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21.7.17

Cassi Acre realiza a VI Conferência de Saúde


Mesa de abertura e plenário da Conferência de Saúde.

No dia 13 de julho, a Cassi e o Conselho de Usuários do Acre realizaram a VI Conferência de Saúde, no Auditório da Federação da Agricultura e Pecuária. O evento contou com a presença de 90 participantes, entre funcionários da ativa, aposentados, representantes da Super, Gepes e entidades ligadas ao funcionalismo.

O tema da Conferência, “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”, foi apresentado pelo Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes de Oliveira, que ressaltou a importância do modelo adotado pela Caixa de Assistência para a qualidade de vida dos participantes.

“Partilharmos informações importantes nesse momento da Cassi, em que o associado e o Banco do Brasil estão contribuindo para ampliarmos o nosso modelo de saúde. A Unidade Acre e todos que ajudaram a promover a Conferência estão de parabéns. A participação do público foi muito boa”, considerou Mendes.

Em sua palestra, o Diretor de Administração e Finanças, Dênis Côrrea, fez uma apresentação sobre o “Panorama da Cassi”. “O encontro foi muito positivo porque permitiu uma reflexão sobre os resultados e o futuro da Cassi. A participação dos associados foi gratificante, mostra que querem atuar, entender a situação da Instituição e compreender os desafios que temos pela frente, nos ajudando a decidir um futuro melhor para a Cassi”, ressaltou Dênis.

O superintendente do Acre, Paulo Henrique Gomes Amaral (Paulinho), também considerou importante mais essa iniciativa da Instituição. “Cada um de nós tem uma responsabilidade com a Cassi: os associados, o Banco e a própria Caixa de Assistência, afinal, ela é um patrimônio nosso. Eu tenho absoluta certeza que todos saíram mais conscientes e preparados para fazer a sua parte e cuidar da nossa Cassi.”


Fonte: Cassi


Post Scriptum:


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi AC.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

A Conferência no Acre fechou uma agenda nossa de trabalho de dois dias muito positiva. Foi a nossa 3ª ida ao Estado como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento. Nunca diferenciei bases sociais da Cassi por importância na quantidade de votos ou tamanho da população assistida.

Na quarta-feira 12 visitamos a Super AC para reforçar as parcerias que havíamos estabelecido em 2016.


Reunião com a Super AC.

Depois do almoço, nos reunimos com o Conselho de Usuários para prestar contas do trabalho que estamos realizando em nome dos associados da Cassi, para ouvir sugestões e fortalecer os laços de pertencimento à nossa Caixa de Assistência.

Eu destaco que fiquei encantado com o boletim que o Conselho de Usuários do Acre criou para falar da Cassi e das questões afetas a ela na base do Estado.

Na quinta 13, antes da Conferência, estivemos na Cassi em reunião de gestão com a equipe de funcionários.


Novo Conselho de Usuários da Cassi AC, biênio 2017-19.

Agradeço o excelente trabalho que a Unidade está realizando para os nossos mais de 1800 participantes. Agradeço também às entidades parceiras e à Super AC que contribuíram muito para que tivéssemos 90 pessoas presentes à Conferência. Se considerarmos a base social no Estado, estamos falando em 5% da base presente ao evento.

Não canso de ir à base como diretor eleito. Dá muito trabalho fazer um mandato como faço desde o primeiro dia de gestão em 2014, mas VALE A PENA.

Falei com mais participantes no Acre do que no próprio Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado semanas atrás em São Paulo.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

15.7.17

Opinião: Planos de Saúde em debate no Congresso


(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília)

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito), William Mendes, e o representante do funcionalismo do BB no Conselho de Administração, Fabiano Felix.

Representantes dos trabalhadores criticam proposta do CFM de que pacientes paguem por consulta


No último dia 4 de julho, o atual presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), em audiência pública na Comissão Especial sobre Planos de Saúde, defendeu que a consulta médica seja excluída dos planos, transformando-se em prática bancada pelo próprio paciente, tendo ou não ressarcimento posterior, a depender das regras contratadas. A defesa da medida se apoia em sua alegação de que isto resultaria em mecanismo inibidor de uso, trazendo economia para a organização envolvida.

Certamente acreditamos que todos devam expressar suas ideias na busca de soluções de sustentabilidade para a saúde suplementar.

Vemos, contudo, esse discurso com alguma reserva. Se por um lado pareça encorajador que o órgão da categoria médica demonstre preocupação com a sustentabilidade das entidades e dos sistemas de serviços de saúde, por outro acreditamos ser a consulta o elemento chave no processo de organização desses sistemas.

A nosso ver, a boa consulta, na qual se faça uma boa avaliação física do paciente e um bom registro do seu histórico clínico e familiar, é contribuição central para a preservação da sua qualidade de vida. E é o ponto, por excelência, em que se faz o registro que garante, de tempos em tempos, a atualização e a integração da história clínica de cada paciente e, por conseguinte, da comunidade humana.

Assim, organizar um sistema de serviços que não dê à consulta um ponto de destaque especial, um papel central na estruturação do processo de recuperação e/ou manutenção da saúde da população-alvo desse sistema, soa como conceber um conjunto de ações que não se interligam, aumentado o risco de baixa resolutividade.

Podemos imaginar que, ao pensar na medida como fator inibidor, tenha se considerado a lógica mais linear de causa e efeito. Assim, uma das teses cogitáveis é a de que, se eu reduzo o ímpeto do "cliente" em buscar a consulta médica, eu diminuo sua ocorrência e, por conseguinte, seus efeitos na geração de outros serviços (exames, terapias, intervenções cirúrgicas). Essa tese, contudo, tem na base a ação de reprimir demandas, ao invés de organizá-las. E na mesma possibilidade de inibir consulta desnecessária, posso estar inibindo a necessária, permitindo que quadros de problemas de saúde se agravem antes de serem tratados pelo sistema de serviços. Nesta hipótese, o paciente pode deixar para procurar o serviço apenas quando o agravamento torna mais visível e palpável sua situação.

Os exames e procedimentos a serem acionados, no momento de agudização das enfermidades, terão complexidade e custo maior, além de uma possibilidade maior de não conseguir evitar outros agravos. A aparente economia redundaria em despesas maiores ao final. E pior qualidade de vida, gerando um sistema menos efetivo, menos satisfatório e menos humano.

