência, as questões relativas à busca de sustentabilidade, os programas de saúde da Cassi, judicialização e questões de regulação e legislação do setor de saúde, rede credenciada e referenciada, a Central de Atendimento e demais canais da Cassi, participação social e Conselhos de Usuários, parcerias Cassi e BB como o Convênio PCMSO, resultados dos estudos a respeito da eficiência do modelo assistencial da Cassi etc.

O Boletim Prestando Conta Cassi é veiculado por meio das entidades do funcionalismo e tem por finalidade a valorização da cultura do pertencimento de todos na Cassi e a melhoria da participação nos programas de saúde para que cada participante cuide mais e melhor da assistência recebida.

A quem se interessar, é só clicar AQUI e acessar. Este e todos os 40 boletins estão disponíveis na seção Publicações no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Este material informativo foi criado num momento em que o corpo social nos pedia mais informações a respeito da Cassi e dos direitos dos associados. Fizemos cada edição com muito profissionalismo e respeito a cada pessoa e entidade participante do sistema de serviços de saúde da Cassi e de suas entidades representativas como os Sindicatos de Bancários, os Conselhos de Usuários e demais entidades associativas do Banco do Brasil.

Boa leitura!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

12.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VII)





Atuação da Diretoria de Saúde na região Centro-Oeste foi de muita proximidade e parceria, tanto nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde cumpri agendas de trabalho em dez oportunidades, quanto no Distrito Federal, onde recebi forte apoio da direção do Sindicato de Brasília e nos colocamos à disposição das entidades e lideranças locais


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Dando sequência ao trabalho de pesquisa e compilação do exercício do mandato que cumprimos ao longo desses 4 anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, hoje vamos abordar nossa atuação na região Centro-Oeste do país.

Segundo dados do IBGE, a região é a segunda maior do Brasil em extensão territorial, superada apenas pela região Norte. É composta pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal, onde se localiza Brasília, capital do país e cidade mais populosa da região. O Centro-Oeste é a região menos populosa e apresenta concentrações em regiões metropolitanas e vazios demográficos.

Em relação à comunidade Banco do Brasil e Cassi, é a região com a 3ª maior concentração de associados e participantes assistidos, superando a região Sul e a Norte. Tem mais de 130 mil participantes, sendo cerca de 106 mil associados aos planos de saúde de nossa Caixa de Assistência (dados do Visão Cassi).

Em relação à estrutura e cobertura de nosso modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das unidades de atendimento CliniCassi, temos duas unidades em Brasília e uma em cada capital de Estado (5). Nosso objetivo como gestor de saúde foi aumentar a cobertura da ESF nesses 4 anos. Fico feliz ao trazer para vocês o tamanho do avanço, mesmo tendo vivido as condições mais adversas da história da Cassi e da saúde suplementar em décadas.

Quando começamos o mandato, a cobertura da ESF chegava a cerca de 19,8 mil participantes na região. Nossa estrutura instalada continua a mesma, pois não conseguimos as melhorias que gostaríamos ao longo do período (2014-2017), por causa das escolhas feitas pela direção da Cassi (colegiados) em relação à forma de utilizar os recursos existentes em tempos de crises e déficits. 

Seguimos tendo 20 equipes nucleares de família nas 5 CliniCassi. Mesmo assim, e graças ao esforço e dedicação das equipes de funcionários, ampliamos a cobertura da promoção e prevenção para cerca de 26 mil cadastrados na ESF, o que equivale a um aumento de 31% em relação ao início de nosso trabalho. Isso significa muito para nós porque muita gente passou a ter a oportunidade de ser acompanhada em sua condição de saúde e talvez isso tenha salvo muitas vidas.

PRESENÇA DA DIRETORIA DE SAÚDE NO CENTRO-OESTE - Estivemos em 8 Conferências de Saúde na região, me reuni com os Conselhos de Usuários em 9 oportunidades, fizemos agendas de parcerias em saúde em 2016 nas 4 Unidades Cassi. Estive em todas as entidades representativas que quiseram nos receber, tanto sindicais quanto associativas da ativa e de aposentados. Logo abaixo deixo uma síntese de nossa presença por Unidade Cassi (UF). 

Faço uma menção especial ao apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília, que tem sido um grande parceiro nesse período, contribuindo para o nosso trabalho em defesa dos bancários e seus direitos em saúde. 

Se não fossem os apoios dos sindicatos de Brasília e de São Paulo, eu não teria dado conta de fazer essa agenda de base pelo país, porque eu coloquei dezenas de milhares de reais de meu salário para cumprir toda a agenda de defesa da Cassi e associados (me tornei um militante da causa Cassi), e o Sindicato de Brasília e a Fetec CN nos deram apoio material e logístico em tudo que foi possível.


CASSI GO - 4 agendas de gestão

2014 - Em setembro, estivemos na Conferência de Saúde e me reuni com lideranças do Conselho de Usuários. Visitamos a associação de aposentados Afago.

2015 - Em agosto, cumprimos agenda de gestão da Diretoria de Saúde. A Unidade recebia nova gerência e aproveitamos para nos reunir com o Conselho de Usuários e lideranças, além de termos reunião de gestão com os funcionários.

2016 - A agenda de parcerias pela saúde, que fez parte do planejamento da Diretoria de Saúde, foi feita em agosto. Nos reunimos com a Super, Gepes e Sesmt do BB, com o Conselho de Usuários e fizemos reuniões de gestão. Participamos da Conferência de Saúde onde proferimos palestra sobre a Sustentabilidade da Cassi.

2016 - Ao final do ano, cumprimos agenda de gestão, com posse de nova gerência e contatos com lideranças da comunidade Banco do Brasil.


CASSI MT - 3 agendas de gestão

2014 - Em setembro, estive na posse de delegad@s sindicais e falei sobre Cassi para a diretoria da entidade e as lideranças presentes. Eu estava em férias, fui a convite do Sindicato. Naquelas férias, estive por conta própria em entidades de SP, DF, MT e RJ.

2014 - Participamos da Conferência de Saúde em dezembro. Consegui visitar o Sindicato e fizemos reunião de gestão com os funcionários da Cassi.

2016 - A agenda de gestão de nossa Diretoria por parcerias em saúde para fortalecer a Cassi junto ao Banco do Brasil, trabalhadores e comunidade local foi nos dias 1 e 2 de dezembro. Estivemos com Super, Gepes, Sindicato, Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão.


