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9.1.17

Cenário da Saúde pública e privada é de dificuldades


Apresentação do blog


Olá prezad@s associad@s da Cassi, amig@s bancári@s e companheir@s de lutas sociais,

Neste mês de janeiro estamos em férias. Isso quer dizer que estou acompanhando o dia a dia de nossa autogestão de forma não presencial na Sede (DF). Além de acompanhar as pautas e deliberações das reuniões da Diretoria Executiva, fico à disposição de nossa equipe de gestores.

Apresento abaixo um artigo que já havia lido no final do ano e que traz informações relevantes para as nossas lideranças e formadores de opinião na área da saúde, que acompanham a Cassi com dedicação militante, o pessoal dos Conselhos de Usuários e lideranças das entidades representativas. Qualquer cenário que afete o SUS, afeta a saúde privada também, os planos de saúde e os prestadores de serviços de saúde, alterando custos do setor e a sustentabilidade.

Os tempos que correm serão de definição em nossas vidas cidadãs e na vida de nossas entidades associativas, em relação aos direitos que temos. Ouso conclamar unidade a tod@s os segmentos com os quais nos relacionamos, porque qualquer chance de manutenção de direitos em saúde só se realiza se tivermos pessoas informadas e mobilizadas com unidade.

Abraços, 

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)


José Gomes Temporão, ex Ministro da Saúde.

Temporão: Tempos sombrios para a saúde pública


por Jose Gomes Temporão* — publicado em Carta Capital em 24/12/2016 - 01h23


Em artigo exclusivo para CartaCapital, o ex-ministro avalia o turvo futuro do Sistema Único de Saúde com o congelamento dos gastos sociais

A emenda constitucional que impõe limites rígidos nos gastos públicos para os próximos 20 anos pode ser analisada de múltiplas perspectivas: econômica, política, de seu impacto nas políticas sociais e nas condições de vida da maioria da população, entre outros. Na realidade, ela expressa uma série de valores e de visões de mundo que se contrapõe radicalmente ao que Sérgio Arouca, utilizando um conceito de Norbert Elias, denominava de Processo Civilizatório, quando o Brasil abraçou nos anos 1980 o desafio de construir um sistema de saúde universal nos trópicos.

As propostas defendidas pelo governo federal apontam para um modelo de desenvolvimento econômico e humano perverso que afetará a segurança de milhões de brasileiros principalmente dos mais vulneráveis. O governo Temer propõe, como medida de longo prazo, estabelecer um "Novo Regime Fiscal", que cria por 20 anos um teto para o crescimento das despesas públicas limitado à inflação.

Enquanto a população e o PIB crescem, os gastos públicos ficam congelados. Enquanto o quadro epidemiológico se torna mais complexo, enquanto a população envelhece velozmente, enquanto a pressão da sociedade pela incorporação de novas tecnologias se agudiza, o governo acena com um futuro de graves restrições do ponto de vista econômico para a saúde.

De acordo com uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinada pelos pesquisadores Fabiola Sulpino Vieira e Rodrigo Pucci de Sá e Benevides, a proposta apoia-se em argumentos falsos de que nações desenvolvidas usam regras semelhantes. “Na maioria desses países já existe uma estrutura consolidada de prestação de serviços públicos, diferentemente do Brasil onde há enormes carências sociais e precariedades na infraestrutura”, diz o texto.

O argumento central do governo é que não haverá prejuízo para o orçamento da saúde e que este seria o único caminho para recuperarmos o crescimento da economia. Evidentemente, não há consenso em torno destas afirmativas. O economista João Sicsú, em artigo publicado por CartaCapital, observa que o pagamento de juros da dívida pública deveria estar no centro do debate: “A quase totalidade dos credores é composta de milionários e bilionários. É a elite financeira, formada inclusive por empresários do setor produtivo. São os ricos do Brasil. Somente no ano de 2015, eles receberam mais de 500 bilhões de reais dos cofres públicos”.

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"No Brasil, apenas 48% dos gastos em saúde são públicos. É uma distorção que seria ainda mais agravada com a recente proposta de expansão do segmento de planos anunciada pelo ministro da Saúde"
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A proposta do governo Temer também pode ser compreendida em um contexto mais amplo do fortalecimento crescente de uma visão conservadora sobre os direitos sociais. Alguns exemplos didáticos: Existem hoje na Câmara dos Deputados, por iniciativa de parlamentares que representam os interesses do agronegócio, da bancada evangélica e dos que defendem a revogação do estatuto do desarmamento, 55 projetos de lei de destruição de direitos conquistados nas últimas décadas.

Esses projetos tratam, entre outros, dos seguintes assuntos: restrições ao direito ao aborto, redução da maioridade penal, revogação do estatuto do desarmamento, revogação do projeto que criminaliza a homofobia e do que autoriza o uso do nome social por transexuais, aprovação do projeto “escola sem partido”, que proíbe conteúdos críticos, formadores do cidadão, considerados “partidários” ou “esquerdizantes”. Enfim, uma agenda de direita ou de extrema direita.

Para o atual governo, os direitos sociais não cabem no orçamento. Na verdade, as decisões de macro política escondem um processo real que é a luta pela apropriação dos fundos públicos entre políticas e setores econômicos, inclusive no campo da saúde. Nessa luta, é evidente que os atores mais poderosos como o Judiciário, o Legislativo, o conjunto de tribunais de contas e o sistema financeiro, terão nítida vantagem em prejuízo das universidades, do ensino, da saúde e da pesquisa. E comprometem o futuro do País.

Isso fica bem evidente quando se analisa a estrutura do gasto em saúde no Brasil. Do gasto total em saúde, cerca de 52% dos gastos são privados, incluindo os gastos das empresas e o desembolso direto das famílias. Apenas 48% dos gastos são públicos. É uma distorção essencial que seria ainda mais agravada com a recente proposta de expansão do segmento de planos e seguros anunciada pelo Ministro da Saúde, o que ampliaria a política de subsídios e renúncia fiscal visando a ampliação do mercado privado, política essa que atravessou todos os governos nas últimas décadas inclusive os do PT.

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"Enquanto o quadro epidemiológico se torna mais complexo, enquanto a população envelhece velozmente, o governo acena com um futuro de graves restrições"
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A maioria dos especialistas em saúde pública considera que com a PEC 241/55 passaremos de uma situação de subfinanciamento crônico da saúde que nos acompanha desde o início do Sistema Único de Saúde, para uma de perda real de recursos ao longo dos próximos anos.

Outro aspecto importante que faz parte de todo esse contexto é a visão hegemônica no Governo e no Parlamento de que a saúde é um gasto e de que no momento as questões de eficiência do gasto e de macrogestão devem ter prioridade sobre outras dimensões. Na verdade, sabemos que saúde é investimento e que sua dimensão econômica inclusive pode fazer parte da solução para a crise.

Para compreender melhor o significado real do impacto da PEC 241/55 sobre a saúde pública é preciso considerar um conjunto de fenômenos que afetam de modo diferenciado os países em desenvolvimento do ponto de vista macroestrutural. Vamos tomar como exemplo apenas dois deles: a sustentabilidade tecnológica e a mudança do perfil epidemiológico.