Sob outro ângulo - o da cultura de relação de consumo - a proposição permanece preocupante. Com a exacerbação da falta de pertencimento aos sistemas e entidades, a fria relação de consumo que se instala dita a diretriz de "se pago, devo consumir o máximo possível, para fazer valer meu desembolso". Enquanto não superarmos esse triste conjunto de valores estimulados à exaustão por vários atores das relações contemporâneas do setor de serviços, temos que presumir que a exclusão do item "consulta" do conjunto de serviços acessados, ao se contratar um plano de saúde, possa ter também outro efeito adverso: o do desejo de buscar incluir "no carrinho de compras" mais serviços para compensar "mais esse desembolso" incluído no histórico. E de novo, poderemos vivenciar mais uma distorção que faça o "paciente-consumidor" buscar ampliar seu uso de outros serviços do plano (sobretudo exames), concentrando demandas complementares maiores a cada consulta, para "fazer valer seu investimento" e aproveitar melhor a oportunidade desse atendimento que é gerador de outros procedimentos.

O que nós defendemos como ação de efeito moderador para planos de saúde é um pacto de responsabilidade com a sustentação e o propósito da existência dos sistemas de saúde - nossa qualidade de vida. Ou seja, agirmos todos em prol da democratização da informação e da educação em saúde, para que a sociedade volte a deter conhecimento e entendimento suficientes para decidir com sabedoria e racionalidade sobre o uso e a relação que desenvolverá com um sistema de serviços de saúde e com os próprios cuidados preventivos que deva ter consigo mesma. Sem desconsiderar, naturalmente, o aprimoramento de elementos regulatórios e moderadores já consagrados nos sistemas vigentes.

Sabemos que isso não é simples, que é trabalhoso e que pode demandar esforço e tempo expressivos. Mas é o que pode ter resultados que durem. E é disso que precisamos para que nossos sistemas de saúde tenham perenidade.


Fabiano Felix
Representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração do Banco do Brasil
Presidente do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB - Cassi (eleito)

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito)

14.7.17

Cassi Amapá realiza a II Conferência de Saúde


(reprodução de matéria)

Acima, funcionários da Cassi AP e Diretoria.
Abaixo, plenário da II Conferência de Saúde.

A Cassi Amapá, em parceria com o Conselho de Usuários, promoveu, dia 6 de julho, a II Conferência de Saúde do estado. O evento reuniu 73 pessoas na sede social da AABB Macapá, entre funcionários da ativa, aposentados, representantes do BB e do Sindicato dos Bancários.

O presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, o Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida e o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes de Oliveira, também estiveram presentes na Conferência.

O desafio do modelo de atenção praticado pela Cassi foi o tema da abordagem apresentada pelo Diretor William Mendes, que mostrou a diferença entre tipos de atenção à saúde, o perfil da população assistida e os desafios enfrentados pela Caixa de Assistência, como a ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF) e o aumento da capacidade de atendimento pelas equipes de saúde.

O Diretor Humberto destacou em sua apresentação o panorama dos sistemas de saúde na atualidade e como a Caixa de Assistência se insere nesse contexto, além das ações desenvolvidas pela Cassi para vencer os desafios do mercado.

O Presidente da Instituição, Carlos Célio de Andrade Santos, fez uma apresentação sobre o Relatório Anual, os avanços obtidos pela Caixa de Assistência, as etapas do acordo feito com o Banco do Brasil e como estão disponíveis todos esses dados no site da Cassi, de fácil navegação e acesso simples.

Ao final do evento, os novos representantes do Conselho de Usuários para o biênio 2017-2019 foram empossados.

Fonte: Cassi

11.7.17

Defender a Cassi e os direitos dos associados é como o Mito de Sísifo



(atualizado às 9h12, de 11/7/17)




Opinião

"Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...


(Tempo Perdido, Legião Urbana)


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

Iniciamos mais uma semana de gestão e lutas em defesa dos direitos dos associados da Cassi, em defesa da autogestão Cassi, em defesa do Plano de Associados da Cassi, em defesa da participação social na Cassi.

Passei o dia pensando na melhor forma de falar a respeito do que tenho vivido na gestão da nossa Caixa de Assistência e do que tenho tentado alertar em relação ao que vem por aí. Não é fácil!

Fui ler a respeito do Mito de Sísifo - por enganar os deuses e fugir da morte ele foi condenado a empurrar uma pedra montanha acima e ela rolar para baixo e ele ter que recomeçar o tempo todo -, e achei que é mais ou menos isso que enfrentamos há três anos, em nosso trabalho de defender os direitos dos associados e a própria autogestão Cassi.

Quando cheguei à gestão em 2014, havia um senso comum de que a nossa entidade seria mal gerida e ineficiente no uso dos recursos. O modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS), ESF, CliniCassi vivia sendo questionado pelo patrocinador Banco do Brasil e por parte das lideranças dos associados. Havia um déficit antigo no Plano de Associados e não se estudava os porquês.

Hoje temos estudos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento que mostram que o modelo assistencial é responsável pela Cassi utilizar melhor os recursos da entidade na compra de serviços de saúde na rede prestadora quando comparamos a despesa assistencial do grupo de pessoas vinculadas a ESF à de pessoas nunca cuidadas por nós na ESF. A economia com internações chega a 30%. A despesa assistencial da Cassi cresceu menos em 2016 que as despesas das demais operadoras de saúde mesmo comprando os mesmos serviços.

Quando chegamos em 2014 tudo se justificava com lugares comuns, estereótipos, com aquilo que hoje chama-se pós-verdade, ou seja, se o emissor da opinião ou versão tiver mais poder de imposição daquela opinião, pouco importa a verdade factual. Há uma certa facilidade em se falar mal da Cassi por parte de vários atores do processo.

O primeiro texto que comecei a fazer hoje, e interrompi, já começava a ficar extenso. Também pudera, não se pode falar de questões tão complexas, técnicas e com disputa de versões de forma simplista, porque estamos lidando com a questão da saúde e quem paga a conta por ela. É um tema de disputa entre capital e trabalho. Não há inocência, não há neutralidade, não há decisões somente "técnicas" nesta área que nos colocaram para representar centenas de milhares de trabalhadores associados e seus dependentes.

As decisões mais fáceis, mais simples, até mascaradas com argumentos técnicos, são as decisões que vão prejudicar os trabalhadores associados que eu represento na gestão. Todo dia temos que percorrer o caminho mais difícil, enfrentar as hegemonias, os lugares comuns. É por isso que nosso trabalho é parecido com o Mito de Sísifo. É um eterno recomeçar na defesa dos interesses daqueles que representamos.

Eu não vou poder me alongar porque ainda estou estudando a pauta gigante da reunião de Diretoria Executiva desta terça 11. Mas vou dar algumas dicas de tudo que vem por aí.

