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14.11.17

Artigo - Verticalização da Cassems pode ser referência de estrutura própria para a Cassi




Opinião

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

A Cassi e as demais autogestões em saúde passam por um momento que poderíamos chamar de divisor de águas em relação às suas histórias de existência. O cenário na saúde suplementar como um todo é dramático e a crise impõe ousadia e referência em experiências exitosas no setor.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é a maior e mais antiga autogestão em saúde em funcionamento no país. Nossa associação foi criada em janeiro de 1944 e ao longo de mais de sete décadas fomos referência em cuidar de trabalhadores e seus familiares, seja por nosso modelo de custeio solidário, por nossas coberturas abrangentes ou pelos participantes assistidos - ativos, aposentados, pensionistas e dependentes -, direitos conquistados na luta e sempre maiores do que se oferta no mercado de saúde.

Como gestor eleito pelos associados de nossa autogestão em uma das principais áreas de atividade fim - a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) - busquei ao longo desses três anos e meio atuar em duas frentes ao mesmo tempo: uma delas foi defender o tempo todo os direitos dos associados que representamos (sempre sob ameaça); a outra frente de atuação foi o foco estratégico na gestão do modelo assistencial da Cassi, vanguarda na definição, mas pouco compreendido e emperrado em seu avanço.

Os associados da Cassi decidiram, em definição tomada junto com o patrocinador Banco do Brasil em 1996, criar uma autogestão com gestão autônoma e independente do Banco para passar a fazer gestão em saúde e não mais ser uma mera pagadora de procedimentos médicos e medicamentos para a rede prestadora de serviços do mercado.

E assim foi feito nesses mais de 20 anos pós reforma estatutária de 1996. Construímos uma estrutura própria de atendimento primário em saúde - as CliniCassi, no modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF) -; temos uma estrutura administrativa descentralizada em cada Estado e DF; temos uma Central de Atendimento telefônico; e uma Central de Pagamentos. Dos mais de 700 mil participantes do sistema Cassi, já cadastramos na ESF cerca de 182 mil pessoas, e temos 142 equipes nucleares de família, além de equipes multidisciplinares em saúde.

Um de nossos desafios nesse mandato (e obtivemos êxito) como responsável pelas políticas e programas de saúde da Cassi, além da estrutura de operacionalização do modelo assistencial, foi construir estudos e comparações que esclarecessem os equívocos e lugares comuns que prevaleciam em nossos intervenientes que decidem os rumos de nossa autogestão em relação a: 

- a eficiência do modelo assistencial - APS/ESF, 
- o acerto no custeio solidário intergeracional, 
- o baixo investimento administrativo na estrutura do modelo - unidades Cassi e CliniCassi, Central Cassi e Cepag.


CLINICASSI - UNIDADES DE ATENDIMENTO PRIMÁRIO EM SAÚDE

Uma única CliniCassi, mesmo de porte reduzido, se justifica pelo simples fato de existir na localidade e ter uma equipe nuclear de família (médico e técnico de enfermagem) cuidando de mais de mil participantes, sendo parte deles (de 25 a 70%) com graus diversos de complexidade em suas condições de saúde, assistidos que se não estivessem monitorados pela CliniCassi, teriam despesas assistenciais exponenciadas ao usar a rede prestadora com contratação no modelo de pagamento fee for service (cheque em branco). 

Como gestor do modelo assistencial, tenho a opinião técnica que algumas decisões tomadas após 2008 (com apoio de consultoria contratada à época) prejudicaram a ampliação do modelo assistencial APS/ESF e CliniCassi com equipes multidisciplinares. Foram abertas mais de duas dezenas de unidades de atendimento à saúde sem equipes multidisciplinares. 

Mesmo assim, o resultado das CliniCassi é muito positivo, tanto ao analisar as condições de saúde do público cadastrado na ESF como em relação ao segmento de vinculados ao modelo de serviços de saúde da CliniCassi. É importante também observar a economia gerada para a Cassi por causa da despesa assistencial evitada. Isso para cada uma das 65 unidades existentes hoje.