Em relação à sustentabilidade tecnológica, a medicina do futuro aponta para um cenário fascinante: biodrogas, robótica, nano dispositivos, vacinas terapêuticas, tratamentos mais individualizados. Mas a realidade é bem mais dramática. Hoje já temos um mundo dividido em castas de cidadãos que acessam ou não as modernas tecnologias.

As poucas novidades lançadas no mercado protegidas por patentes alcançam um custo insuportável para os sistemas de saúde em todo o mundo. Em uma conjuntura de grave restrição de recursos a sustentabilidade tecnológica da saúde e o acesso da população às tecnologias essenciais será seriamente afetada.

No caso das mudanças na estrutura epidemiológica, trago números assustadores em relação à violência e seu impacto sobre crianças e adolescentes. Em 1980, 0,7% dos homicídios foram nessa faixa etária. Em 2013, esse porcentual alcançou 13,9%. O Brasil teve 10.520 crianças e adolescentes assassinados em 2013. Foram 28 por dia!

Como enfrentar esse gravíssimo problema com o modelo de desenvolvimento que o governo nos apresenta? Para enfrentar desafios desse porte será necessário construir políticas públicas inovadoras e conceber um modelo de desenvolvimento que tenha o ser humano no centro do processo.

Infelizmente em todo esse debate sobre o impacto negativo das políticas de ajuste sobre a saúde predomina a análise focada na assistência médica. Na realidade, o maior impacto recairá sobre o que denomino de “cuidado essencial”. O termo ‘cuidado’, foi apropriado pela área de saúde como algo restrito a procedimentos técnicos, sinônimo de boa assistência.

Em verdade, quando nos referimos ao cuidado como inerente à vida, trata-se de afirmar uma nova mentalidade, que vincula os humanos, indicando que não é possível a sobrevivência humana sem que o novo ser que chega ao mundo seja recebido amorosamente por um outro ser e por ele cuidado, até que possa cuidar de si. Um longo processo, que supõe um modo específico de viver em coletividade. Aqui, o cuidado é entendido desde sua dimensão ontológica como ‘cuidado essencial’ até seu sentido mais comum como atitude, ato de cuidar.


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"O Brasil teve 10.520 crianças e adolescentes assassinados em 2013. Foram 28 por dia! Como enfrentar esse problema com o modelo que o governo nos apresenta?"
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Este cuidado é o que de fato determina a sustentabilidade das relações intrínsecas à vida em sociedade. Portanto, tecer um ‘ambiente facilitador à vida’ centrado no referencial de ‘cuidado essencial’ como o orientador prévio de toda a ação pública ou privada deve ser o grande eixo em torno do qual se produz saúde: cuidado não burocrático, desejante, que garante a qualidade da vida. É esta concepção de desenvolvimento que perde com as políticas cruéis defendidas pelo governo brasileiro.

Para sustentar essa política, o governo lança mão de várias ferramentas principalmente no campo da comunicação. Explora o senso comum com mensagens do tipo: “temos que fazer o dever de casa” ou “o governo é como uma família, não se pode gastar mais do que se ganha”. Isso me faz lembrar do livro Mitologias, do filósofo francês Roland Barthes, no qual ele se mostra preocupado ao analisar os mitos em circulação na sociedade contemporânea, as representações falsas e crenças errôneas.

Barthes nos alerta: “O mito é uma fala despolitizada... O mito não nega as coisas, sua função é pelo contrário falar delas; simplesmente purifica-as, inocenta-as, fundamenta-as em natureza e eternidade, dá-lhes uma clareza não de explicação, mas de constatação: se constato sem explicar, pouco falta para que a ache normal, decorrente da natureza das coisas, fico tranquilo (...) suprime toda e qualquer dialética (...) O mito organiza um mundo sem contradições, porque sem profundeza”.

É essa “realidade fictícia” que o governo nos apresenta. Caberá à sociedade, por meio de intensa mobilização e luta política, reverter esse quadro em favor do povo brasileiro.


* José Gomes Temporão é médico sanitarista e ex-ministro da Saúde.

Fonte: Carta Capital

2.1.17

Férias do Diretor de Saúde da Cassi em Janeiro




Olá prezad@s associad@s, colegas bancários e companheir@s de lutas,

Neste mês de janeiro estaremos cumprindo nosso período de férias (25 dias mais um abono). Como sou um bancário do BB cedido à Cassi por estar em mandato de representação, eleito pelos associad@s, não deixarei de acompanhar algumas questões afetas à Cassi, principalmente da Diretoria pela qual sou responsável. Mas preciso descansar um pouco (ou trabalhar menos).

Vamos publicar normalmente, nos próximos dias, o Boletim Prestando Contas Cassi, será o 30º informativo da Diretoria de Saúde trazendo questões importantes da Cassi, do setor de saúde e do modelo assistencial que defendemos.

Estou fazendo um balanço dos 30 meses de mandato nosso à frente da área de saúde e rede de nossa Caixa de Assistência e publicando matérias com prestação de contas do que vivemos juntos entre 2014 e 2016. Registrar etapas superadas por nós associados e pela Cassi neste período é importante para lidarmos com o período que se inicia entre 2017 e 2019 porque ele deverá ser definidor sobre o futuro de nossa Caixa de Assistência.

Peço e conclamo que todas as lideranças e entidades representativas não deixem de nos acompanhar neste ano de 2017 porque o Memorando de Entendimentos e a aprovação da consulta ao corpo social para que o Plano de Associados receba receitas extraordinárias dos dois patrocinadores - BB e corpo social - entre 2017 e 2019 são só etapas vencidas na luta pela defesa e fortalecimento de nosso plano de saúde. É provável que haja embates e divergências nas definições em todos os próximos momentos da Cassi, como a própria fase de consultoria a ser contratada pelo patrocinador BB (que ainda não nos informou qual é a empresa).

Também aguardamos que a primeira reunião de prestação de contas para as entidades da mesa ocorra no início de março. Se houver necessidade de informar alguma questão relativa aos encaminhamentos de gestão pós assinatura do Memorando de Entendimentos, eu o farei tanto através do blog quanto diretamente às entidades.

Meu compromisso com os associados e entidades representativas será de mantê-los bem informados sobre as questões afetas à Cassi e ao setor de saúde suplementar.

Pode ser que publique algumas matérias neste mês de janeiro sobre a temática que atuamos.

Abraços e seguimos na luta pelos direitos em saúde dos associad@s da Caixa de Assistência e na defesa e fortalecimento do Modelo de Atenção Integral à Saúde. Unidade entre nós segue sendo fundamental, em nome da Cassi e dos associados.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

30.12.16

Ações em Saúde das CliniCassi em 2016




BALANÇO DO MANDATO (PARTE IV)

Olá prezad@s associad@s, companheir@s e colegas bancários,

Estamos encerrando mais um ano de trabalho pelo fortalecimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão em saúde do País (mais de 700 mil assistidos), cujo Modelo Assistencial é baseado na Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Sou o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. Nossa Diretoria e equipe é responsável pelas 27 Unidades Administrativas (nos Estados e DF) e pelas 65 Unidades de Atendimento em Saúde (as CliniCassi). 