CASSI MS - 3 agendas de gestão

2015 - Estivemos na Conferência de Saúde em abril. A emoção que senti foi grande porque após ser informado na governança da Cassi que não teria recursos para as 17 Conferências daquele ano, eu afirmei a mim mesmo que faria todas elas e a do Mato Grosso do Sul foi a 1ª. Contamos com apoio da Anabb e do Sindicato em Campo Grande. O BB não havia sequer aceito ainda abrir mesas de negociação sobre a Cassi.

2016 - Estivemos no Estado para cumprir a agenda de parcerias pela Cassi e pela saúde. Os custos da agenda foram bancados por mim mesmo. Estivemos com Super, Gepes, Sesmt; fizemos reunião plenária com bancários em evento de posse de nova gerência local da Cassi. Nos reunimos com Conselho de Usuários, direção do Sindicato, e com os funcionários da Cassi. Ainda pudemos estar no evento de inauguração do Hospital da Cassems em Campo Grande. O fato me fez passar a conhecer melhor a autogestão dos servidores do Estado, que foi criada tendo como referência a Cassi, lá em 2001.

2017 - Conferência de Saúde em agosto: fizemos palestra sobre o modelo assistencial da Cassi. Nos reunimos com os funcionários, estivemos na Super BB e mais uma vez estive na Cassems, para trocar experiências sobre nossas autogestões em saúde.


CASSI DF - diversas agendas nos 4 anos

2014 - Pela proximidade desta base com a sede da Cassi, pude realizar agendas ao longo dos anos. Idas a eventos do Sindicato com bancários e associados da Cassi, distribuição de boletins Prestando Contas Cassi com o apoio do Sindicato, oportunidades de diálogo com o Conselho de Usuários da Cassi DF, dentre outros eventos relativos a Brasília. Encontrei no blog 8 eventos relacionados a esta base no ano.

2015 - Foi ano de Conferência de Saúde da Cassi DF. Fui convidado a falar com delegad@s sindicais algumas vezes. Também fui a eventos sobre saúde na entidade. 

2016 - Neste ano, tivemos a agenda de gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de parcerias pela saúde e pela Cassi com Super e Gepes do BB, Sindicato; reunião com o Conselho de Usuários. Fizemos reuniões com funcionários e ao longo do ano fomos a eventos no Sindicato.

2017 - Da mesma forma que começamos o mandato nos reunindo com o Conselho de Usuários da Cassi DF em 11/6/14, nos reunimos com as lideranças do Conselho em 29/11/17, fechando mais um ano de agendas com associados. A primeira agenda externa de 2017 foi com os conselheir@s também, em fevereiro. Tivemos Conferência de Saúde e estive na diretoria do Sindicato para falar da Cassi e pedir apoio em nossas lutas pela defesa dos direitos dos associados.


A prática como critério da verdade: este balanço de gestão é real e público e espero que valha para me defender contra mentiras, calúnias e violências que estão armando contra o Diretor de Saúde da Cassi

Prezad@s leitores e participantes da autogestão em que atuo, este balanço por regiões está nos dando trabalho de pesquisa e compilação, mas acho necessário o registro material de toda a agenda que empreendemos na defesa da Cassi, dos direitos dos trabalhadores associados da ativa e aposentados, do modelo assistencial de nossa autogestão, baseado na APS/ESF e na defesa, inclusive, dos profissionais que trabalham na Cassi e que fazem ela ser tão diferenciada como é.

As pessoas que nos acompanharam ao longo desse período de lutas não têm conhecimento do que estão fazendo comigo nos bastidores, agora no final de nosso mandato. No momento oportuno vou denunciar a cada um de vocês.

Peço que compartilhem mais essa prestação de contas.

Um fraterno abraço a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Para ver o balanço de atuação na região Norte, clique AQUIPara ver na região Sul, AQUI.

Para ver sobre a construção da mesa Cassi entre o BB e as entidades representativas, clique AQUI.

Para ver nosso balanço em relação à saúde dos trabalhadores, clique AQUI.

Clicando AQUI, é possível ver o balanço em relação ao modelo assistencial da Cassi, de APS/ESF e CliniCassi.

Primeira parte do balanço de gestão AQUI.

10.1.18

Reestruturação no Banco do Brasil e PAQ - Informações da Contraf e da Cassi


Comentário do Blog:

Olá prezad@s colegas do Banco do Brasil, bancári@s e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Temos nos concentrado nesses dias, nos intervalos da intensa agenda de gestão que temos diariamente na Cassi, em realizar estudos, pesquisas e balanços de nossa atuação ao longo desses quatro anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência. A reunião de Diretoria desta semana, por exemplo, durou quase 12 horas.

No entanto, como nosso foco é sempre a saúde dos trabalhadores e participantes da comunidade Banco do Brasil, bem como nossa história de lutas é marcada pela representação dos trabalhadores ao longo de mais de duas décadas como bancário desse importante banco público, achei importante reproduzir aqui no blog matéria da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT, a respeito de mais um processo de reestruturação do BB, fato que sempre traz apreensões e anseios aos nossos colegas da ativa, com possíveis reflexos em suas condições de saúde e para a sustentabilidade da Cassi.

Depois da matéria da Contraf, divulgo em seguida uma matéria que saiu hoje (10/1/18) no site da Cassi com informações técnicas a respeito de situações possíveis para manutenção da condição de associado ao Plano de Associados caso o colega do Banco faça adesão ao programa (PAQ) que a direção do Banco anunciou na sexta-feira 5. (não faço juízo de valor sobre essa publicação no site da Cassi)


"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (CF, Art. 5º, Inciso IV)

OPINIÃO DO DIRETOR DE SAÚDE SOBRE MATÉRIAS E PUBLICAÇÕES - prezad@s participantes e leitores deste blog, ao longo de nosso mandato de representação na direção da Caixa de Assistência, busquei explicar a cada associad@, liderança e entidade representativa da comunidade onde atuamos como as coisas funcionam na Cassi, nas autogestões e no setor de saúde suplementar; na relação entre a Cassi e participantes; na relação entre os patrocinadores da Cassi - BB e Corpo Social (capital x trabalho) -; na relação Cassi e Banco do Brasil; nos ritos políticos de representação dos trabalhadores e associados (pois coordenei muito tempo mesas negociais) etc.