ESTUDOS DEMOSTRAM EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL CASSI

No último ano, viemos demonstrando os estudos realizados pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em relação ao modelo de Atenção Integral à Saúde, desenvolvido na Cassi através de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), com apoio de programas de saúde e monitoramento de cada participante com terapias individualizadas de acordo com a necessidade identificada.

Nós mapeamos o conjunto dos participantes da Cassi em nosso sistema operacional, os 700 mil assistidos, e através de técnicas desenvolvidas pela própria autogestão, pudemos comparar o comportamento das despesas assistenciais dos participantes na rede prestadora, onde compramos serviços de saúde. O segmento de participantes vinculados à ESF há mais de 3 anos, comparado ao segmento de não cadastrados na mesma condição de uso de rede, com graus semelhantes de complexidade, nos mostra o quanto a ESF é eficiente no resultado em saúde e no uso de recursos do sistema de saúde Cassi.

São números relevantes, ao considerar que a Cassi tem um orçamento de mais de 4 bilhões de reais e utiliza quase todo ele para pagar prestadores de serviços de saúde. São mais de 2 bilhões em internações e mais de 1 bilhão em consultas e exames fora da Cassi.

O segmento de participantes vinculados à ESF tem uma despesa per capita 30% menor no grau de maior complexidade, o grau 3. Os vinculados à ESF na curva A, que é o segmento de participantes que gera a maior conta de despesa assistencial da Cassi, gastam 14% menos que os não cadastrados ao modelo ESF. Só para vocês terem uma ideia, nossa curva A em 2015 foi a seguinte: 9% dos participantes geraram uma despesa assistencial de 2,6 bilhões de reais.


Autogestão Cassems tem apostado na
verticalização de seu atendimento.

POR QUE A CASSEMS PODE SER REFERÊNCIA PARA A CASSI NO TEMA VERTICALIZAÇÃO?

Venho estudando a Caixa de Assistência dos servidores públicos do Estado do Mato Grosso do Sul desde que passei a me debruçar sobre as questões estratégicas de gestão do nosso modelo assistencial, que inclui a busca pela sustentabilidade, o equilíbrio econômico-financeiro dos planos da Cassi e o melhor atendimento às necessidades do conjunto dos participantes do sistema de saúde Cassi.

A história da Cassems é muito interessante e é um caso a se considerar em relação à estrutura de saúde que eles desenvolveram ao longo de sua jovem existência. A entidade foi criada em 2001 e teve a Cassi como referência. É uma bela história de organização, debates democráticos dos servidores e acerto na escolha pela autogestão em saúde.

Nesses pouco mais de 15 anos de existência, a Cassems constituiu uma estrutura própria de atendimento à saúde no Estado do Mato Grosso do Sul que tem se mostrado exitosa no atendimento com qualidade de seus mais de 200 mil assistidos do Estado.

Estou lendo o livro "Cassems 15 anos - autogestão em saúde: um sonho possível", lançado neste ano de 2017. Vários capítulos já me chamaram a atenção. No capítulo 9 - "Construindo a rede própria de hospitais" - vi que eles tinham problemas muito semelhantes aos da Cassi em relação às dificuldades com redes credenciadas e alto custo com despesas assistenciais em praças onde ficavam fragilizados perante a força dos prestadores de serviços de saúde das regiões interiores do Estado.

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"Em 2004, a Cassems iniciou a fase de compra, locação ou comodato de hospitais em cidades consideradas estratégicas, uma alternativa importante porque diminui os deslocamentos dos beneficiários para outros centros e aproxima-os da Caixa. A isso se soma, claro, a redução dos custos gerais da empresa. Concretamente, o usuário é atendido em uma estrutura dele, paga mensalmente com sua contribuição descontada em folha de pagamento. Outro fator é a independência técnica e financeira que a empresa ganha, uma vez que suaviza a dependência em relação à rede credenciada que, como qualquer empresa capitalista, se move na busca do lucro máximo".
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A direção da Cassems definiu desde os primeiros anos de sua existência que seria importante dotar com pelo menos um hospital suas regiões com o maior número de trabalhadores e familiares assistidos.

Após enfrentar algumas paralisações de médicos e hospitais, e também o fechamento de hospitais filantrópicos e outros menores no interior do Estado, a direção não teve dúvidas em ousar e ficar menos à mercê dos grupos que dominavam a estrutura hospitalar no Estado.