Os números de nossa entidade são expressivos quando comparados ao setor em que atua, a saúde suplementar. A Cassi tem 142 equipes nucleares de Saúde da Família e já acompanha mais de 180 mil participantes através da ESF. Além disso, realizamos Exames Periódicos de Saúde (EPS) em mais de 100 mil trabalhadores todos os anos.

A Cassi tem a menor despesa administrativa (relativa) do setor de saúde suplementar brasileiro para operadoras com estruturas e modelos similares. Enquanto a média do setor para 2015 (dados ANS) ficou em 11,5%, as autogestões 12,7% e as medicinas de grupo 12,4%, a Cassi teve despesa administrativa de 10,6% no mesmo ano. Já explicamos aos atores da Comunidade BB que precisamos de mais investimento a partir de 2017 na estrutura própria da Cassi para podermos ampliar a cobertura do Modelo Assistencial.

Nosso compromisso com os associados e com as entidades representativas e lideranças da Comunidade BB será de informá-los com muita constância no próximo período através deste blog e dos boletins que produzimos. O cenário nacional e do setor de saúde é complexo, mas a Cassi tem as melhores potencialidades do setor porque, dentre outras características, não visa lucro e tem público cativo e estável (Plano de Associados), gerando perspectiva de cuidados de longo prazo. 

Vamos juntos lutar por fazer mais promoção de saúde, mais prevenção de doenças e cuidar melhor de nossa população através da Atenção Primária, usando os recursos da melhor forma possível quando utilizarmos a rede credenciada.

Quero lembrar aos nossos leitores que as matérias deste blog são mais completas e estruturadas que 2 ou 3 parágrafos porque nossa intenção é dar informação qualitativa para os multiplicadores e formadores de opinião - conselheiros de usuários, dirigentes sindicais e de entidades representativas, cipeiros e delegados sindicais, gestores do BB, Sesmt, ECOAS e militantes em saúde.

Apresentamos abaixo um relatório das atividades coletivas e ações em saúde realizadas pelas nossas unidades Cassi e nossas equipes de profissionais de saúde. Não há nada parecido no mercado de saúde suplementar em relação à promoção de saúde, prevenção de doenças e foco educativo em saúde em populações de um plano privado de autogestão.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)





Relatório das Ações de Saúde Cassi – 2016

A Cassi promove ações de saúde ao longo do ano, voltadas aos seus públicos de relacionamento de todo o País. O calendário de saúde da Caixa de Assistência está alinhado às campanhas do Ministério da Saúde e contempla ainda ações específicas, voltadas ao perfil de doenças que mais afetam os participantes do Plano.

Dia Internacional da Mulher, Dia Mundial da Infância, Dia Mundial da Saúde, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, Lavagem e Higienização das Mãos, Dia Mundial sem Tabaco, Dia da Imunização, Dia Mundial de Luta contra Hepatites, Semana Mundial de Amamentação, Saúde do Idoso, Dia Mundial do Coração, Outubro Rosa, Dia Mundial de Saúde Mental e Novembro Azul foram algumas das ações veiculadas nos canais de comunicação da Cassi.

Foram elaboradas, também, as cartilhas virtuais “Aedes Aegypti – Dicas de prevenção e combate ao mosquito transmissor do Zika vírus, Dengue e Chikungunya” e “Cassi e você contra a influenza”. O surgimento da pandemia de Zika trouxe impactos no cotidiano dos participantes e da própria Caixa de Assistência e levou a Cassi Sede e Unidades a desenvolverem estratégias de enfrentamento à doença, adaptando e criando atividades coletivas que focam sua prevenção, fato esse que também interferiu para a redução do número desses eventos nas CliniCassi. Também foi produzido material educativo e informativo de apoio às ações de saúde programadas das CliniCassi.

Os Serviços Próprios da Cassi realizam atividades coletivas, com propósito educativo, que organiza a assistência à saúde de modo a potencializar o estímulo à reflexão e à mudança de comportamento. As Atividades têm por objetivo estimular a reflexão dos participantes e dos próprios profissionais, a fim de alcançarem um pensamento crítico e disposto ao exercício da transformação, pois esse propósito está alinhado ao cotidiano da Estratégia Saúde da Família (ESF) e aos princípios da Atenção Primária (APS) e do Modelo de Atenção Integral à Saúde, possibilitando assim, a vinculação do participante à CliniCassi e à coordenação de cuidados.

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Na Cassi, as atividades coletivas são conduzidas pelas próprias Equipes de Saúde da Família. Ao todo, foram realizadas 1.075 atividades coletivas, no período de janeiro a novembro de 2016 nas CliniCassi de todo o país, com a participação de 16.930 participantes.

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O que se entende por Atividade Coletiva em Saúde

· atividades em grupo com o propósito educativo, baseadas em dados epidemiológicos e em evidências científicas;

· abordagem de assuntos relacionados à prevenção de doenças e à promoção da saúde, como complemento e auxílio à coordenação do cuidado;

· atividades desenvolvidas por equipe multidisciplinar, com a composição de grupos temáticos, buscando o atingimento dos seguintes objetivos:

- proporcionar troca de experiências e construção compartilhada de conhecimento, permitindo a busca de soluções coletivas para problemas comuns aos grupos;

- estimular a reflexão, a mudança de comportamento, o fortalecimento do autocuidado e o empoderamento do participante;

- permitir a ampliação da rede social.

Atividades em massa, como aferição de pressão e teste de glicose, quando apropriado, estão contidas em atividades coletivas, pois podem agregar uma abordagem educativa e reflexiva, possibilitando ao participante a apreensão de conhecimento e informações, fazendo-o compreender tal ação dentro de um contexto de saúde mais abrangente.


A intersetorialidade pode contribuir de forma significativa para um melhor desempenho das atividades coletivas. No âmbito da Cassi, isso é operacionalizado por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, profissionais e entidades ligadas ao funcionalismo do Banco do Brasil, desde que coordenadas por profissionais de saúde vinculados à ESF e alinhadas ao modelo assistencial preconizado pela Caixa de Assistência. Um exemplo é a parceria das CliniCassi com as Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde nas campanhas de vacinação, especialmente a campanha contra o vírus influenza, que ocorre anualmente, e agrega grande parte da população Cassi em seu público alvo. 

A frequência das atividades coletivas, no entanto, deve ser flexível, de acordo com as realidades epidemiológicas locais e as necessidades e interesses do público-alvo, além da capacidade das equipes de saúde. No caso de eventos isolados, como as caminhadas de saúde ou atividades solicitadas pelo Banco do Brasil e entidades representativas, também consideradas ações coletivas, são sempre relacionadas às diretrizes estabelecidas para os Programas de Saúde da Cassi. 