Sou grande defensor da democracia (direta ou representativa), da liberdade de expressão, da livre organização dos trabalhadores e instituições, do associativismo e cooperativismo, e defendo a participação popular em tudo. Tenho lado, tenho opinião, e busco expressar o que penso de forma clara e direta, e nos fóruns e momentos adequados. Se não agrado a tod@s, ao menos me esforço para ser franco e honesto nas opiniões e relações.

Quando uma entidade, instituição, organização, ou pessoa jurídica publica algo, subentende-se que ela endossa aquele conteúdo em seu espaço de divulgação de informações. Quando não é assim, aplica-se logo uma ressalva dizendo que aquele conteúdo é de responsabilidade de quem assinou ou coisa do gênero. Às vezes, mesmo assinado o conteúdo, a informação é institucional. Não é tão simples assim, percebem?

A matéria da Contraf que replico aqui é de responsabilidade daquela entidade sindical (e acho que ela tem razão nas críticas que faz). A da Cassi é de responsabilidade da Cassi. O mesmo vale para as do site e espaços institucionais do Banco do Brasil ou qualquer outra instituição. O que quero alertar com isso? Alerto que a minha opinião como cidadão e como representante eleito pelos associados da Cassi expresso com liberdade e autonomia aqui neste blog, e faço isso baseado em meus direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão.

Não tenho como me responsabilizar por matérias de outros espaços além deste. 

Em relação ao PAQ do Banco do Brasil, o que aprendi como dirigente sindical foi ser cuidadoso para não dar opiniões sobre decisões tão complexas e de cunho pessoal a serem tomadas pelos trabalhador@s considerados "público alvo" em casos como esses de programas de desligamento, PDV etc.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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(Matéria da Contraf-CUT)





BB: Funcionários indignados com reestruturação disfarçada


Banco corta milhares de vagas e cria ilegalidades com novas medidas


Os funcionários do Banco do Brasil criticaram as novas medidas de gestão divulgadas pelo banco na última sexta-feira (5), tanto pela forma como elas são anunciadas, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, quanto pelo atropelo e erros de gestão.

“O banco diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função! É ilegal”, observou Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, completou.

O Coordenador da CEBB critica ainda a falta de transparência e de diálogo. “Na quinta-feira (4), estivemos reunidos até à noite com a direção do banco para obtermos mais informações sobre o PDG (Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado), que havia sido anunciado no dia anterior, também sem comunicação prévia, e nada nos foi dito sobre estas novas mudanças que foram anunciadas na sexta-feira. Não é possível que, sempre, as informações cheguem primeiro aos meios de comunicação e somente depois aos funcionários”, criticou.

Carlos de Souza, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que tanto a Contraf-CUT, quanto a CEBB perguntam, em todas as reuniões que têm com a direção do banco, se existem medidas de gestão previstas para serem realizadas no banco. “No final de 2016, depois que a informação sobre a reestruturação vazou pela imprensa, buscamos a confirmação do banco, que disse que eram boatos. Desta vez, depois de uma matéria veiculada no dia 8 de dezembro, indagamos novamente o banco que voltou a desmentir a matéria”, lembrou o dirigente da Contraf-CUT, que também é funcionário do BB.

“O Presidente do Banco prefere procurar os jornais para apresentar seus novos programas, do que dialogar com o conjunto dos funcionários para acalmá-los e acabar com a ansiedade e a angústia que essa política de reestruturação sem transparência tem causado”, complementou Carlos.

Gestão às avessas

Mais uma vez os representantes dos trabalhadores reforçam o pedido de transparência nas informações e que o banco não corte os salários dos funcionários enquanto todos não forem realocados. “Na reestruturação de 2016, a direção dizia que ao final tudo ia dar certo. Não deu. Agora, segue pelo mesmo caminho, ficarão funcionários sem cargos e com salários reduzidos e, mais uma vez, o banco não se preocupou com isso antes de iniciar a reestruturação”, ponderou o Coordenador da CEBB.

Para Wagner Nascimento a falta de mapeamento das vagas pelo banco, cria mais apreensão nos funcionários . “Assim como na reestruturação de 2016, são cortados cargos onde não existem vagas e a conta não fecha, resultando em muitas famílias desamparadas. Em Recife onde foi fechado o CENOP a situação é desesperadora, devido à sequência de reestruturações", observou.

Os representantes dos trabalhadores já solicitaram todas informações detalhadas sobre as novas medidas, que para eles representa a continuidade da reestruturação iniciada ao final de 2016. “Queremos saber quantos funcionários perderão suas comissões, quantos serão remanejados, de onde e para onde. Além disso, queremos saber quem vai ocupar os novos cargos gratificados e se todos aqueles que tiveram seus salários rebaixados serão contemplados e se a gratificação será em valores semelhantes às que foram retiradas, para que não haja queda de remuneração”, disse o Secretário Geral da Contraf-CUT. “Para alguns a reestruturação até pode ser boa, mas nossa preocupação tem que ser com todos os funcionários”, alertou Carlos de Souza, ao observar que a Contraf vai buscar todos os meios necessários, tanto no campo jurídico quanto na mobilização para a luta no dia a dia para combater toda reestruturação que prejudique os trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT

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(Matéria da Cassi)


Programa de Adequação de Quadros do BB

Veja as possibilidades de permanência na Cassi para quem aderir

A Cassi reúne aqui informações sobre as possibilidades de permanência na Caixa de Assistência daqueles funcionários do Banco do Brasil que desejam solicitar desligamento por meio do Programa de Adequação de Quadros 2018 (PAQ), aberto na segunda-feira, 8 de janeiro.

A forma de vínculo com a Cassi depende da situação de desligamento pelo PAQ. Confira abaixo.

Situação 1: desligamento para recebimento de complemento de aposentadoria antecipado da Previ (situação ARH “802 – desligamento a pedido para receber aposentadoria antecipada Previ”).


Terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB, pagando a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e/ou do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019. A permanência na Cassi ocorre de forma automática e independe de manifestação ou apresentação de documento.

Situação 2: desligamento para/com aposentadoria INSS (situação ARH “809 –desligamento a pedido – aposentadoria INSS”).

Possibilidade 1: se passar a partir do dia imediatamente posterior ao desligamento do BB a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria, inclusive antecipada, da Previ, terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB. Neste caso, a permanência no Plano é automática e o ex-funcionário passará a pagar a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019.