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"A verticalização tem sido uma saída para os planos de saúde, a ideia é ofertar o que for possível em termos de serviços na própria estrutura. Ayache (o presidente) defende que 'com rede própria de hospitais, é possível ter um controle mais rigoroso dos gastos com assistência à saúde e prestar atendimento de alta qualidade aos associados'... ".
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A convicção da autogestão dos servidores do Estado de Mato Grosso do Sul em ter estrutura de saúde, atender melhor à sua população assistida e controlar melhor os custos da assistência à saúde merece o nosso respeito.

Eles montam estrutura onde têm cerca de 10 mil participantes. Só para se ter uma ideia de comparação, ainda temos regiões com milhares de participantes da Cassi em áreas de abrangência sem uma CliniCassi instalada como, por exemplo, as regiões Sul da cidade de São Paulo e Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

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"O fechamento dessas instituições (hospitais do interior) criou um novo desafio para a direção da Cassems: quem atenderia seus beneficiários? Como forma de resolver essa situação, a Caixa adquiriu alguns hospitais que estavam fechados ou próximos de fechar. Dotar as unidades regionais de pelo menos um hospital da Cassems passou a ser meta da empresa a ser atingida até 2018".
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Ao longo do capítulo, vamos vendo a implantação de hospitais em regiões estratégicas do Estado.

- Dourados (2004) - com 44 leitos, dois transformados em UTI, e contratados 46 médicos e outros 60 profissionais para atender a sua complexa estrutura. Uma década depois, a estrutura do hospital foi ampliada.

- Nova Andradina (2006) - Uma década depois da aquisição, hospital dispunha de 38 leitos, quatro salas cirúrgicas, sete consultórios e 79 funcionários que atendem em diversas áreas. Em 2015, após ampliações no hospital, foram contabilizados mais de 139 mil atendimentos.

- Ponta Porã (2007) - após o único hospital local não querer atender à Cassems para seguir atendendo no formato particular, a autogestão estimulou uma associação binacional para enfrentar a questão. Mais adiante, comprou seu próprio hospital que em 2015 tinha 37 leitos, três salas cirúrgicas, seis consultórios e 64 profissionais, com mais de 38 mil atendimentos.

- O mesmo se deu em Aquidauana (2007), Paranaíba (2009), Naviraí (2010), Três Lagoas (2011), Coxim (2013) e está em construção o hospital de Corumbá, que a Cassems entende haver justificativas para a instalação de um hospital em região que tem cerca 8 mil participantes.

- Em 2016, a Cassems inaugurou um grande hospital em Campo Grande, capital do Estado, com 111 leitos e estrutura de alto padrão. Tive a oportunidade de estar no evento.


COMENTÁRIO FINAL

Vemos que a estratégia de construção e aquisição de hospitais e estruturas próprias em saúde tem sido fundamental para a melhoria do atendimento da população associada à Cassems. 

Locais com cerca de 8 a 10 mil participantes foram contemplados com hospitais próprios da autogestão. Em um deles, foi tentado parceria de gestão com a Unimed (Três Lagoas), mas não deu certo e a Cassems comprou a metade que faltava.

Nas regiões onde monopólios hospitalares dificultavam ou inviabilizavam o atendimento dos participantes da Cassems, o problema foi resolvido com hospital próprio.

Muito do que li nesta história de verticalização da Cassems é o que vejo no dia a dia da Cassi em diversas regiões do país: falta de ao menos um hospital com procedimentos elementares ou um único prestador abusando na relação comercial com a Cassi e seus usuários. 

Ao conversar um pouco com a direção da Cassems a respeito de margens de solvência e reservas obrigatórias e livres, quesitos acompanhados pela agência reguladora (ANS), soube que ter estrutura própria tem ajudado a entidade a lidar com essas exigências legais.

Por fim, a Cassems decidiu implantar um modelo de Atenção Primária em suas estruturas e em poucos meses já começou a operar o modelo de promoção e prevenção na capital Campo Grande.