Certo é que as iniciativas de promoção e prevenção devem ter por base estudos epidemiológicos consistentes e evidências científicas sustentáveis. Isso para que a Cassi possa reunir diferentes grupos de participantes com necessidades de saúde análogas, buscando uma melhor qualidade de vida individual, familiar e social.

Vale lembrar que essas iniciativas de promoção e prevenção se renovam periodicamente, para que os grupos possam decidir e vivenciar diversas abordagens sem vícios, acomodação ou assistencialismo.


Informações institucionais da Cassi e sobre saúde.

Sala de Espera

Uma iniciativa implementada em 2016 foi a divulgação de dicas e ações de saúde desenvolvidas pelas CliniCassi nos televisores das salas de espera desses serviços. A utilização do ambiente de sala de espera é um grande ganho, possibilita um espaço acolhedor e ameniza o possível desgaste associado ao tempo de espera por algum atendimento.

Neste sentido, considerando as necessidades dos participantes, além da educação em saúde em forma virtual, por meio dos televisores, as CliniCassi utilizam a sala de espera como “espaço potencial”, sendo um território onde ocorrem trocas entre o indivíduo e o meio. Por meio da sala de espera, os profissionais de saúde têm a oportunidade de desenvolver atividades que extrapolam o cuidado e auxiliam na prevenção de doenças e na promoção da saúde.


Objetivos alcançados com as ações de saúde

- Avaliação das condições de saúde da população, bem como de sua evolução.

- Estímulo dos participantes ao autocuidado e à adoção de hábitos saudáveis de vida.

- Vínculo dos participantes à ESF.

- Reunião periódica com a população assistida para apresentar a ela informações básicas para melhoria das condições de saúde.

- Avaliação do processo de atendimento à saúde realizado pela CliniCassi e pela Rede Credenciada/Referenciada.

- Avaliação dos níveis de produtividade/resolutividade das Equipes das CliniCassi.

- Avaliação do grau de satisfação do participante em relação aos serviços prestados.

- Avaliação do número de adesão às atividades coletivas para realização de outras com temas semelhantes ou mesmo com outro tema, a fim de alcançar um maior número de participantes e influenciar de forma direta na mudança de estilo de vida.


O processo de educação estimula nos participantes a responsabilidade do autocuidado, em um ambiente que além de acolher, gera um processo crítico/reflexivo, possibilita levantar as necessidades dos participantes, buscando intervir junto com eles e não apenas para eles, contribuindo ativamente para a efetivação dos princípios e diretrizes do Sistema de Saúde da Cassi.


Fortalecimento da Estratégia Saúde da Família

Em visitas às Unidades, o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, estabeleceu parcerias com as Entidades Representativas e o Banco do Brasil, a fim de divulgar a Estratégia Saúde da Família, bem como sensibilizar os participantes em relação a importância de ter a CliniCassi como porta de entrada preferencial para o sistema de saúde.

Até o momento foram elaborados e disponibilizados 8 (oito) Informes Saúde Cassi, com temas relacionados à Estratégia Saúde da Família (ESF), a saber:

- Sabe qual a estratégia da Cassi para cuidar melhor da sua saúde?;

- Atenção Integral;

- Bons hábitos de vida;

- Coordenação de Cuidados;

- Diferenças com o modelo tradicional;

- Equipe de saúde ao seu dispor;

- Família é importante, e

- Grupo de Vida Saudável.


Das 27 Unidades Cassi, 24 iniciaram a divulgação do material e as demais iniciarão em janeiro de 2017. A publicação e divulgação dos Informes Saúde Cassi são realizadas pelas CliniCassi, Entidades Representativas, Conselhos de Usuários da Cassi, Sindicatos de Bancários e Superintendências do BB e Gepes, por meio de e-mails, intranet, murais, jornais dos Sindicatos, superblogs do Banco, portal das entidades e whatsapp.

A divulgação desses Informes Saúde nos meios de comunicação das Entidades Representativas e do Banco do Brasil gerou manifestação de interesse, pelas Superintendências, em estreitar o relacionamento com a Cassi e colaborar com a divulgação dos Informes para os funcionários da ativa. Ainda, oportunizou maior empoderamento dos Conselhos de Usuários sobre o Modelo Assistencial adotado pela Cassi, seus benefícios, dificuldades de operacionalização e disponibilidade em participar de ações que fortaleçam o modelo preconizado pela Instituição e o equilíbrio financeiro.

Como resposta ao objetivo central desse trabalho, houve um aumento da procura por atendimento nas CliniCassi, relatado pelos gestores desses serviços, atrelado à curiosidade por parte dos participantes, de saber o que é a ESF e como funciona. Esse movimento gerou, também, maior facilidade de acesso das Equipes ESF para desenvolvimento das atividades nas agências e divulgação dos serviços de saúde oferecidos pela Cassi.


Balanço do Mandato: ver parte I, parte II, parte III.


Fonte: Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

27.12.16

Agenda do Diretor de Saúde da Cassi (DF)



Olá prezad@s associad@s, amig@s e companheir@s de lutas,

Nossa semana de trabalho será toda voltada para agendas internas de gestão aqui na Sede da Cassi em Brasília.

Além de leitura e deliberação da pauta da reunião semanal de Diretoria Executiva nesta segunda 26 e terça 27, estamos encaminhando temas técnicos de relevância para nossa entidade para o ano de 2017. Acabamos faz poucos minutos (19h) reunião com gestores de nossa área.

Em relação à Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, seguimos avaliando na forma de balanço de gestão os objetivos estratégicos que já percorremos nestes 30 meses de representação eleita toda voltada para o fortalecimento da participação social, para a defesa do princípio da solidariedade na Cassi e ampliação da cobertura do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF). Além dos 3 textos que já publiquei com balanços neste mês, faremos outros.

Ler Balanço de gestão aqui: parte I, parte II, parte III.

Além dos princípios citados acima, que perseguimos desde o início de nossos trabalhos, procuramos definir estratégias para atuar na promoção de saúde e prevenção de doenças em relação aos trabalhadores da ativa. 

O longo percurso que fizemos em todos os Estados brasileiros neste período é para que possamos unir esforços e parcerias em 2017 e nos próximos anos na atuação preventiva ou no monitoramento de doenças crônicas ou riscos à saúde que já possamos identificar nos Exames Periódicos de Saúde (EPS) e nos checkups em mais de 100 mil bancários.

A melhoria na comunicação entre a Cassi e os associados é outro objetivo que sempre temos em nossas metas, a partir da área em que atuamos: a saúde. Em janeiro, publicaremos o 30º Boletim Prestando Contas Cassi e temos também um compromisso com cada associado e associada, além das entidades representativas e lideranças, de seguir publicando informações sobre a Cassi e tudo que a envolve e prestando contas de nosso mandato de representação.