Possibilidade 2: se não passar a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria da Previ a partir do dia seguinte ao do desligamento, o ex-funcionário poderá permanecer no Plano de Associados na condição de autopatrocinado, arcando com o pagamento da cota pessoal e patronal. O valor inicial da contribuição será de 7,5% sobre o valor da última remuneração mensal vigente na data do desligamento, conforme artigo 35, inciso IV do Regulamento do Plano de Associados (RPA).

Para permanecer na condição de autopatrocinado, o ex-funcionário precisa manifestar interesse apresentando o documento “Termo de Opção Autopatrocínio”, no prazo de até 30 dias após o desligamento – porém, estará sem cobertura do Plano quando desde o desligamento, até que a Cassi receba o Termo de Opção de Autopatrocínio (ou data de postagens junto aos Correios). O termo está disponível na IN 379 e, depois de preenchido, deve ser encaminhado à Cassi via Correios ou entregue em uma Unidade Cassi.

IMPORTANTE: A manutenção do Plano de Associados será vitalícia se o ex-empregado tiver contribuído para o Plano pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos até a data do seu desligamento. Caso ele tenha contribuído para o Plano de Associados por período inferior a 10 (dez) anos, terá direito a permanecer no plano pelo mesmo número de anos que contribuiu.

Situação 3: desligamento consensual (código situação ARH 834)

O ex-empregado e seus dependentes serão automaticamente excluídos do Plano de Associados, imediatamente a partir do dia seguinte ao seu desligamento.

O ex-empregado e seus dependentes poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo, sendo que:

- haverá isenção dos períodos de carência, observadas as condições exigidas para a adesão ao plano, caso as inscrições no Cassi Família sejam efetuadas até trigésimo (30º) dia após a exclusão do Plano de Associados;
- deverá ser formalizada uma proposta de adesão ao Cassi Família para cada dependente econômico inscrito;
- as mensalidades para o Cassi Família serão devidas e pagas diretamente à Cassi;
- Conforme os termos do item 1.5.3.2.2 do Regulamento do PAQ, o ex-funcionário fará jus, por até um ano a contar do desligamento, a obter o ressarcimento perante o Banco do Brasil das mensalidades pagas ao Cassi Família.

IMPORTANTE: assim que houver o desligamento, o funcionário ficará sem a cobertura do Plano de Associados e só voltará a contar com a assistência da Cassi quando aderir ao Cassi Família e pagar a primeira mensalidade.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Situação 4: pedidos de aposentadorias indeferidos/cancelados pelo INSS, reclassificados para desligamento a pedido (situação ARH 800 – demissão a pedido) 

- O ex-empregado poderá permanecer na condição de autopatrocinado do Plano de Associados, desde que preencha os requisitos previstos no RPA (veja abaixo). Nesta hipótese o valor inicial da contribuição mensal é de R$ 1.705,84 (setembro/2017).
a) contar com um mínimo de 240 meses de participação no Plano na data do desligamento;
b) permanecer mantendo vínculo com a Previ após o desligamento, na condição de participante contribuinte externo ou participante em gozo de benefício de aposentadoria pago pela Previ de forma vitalícia;
c) optar pela manutenção do plano no prazo máximo de 30 dias a partir do desligamento.

Caso o ex-empregado do Banco do Brasil não atenda aos requisitos exigidos pelo RPA para ser mantido no plano após o seu desligamento, ou mesmo não tenha interesse de permanecer no Plano de Associados, o ex-empregado e seus dependentes econômicos inscritos no referido plano poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo.

O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.

Fonte: Cassi

8.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VI)




O Modelo de Atenção Integral à Saúde, organizado na Cassi por Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das unidades CliniCassi, foi foco central da Diretoria de Saúde que fortaleceu na Comunidade BB o espírito de pertencimento ao modelo assistencial

"Organizar e qualificar o sistema de serviços de saúde Cassi segundo a lógica do Modelo de Atenção Integral à Saúde"

"Conscientizar sobre a importância da Atenção Primária, com base na ESF/CliniCassi"

(Perspectivas de atenção à saúde que constam no Planejamento Estratégico da Cassi)


Introdução

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Neste estudo que apresentamos abaixo é possível ver o quão grande foi nossa dedicação para o fortalecimento do modelo assistencial da nossa querida autogestão. O estudo foi feito por nós e equipe para prestar contas de uma de nossas prioridades ao longo do mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da Cassi.

Posso destacar duas questões centrais que diferenciam a Cassi dos funcionários do BB de qualquer outra entidade da saúde suplementar em suas características estruturantes: o modelo de custeio solidário entre Banco e associados da ativa e aposentados e o modelo assistencial de promoção de saúde e prevenção de doenças. Por isso colocamos toda a nossa energia na defesa desses dois direitos ao longo do mandato.

O balanço dos avanços na ESF que apresentamos abaixo é fruto do trabalho de centenas de profissionais da Cassi localizados na sede em Brasília e nos mais diversos pontos geográficos do país, nas capitais e nos interiores das 27 Unidades da Federação.

Quando pedi pela primeira vez aos gestores e equipes das Unidades Cassi lá em outubro e novembro de 2014 que me ajudassem a ampliar o número de cadastrados na ESF para o máximo possível, mesmo iniciando um período de dificuldades econômico-financeiras, pedi um voto de confiança das equipes e disse o quanto essa tarefa era importante para o fortalecimento do sistema de saúde Cassi e para os debates que faríamos no período seguinte sobre custeio, sustentabilidade, viabilidade do modelo assistencial e defesa dos direitos em saúde dos associados que eu representava.

É com emoção que vemos os números finais desse esforço conjunto em cada um dos 4 anos em fortalecer a APS/ESF e unidades CliniCassi e dar mais conhecimento e pertencimento sobre o que é a Cassi, como ela funciona, os problemas que enfrenta no setor saúde e os direitos e deveres de cada associado na Caixa de Assistência. 

Para fazer a minha parte no compromisso entre nós da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, na sede em Brasília (DF), e Unidades Cassi nos Estados e Distrito Federal, prometi que eu iria fazer uma agenda nessas bases para bater à porta de todas as representações da comunidade de participantes da Cassi em cada Estado para divulgar o modelo assistencial, os convênios Cassi/BB, pedir apoio nas parcerias e pedir que a Cassi tivesse mais espaço nos fóruns do BB locais e fosse mais utilizada antes de ir para a rede prestadora.