Eu vou voltar ao tema. Estou estudando outras questões a respeito de verticalização e suas vantagens e desvantagens. O fato é que a Cassi e o BB são grandes demais para ficarem à mercê dos abusos de alguns prestadores locais, porém somos pequenos em determinadas regiões quando se trata de correlação de forças para exigir nossos protocolos médicos e preços em contratos e tabelas.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

11.11.17

Conferências de Saúde da Cassi mostram o caminho - Só a luta nos garante!



Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários de SP,
na quadra dos bancários, reuniu mais de 400 pessoas.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheiros de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Fechamos uma semana bastante exitosa naquilo a que nos dispusemos a realizar: fortalecer a participação social nas lutas pelos direitos em saúde dos trabalhadores e na defesa da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país, responsável  por cuidar de mais de 700 mil participantes da comunidade BB.

Se por um lado, pouco dormi na semana, como tem sido ao longo de nosso mandato de representação na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, por outro, a energia que sentimos ao ver o aumento da participação nas lutas unitárias pela nossa Cassi alimenta nosso desejo para seguir lutando pela comunidade BB, pela Caixa de Assistência e seu modelo assistencial de promoção e prevenção através da Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), a partir de unidades de atendimento CliniCassi, instaladas em pontos estratégicos para organizar o cuidado de milhares de assistidos.


Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do RJ,
com centenas de pessoas reunidas na AABB.

Essa energia que sentimos ao ver a participação social da comunidade BB nas lutas pela Caixa de Assistência nos mostra também que o caminho da luta unitária por nossos direitos é a única garantia que temos como perspectivas de futuro, já que somos trabalhadores, somos bancários. Temos que defender a existência de nosso bancos públicos e o papel social que eles têm a cumprir em prol da sociedade brasileira.

As Conferências de Saúde da Cassi e dos Conselhos de Usuários de São Paulo e Rio de Janeiro, e as Pré-Conferências de Saúde de Londrina e Maringá tiveram uma participação expressiva de trabalhadores da ativa e aposentados da comunidade BB, demonstrando que é possível unir pessoas em prol de objetivos comuns, e dar a elas as informações necessárias para o empoderamento de seus direitos conquistados em décadas de lutas e, com isso, aumentar o nível de conscientização e o pertencimento de cada um em relação às suas entidades de classe. A defesa e manutenção dos direitos é uma questão de atitude. Em nosso caso, estamos falando de direitos em saúde para ativos e aposentados e seus familiares.


Pré-Conferências de Saúde de Londrina e Maringá reuniram
dezenas de pessoas para debater nossa Caixa de Assistência.

Não vi os números finais de participantes nos eventos da semana, mas a comunidade BB reuniu cerca de 800 pessoas para compartilhar informações sobre a nossa Caixa de Assistência em 3 Estados - PR, RJ, SP. Dentre outros temas, debatemos os desafios para ampliar o modelo de Atenção Integral à Saúde, APS/ESF, unidades próprias em saúde - CliniCassi -, rede credenciada de prestadores de saúde, regulação, tecnologia na área da saúde e Cassi, déficits e os porquês, legislação da saúde suplementar, judicialização, participação social, negociações entre patrocinadores BB e Corpo Social, riscos e ameaças à Cassi e demais autogestões em saúde.

Ao fechar uma semana com tanta participação social nos debates do Sistema de Saúde Cassi, renovo minha esperança em nossa capacidade para defender nossa autogestão e o modelo assistencial, nossos direitos, e unir toda a comunidade BB para os desafios que estão colocados a nós, inclusive a defesa do próprio Banco como um dos bancos mais antigos e importantes do Brasil e do mundo.

Deixo um agradecimento muito especial a todos e todas que construíram esses eventos com centenas de pessoas. Agradecemos aos funcionári@s da Cassi, às lideranças dos trabalhadores associados, aos líderes do BB que apoiaram a ajudaram na convocação e liberação dos bancários, às entidades sindicais e associativas. Unidos somos mais fortes!

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

Só a luta nos garante!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

8.11.17

Cassi - Agenda da Diretoria de Saúde em Londrina (PR)


Reunião de trabalho em Londrina com a equipe Cassi.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

Estamos cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi no Estado do Paraná.