Nós contribuímos ao chegar à gestão para que o Banco do Brasil não impusesse o ônus somente aos associados como "solução" do déficit do Plano de Associados. A história dessa luta é pública e ao final de 2 (dois) anos de pressão, unidade e mobilização, o Memorando de Entendimentos foi assinado com as duas partes colocando recursos extraordinários na Cassi. Todas as entidades representativas da mesa sabem que só a entrada de recursos até 2019 não é suficiente, sem ampliar o modelo assistencial e sem haver investimentos nas atividades fim. Aliás, NÃO houve reposição das reservas livres do Plano, ou seja, se houver déficit até na sazonalidade, vamos fazer o que? Voltar com as propostas do Banco que rejeitamos?

Nós trouxemos de volta a importância da defesa do modelo de custeio solidário mutualista intergeracional (o quem paga a conta) e todos à época compreenderam que sem ele, os participantes serão expulsos do Plano de Associados por não conseguirem pagar na hora que mais precisarem. Os idosos e aposentados não conseguiriam arcar com suas despesas assistenciais sozinhos.

Nós explicamos que a Cassi precisa ampliar sua estrutura própria de saúde, baseada na Atenção Primária e ESF, para utilizar de forma mais racional os recursos da Caixa de Assistência na compra de serviços na rede prestadora, com preços cada dia mais impagáveis por diversos motivos de mercado e legislação, e explicamos que a Cassi não tem muitas alternativas para alterar sua relação com o mercado privado de saúde. Inclusive por causa de seu tamanho, somos "grande" como autogestão, mas "pequena" como operadora que compra serviços.

Nós produzimos muita, mas muita informação nestes 3 anos sobre a Cassi, sobre nosso modelo assistencial, sobre as autogestões, sobre os direitos sociais dos bancários, e tudo isso principalmente para as entidades sindicais e representativas e para os conselhos de usuários, e suas lideranças. Isso porque temos a leitura que não falamos com a massa, falamos com suas lideranças.

Quem fala com a massa são os meios de comunicação dos empresários, quem fala com a população, incluindo os bancários da ativa e aposentados, são os donos dos meios de comunicação, não somos nós que representamos os associados da Cassi. Aliás, saúde das pessoas é negócio, é mercadoria, o setor movimenta mais de 150 bilhões de dinheiros. Então, não há inocência na relação entre o mercado que vende serviços de saúde e aqueles que compram, ou seja, os planos de saúde e seus usuários (donos, no caso da autogestão Cassi).

A ANS suspendeu a entrada de novos participantes nos planos da Cassi por causa de determinado número de reclamações por trimestre. O principal plano é dos trabalhadores do Banco do Brasil, e ele não é comercial, é coletivo empresarial fechado e quem aponta os novos associados é o próprio Banco. Já disse tanto para os indicados do BB na gestão quanto para as entidades dos bancários que acho que o órgão regulador não está "protegendo" os usuários de planos ao fazer isso (a suspensão). Na minha opinião, a ANS está prejudicando e muito os bancários novos do BB que vierem a ser contratados. A Cassi precisa ser defendida!



Sísifo, de Tiziano Vecellio, 1548-1549.
Wikipedia.
Após todo o debate que fizemos entre 2014 e 2016 em defesa dos direitos dos associados da Cassi, vai voltar toda a carga de pautas por parte do patrão Banco do Brasil neste próximo período. Na minha leitura, isso se dará, inclusive, com a chegada da consultoria contratada por ele, para que se aumente o ônus do custo da saúde (e doença) para os associados e não para o Banco. Além de sugestões de governança para desequilibrar mais ainda o poder interno entre áreas afetas ao Banco e áreas afetas aos eleitos pelos associados. E novamente, pode ser que tenha gente do nosso lado defendendo as teses contra si mesma.

Quebrar a solidariedade e cobrar mais por dependentes só onera o associado e não o patrão; criar franquia para internação só onera o associado e não o patrão; aumentar as coparticipações só onera o associado e não o patrão; suspender qualquer programa de saúde na Cassi e deixar os associados com adoecimentos e doenças crônicas à própria sorte só onera eles e não o patrão.

Quando aparece um déficit no Plano de Associados, a primeira coisa que se propõe internamente na gestão são soluções "técnicas" e sem necessidade de mudança estatutária e nós já conhecemos quais são elas por parte do patrão. A Cassi está com seu modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças, APS e ESF, sem investimento em ampliação há anos. É uma coisa louca, porque a legislação não obriga a se investir em Atenção Primária que descobre doenças crônicas e permite tratá-las. Se não é lei, na contingência: corta. Mas os agravamentos das doenças crônicas, infarto, AVC, aneurisma etc, com alto custo de salvamento e pós salvamento, não tem como cortar porque é lei. É louco isso! Não posso ampliar algo com custo de investimento pequeno, mas sou obrigado a pagar na rede prestadora o alto custo de não ter feito Atenção Primária. Vai explicar isso para os "cabeça de planilhas".

De onde vem os recorrentes déficits da Cassi? A resposta é multifacetada, tem diversas origens e responsáveis. Além dos fatores do mercado, que são conhecidos pelas lideranças dos associados, o patrocinador BB também tem sua cota de culpa, depois de alterar a base da receita da Cassi nos anos noventa congelando salários por anos, reduzindo o interstício do PCS de 12% para 3%, acabando com o anuênio, enfim, esses fatos foram responsáveis pelo déficit por muito tempo. Quem menos tem responsabilidade no déficit são os associados e participantes.

A comunidade Banco do Brasil parece não conseguir ficar livre de sua cota do Mito de Sísifo. Depois de tudo que ocorreu nos anos noventa, o Banco voltou a crescer neste início de século 21, voltou a contratar e fazer seu papel social, por mais acanhado que tenha sido. Ao voltar a enxugar o quadro, reduzir o salário de milhares de trabalhadores, descomissionar e não realocar todo mundo, fechar centenas de agências, terceirizar sua atividade fim, o Banco está novamente afetando a base da receita do Plano de Associados. E a história mostra que na hora de pagar a conta de eventual déficit da Cassi, é sempre a lógica de querer onerar os associados e ou retirar direitos em saúde.

Tem diversas outras questões que vão voltar à pauta. Diversas. 

O que mais cansa o nosso trabalho de Sísifo não é ver o desconhecimento técnico e político dos milhares de associados e participantes da Cassi no momento de necessidade de atendimento na rede prestadora de serviços de saúde (às vezes, com pedidos questionáveis para liberação) porque eles não têm obrigação de saber tudo o que já partilhamos de conhecimento com as lideranças e suas entidades. Cansa ter que recomeçar quase do zero com lideranças do nosso lado o tempo todo.


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"Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente..."