Foi assim em 2014, 2015, 2016 e 2017. Estamos divulgando por regiões geográficas do país nosso balanço de gestão em um mandato que foi feito dividindo nossa atenção entre o dia a dia na Sede e nas Unidades pelas quais somos responsáveis.

Cada uma das 27 Unidades Cassi deu o melhor de si na luta pela ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF), sejam as maiores e com mais estrutura, sejam as médias e pequenas, cada uma com suas dificuldades, pontos fortes e pontos frágeis, internos e externos como, por exemplo, ausência de estrutura de saúde e rede prestadora.

Abaixo destacamos alguns números, mas o resultado das 27 Unidades é muito expressivo no atingimento dos objetivos de cuidar de mais pessoas, salvar mais vidas e evitar despesas desnecessárias na rede prestadora antes de buscar soluções na nossa autogestão. 

Os leitores e associados que viram nossos boletins Prestando Contas Cassi (leia AQUI) e nossas palestras com estudos e resultados na comparação entre vinculados a ESF e não cadastrados perceberam que a economia de recursos chega a 30% em alguns segmentos de assistidos por grau de complexidade no uso da rede.

Obrigado a tod@s os funcionários da Cassi. Obrigado ao conjunto de lideranças da comunidade em cada Estado e DF por ter feito parte desse projeto de fortalecer o modelo assistencial da Cassi. Um agradecimento especial a cada Conselheiro e Conselheira de Usuários com os quais convivemos intensamente em cada uma das Unidades Cassi, pois nos Conselhos estão representados todos os segmentos da Comunidade.

Agradeço a toda a governança da Cassi (eleitos e indicados) porque os resultados que obtivemos contaram com o apoio dos colegiados da entidade, e todos enfrentamos um período difícil em relação ao mercado de saúde suplementar. Convivi de forma respeitosa e construtiva neste mandato com 4 Presidentes, 2 Diretores de Administração e Finanças, 2 Diretor@s de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, e com diversos Conselheir@s Deliberativos e Fiscais, que foram mudando ao longo dos quatro anos.

Acredito que fizemos um trabalho sério, republicano, transparente e que rendeu frutos à Caixa de Assistência e associados, principalmente quando vemos todo o cenário adverso que enfrentamos e que continua a nos impor soluções inteligentes, mas que espero que não afetem os direitos dos associados e a Cassi no que ela tem de diferencial como autogestão de trabalhadores.


Avanços na Estratégia Saúde da Família e na relação das CliniCassi com as comunidades locais do Banco do Brasil


Quando se cria um serviço de Atenção Primária à Saúde (APS), num contexto em que este seja porta de entrada preferencial – e portanto, não obrigatória -, entra no conjunto de desafios para a legitimação do serviço a obtenção do interesse das pessoas em frequentá-lo. No caso de nossas CliniCassi, o primeiro registro que se pode ter como régua para medir formalmente o interesse por essa adesão é o cadastramento da população na Estratégia Saúde da Família (ESF).


Naturalmente, depois se faz necessário identificar se as pessoas estabeleceram vínculo com o serviço e se o têm como referência para primeiro contato quando querem ou precisam tratar de suas questões em saúde. 
Mas o primeiro indicativo é o cadastramento.

Ao iniciar esta gestão, em junho de 2014 - o número de cadastrados nas CliniCassi era de 160.516 pessoas, espalhadas nas áreas de abrangência das 65 estruturas de Atenção Primária (APS) que a Cassi possui pelo Brasil - as CliniCassi. 

Pela situação econômico-financeira que encontramos ao chegar à gestão da Caixa de Assistência, condição que se sobrepunha ao nosso desejo de gestor da área de saúde, logo após o início de nosso trabalho (praticamente em 6 meses), a governança decidiu submeter a entidade a um contingenciamento orçamentário, situação que perdurou até maio de 2017. 

Isso impediu que houvesse recursos e ações para ampliação de equipes ESF no período. Em alguns casos, tivemos ainda como desdobramentos daquela situação a dificuldade em repor profissionais da ESF que saíram da empresa pelas entradas e saídas normais do mercado de trabalho (rotatividade/turnover).

Além disso, durante o período, a empresa Banco do Brasil efetuou dois programas de desligamento incentivado, alterando a quantidade da população do Plano de Associados em algumas praças de CliniCassi. Basta lembrar que foram fechadas centenas de agências e postos de trabalho nesses últimos 4 anos.

Mesmo assim, incentivamos e orientamos as 27 unidades regionais da Cassi no sentido de não recuar no propósito de aprimorar o processo e manter os níveis de cadastramento em curva ascendente ou ao menos estáveis.

Com alegria, percebemos o empenho das Unidades Cassi, das CliniCassi e das equipes de um modo geral nessa busca ao longo desses 4 anos. Com justiça, vocês sempre leram, viram e ouviram meu agradecimento ao quadro de profissionais de nossa autogestão; na minha opinião, um patrimônio da Cassi e associados.

E agora, ao final de 2017, temos um crescimento total geral de 13% no número de cadastrados, chegando a mais de 181 mil adesões/cadastramentos à Estratégia Saúde da Família (ESF), mesmo com as reestruturações e mudanças nas bases de assistidos de nossos planos de saúde - Plano de Associados e Cassi Família.

Esse dado geral, obtido em período com tantos obstáculos, mostra a dedicação de nossas equipes e o valor dado ao serviço de Atenção Primária e ESF pela população da comunidade Banco do Brasil.

Mas é quando abrimos as informações e as observamos por segmento populacional e/ou Unidade Federativa (UF) que encontramos alguns achados que nos fazem ter ainda mais entusiasmo com as perspectivas de avanços no modelo assistencial da Cassi e na sua busca por sustentabilidade sem perda de direitos por parte de seus trabalhadores associados.