Acompanhem e mantenham-se mobilizados porque a nossa luta pela Cassi e associados é sempre contra-hegemônica, nós atuamos em um mercado de prestação de serviços de saúde bastante complicado, e nossa missão é na busca da Atenção Integral e não visamos lucro, e quanto mais conhecimento e empoderamento a comunidade de participantes assistidos tiver, melhor uso teremos dos recursos da Cassi na busca de soluções em saúde.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

23.12.16

Natal é tempo de agradecer e renovar esperanças




BALANÇO DO MANDATO (PARTE III)

Olá prezad@s associad@s da Cassi, companheir@s e amig@s da comunidade BB,

Estamos fechando esta semana de trabalho na gestão da Cassi. Sou Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, eleito pelos associad@s da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão do País.

Disse dias atrás aos leitores que nos acompanham, que estamos fazendo estudos e balanços de nosso trabalho à frente desta entidade de saúde dos trabalhadores. 


SUSTENTABILIDADE DA CASSI - ETAPA VENCIDA E NOVAS A SUPERAR

Entendo que nesses 30 meses de gestão, contribuímos para que a Cassi superasse uma etapa de sua busca pela sustentabilidade no Plano de Associados, bem como trabalhamos incansavelmente para recuperar o foco da entidade na ampliação da cobertura do Modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Caixa de Assistência se dá através da Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF). 

Sobre a etapa superada, saímos de duas propostas do patrocinador BB, entre 2014 e 2015, que onerava só associados e Cassi, para a "Proposta Final", consubstanciada no "Memorando de Entendimentos" com as duas partes acordando contribuições extraordinárias de cerca de 500 milhões/ano (2017, 2018 e 2019) para a Caixa de Assistência ter tempo para ampliar sua missão de Atenção Primária, promoção de saúde e prevenção de doenças para o conjunto da população assistida. Agora é só não permitirmos que o foco seja desviado. NÃO TEMOS TEMPO A PERDER!

Nestes 30 meses de trabalho, a estratégia adotada por mim e nossas equipes de trabalho foi intensa no âmbito interno, pois definimos novos estudos e a busca de dados estatísticos e epidemiológicos em nossas áreas para informar melhor todos os públicos Cassi, tanto da governança, do patrocinador Banco do Brasil, quanto das entidades representativas do corpo social. O desafio no âmbito externo foi maior ainda, pois a Cassi está instalada num País continental, para atender a uma população distribuída pelo Brasil de acordo com as necessidades e estratégias de gestão adotadas pelo Banco patrocinador.

Para cumprir nosso objetivo de levar o conhecimento sobre o que é a Cassi, como ela funciona, quais objetivos temos na estratégia da operadora, as dificuldades diversas existentes para cumprir sua missão etc, sabíamos que nosso papel estratégico era, é e continuará sendo o de estar junto às bases sociais da Caixa de Assistência. Fizemos isso nos anos de 2014 (ler AQUI), no ano de 2015 (em revisão dos dados) e em 2016.




AGENDA DE GESTÃO DA DIRETORIA DE SAÚDE E REDE DE ATENDIMENTO NOS ESTADOS E DF EM 2016

Pautamos hoje para a última reunião ordinária da Diretoria Executiva da Cassi uma súmula de conhecimento com uma síntese do esforço que nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento fez em 2016 em visitar e buscar parcerias em todos os Estados brasileiros. Eu fico feliz e grato, por cada palavra, gesto e agradecimento que recebemos das mais diversas lideranças da Comunidade e de associad@s pelo esforço que fizemos em estar junto a eles para levar informações de qualidade sobre nossa entidade e o setor de saúde suplementar e para ouvir bastante as demandas, críticas e sugestões que esta comunidade de mais de 700 mil vidas tem a nos dizer.

Além da nossa participação com estudos, posições e manifestações em 65 reuniões de Diretoria Executiva neste ano (com centenas de súmulas), mais as reuniões do CD e do CF, que ficamos à disposição dos conselheir@s, realizamos dezenas de agendas de gestão e parcerias nos Estados e, para a ampla maioria delas, acabei usando recursos próprios ou de entidades dos associad@s para estar presencialmente com a Comunidade BB. O esforço foi necessário pela condição contingenciada na operadora, condição que volta à normalidade a partir de janeiro de 2017.

Foram 20 viagens de trabalho aos Estados com recursos próprios (SP, RJ, DF, BA, AC, SE, MS, ES, RR, AM, GO, PR, SC, RN, PB, PE, CE); 9 viagens com recursos de entidades representativas (PI, PB, RO, AL, PA, RS, TO, MT, MA) e 6 viagens com recursos da Cassi (AP, RO, MG, MA, AL, GO, normais na entidade, principalmente nas áreas-fim, como as diretorias de Saúde e Rede e Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes). 

Fizemos 10 Conferências de Saúde; fizemos 27 agendas de parcerias por promoção de saúde e prevenção de doenças com órgãos do BB nos Estados e DF. Todas as agendas focaram dar mais conhecimento aos associados e participantes a respeito da Cassi e do modelo assistencial. 

É tão importante esse trabalho de dar pertencimento aos associad@s e adequar expectativas sobre direitos e deveres na Cassi que, se apenas 1 (um) entre os milhares de participantes tiver deixado de judicializar ou reclamar na ANS por qualquer motivo contra a Cassi, todo o recurso desse percurso de trabalho acima já estaria "pago". Uma judicialização ou reclamação à ANS pode custar mais de 60 mil reais e esse trabalho realizado "investiu" menos que isso.

Bom, com o fechamento dessa etapa de nossa jornada de lutas (iniciada em 2014 com a procura por nós das entidades sindicais e representativas para o calendário de luta e negociação com o BB pela Cassi), com a aprovação pelo corpo social de recursos extraordinários pelos próximos 3 anos para o Plano de Associados buscar a sustentabilidade, e com a volta da normalidade administrativa na operadora a partir de 1º de janeiro (fim do contingenciamento aprovado pelo CD neste mês de dezembro), esperamos seguir com nosso trabalho, que vocês acompanharam nestes 30 meses, avançando na missão de atender mais associados pela Atenção Primária (APS), pela ESF, com mais equipes de médicos de família e pronto atendimento e seguiremos com vocês presencialmente para levar mais informações de qualidade.



Eu deixo um agradecimento muito especial às nossas equipes de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, lotadas na Sede da Cassi em Brasília, e um agradecimento muito fraterno a cada trabalhador da Cassi nas 27 Unidades Administrativas e CliniCassi por esse Brasil afora. Somos responsáveis pela gestão dessa estrutura de atendimento, que chamamos de área-fim na Cassi, e ao ligar para cada uma das Unidades nesta semana, agradeci pelo acolhimento diário e solução de problemas que a equipe de funcionários realiza para mais de 700 mil assistidos da Comunidade Cassi.

Agradeço também todas as demais equipes das Diretorias e Presidência da Cassi, o pessoal da Central, da Cepag, da Auditoria, enfim, tod@s do quadro da Cassi, e também do patrocinador BB, que estão conosco ao longo do ano, debatendo e buscando soluções em saúde para os participantes da Comunidade.

Nós seguiremos apresentando estudos e balanços que estamos fazendo, e lembro que as potencialidades da Cassi e equipe de profissionais, dos associados, das entidades representativas, e do patrocinador BB são muito maiores que a "concorrência" na saúde suplementar. 