(Tocando em frente, Almir Sater)

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Abraços aos leitores resistentes que chegaram até o fim do artigo.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

7.7.17

Diretoria de Saúde da Cassi - Fechando duas semanas de trabalho com avanços na Participação Social



Reunião com os funcionários da Cassi Amapá.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estamos encerrando duas semanas ininterruptas de trabalho e luta pela Cassi e pelos direitos dos associados que representamos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento.


NA BASE SOCIAL - AMAPÁ

Nesta semana estivemos no Estado do Amapá para uma agenda de fortalecimento da participação social e para ampliar o conhecimento do Corpo Social sobre a nossa Caixa de Assistência. Foi a nossa 3ª ida ao Estado a trabalho.


Reunião da Cassi com a Super BB Amapá.

Na quarta-feira 5 fizemos reunião de gestão com os funcionários da Cassi AP, levamos algumas informações e estudos importantes para definirmos as estratégias na Unidade para o próximo período. Depois fizemos visita ao Banco do Brasil, onde conversamos com os representantes do Banco no Amapá. No final do dia, estreitamos as parcerias com a AABB AP, onde hoje se localiza a Unidade Cassi.


Reunião com o Sindicato dos Bancários do Estado do Amapá.
Reunião com a AABB Amapá.

Na quinta-feira 6 visitamos o Sindicato dos Bancários e fechamos a agenda em Macapá com a II Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários do Amapá. O evento contou com a presença de mais de 70 pessoas e ficamos muito felizes pela boa participação dos trabalhadores e associados. Agradecemos muito a paciência e interesse das pessoas em ficar até às 23 horas nos debates.


FORTALECER OS CONSELHOS DE USUÁRIOS, UM DE NOSSOS COMPROMISSOS

A agenda de trabalho de nosso mandato foi muito positiva. Agradeço muito o apoio e o envolvimento de tod@s para o bom êxito da Conferência. O Conselho de Usuários foi renovado para seu 2º mandato e confesso que ver este importante fórum de voluntariado da comunidade Cassi e BB ser fortalecido e reconhecido nos dá um sentimento de estar cumprindo com um de nossos compromissos quando fomos eleitos pelos associados.

Me lembro do início de nosso percurso na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento, responsável pela relação com os Conselhos de Usuários da Cassi. Saímos visitando os conselheir@s antes da posse, fomos no Conselho de SP em maio de 2014. Depois fomos no Conselho do DF em junho e não paramos mais de nos colocar à disposição dos Conselhos.

Tivemos as verbas de manutenção e funcionamento dos Conselhos de Usuários suspensas logo no início de 2015, por causa do orçamento contingenciado (e nunca achei essa decisão interna adequada). Não esmorecemos. Fizemos 27 Conferências de Saúde sem recursos destinados pela Cassi e com apoio de entidades representativas e com recursos próprios. Inclusive apoiamos a criação dos Conselhos de Rondônia e do Amapá.




Hoje (2017), conseguimos aprovar algumas melhorias no Regimento do Conselho de Usuários da Cassi (ler AQUI), e vemos que há um reconhecimento maior da importância destes voluntários e voluntárias na defesa da Cassi e dos associados e participantes. Todo mundo ganha com isso, os patrocinadores BB e Corpo Social e a própria autogestão Cassi.


BOLETINS INFORMATIVOS DO MANDATO NA DIRETORIA DE SAÚDE E REDE DE ATENDIMENTO DA CASSI

Nesta semana, publicamos também o Boletim Prestando Contas Cassi nº 35, com informações e estudos que nos dão muito mais energia para defender o Modelo de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) em relação à nossa população de mais de 700 mil participantes da Cassi porque conhecer as causas de morbimortalidade dos brasileiros e da população de nossa Caixa de Assistência e atuar preventivamente para evitar doenças ou agravamentos ou dar mais qualidade de vida aos associados crônicos ou em processos de reabilitação e recuperação é uma de nossas missões. (leia AQUI o Boletim nº 35).


28º CONGRESSO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

No final de semana (dias 1º e 2/7) estivemos no 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. Como escrevi aqui no Blog (ler AQUI), saí um pouco frustrado porque não foi possível levarmos nossas opiniões sobre os problemas complexos que a Cassi enfrenta e vai ter que lidar no próximo período, mas é sempre bom estar nos fóruns de nossa classe trabalhadora.


UNIDADES DE ATENDIMENTO À SAÚDE CLINICASSI - UM PATRIMÔNIO DOS ASSOCIADOS QUE DEVE SER A 1ª REFERÊNCIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA


Unidade Cassi AP e CliniCassi Macapá, onde
também está a administração da AABB AP.

Ao conversar no Estado do Amapá com mais de 70 trabalhadores associados da Cassi, só tive a enésima confirmação de que meu lugar como gestor eleito da autogestão dos bancários do BB é nas bases sociais.

Estou cansadaço, faz 3 semanas que durmo menos de 5 horas por noite, mas chego ao final de semana com a certeza de que fizemos o bom combate, levamos as informações que temos que compartilhar com tod@s na comunidade BB e na próxima semana estaremos com a mesma intensidade de energia na defesa dos associados e trabalhadores que represento, na defesa da Cassi e seu modelo assistencial e os funcionários da Cassi, um patrimônio da entidade.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandado 2014-18)

6.7.17

Atenção Primária (APS) e ESF são ideais para a Cassi




Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,


O 35º Boletim Informativo “Prestando Contas Cassi” está disponível na página de publicações do site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Leiam AQUI o Boletim e divulguem entre os colegas.

A edição deste mês mostra que a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi está cada vez mais segura de que a Atenção Primária à Saúde (APS), priorizando a coordenação do cuidado, é o melhor caminho a ser trilhado quando o assunto é saúde.


Os boletins nº 34 (AQUI) e 35 apresentam dados que nos dão muitos subsídios para termos a certeza de que não foi em vão termos passado esses 3 anos lutando e defendendo com o limite de nossas forças e inteligência o Modelo de Atenção Integral à Saúde, a Solidariedade no modelo de custeio mutualista intergeracional, a APS/ESF, as CliniCassi, os direitos diversos dos associados, os funcionários da Cassi, o BB como banco público que deve ter responsabilidade com seus trabalhadores e, por fim, a ética na política de representação de nossos pares nos espaços de gestão institucional.

É sempre duro recomeçar as lutas e as defesas daquilo que representamos todos os dias ao longo de anos, porque fazemos a contra-hegemonia das ideias e lugares-comuns na eterna disputa ideológica entre Capital e Trabalho. E vivemos num mundo onde as pessoas, atribuladas e assoberbadas pelo dia a dia do trabalho, não têm a menor noção das coisas de seu verdadeiro interesse de classe.