Resultados obtidos pelas CliniCassi e pelo modelo assistencial APS/ESF são muito expressivos e mostram foco absoluto na promoção e prevenção, salvando vidas de centenas de participantes e contribuindo para a sustentabilidade da Cassi, pois sem esses resultados de parte da população já assistida pela ESF as despesas assistenciais seriam muito maiores:

1) Quando destacamos apenas a população de aposentados e pensionistas do Plano de Associados, esse crescimento passa para 15%, sendo que em algumas unidades Cassi representa proporcionalmente variações muito maiores, como é o caso da CliniCassi Rio Branco, no Acre (32%); CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul, no DF (34%); CliniCassi Macapá, no Amapá (37%); e CliniCassi Porto Velho, em  Rondônia (50,5%). Foram praticamente mais 9 mil participantes desse segmento. Justamente o segmento sobre o qual a ação das CliniCassi tem contribuído de forma marcante na preservação da qualidade de vida e na racionalização das despesas básicas.

2) Se olharmos as maiores Unidades Cassi, aquelas com mais de 10 mil cadastrados na ESF - BA, DF, MG, PR, RJ, RS e SP -, veremos que o esforço em ampliar o cadastramento na APS gerou um aumento de população no modelo em 14,22%. Só nessas Unidades, são mais de 108 mil participantes cadastrados ao final de 2017, quando tínhamos cerca de 95 mil no início de nosso trabalho. São 13,5 mil assistidos com oportunidade de se vincular ao modelo, ter melhores perspectivas de Atenção Integral e evitar idas desnecessárias à rede prestadora. Se olharmos as Unidades de porte médio e pequeno, onde os efeitos das mudanças na base de participantes são sentidos com mais intensidade, mesmo assim o crescimento na ESF foi em 11,25%.

3) A CliniCassi Boa Vista, em RR, ampliou sua população geral de cadastrados em 61%. Foi o maior índice de crescimento em termos proporcionais. Considerando que houve um período no passado em que se discutiu a possibilidade de fechamento do serviço, o número mostra, além de empenho e acolhimento da equipe da Unidade RR, que a comunidade de Boa Vista valoriza e quer o serviço de Atenção Primária da Cassi.

4) As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul obtiveram o segundo maior crescimento percentual na população geral de cadastrados (51,9%) e também na população de funcionários da ativa no Plano de Associados (59,5%). Considerando a população proporcional que isto representa no DF, essa Unidade acrescentou número de pessoas que representa, no saldo líquido final, mais de 23% do resultado de crescimento da ESF Brasil. Este avanço ocorreu no mesmo período em que as duas CliniCassi investiram nos processos de Qualidade e Segurança no Cuidado com o Paciente (Acreditação - JCI). Várias melhorias foram estendidas a outras unidades no país.

5) Algumas praças foram afetadas por reduções no quadro de funcionários da ativa no BB e por encerramento de contratos do Cassi Família, em ambos os casos atingindo os números de cadastrados. É perceptível o esforço dos serviços para buscar compensar essas subtrações, eventualmente ampliando o cadastramento sobre públicos de outros planos ou segmentos, sobretudo nos casos de redução da população de funcionários da ativa do Plano de Associados. Isso fica muito bem observado nas CliniCassi das Unidades TO, SE, RO, RN, PI, PE, PB, PA, MT, MA, BA, AP, AM, AL, AC.

6) A população do Cassi Família foi a que mais cresceu em cadastramento do ponto de vista proporcional: 22,9%. As CliniCassi que conseguiram os maiores crescimentos proporcionais foram TO (115,3%), RN (103%), RR (100%), DF (79,3%), SE (55,9%) PE (50,3%) e MS (47,4%).

7) As duas maiores parcelas em números absolutos de cadastrados acrescentados ao resultado líquido final vieram das CliniCassi do DF (4.968) e das de SP (3.485). Mas como dissemos acima, todas contribuíram com resultados importantes, as 7 maiores (mais de 10 mil inscritos na ESF) e as de médio e pequeno porte.

8) Esses cálculos foram efetuados considerando como ponto de partida a população cadastrada em maio de 2014, sem ajustar essa base com as subtrações ocorridas no período por ajuste de quadros no BB ou encerramento de contratos no Cassi Família. Caso fizéssemos tal relativização: 

a) as unidades que ainda apresentam resultado final com pequena redução de cadastrados modificariam esses índices: AC, de - 4,9% para - 2,1%; AM, de – 4,3% para 7,5% (ou seja, acréscimo e não decréscimo); e AP de – 4,3% para – 3%; e

b) o acréscimo total de cadastrados passaria de 13% para 17,2%, para ficarmos em dois exemplos.


Ampliar o modelo assistencial é a melhor perspectiva para a sustentabilidade da Cassi e para cuidar da saúde de nossa população assistida nas próximas décadas em todas as regiões do país

Por fim, o objetivo deste balanço em relação à gestão da Estratégia Saúde da Família e das Unidades Cassi e CliniCassi não foi encontrar precisão matemática nos dados populacionais do modelo assistencial da autogestão, mas observar as grandes movimentações de números que obtivemos, mesmo no cenário adverso que enfrentamos nesses 4 anos.


Eu poderia destacar os pontos positivos de cada uma das 27 Unidades Cassi, mas fugiria do objetivo geral deste texto de balanço. A sintonia de trabalho entre nossas duas gerências na sede - Gerência de Saúde e Gerência de Rede de Atendimento - e as Unidades e CliniCassi foi muito grande e, efetivamente, buscamos todos juntos os mesmos objetivos no fortalecimento do modelo assistencial e no sentimento de pertencimento ao modelo por parte de tod@s os envolvidos.

Temos a convicção de que com a participação dos principais intervenientes do sistema de serviços de saúde da Cassi, ou seja, a comunidade Banco do Brasil - Banco, Cassi, entidades representativas, participantes e Conselhos de Usuários e parceiros da rede prestadora -, podemos dar um salto de qualidade em relação à sustentabilidade dos recursos, na manutenção dos direitos dos associados e na expansão da cobertura do modelo para o conjunto dos assistidos pela Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Balanço de mandato I (AQUI)
Balanço de mandato II (AQUI)
Balanço de mandato III (AQUI)
Balanço de mandato IV (AQUI)
Balanço de mandato V (AQUI)

5.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (V)




O foco de nosso mandato na saúde dos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil foi muito fiel ao compromisso que assumimos com associados durante campanha de apresentação de propostas para a Caixa de Assistência


"Que a Cassi, por intermédio da Diretoria de Saúde, inclua em suas prioridades o foco na saúde dos trabalhadores, visando garantir o bem-estar dos 115 mil funcionários da ativa e suas famílias. Buscar formas e programas para atuar na proteção de nossos trabalhadores, que vivem sob constante pressão e assédio, é lutar pela manutenção da saúde e da vida, bens maiores do ser humano." (Programa da Chapa 1 - Todos pela Cassi - 2014)


Olá prezad@s associados da Cassi, bancári@s do BB e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Hoje, vamos fazer um balanço do que foi possível realizar em relação ao compromisso que assumimos com os trabalhadores associados da Cassi em direcionar nossa atenção na busca de melhorias na promoção de saúde e prevenção de doenças para os mais de cem mil funcionários do Banco na ativa quando começamos o mandato na Diretoria de Saúde.