Nosso papel será o de continuar lembrando dessas potencialidades e lutando para que elas se realizem em benefício da reorganização dos serviços de saúde da Cassi, baseados na Atenção Primária, promoção, prevenção, reabilitação e recuperação dos participantes, e monitoramento através da ESF, com o controle do agravo de doenças crônicas e riscos diversos para a saúde dessa população Cassi.

Obrigado a tod@s e estamos firmes no nosso propósito.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

19.12.16

Cassi - Opinião do Diretor de Saúde sobre perspectivas e sustentabilidade



Reunião de parcerias pela saúde entre
Cassi, Super e Gepes Maranhão.

BALANÇO DO MANDATO (PARTE II)


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estivemos em São Luís do Maranhão cumprindo agenda de trabalho da Cassi e da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Participamos da VIII Conferência de Saúde no Estado e apresentamos uma palestra sobre "Sustentabilidade da Cassi". Também nos reunimos com a Superintendência e a Gepes para reforçar o compromisso de atuação focada na promoção de saúde e prevenção de doenças no ano de 2017.

Com a agenda no Maranhão, fechamos um ciclo de palestras ministradas entre 2015 e 2016 nos 26 Estados e no Distrito Federal abordando a Sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência. Neste percurso, levamos conhecimento técnico e histórico a 2.883 participantes que estiveram nas Conferências, grupo seleto de pessoas, porque estivemos com a nata das lideranças das instituições da Comunidade Banco do Brasil, pessoas formadoras de opinião.

Antes de apresentar de forma sucinta o que abordamos sobre a Sustentabilidade da Cassi, quero deixar um agradecimento especial a tod@s os funcionários da Caixa de Assistência pela dedicação à entidade e às nossas vidas; agradecer muito às entidades sindicais e associativas que de alguma forma nos apoiaram com recursos e apoio logístico para podermos realizar as 27 Conferências num momento em que não tive, por causa do orçamento contingenciado, aprovação de recursos para realizar eventos tão essenciais de participação social; e agradeço a compreensão da família pela longa ausência que a minha dedicação à Cassi tem causado, deixando a esposa e filho sozinhos na solução de problemas familiares.

Antes ainda de falar um pouco sobre a Sustentabilidade da Cassi e o que espero para os próximos 3 anos em que estaremos todos sob um período de receitas extraordinárias na Cassi (2017/19) com estudos e busca de mais eficiência na operadora, comento um texto que vi em rede social de um determinado grupo que avisa estar de olho na direção da Cassi (é bom que tod@s acompanhem a Cassi mesmo) e o texto do grupo faz algumas "sugestões" prejudiciais para a Caixa de Assistência no que ela é em essência. 

Imaginem que o grupo propõe reduzir despesas com funcionários, fechar CliniCassi, reduzir a participação dos associados na gestão (já não bastam os ataques que os trabalhadores estão sofrendo com o atual governo e Congresso), exigem divulgação pública das decisões estratégicas do CD e Diretoria da operadora como se a Cassi não estivesse inserida num mercado de 140 bilhões (indústria da saúde suplementar) em disputa com os demais planos; faz críticas sobre a qualidade da estrutura física que acolhe nossos assistidos - não no sentido de melhorar a rede própria de atendimento, mas para piorá-la -, como se algum participante trocaria atendimento em rede credenciada de qualidade para ir a locais pouco adequados a receber bancários e familiares. 

Enfim, além de já insinuarem que farão campanha pela não aprovação das contas da Cassi (é direito deles fazer isso), cobram que o patrocinador BB troque todos os seus indicados na operadora, o que entendo não ser adequado porque o movimento dos associados sempre cobrou uma permanência maior por parte dos indicados, para que a governança tivesse uma sequência maior de trabalho e encaminhamento de projetos estratégicos.

Enfim, segue abaixo um resumo simples do que temos abordado nas Conferências.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)




Sustentabilidade da Cassi

No início das Conferências, mostramos aos participantes o cenário do setor de saúde suplementar no Brasil. Um quarto dos brasileiros (50 milhões) tem planos de saúde, e em geral, planos coletivos fornecidos por seus empregos. As mais de 800 operadoras de saúde se dividem em medicinas de grupo, seguradoras, cooperativas, autogestões e filantropia. A Cassi é a maior autogestão do País, e este segmento que não visa lucro cuida de cerca de 5 milhões de vidas. 

Diferente das operadoras que visam lucro e têm preferência por clientes jovens e sem grandes demandas de saúde (porque este perfil é superavitário na relação receitas x despesas), as autogestões têm perfis de públicos mais idosos e com maior demanda por saúde: enquanto a sinistralidade do setor privado que visa lucro fica entre 80 e 84%, nas autogestões que não escolhem público, a sinistralidade passa dos 95%.


O setor de saúde suplementar passa por crise de sustentabilidade,
e vários são os fatores como custo da variação médico hospitalar,
maior que inflação oficial, Fee for service em relação à conta hospitalar,
e modelo centrado na especialidade ao invés do médico de família e
 Atenção Primária, a base do modelo exitoso da Cassi.

Um fator comparativo central para saber se a Cassi é eficiente ou não com sua despesa administrativa é olhando para os dados de todo o setor de saúde suplementar (ANS 2015). Enquanto a estrutura própria do setor custa em média 11,5%, as autogestões têm média 12,7% e a estrutura que visa lucro, mais parecida com a Cassi, são as medicinas de grupo, que têm média de 12,4%. 

Já a Cassi, mesmo tendo uma estrutura ainda inadequada para cumprir sua missão de Atenção Primária para o conjunto de sua população assistida, tem uma despesa administrativa de 10,6%, muito menor que todo o setor. E olha que a despesa administrativa real em 2015 foi de 9% e não 10,6% porque houve um evento extraordinário de provisão em 2015 (pág. 22 do Relatório Anual). E mais: a despesa administrativa da Cassi, menor que todo o setor, é a que congrega hoje a Sede, a Central 0800, a Cepag, as 27 Unidades Administrativas e as 65 Unidades de Atendimento à Saúde (CliniCassi). Já acompanhamos e cuidamos de 180 mil participantes cadastrados na Estratégia Saúde da Família (ESF) e temos 142 equipes nucleares de família. Todos os dados de gestão nos mostram que a Cassi faz mais com menos. E o próprio patrocinador BB tem visto isso nos debates internos que fazemos na operadora.


Observem que a nossa Cassi já realiza um trabalho bastante eficiente
ao ter mais de 700 mil participantes e cuidar pela Atenção Primária cerca
de 180 mil pessoas. Mas para avançar no modelo é necessário ampliar a
estrutura própria com mais equipes de família, médicos de pronto atendimento
e desinternação hospitalar através do PAD. É a proposta da Diretoria de Saúde
já para os anos de 2017, 2018 e 2019.

O que estamos apresentando como real perspectiva de equilíbrio e sustentabilidade para a nossa Caixa de Assistência nos próximos anos, sem afetar direito algum dos participantes, e sim, estendendo o direito aos associados em serem cuidados pelo Modelo de Atenção Integral e ESF nos próximos anos, é investir recursos na estrutura própria de Atenção Primária, o modelo preventivo e que promove saúde, além de monitorar doentes crônicos e reabilitar e recuperar os assistidos.