Com a chegada da "Consultoria" nos próximos dias (ou semanas) paga pelo patrão patrocinador, com as dificuldades crescentes das despesas assistenciais pela compra de serviços de saúde no mercado privado cada dia mais complexo, quase cartelizado, pela judicialização da saúde, pela legislação às vezes injusta com as autogestões, etc, o Plano de Associados da Cassi e a própria autogestão vão passar de novo por todo o processo de disputa ideológica de modelo assistencial, de custeio, de quem paga a conta da saúde e do adoecimento dos trabalhadores que representamos. 

A etapa de luta vencida pela questão do déficit e sustentabilidade que ajudamos a construir (o Banco queria passar a conta só para os associados e mudamos isso) e que gerou o Memorando de Entendimentos e o Acordo com o patrocinador BB, só fez deixar claro que uma batalha foi vencida e que há outra por iniciar na luta pela Cassi. Mas não sei quantas lideranças e associados compreenderam isso.

Agradeço a nossas equipes da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, tanto na Sede como nas Unidades e CliniCassi, pela dedicação e por compreender nossos comandos e orientações como gestor responsável. Nossos profissionais são muito bons, vestem a camisa da Cassi e dedicam o melhor de si para cuidar da vida de nossos associados e participantes da comunidade Banco do Brasil (mais de 700 mil vidas).

Muitas vezes, bate um cansaço existencial com os sofrimentos que sentimos pelas guerras nos bastidores. Aí nos lembramos das centenas de funcionários da Cassi nas pontas e no dia a dia se esforçando para atender aos associados que representamos. Me reanimo na hora, porque tenho que me dedicar à causa da Cassi no mínimo como eles fazem diariamente.

Pessoal, leiam os últimos boletins que temos feito e percebam o quanto a Cassi é maravilhosa para os associados e participantes, inclusive para o patrocinador Banco do Brasil, que investe uma quantia modesta pelo que a parceria com a Cassi lhe dá de retorno. Tenho certeza do que estou dizendo, a parceria BB e Cassi é fundamental para ambos.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

4.7.17

Cassi aprova melhorias no Regimento Interno dos Conselhos de Usuários





Comentário do Blog

Olá prezad@s associados e participantes e companheir@s de lutas,

Apresentamos abaixo as melhorias que conseguimos aprovar no RI dos Conselhos de Usuários. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pela relação com os Conselhos porque é responsável pelas Unidades Cassi, e os Conselhos estão inseridos no âmbito das Unidades.

Após o Encontro dos Conselhos em 2014, compilamos as sugestões feitas e com a entrada do orçamento contingenciado nos anos de 2015 e 2016 a Cassi ficou com uma agenda toda voltada para a solução do déficit do Plano de Associados. Também não foi possível realizar o Encontro em 2016 por causa disso.

Ao finalizar os debates do déficit e sustentabilidade com a aprovação do Memorando de Entendimentos, Consulta e aprovação do Acordo, foi possível incluir nas agendas de discussões internas da governança da Cassi neste ano a tentativa de alguma melhoria no RI dos Conselhos.

A principal questão que focamos foi tirar o limite de reconduções dos conselheir@s em mandatos para não perdermos as lideranças deste importante voluntariado: não há mais limites para recondução aos mandatos de 2 anos. Também incluímos as dependências do Banco na redação dos "órgãos" do Banco do Brasil: isso é importante porque é base do quantitativo de titulares e suplentes dos Conselhos nos Estados e DF. Um item novo no Artigo 2º protege o Conselho de Usuários no que diz respeito a um possível conflito de interesses: um conselheiro de usuário não pode ser também um prestador de serviços de saúde à Cassi. E por fim, melhoramos a redação no que diz respeito ás formalizações dos mandatos dos conselheir@s, junto às suas dependências.

Gostaria de agradecer ao patrocinador Banco do Brasil, na figura do Presidente da Cassi, Carlos Célio, e a todo o Conselho Deliberativo, na figura de seu Presidente Fabiano Felix, pela construção do consenso nessas melhorias no Regimento Interno. Temos que lutar por muitos avanços ainda no fortalecimento da participação social, mas ter algumas melhorias neste momento em que a Cassi e toda a sua comunidade atuam para fortalecer a Caixa de Assistência e seu modelo assistencial é importante.

O Encontro dos Conselhos de Usuários ocorrerá neste semestre, em setembro, e teremos oportunidade de novos debates para fortalecer esse espaço tão vital para associados e Cassi.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Cassi aprova alteração no Regimento Interno dos Conselhos de Usuários

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou, dia 23 de junho, a alteração no Regimento Interno dos Conselhos de Usuários. A mudança atende a uma antiga solicitação dos conselheiros, apresentada durante o VII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários da Cassi, realizado em 2014.

Além de regulamentar o funcionamento dos Conselhos - disciplinando o contido no artigo 51 do Estatuto Social da Cassi -, o Regimento tem como objetivo agilizar os pleitos administrativos dos associados e regular o acompanhamento e a utilização dos recursos estruturais e financeiros da Caixa de Assistência.

As alterações propostas no Regimento Interno ainda buscam criar uma maior interação entre os Conselhos, a Caixa de Assistência e o Banco do Brasil. A mudança assegura respaldo técnico e operacional aos integrantes das instâncias, qualificando suas atuações junto à população atendida pela Instituição. Os Conselhos de Usuários também estimulam a participação social na Cassi, contribuindo para a construção de uma gestão mais democrática.

Veja abaixo o que muda no documento:


Item atual
Proposta
01 – DA ORGANIZAÇÃO/COMPOSIÇÃO
Art. 2º - Parágrafo Único: Para ser membro titular ou suplente, o participante deve:
Incluir no Art. 2º - Parágrafo Único, o item VI com a seguinte redação:
VI - Não prestar serviços de qualquer natureza à CASSI, bem como não possuir vínculo de parentesco até 3º grau com os prestadores de serviços.
Artº 3º - §2º, Para efeito deste Regulamento, são considerados:
Item I – Órgãos do Banco do Brasil: todas as Superintendências Estaduais, Gerências Regionais, SESMTs e CIPAS com sede na área de atuação do respectivo Conselho.
Alterar, no Art. 3º, § 2º, item I, para a seguinte redação:
Órgãos do Banco do Brasil: todas as Superintendências Estaduais, Gerências Regionais, SESMTs, CIPAS e dependências do BB com sede na área de atuação do respectivo Conselho;
Artº 4º - Os mandatos serão de 02 (dois) anos, sendo permitidas 03 (três) reconduções consecutivas, contando, para isso, a condição de ser conselheiro titular e/ou suplente.
Os mandatos serão de 2 (dois) anos sendo permitidas reconduções consecutivas, entretanto, para os cargos de coordenadores e vice coordenadores, somente serão permitidas 2 (duas) reconduções consecutivas.
Artº 5º - A composição do Conselho é homologada por ocasião das Conferências Estaduais de Saúde.
Inserir dois parágrafos:
§ 1º: as entidades deverão enviar correspondência ao Conselho, indicando seus representantes (titular e suplente).
É direito da entidade que indica seus representantes, substituí-los, a qualquer tempo, dentro do mandato de 2 (dois) anos.
§ 2º: os eleitos por votação naquela Conferência receberão correspondência subscrita pelo coordenador do Conselho de Usuários, apresentando-os como membros do Conselho ao Órgão de localização do funcionário.