Nesta noite de quarta-feira, teremos aqui em Londrina a Pré-Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Paraná. Ontem foi a Pré-Conferência de Maringá e o evento foi muito positivo, conforme nos relataram a equipe da Cassi que esteve lá junto com o coordenador do Conselho Paranaense, Senhor Andretta.

Tivemos hoje uma excelente reunião de gestão com a equipe de funcionários da Cassi. Estamos implantando um projeto de Rede Referenciada para o Sistema de Saúde da Caixa de Assistência, que é baseada na Atenção Integral à Saúde. Um dos pilotos do modelo é em Londrina.

Em nosso modelo assistencial a população é cuidada a partir da Atenção Primária (APS), através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), operacionalizada por unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi. Ter uma rede credenciada parceira com especialistas referenciados para atuar em conjunto com as equipes de profissionais de saúde das CliniCassi será um passo importante para avançar na sustentabilidade e resolutividade do Sistema Cassi.

Visita da Cassi ao Sindicato dos Bancários.

Ainda pela manhã, iniciamos nosso dia visitando o Sindicato dos Bancários de Londrina e Região. Nosso mandato de gestor eleito pelos trabalhadores associados na maior autogestão em saúde do país foi pautado por uma relação de parceria e abertura com o conjunto das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil, tanto da ativa quanto dos aposentados, desde o início.

Apresentamos um balanço do mandato, esclarecemos dúvidas quanto às questões técnicas da Cassi na região e reforçamos o compromisso de atuarmos todos juntos na defesa da Caixa de Assistência, seu modelo assistencial e na defesa dos direitos em saúde da comunidade BB.

É isso, a agenda é intensa, mas é gratificante atuar no fortalecimento da participação social em nossa autogestão em saúde. Teremos ainda nesta semana, as Conferências de Saúde do RJ e de SP.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

3.11.17

Opinião - Lutar pela Cassi e associados vale a pena





"A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pela coordenação da aplicação das Politicas e Estratégias Assistenciais, incluindo informação e Educação em Saúde, Organização de Serviços Próprios, Programas e Avaliação em Saúde, além da Gestão e Apoio às Gerências Regionais" (Estatuto Social da Cassi)


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos trabalhadores.

Estamos iniciando um mês que será bastante intenso em nossa agenda de representação dos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Além das reuniões ordinárias da Diretoria Executiva de nossa autogestão, das reuniões dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, e dos estudos de dezenas e dezenas de documentos que apreciaremos neste mês, deveres de ofício, teremos agendas de nossa responsabilidade como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.

Na próxima semana, terei agenda em Londrina (PR), onde estamos acompanhando um piloto de Rede Referenciada, importante na organização dos serviços de saúde Cassi. 

Também teremos a realização das Conferências de Saúde da Cassi e dos Conselhos de Usuários do Rio de Janeiro (dia 9) e de São Paulo (dia 10). Na semana seguinte, iremos à Curitiba (dia 23) para fechar o ano de Conferências de Saúde. Em 2017, terão sido realizados 17 encontros de fortalecimento do modelo assistencial da Cassi e democracia participativa na autogestão em saúde dos trabalhadores do BB.

Após nossa participação no 20º Congresso da Unidas em Foz do Iguaçu (entre os dias 26 e 28 de outubro), onde abordamos a experiência da Cassi na Atenção Primária (APS) através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a organização de rede própria de atendimento da Cassi - as CliniCassi - e com programas de saúde para acompanhamento dos participantes assistidos em seus diversos níveis de atenção, a Caixa de Assistência está participando entre os dias 2 e 5 de novembro, em Curitiba, do 14º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade (CBMFC). Temos muitos participantes inscritos pela Cassi e nossa entidade será palestrante também.

Durante o nosso mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área responsável pelas políticas e programas de saúde da Cassi, pelo Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, e pelas unidades próprias (estrutura vertical), que inclui as 27 Unidades Cassi nos Estados e DF e as 65 CliniCassi, desenvolvemos estudos importantes que contribuem hoje para que todos os intervenientes do Sistema de Saúde Cassi saibam o quanto nossa autogestão é vanguarda em resultados de APS/ESF e pode avançar muito mais, basta nos darem oportunidades para isso.