Enquanto buscamos melhores estratégias de relação com a rede prestadora de serviços de saúde, fator que consome mais de 90% dos recursos da Cassi e que não se resolve com rapidez porque não depende somente do desejo da Cassi (estamos no mercado), podemos ampliar a Atenção Primária e o Modelo que mostramos acima, mais racional e eficaz, com muito menos recursos. 

A Cassi deve completar a sua reorganização da
 rede de serviços de saúde, com base na
 Atenção Primária e melhor uso da rede credenciada.

Se nos permitirem em 2017 alocar recursos administrativos para sairmos dos atuais 10,6% (ou 9% em 2015) chegando à média do Setor Saúde (11,5% ou 12,4% nas medicinas de grupo), teremos boas perspectivas de fazer mais promoção e prevenção com algumas dezenas de milhões investidos a mais na estrutura própria. Estamos falando em investir na Central, em mais equipes médicas, Plano de Cargos e Salários para os funcionários da Cassi (prometido a eles desde 2008), treinamento e capacitação, mais autonomia e alçadas para as Unidades de Atendimento e Central, mais recursos para atividades que deem conhecimento da Cassi ao seu público como, por exemplo, melhorar a comunicação e a relação com associados nos Estados.


Quando chegamos à gestão da área de saúde da Cassi,
o Modelo de Atenção Integral e ESF estavam sem ampliação
na cobertura da Atenção Primária. Nossas unidades fizeram
um grande esforço para ampliar em 20 mil vidas cuidadas,
mesmo com orçamento contingenciado
.

Como diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, responsável por avançar a cobertura do Modelo de Atenção Integral e ESF/Atenção Primária e pelas unidades administrativas e CliniCassi, afirmo que precisamos de recursos para ampliar em 2017 o cuidado aos participantes. 

Quando chegamos à Cassi, no meio de 2014, a ESF estava sem prioridade na Cassi, mesmo com o esforço feito pelas unidades e os funcionários apaixonados e dedicados pelo que fazem. Nós buscamos defender o modelo e ampliar a cobertura que pode acompanhar e até mesmo salvar vidas diariamente, identificando e acompanhando doentes crônicos e com riscos de saúde. Conforme tabela acima, ampliamos em 20 mil vidas a cobertura da ESF, mas só é possível avançar mais e quiça salvar vidas com ampliação da estrutura de Atenção, hoje no limite da capacidade instalada.


Estamos avançando nos estudos de comportamento no uso de
rede credenciada por participantes cuidados pela Atenção Primária
em relação aos participantes que ainda não são vinculados ao modelo.
Os graus de complexidade 2 e 3 são os grupos das maiores despesas
assistenciais e o gasto per capita é menor nos vinculados.

Nós realizamos nos dois últimos anos, estudos e pesquisas que nos deram muitos motivos para defender e ampliar o Modelo Assistencial da Cassi. Comparamos um grupo de participantes vinculados à Estratégia Saúde da Família com um grupo de participantes que nunca fizeram parte do programa, ambos grupos usando a rede credenciada em 2015, observando os mesmos graus de complexidade de cada grupo (2 e 3) e os estudos nos mostram que o segmento vinculado à ESF tem um comportamento de despesa per capita na rede prestadora menor que o do segmento que nunca foi cuidado por nós na ESF.

Não à toa, até a saúde suplementar que visa reduzir custos e obter lucro (mercado) está investindo em medicina e médico de família. Mas a Cassi tem uma vantagem imensa se ampliar a cobertura de seu modelo: nosso público não é volátil, não entra e sai conforme o comportamento do mercado. São participantes do Plano de Associados e vamos cuidar deles por décadas.

É isso, estamos há mais de dois anos partilhando informações e conhecimento sobre a Cassi e o nosso modelo de Atenção Primária. Não há tempo a perder sequer em 2017, o que dirá nos próximos anos.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

18.12.16

Balanço do Mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (Parte I)





Olá companheir@s, amig@s, colegas do Banco do Brasil e associad@s,

Neste final de ano de 2016, estamos concluindo uma etapa de nossas lutas à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma operadora de saúde no modelo de autogestão, compartilhada entre os trabalhadores e o patrão.

Nosso mandato começou em junho de 2014 e adotamos uma estratégia de trabalho e gestão com etapas a serem vencidas a partir do que propusemos aos associados na campanha eleitoral e pelo diagnóstico que fizemos da Cassi (a gestão) e de como ela se encontrava em relação à comunidade de associados e participantes e suas entidades representativas e em relação aos setores de saúde suplementar (planos de saúde) e complementar (prestadores de serviços de saúde) nos quais ela está inserida na sua operação diária para atender às demandas de saúde de mais de 700 mil participantes.

Nesses 30 meses de mandato, eu coloquei toda a experiência que adquiri ao ser dirigente nacional dos bancários do BB por mais de uma década. Também pensei estratégias aproveitando o que aprendemos nas áreas do movimento social que lidam com formação, comunicação, saúde, previdência, negociação coletiva, história, organização e política. A história de lutas da classe trabalhadora é belíssima, é inspiradora, é desafiadora e, ao mesmo tempo, é feita de derrotas, de decepções e recomeços em busca de uma vida melhor, mais justa e igualitária.

Nossa tarefa foi e continua sendo conjugar o estudo da Cassi em si mesma e o setor em que ela atua, e ao mesmo tempo fazê-la sair do total desconhecimento de seu público dono e usuário.


É NECESSÁRIO REGISTRAR E COMPARTILHAR A HISTÓRIA DAS CONQUISTAS DE DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA

No movimento sindical, sempre discutimos o quanto faz falta não ter a nossa história de lutas registrada, catalogada e reproduzida para as novas gerações. Até que melhoramos um pouco nas últimas duas décadas e as entidades sindicais e associativas começam a compilar e fazer seus materiais de registro histórico, organizar seus CEDOC. Mas ainda hoje, a maior parte de nosso acúmulo e saber é oral e o risco de perder o conhecimento da classe trabalhadora é muito grande.

Antes de ser eleito para a Cassi, eu já tinha planos de organizar materiais em relação às campanhas salariais do Banco do Brasil, pois participei e ajudei a construir as lutas e colher os resultados como diriginte eleito entre 2002 e 2014, e também atuei na área de formação na Contraf-CUT, por onde estive por quase seis anos. Abortei a ideia dos livros por ter começado outro desafio em minha vida, a Cassi.

No entanto, ao começar a rever o nosso percurso de lutas em defesa da Cassi, dos associados, do modelo de autogestão e de Atenção Primária da entidade, e conhecer os funcionários de carreira da Cassi, percebi que é uma obrigação nossa compilar e registrar uma bela história coletiva de lutas que ajudamos a construir nesse período. Faço isso em respeito também ao banco público em que trabalho e defendo sua existência e fortalecimento, o Banco do Brasil.