Fonte: Cassi

É papel do Diretor de Saúde politizar as questões da Caixa de Assistência



(redação atualizada às 9h39)

Reunião com funcionários da Cassi e
Conselheir@s de Usuários (RJ).


"Achar
a porta que esqueceram de fechar.
O beco com saída.
A porta sem chave.
A vida."


"Ainda vão me matar numa rua.
Quando descobrirem,
principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade."

(Paulo Leminski)

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OPINIÃO

Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

Iniciamos mais uma semana de gestão e luta pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão em saúde do País.

Como estive neste final de semana no fórum político mais importante do funcionalismo do Banco do Brasil, o Congresso Nacional dos Funcionários (28ª edição), vamos emendar duas semanas de lutas.

Estou escrevendo na madrugada porque só agora pude sentar para essa tarefa de prestar contas do mandato e opinar sobre as coisas inerentes ao que faço e represento.

Eu refleti muito a respeito de nosso mandato de representação na Cassi (2014/2018), na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento, durante os dois dias de Congresso do Funcionalismo em São Paulo.

Eu sou oriundo dos movimentos sociais - estudantil e sindical -, estou nas frentes de defesa dos trabalhadores há quase 20 anos. Fui dirigente sindical por 14 anos, e participei da coordenação do movimento dos bancários do Banco do Brasil por praticamente todo o período dos anos 2000. Posso dizer que cheguei à Cassi com uma boa experiência de política de defesa dos bancários.

Foi a minha 4ª participação do CNFBB como Diretor de Saúde da Cassi, eleito pelos trabalhadores associados (fui em 2014, 2015, 2016 e 2017). A principal conclusão que tirei de meus dois dias no 28º Congresso foi da absoluta certeza que o meu principal papel como gestor de saúde da Cassi é de informar e politizar a base social de nossa autogestão, mesmo que para isso eu tenha que ir a todos os cantos do Brasil, até utilizando meu salário.





FALAR COM TODA A NOSSA CAPACIDADE SOBRE A CASSI E OS DIREITOS DOS ASSOCIADOS INDEPENDENTE DO NÚMERO DE OUVINTES E LUGAR QUE ESTIVERMOS

Desde o 1º dia de nosso mandato, em junho de 2014, temos ido a todos os Estados e locais onde estão os diversos segmentos de associados e participantes da Cassi. 

É por isso que nesta semana vou pela 3ª vez ao Amapá, lá na divisa com a Guiana Francesa, onde passa a linha imaginária do Equador, participar da 2ª Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Em 2015, conversamos com 44 participantes sobre a Sustentabilidade da Cassi. Nós temos 1.391 assistidos no Estado. 

É por isso que na outra semana iremos pela 3ª vez ao Rio Branco, Acre, que faz fronteira com a Bolívia e o Peru, para participar da VI Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Temos lá 1.758 participantes da Caixa de Assistência. Na última Conferência em 2015 conversamos com 79 pessoas da comunidade BB. 

Aliás, é por isso que completarei com estas duas Conferências 44 participações nas Conferências de Saúde nos 26 Estados e DF.

É por isso que na semana que passou, na quarta-feira 28, estive na CliniCassi Copacabana, no RJ, para participar de um seminário e capacitação dos funcionários da Cassi e conversar com o Conselho de Usuários da Cassi RJ sobre o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF). Eu não tinha agenda livre, mas me virei para acertar uma forma de ir ao evento porque ali está a base social que necessita do melhor tipo de (in)formação possível.

Chegamos à Cassi e fizemos nosso planejamento estratégico para os 4 anos de mandato, com leitura e diagnóstico do cenário que encontramos: a Cassi é extremamente desconhecida de sua comunidade. Uma das prioridades teria que ser e continua sendo levar o conhecimento do que é a Cassi aos seus associados e participantes, às lideranças e suas entidades representativas, ao próprio Banco patrocinador e até aos seus mais de 2.600 trabalhadores (da Cassi). E estamos fazendo isso com informação escrita e presencial.


A CASSI ESTÁ SOB RISCO E PRECISAMOS QUE O BANCO DO BRASIL E OS ASSOCIADOS E SUAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS E LIDERANÇAS TOMEM PARA SI A DEFESA DA ENTIDADE E DO PLANO DE ASSOCIADOS

A Cassi é um patrimônio do funcionalismo do Banco do Brasil, completou 73 anos em 2017, esteve sob sério risco nos últimos anos por causa de déficit no Plano de Associados e estagnação até 2013 da ampliação do modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), organizado através das unidades de atendimento CliniCassi. 

Após uma luta de 2 (dois) anos que empreendemos para que o Banco patrocinador também colocasse recursos na Caixa de Assistência juntamente com os associados (Memorando de Entendimentos), a Cassi pôde entrar o ano de 2017 com um orçamento operacional aprovado, mas como há fatores externos que influenciam sobremaneira a operacionalização da Cassi como autogestão em saúde, que compra serviços de saúde no mercado desregulamentado, ela está novamente sob novo risco existencial: a suspensão por parte do órgão regulador (ANS) dos seus planos de saúde, inclusive o Plano de Associados, que não é comercializado, é um direito dos bancários.

Eu escrevi sobre isso na sexta-feira 30 (ler AQUI) e tenho limites no que posso fazer a respeito como Diretor de Saúde (apesar da comunidade e lideranças não entenderem direito os papéis de cada gestor na Cassi, sejam eles eleitos pelos associados ou indicados pelo Banco).

Eu faço um apelo para que os sindicatos de bancários não descuidem da Cassi, porque sei que a agenda de lutas é a mais pesada da história por causa do desmonte dos direitos brasileiros e dos bancos e empresas públicas. A Cassi cuida de mais de 700 mil bancários e familiares no modelo de autogestão, num setor de saúde suplementar e de saúde em grave crise. 

Entendo que a ANS está exorbitando de seu papel ao suspender a entrada de novos trabalhadores no Plano de Associados, que é um plano coletivo empresarial fechado do Banco do Brasil e seus funcionários. Independente da quantidade de reclamações recebidas sobre a Cassi, que fazem parte do dia a dia do setor de saúde, os direitos em saúde de um trabalhador do BB são in-fi-ni-ta-men-te maiores que qualquer tipo de plano de saúde que exista no "mercado" e alijar esse direito não é "proteger" um usuário de plano de saúde suplementar, mas prejudicar o trabalhador.


Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos
é lançada nos Congressos do BB e Caixa. Foto: Jaílton Garcia.

Confesso o meu sentimento em relação aos dois dias do 28º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que contou com a participação de 309 delegad@s: saí muito frustrado. Em dois dias, falei 10 minutos sobre a Cassi para um grupo com cerca de 70 pessoas e depois falei mais uns 5 minutos em uma corrente política para umas 20 pessoas. Os dois Diretores eleitos da Cassi, Humberto e eu, estivemos em uma das duas mesas de abertura política e, ao final dos arranjos políticos sobre quem falaria ou não falaria, a única entidade ou representação que não falou ao plenário foi a Cassi. Depois, no Grupo 1, onde se incluiu o tema saúde e Cassi, só falamos porque um delegado sugeriu que os diretores fizessem uma fala de 5 minutos, e explicamos que era muito pouco para falar das questões da Cassi. Nos permitiram falar 10 minutos. Agradeço a gentileza.

Por fim, acredito estar correto em me esforçar até a última energia que tenho para ir às bases sociais falar com as pessoas sobre a nossa Cassi, além dos 34 boletins que já fizemos e as 521 postagens prestando contas do mandato neste Blog e falando sobre as questões da autogestão Cassi. Nunca deixei de cumprir com as minhas obrigações de ofício na governança da Cassi. Não posso falar de outras diretorias que passaram pela entidade nessas duas décadas posteriores ao Estatuto de 1996, mas sei que já estudei muita coisa da Cassi e sua história de serviços de saúde prestados aos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil e ao País.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)

30.6.17

Opinião - Plano de Associados está sob risco e deve ser defendido por seus patrocinadores







Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

A Cassi é a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. O artigo 1º de seu Estatuto Social estabelece a natureza de nossa entidade como uma associação, sem fins lucrativos, voltada para a assistência social na modalidade de autogestão.

Temos basicamente dois modelos de Planos de Saúde em nossa autogestão: o Plano de Associados, que é um plano coletivo empresarial fechado, não é comercial ou comercializado; e temos os Planos Cassi Família (I e II), planos de saúde para familiares até 4º grau, com regras de participação muito específicas e determinadas por contrato de adesão e pela legislação brasileira. Também temos o Plano de Saúde dos funcionários da Cassi.

Como o próprio nome diz, a Cassi é DOS funcionários DO Banco do Brasil. Seus donos e maiores interessados nos destinos da entidade são os seus dois patrocinadores, o Banco e o Corpo Social, que a financiam e sustentam, inclusive realizando um importante papel social de retirar das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) as demandas de mais de 700 mil participantes de seu sistema próprio de saúde - o Sistema de Saúde Cassi. E o SUS é ressarcido quando seus participantes o utilizam, conforme estabelecem as leis vigentes. 

Outro fato que eu sempre recordo quando falo com os associados que represento na gestão como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, eleito para o mandato 2014/18, é que a Cassi é "Caixa" porque é baseada no custeio mutualista solidário intergeracional em sua forma de arrecadar os recursos dos dois patrocinadores - o Banco e os Associados - para cuidar das necessidades de saúde do conjunto de seus participantes do Plano de Associados - colegas da ativa e aposentados, pensionistas e dependentes.

Nossa Cassi é um patrimônio do funcionalismo do Banco do Brasil e completou 73 anos de existência em 2017, uma história que se mistura com a própria história do maior banco público do País e da comunidade de trabalhadores bancários mais antiga do Brasil, porque temos mais de 200 anos de existência e nossas lutas como trabalhadores bancários estão na gênese de praticamente todos os direitos trabalhistas brasileiros e de suas entidades de classe.


DIREITOS EM SAÚDE DOS TRABALHADORES DO BB

São tão grandes os direitos dos trabalhadores do Banco do Brasil por pertencerem aos quadros de associados da Cassi que eu os sintetizo em quatro eixos de direitos em saúde, quando faço Conferências nos Estados, para a comunidade de participantes que representamos:

- Direitos de cobertura em Saúde: Rol de procedimentos mínimos da ANS; Modelo de Atenção Integral à Saúde, com diversos níveis de atenção e programas de saúde; uma estrutura própria de Atenção Primária à Saúde (APS) com 65 CliniCassi e 27 unidades administrativas; a Estratégia Saúde da Família (ESF) com mais de 182 mil pessoas cadastradas na atualidade; e o Programa de Assistência Social (PAS) do Banco do Brasil, operacionalizado pela Cassi;

- Direitos na forma do custeio mutualista solidário intergeracional do Plano de Associados, onde os recursos são gerados pela arrecadação igualitária de uma porcentagem da remuneração ou benefício dos associados (3%) e do patrocinador (4,5%), permitindo que todos os participantes do Plano tenham as suas necessidades em saúde cobertas pela Caixa de Assistência, independente de faixa etária, quantidade de utilização ou tamanho do grupo familiar;

- Direitos em Participação Social: votar no Relatório Anual da Cassi e nas mudanças estatutárias; eleger a metade da governança da entidade nas diretorias e nos conselhos; e constituir Conselhos de Usuários nos Estados e DF;

- Direitos paritários na governança da Cassi, porque todos os demais direitos acima estariam em risco se não houvesse condições igualitárias no dia a dia da gestão da entidade, haja vista que são diárias as decisões sobre o funcionamento da Caixa de Assistência, como se operacionalizam os direitos e como se dividem os custos e investimentos através dos Planos Estratégicos, orçamentos e documentos definidores - decisões tomadas todos os dias por representantes indicados tanto pelo patrão Banco do Brasil quanto pelos associados do Corpo Social.


INTERFERÊNCIAS DA AGÊNCIA REGULADORA ANS EM OPERADORAS E PLANOS DE SAÚDE DEVEM SER PARA PROTEGER CONSUMIDORES, MAS NÃO PODEM PREJUDICAR OS DIREITOS HISTÓRICOS DOS TRABALHADORES DO BANCO DO BRASIL NO PLANO DE ASSOCIADOS

Eu já escrevi diversos artigos de opinião sobre a organização do setor de saúde suplementar brasileiro, pontos positivos e negativos da legislação em vigor no Brasil e até apontamos o que poderiam ser melhorias na Resolução Normativa 259, que trata das Garantias de Atendimento (ler AQUI). Acontece que a ANS regula planos e operadoras (consomem serviços de saúde), mas não tem poder sobre o setor que vende serviços de saúde, setor organizado em redes de interesse econômico nada "altruístas" - hospitais, clínicas, cooperativas médicas, profissionais de saúde etc.