Ao mesmo tempo, como gestor eleito, defendemos os direitos dos associados, o modelo de custeio solidário, não permitimos aumentar as coparticipações nem criar ferramentas que onerassem só os associados como, por exemplo, franquias nas internações; contribuímos para que o patrocinador BB não se desobrigasse dos aposentados no Plano de Associados (a proposta do Fundo de 6 bilhões em 2015).

JUNTO ÀS BASES - O mandato foi todo feito próximo às bases sociais e isso fortaleceu a democracia e a participação social. Atuamos com transparência e contribuímos para melhorar a comunicação da Cassi. Nós mesmos criamos o boletim Prestando Contas Cassi (clique AQUI) e produzimos mais de 500 postagens sobre o mandato e a Caixa de Assistência.


FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE SAÚDE CASSI E MANUTENÇÃO DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS FOI FOCO DE NOSSO MANDATO

Estou no 4º ano de nosso trabalho de representação dos associados na Caixa de Assistência. Tenho consciência plena do que procuramos fazer neste período de 2014 para cá. Traçamos um diagnóstico do cenário que tínhamos pela frente e as estratégias a serem perseguidas em quatro anos.

Durante o percurso, o cenário que se apresentou para a Cassi e o setor de saúde suplementar, incluindo as autogestões, foi se agravando de forma dramática. O país entrou em uma de suas piores crises políticas, econômicas e sociais e, mesmo assim, tivemos que ter um foco absoluto nas tarefas que eram de nossa responsabilidade.

Ao reler as centenas de textos que fizemos entre 2014 e 2017 para as lideranças do movimento social do Banco do Brasil, que inclui mais de uma centena de sindicados, as associações da ativa e aposentados, os conselhos de usuários e as lideranças do próprio Banco, percebemos que o percurso de luta e gestão foi percorrido com mais pontos positivos que negativos. Isso nos deixa com um sentimento bom enquanto cidadão eleito por trabalhadores.

Apesar dos riscos e ameaças do contexto brasileiro que seguem presentes aos trabalhadores, aos direitos sociais, incluindo os direitos em saúde e a própria democracia, vemos que contribuímos para fortalecer a Caixa de Assistência e os direitos dos associados foram mantidos até o momento. Sei que tem muito suor e sacrifício meu e de meus companheiros e companheiras de lutas e dos funcionários e funcionárias da Cassi nisso. 

Unimos pessoas das mais diversas linhas de pensamento no objetivo de defender a Cassi e os associados, e isso foi bom inclusive para o nosso patrocinador BB, o nosso banco público, onde trabalhamos e dedicamos nossa vida. A existência da Cassi é fundamental para a comunidade BB

Vários desafios estão colocados para as semanas que vêm, para os meses vindouros e para o próximo período pensando as etapas a serem vencidas na reorganização do Sistema de Serviços Cassi, que deve cuidar de centenas de milhares de participantes por décadas.

Nós da comunidade Banco do Brasil temos melhores perspectivas que outros segmentos da sociedade, por diversos fatores, mas sobretudo pela história de luta dessa comunidade de trabalhadores. 

Conclamo a tod@s - Vamos juntos de mãos dadas, defender e fortalecer a Cassi, a Previ, o BB público, e todas as entidades que criamos ao longo do tempo. E com isso, podemos contribuir para o Brasil reencontrar-se rumo a um futuro mais justo, solidário e igualitário, com oportunidades para tod@s.

Eu sigo firme na luta pelo que acredito ser justo para os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum: escrevo para partilhar conhecimento

Eu escrevo principalmente para lideranças e multiplicadores do movimento social bancário e do BB, numa espécie de rede de comunicação. Para grupos de interesse em luta dos trabalhadores.

Dá um trabalhão produzir informações para esse público. Peço que cada um de vocês crie o hábito de entrar diretamente em meus dois blogs digitando o endereço deles e salvando em seus favoritos, porque os grandes donos das redes sociais (como o Facebook) estão se preparando para fechar seus sistemas e ninguém vai conseguir abrir links de outros sites fora deles.

Eu escrevo no Categoria Bancária (AQUI) e no Refeitório Cultural (AQUI). Para quem acessa de celular, vê os textos em ordem cronológica. Para quem acessa de notebooks e tablets, é possível olhar no lado direito as categorias de temas (TAG) por ordem alfabética e por data de postagem. 