Antes de mais nada, é necessário contextualizar o quanto foi complexo o caminho que percorremos para realizar melhorias no sistema de saúde Cassi e na parceria da saúde ocupacional Cassi e BB (via convênio). Tivemos avanços, mas eles ocorreram em meio a maior crise do setor de saúde e da própria Cassi em décadas de existência. Então, temos o sentimento de realização porque foi preciso superar diversos fatores que fogem à nossa gestão para implantar as melhorias.

Imaginem vocês se foi fácil abrir uma frente de trabalho pela saúde dos trabalhadores enquanto uma crise de déficit começava no plano de saúde dos funcionários e com forte pressão para que a conta fosse paga somente pelos associados. 

Imaginem também que ao mesmo tempo em que fizemos uma luta nacional pela manutenção dos direitos dos associados da Cassi (descrevi o histórico das negociações no texto de Balanço III - AQUI) desenvolvemos estratégias para dar qualidade na execução do Convênio de Saúde Ocupacional, e para isso contamos com forte apoio da Direção do BB/Dipes/Dibem e das Unidades Cassi em cada Estado e DF. 

Imaginem, por fim, o desafio de acolher trabalhadores de uma empresa de atuação nacional, com reestruturações constantes nesses 4 anos e que, de uma forma ou outra, trazem impactos na vida desses trabalhadores. Foi nesse cenário que atuamos focados na saúde dos bancários e bancárias do BB.

Agradeço a parceria e a dedicação de cada pessoa do Banco e da Cassi envolvida no processo da saúde ocupacional, pois o trabalho em equipe focado na saúde tem contribuído para dar eficiência tanto ao programa do Banco quanto ao modelo assistencial da Cassi, baseado na APS/ESF e CliniCassi. 

Desafios da Diretoria de Saúde foram grandes e união em prol da saúde ocupacional rendeu bons resultados

Dentre os objetivos a perseguir durante os 4 anos de trabalho estavam mudanças internas na governança da Cassi, para que a gestão do Convênio fosse centralizada na área da saúde. A governança concordou com nossas propostas e passamos a gerir o processo de saúde ocupacional de forma plena. Isso facilitou o trabalho diário na relação Cassi e BB.

Tínhamos o desafio técnico de fazer uma entrega de resultados para o convenente BB de forma mais rápida e eficiente, pois quando pegamos a gestão do PCMSO os dados compilados dos EPS só eram entregues no final do ano seguinte. Com mais celeridade, seria possível buscar alternativas para evitar ou minimizar os riscos de adoecimento e atuar na coordenação de cuidados dos trabalhadores identificados com problemas de saúde.

O BB e a Cassi organizam o planejamento para a realização dos Exames Periódicos de Saúde (EPS), checkups e demais previsões do Convênio que ocorrem em todo o país ao longo dos meses do ano. O Banco com o seu olhar e com as definições a serem cumpridas por nós e a Cassi no desenvolvimento das melhores estratégias para cumprir os objetivos. Todos os anos, chegamos a quase 100% de meta atingida em todo o país.

Como nosso mandato atuou fortemente para ampliar o conhecimento sobre o que é a Cassi, o que ela faz, seu modelo assistencial, sobre direitos e deveres dos participantes e a melhor forma de utilizar a Caixa de Assistência, em cada início de período de trabalho nos EPS do BB publicamos um Boletim Prestando Contas Cassi para ampliar entre as lideranças e entidades representativas o apoio para uma boa realização dos Exames Periódicos.


Boletins Prestando Contas Cassi abordaram saúde ocupacional, promoção, prevenção e Atenção Integral à Saúde via APS/ESF

Em 2015, abordamos o tema no Boletim nº 9 (março), falando da importância da participação de todos no processo - bancários, gestores, profissionais de saúde. Leia AQUI. Nesses 4 anos, buscamos ampliar a inclusão na Estratégia Saúde da Família (ESF) de trabalhadores que fossem identificados com riscos e agravamentos em suas condições de saúde.


Em 2016, o Boletim nº 21 (março) chamava atenção para a participação efetiva de todos no processo nacional de EPS e trazia novidades e conquistas técnicas e de gestão realizadas em conjunto por Cassi e BB. Leia AQUI.

Em 2017, lançamos mão de uma estratégia para destacar a promoção de saúde e prevenção de doenças aproveitando a parceria pela saúde ocupacional BB e Cassi. A Semana da Devolutiva dos resultados coletivos dos EPS e checkups deu sequência a um trabalho forte de parcerias feito em cada Estado/DF e Unidades Cassi em 2016. O Boletim nº 32 (março) abordou inclusive fatores a serem observados quando se pensa atenção à saúde, prevenção e controle epidemiológico de população. Leia AQUI.

Cassi e Banco do Brasil realizam os Exames Periódicos de Saúde com foco na promoção de saúde e prevenção de doenças

A Cassi, por meio de Convênio firmado com o Banco do Brasil, é responsável pela operacionalização do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) em todo o País e, entre os procedimentos previstos, estão o Exame Periódico de Saúde (EPS) e o Checkup dos gestores.


Pois bem, em resumo, desde que chegamos eleitos à Cassi em 2014, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento vem atuando com foco na saúde dos trabalhadores do BB e conquistando melhorias no processo do PCMSO do Banco do Brasil, consolidando uma parceria muito importante com a Dipes/Dibem.

Ao longo dos anos, conseguimos agregar avanços técnicos e operacionais no Convênio de parceria com o Banco do Brasil, atuando tanto na Sede da Cassi em Brasília quanto nas unidades regionais da Cassi em conjunto com os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Banco do Brasil, no processo de melhorias nas condições de trabalho. 

Citamos abaixo algumas conquistas ocorridas no processo de saúde dos trabalhadores.