Uma constatação que temos é que as autogestões precisariam ter um tratamento diferenciado por parte dos órgãos reguladores, porque elas têm papel social muito relevante no sistema de saúde, pois não visam lucro, têm programas de prevenção de doenças e promoção de saúde e são obrigadas a comprar "serviços de saúde" nas empresas do mercado de saúde (rede credenciada de prestadores) em condições muito adversas, pois não escolhem nem o perfil do "consumidor" nem onde vender plano, como fazem as outras operadoras que visam lucro.

A ANS publicou, no dia 2 de junho, lista de planos de saúde (de diversas operadoras) que foram suspensos por causa de reclamações, e a Cassi estava na lista. O órgão regulador afirma que a medida de suspender a comercialização tem o objetivo de "proteger" os consumidores. Até aí, eu tenho certa concordância com a ideia de "proteção" por parte da Agência reguladora. O Plano Cassi Família II é o único plano aberto à venda na Cassi.

A Cassi foi suspensa de "comercializar" seus planos de saúde desde o dia 9 de junho. A governança da Cassi tomou todas as medidas cabíveis durante esse período de 21 dias. Marcou e fez duas reuniões com o órgão regulador (nos dias 8/6 e 12/6), informou à comunidade Banco do Brasil sobre o fato, explicando que a suspensão não afetaria nenhum participante da Cassi, haja vista que a proibição é para novas comercializações e não para quem já está nos planos. Foram feitas as ações necessárias para garantir a manutenção dos dependentes dos funcionários nos quadros da Cassi, pois ao completarem 24 anos mudam do Plano de Associados para o Cassi Família II, sem nenhuma carência nas coberturas.


OS PATROCINADORES BANCO DO BRASIL E CORPO SOCIAL (ATRAVÉS DE SEUS REPRESENTANTES LEGAIS) DEVEM DEFENDER O PLANO DE ASSOCIADOS DE QUALQUER ARBITRARIEDADE DO ÓRGÃO REGULADOR ANS

Como expliquei no início deste artigo de opinião, o Plano de Associados é um plano coletivo empresarial fechado, da empresa Banco do Brasil para seus trabalhadores. Não é comercial. Traz um conjunto de direitos absolutamente mais benéfico para um trabalhador que tome posse nos quadros do Banco do que qualquer outro plano de saúde que fosse contratado no mercado para cumprir o que o BB oferece nos seus editais de concurso: plano de saúde.

O Banco do Brasil e os seus trabalhadores associados investem mais de 2 bilhões de reais por ano na sua Caixa de Assistência. A Cassi e o Banco têm convênios de promoção de saúde, prevenção de doenças, saúde ocupacional, atenção primária, programas de saúde, e diversas outras parcerias que já duram décadas. A Cassi é de extrema importância tanto para o patrocinador BB quanto para o patrocinador Corpo Social, os funcionários da ativa e aposentados.

Durante essas 3 semanas de suspensão da Cassi por parte da ANS, e suspensão não somente para a comercialização do único plano que é disponível para venda, o Cassi Família II, mas também para a inclusão de um novo trabalhador do patrocinador Banco do Brasil que venha a entrar nos quadros da empresa durante essa "punição" do órgão regulador pelo fato da Cassi ter número de reclamações acima de uma média definida pela própria ANS, eu apresentei aos meus pares da governança da Cassi que são representantes do patrocinador BB a opinião que partilho com vocês agora.

Eu entendo que a Agência Reguladora, mesmo que no intuito de "proteger" consumidores de planos de saúde, está exorbitando de seu papel ao suspender o Plano de Associados de receber os novos trabalhadores da empresa Banco do Brasil. Vale lembrar que é tão absurda a decisão da ANS que a própria inclusão de novos trabalhadores associados no plano de saúde coletivo empresarial do Banco é de responsabilidade do patrão. Ou seja, não há "comercialização" deste plano. 

Por mais que sejam questionáveis os critérios que a Agência usa para definir que 45 reclamações computadas em um trimestre, de uma operadora com centenas de milhares de participante possam ser motivo para não permitir que ela siga oferecendo aos familiares dos trabalhadores do BB até 4º grau o Plano Cassi Família II, isso não pode ser o motivo para não incluir novos trabalhadores do Banco em um conjunto de direitos históricos em saúde de sua Caixa de Assistência. Isso não é razoável e a Cassi já tentou reverter essa imposição e não conseguiu.

Meu apelo é para que o patrocinador Banco do Brasil, maior banco público do País, use de toda a sua expertise e importância política para interceder junto à ANS. Entendo, inclusive, que a defesa do Plano de Associados deva ser feita judicialmente.

Por fim, entendo também que os associados, através de suas legítimas entidades representativas, devem avaliar a defesa judicial do Plano de Associados perante o órgão regulador, porque ele está colocando em risco um patrimônio de décadas dos trabalhadores do Banco do Brasil. Nós não sabemos sequer quanto tempo a ANS manterá sua decisão de suspensão da "comercialização" do Plano de Associados, prejudicando novos funcionários do BB desde o primeiro dia de trabalho deles.

Os sindicatos de bancários, representantes legais dos trabalhadores bancários, já têm um longo histórico de defesa de direitos de seus representados e foram atores importantes na história da Cassi e Previ. Algumas ações na justiça contra arbitrariedades de órgão regulador contra a Previ no início dos anos 2000 retiveram recursos da Caixa de Previdência e dos associados que se transformaram no Fundo Paridade e que depois foram revertidos em melhorias de direitos no Plano 1 em 2005.

Por fim, estou em São Paulo, a convite da organização do 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, para participar do encontro. Ao ver a programação dos debates e dos trabalhos dos delegados e delegadas, não vi na programação uma mesa com a temática de saúde e Cassi, como sempre tivemos. Eu sei da importância dos temas elencados e do cenário político no qual nos encontramos no Brasil. 

Deixo minha opinião para avaliação dos organizadores e participantes do evento: se possível, o Congresso poderia incluir algum espaço de discussão sobre a Cassi, porque o cenário que vem pela frente na saúde e na Caixa de Assistência é bem complexo: com a suspensão por parte da ANS; com a chegada de uma consultoria paga e pautada pelo patrão BB; e com a continuidade da grave crise de prestadores de serviços e rede credenciada com contas a pagar cada vez mais altas, o que nos expõe a possíveis déficits ainda durante a vigência do Memorando de Entendimentos

O cenário exigirá unidade e conhecimento adequado por parte dos associados e lideranças e precisaremos de todo apoio dos trabalhadores e suas entidades representativas para manter os direitos dos associados da Cassi neste momento.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)