Como secretário de formação e de comunicação no movimento sindical, sempre expliquei que temos que construir redes de multiplicadores para alcançar com qualidade os nossos públicos representados e a organizar. Eu sei o público para o qual atuo. Eu faço de tudo para dar conhecimento e informação a esse público. O desafio é fazer esse público utilizar o que produzimos para eles.

Vou gastar um tempo para organizar tudo, mas já estamos trabalhando nessa revisão e organização faz algumas semanas. Pretendo concluir o trabalho até janeiro ou fevereiro de 2017. E tudo isso fazemos ao mesmo tempo em que atuamos de forma ininterrupta pela Caixa de Assistência.

Independente do número de lideranças que utilizem tudo o que produzimos, é uma obrigação nossa produzir o registro dos conhecimentos na área em que atuamos em nome da coletividade.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Prestação de Contas do Mandato na Caixa de Assistência (Ano 2014)

Alguns números

Conferências de Saúde - participamos de 9 Conferências: AL, GO, MA, MT, PA, PB, PI, RO, RS.

Conselhos de Usuários - participamos de reuniões ou estivemos nas bases com os conselheir@s de usuários de 13 Estados: AL, GO, MA, MT, PA, PB, PI, RO, RS (2x), DF (2x), RJ, SP e PR. Estivemos na pré-Conferência de Saúde de Santa Maria (RS).

Entidades Representativas - Sindicatos em Brasília, Porto Alegre, São Paulo Osasco e região, Piauí, Rondônia, cidade do Rio de Janeiro, Jundiaí, Belo Horizonte, Mato Grosso; ANABB (reunião do GAT); AFABB SP, AAFBB; reuniões na Contraf-CUT; também visitamos algumas Superintendências do BB.

Boletins Prestando Contas Cassi - Publicamos 6 boletins.

Visitas às dependências do BB e delegad@s Sindicais - distribuímos boletins e visitamos bancários no DF, em SP, no RJ, em MG, no MT e em RO.

Gestão - realizamos encontro dos gestores das 27 Unidades Cassi; realizamos o Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários; fizemos planejamento estratégico das diretorias dos eleitos; fizemos reunião com funcionários da Cassi em diversos Estados.

CliniCassi - conhecemos algumas unidades de atendimento à saúde, as CliniCassi.


Além dessas agendas estratégicas para que a comunidade Banco do Brasil passasse a incluir a Cassi em suas agendas e conhecer o que é a nossa entidade de autogestão em saúde, organizada pelo Modelo de Atenção Integral e ESF e Atenção Primária, no ano de 2014 nós tivemos uma agenda pesada de reuniões e produção escrita.

Reuniões de Diretoria Executiva - foram 42 reuniões com a análise e deliberação de 642 documentos.

Matérias no blog Categoria Bancária - entre junho e dezembro de 2014, nós publicamos 88 textos que têm relação ou com a Cassi ou com os direitos dos bancários do BB e associados da nossa entidade.


Estamos analisando o nosso percurso de trabalho de fortalecimento da Cassi e do modelo assistencial também ao longo de 2015 e 2016.

Faremos mais balanços a respeito.


15.12.16

Informações e Agenda do Diretor de Saúde da Cassi (DF e MA)





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos entrando na última quinzena do ano de 2016 e a agenda da Cassi e de nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento segue com compromissos importantes para o presente e o futuro.

Informo aos associados da Cassi que conseguimos encaminhar internamente a etapa final do processo negocial entre o Banco do Brasil e as entidades representativas que culminou com o Memorando de Entendimentos e a consulta ao corpo social. Assinamos o Convênio de Ressarcimento entre a Cassi e o Banco e assim foi possível que a Caixa de Assistência comece a receber a contribuição extraordinária por parte do BB e dos associados já para o mês de dezembro de 2016. Essa é uma etapa de várias outras que virão a partir de janeiro e que pedimos a tod@s que acompanhem conosco.

Com esta etapa das receitas extraordinárias em andamento, caminhamos para que a Cassi possa voltar à normalidade administrativa com um orçamento definido de trabalho para 2017, o que vai contribuir para que possamos melhorar processos de trabalho tanto nas unidades administrativas e de atendimento à saúde (CliniCassi), quanto nas áreas da Sede, Central e Cepag. Será bom para o dia a dia de trabalho de nossa autogestão, sem dizer com isso que desaparecem as dificuldades enfrentadas por outros fatores, não relacionados com contingenciamento administrativo.


Conferência de Saúde e Agenda da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento

Nesta sexta-feira 16 estaremos em São Luís do Maranhão para participar da VIII Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários do Maranhão. Será nossa 10ª Conferência deste ano. Será a 27ª Conferência de Saúde que realizamos sem recursos nestes dois anos de orçamento contingenciado da Cassi por causa do debate sobre o déficit do Plano de Associados.

Eu agradeço o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília por contribuir para que este Diretor de Saúde, eleito pelos associados, possa estar lá em São Luís para partilhar informações sobre a sustentabilidade da Cassi. Eu agradeço muito a contribuição e apoio das entidades representativas por terem aceito nosso pedido de patrocinar a realização dos eventos para que pudéssemos ter em todos os Estados e DF as Conferências levando informações sobre a sustentabilidade da nossa Caixa de Assistência. Esta jornada foi uma prova de que a SOLIDARIEDADE está viva e temos que fortalecê-la entre nós da comunidade BB e classe trabalhadora.


Entre segunda 12 e quinta 15 nossa agenda foi toda dedicada à governança interna da Cassi aqui na sede em Brasília. Tivemos as reuniões dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, além da reunião semanal de Diretoria Executiva. Nossa jornada foi em 3 períodos - manhã, tarde, noite - como tem sido ao longo de nosso mandato de representação dos associados.

Tive reunião de trabalho com nossa equipe de gestão hoje à tarde, porque tanto monitoramos e perseguimos atingir nossos objetivos de planejamento para a área da saúde e das unidades Cassi, quanto já estamos focados nos próximos passos para a Cassi que defendemos em 2017 e próximos anos. Todas as entidades representativas, lideranças e associados que nos acompanham terão informações constantes de nossa parte sobre as discussões que teremos sobre o futuro da Cassi, sobre a Consultoria que o patrocinador BB vai contratar, sobre eventuais divergências de encaminhamento que possam haver em 2017 sobre a Cassi que defendemos.

Estou fazendo um trabalho bastante custoso de revisão e compilação de todo o trabalho realizado para a Cassi, para nossa área de saúde e rede de atendimento e para os associados ao longo dos anos de 2014, 2015 e 2016. A ideia é seguir prestando contas para as entidades representativas e para os associados de tudo que temos feito ao longo deste período.

Abraços a tod@s e sigamos nas lutas pela Cassi que defendemos, pelos direitos em saúde dos trabalhadores e associados que cuidamos e pelos funcionários da nossa entidade. Fortalecer esta autogestão de Atenção Primária é fortalecer toda a comunidade Banco do Brasil e os direitos em saúde dos trabalhadores.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)