Acesso eletrônico das guias para a realização dos EPS


Dentre as conquistas, destacamos algumas que colaboraram em melhorias de processos e operacionalização nas unidades como a disponibilização de guias de consultas e exames relacionados ao PCMSO no site do BB. Até 2014 essas guias eram emitidas na Cassi, e remetidas por malote às unidades do Banco, com riscos de extravios e causando transtornos quando ocorriam transferências de funcionários. 

Atualmente a disponibilização em parceria com a Dipes, na intranet do Banco do Brasil, permite o gerenciamento pelo próprio funcionário, sem riscos de extravios e pronta disponibilidade dos documentos, além da agilidade e efetividade em se tratando de aproximadamente 100.000 exames periódicos.

Reforçamos que os funcionários devem utilizar exclusivamente essas guias para a realização do exame periódico e seus exames complementares. A carteirinha de identificação de associado (dos planos Cassi, Economus e SIM), não deve ser utilizada, para que os custos sejam corretamente direcionados para o Convênio firmado entre o BB e a Cassi, evitando assim, que o funcionário pague coparticipações indevidas.

Celeridade na entrega de resultados de EPS ao convenente Banco do Brasil facilita ações coletivas em saúde

Outra conquista importante foi a possibilidade de digitar os dados e disponibilizar gradativamente os resultados ao Banco do Brasil na medida em que os exames são realizados, garantindo a análise dos dados de saúde dos trabalhadores com mais agilidade e efetividade, e desde o início de 2017, disponibilizando os resultados do EPS de forma analítica e também sintética.

Centralização da Licença Saúde

Em 2016, também em conjunto com a Dipes, foi criada a centralização das Licenças Saúde.

A Cassi recebe da Gepes 2 os atestados até 04 dias para melhor gerenciamento de todas as Licenças Saúde, pois as licenças passam a fazer parte do banco de dados da Cassi complementando as que são homologadas pelos médicos do trabalho.

Essa ação possibilita também a definição de perfis epidemiológicos de regiões ou períodos determinados, facilitando a ação da Cassi em conjunto com os Sesmt na implementação de programas específicos visando a prevenção e cuidados da saúde.

BB e Cassi ampliam a dotação de profissionais para melhorar a operacionalização do PCMSO

Nos anos de 2016 e 2017, no trabalho conjunto de planejamento e execução do PCMSO, foi precificado e apontado para o Banco a necessidade de incremento de mão de obra para a operacionalização do Programa, e nesse período houve incremento de médicos, assistentes e psicólogos no Convênio.

Treinamento e assessoria para profissionais envolvidos são destaques na parceria BB e Cassi


Em 2017, a Cassi junto com a Dipes, iniciou o processo de visitas técnicas e administrativas nas unidades regionais possibilitando conhecer melhor as particularidades locais e alinhando as condutas operacionais do PCMSO BB, com as despesas totalmente custeadas pelo Convênio.

Para 2018, além da continuidade das visitas, será realizado um Encontro de Saúde Ocupacional com a participação de profissionais médicos das Unidades Cassi e Banco do Brasil/Dipes/Sesmt.

O objetivo deste Encontro é a troca de conhecimento, interação e alinhamento das diretrizes do PCMSO BB em prol de melhores práticas para coordenação de cuidados da população bancária.

Os recursos para esse encontro foram precificados e aprovados pelo Banco do Brasil através do Convênio, sem nenhum custo para a Cassi.

Em 2017, consolidamos avanços realizados ao longo do mandato

Para marcar o início de uma série de atividades em âmbito nacional, a Cassi realizou entre os dias 20 e 24 de março de 2017 a Semana de Devolutiva dos dados dos Exames Periódicos de 2016. 

O objetivo deste calendário foi chamar a atenção para a saúde dos trabalhadores sob a ótica da prevenção de doenças e promoção da saúde, complementando o trabalho iniciado em 2016 quando visitamos as 27 Superintendências do Banco do Brasil e as Gepes reforçando as parcerias de saúde. Vocês que nos acompanham aqui no blog viram a prestação de contas dessa agenda da nossa Diretoria.

Em 2018, vamos colocar novamente no calendário da saúde a Semana da Devolutiva dos EPS/checkups, em parceria com Dipes/Gepes/Sesmt, apresentando o diagnóstico de cada localidade e fazendo proposições de ações individuais e coletivas a serem desenvolvidas para minimizar riscos e agravos nas condições de saúde dos trabalhadores.

A importância das Unidades Cassi e CliniCassi para a comunidade Banco do Brasil

Deixo um agradecimento especial a cada uma das 27 Unidades Cassi e 65 CliniCassi e todas as equipes de profissionais que nelas atuam. 

Conheço dezenas de histórias de colegas do Banco e participantes que foram acolhidos em momentos de crise pessoal e tiveram a felicidade de serem recebidos, cuidados, orientados e estarem conosco hoje por causa desse carinho e profissionalismo que encontraram nas Unidades Cassi. 

Nós ampliamos em mais de 25 mil pessoas o número de cadastrados na ESF e parte dessas pessoas assistidas são colegas que vieram para nosso modelo de Atenção Integral após serem identificados nos Exames Periódicos e checkups.

O Brasil é gigante. Nosso Banco do Brasil também. A nossa Caixa de Assistência é a maior e mais antiga autogestão do país. Nosso modelo de Atenção Integral via Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) tem abrangência de 180 mil vidas e resultados expressivos, parte importante sendo idosa ou crônica (temos mostrado estudos a respeito nos Boletins). A comunidade BB é uma das maiores e mais organizadas comunidades de trabalhadores do país. 

O que quero dizer com tudo isso?

Quero lembrar a tod@s que, mesmo com crises diversas - de custeio, do setor, do país -, é possível unir pessoas, segmentos e grupos sociais diversos, e também instituições, em prol de algo comum, como ajudamos a construir nesses 4 anos a unidade em defesa da nossa Cassi e dos direitos dos associados nesse período de crises e dificuldades que estamos atravessando.

Termino lembrando um chamamento do poeta Drummond no poema "Mãos dadas": - vamos de mãos dadas em defesa da Cassi, da saúde dos trabalhadores e do maior banco público do país! Só a luta nos garante!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Balanço de mandato I (AQUI)
Balanço de mandato II (AQUI)
Balanço de mandato III (AQUI)
Balanço de mandato IV (AQUI)