Tenho passado meus finais de semana organizando os textos de 2014 adiante porque neste período tem uma bela história narrada ali a respeito da autogestão Cassi, uma narrativa sob a ótica de um cidadão que representa um importante segmento de trabalhadores brasileiros.

Tudo que escrevo e compartilho é focado no princípio do copy left e do WIKI (What I Know Is), e me sinto útil como cidadão do mundo ao partilhar o que sei e o que penso. É uma pena que os algoritmos que os sites de busca estão usando, como o próprio Google, vão diminuir o número de acessos a blogs e sites comuns como esses que produzo, porque há interesses comerciais e políticos na disputa de hegemonia no mundo.

1.11.17

Cassi e o Novembro Azul - Foco na saúde dos homens


Peço às lideranças dos associados e do Banco do Brasil
que compartilhem o significado do Novembro Azul na Cassi
e acessem o site da nossa entidade. Serão disponibilizadas
nas páginas dos Estados/DF atividades de saúde dos homens.

Novembro Azul na Cassi foca a saúde dos homens de forma ampliada, pois os homens são resistentes em aderir à promoção da saúde e prevenção de doenças


O Novembro Azul surgiu em 2003, na Austrália, em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17 de novembro. Hoje em dia é uma campanha realizada por diversas entidades para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.


Nesse contexto, há ênfase no direcionamento para o rastreamento do câncer de próstata em toda a população masculina com mais de 50 anos, ou seja, a realização de testes em homens considerados saudáveis, sem queixas, nem sinais ou sintomas, sem averiguar histórico ou outras informações.


A Cassi, alinhada com o Ministério da Saúde (MS), o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e diversas entidades de respaldo internacional, como também em conformidade com a melhor evidência científica atualmente disponível, se posiciona contra o rastreamento universal com o teste de PSA ou toque retal para diagnóstico precoce do câncer de próstata.


Desta forma, a Cassi aproveitou o Novembro Azul para divulgar e promover o cuidado da saúde do homem de forma ampliada. Esta estratégia foi desenvolvida no intuito de despertar no homem o cuidado com sua saúde, evitando valorizar o foco na doença.


Muitos estudos comprovam que os homens são mais vulneráveis às doenças do que as mulheres, especialmente às enfermidades graves e crônicas. Ainda, homens morrem mais cedo que as mulheres. A despeito disso, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de saúde. A grande maioria é inserida no sistema de saúde por meio de atenção especializada, quando em situação de doença mais avançada.


Outro fator preocupante é que o homem, julgando-se invulnerável, se cuida menos e se expõe a mais situações de risco. Eles entendem a doença como um sinal de fragilidade não inerente ao homem. Na Cassi, atualmente, aproximadamente 54% dos cadastrados na Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) desenvolvida pela Cassi em seus serviços próprios, são mulheres.


É por estes aspectos que a campanha da Cassi foi aberta, com o hotsite Novembro Azul (clique AQUI), evidenciando a importância do cuidado da saúde do homem, onde o papel da família é essencial, principalmente da mulher, que, culturalmente, tem a tendência de se cuidar mais e melhor, sendo elas fortes aliadas no incentivo ao cuidado da saúde do homem.


Além disso, o dia 17 de novembro foi definido pela Cassi como o dia “D”. As CliniCassi realizarão atividades voltadas aos participantes, cadastrados e não cadastrados na ESF, no intuito de reforçar a importância do cuidado com a saúde do homem.


Independentemente da programação do Novembro Azul, as CliniCassi realizam continuamente diversas ações, dentre elas atendimentos individuais com profissional da equipe multidisciplinar, bem como atividades coletivas com foco na educação em saúde dos participantes.


No desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde, por meio da ESF, a Cassi entende ser essencial o fortalecimento dos serviços próprios, com vistas à garantir ações efetivas de promoção da saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação aos participantes Cassi.


As CliniCassi, trabalham mobilizando homens e mulheres a serem protagonistas do seu cuidado. Busquem orientações dos profissionais da ESF em uma das 65 CliniCassi espalhadas por todo o Brasil.


Abraços a tod@s e vamos mudar a cultura predominante de não-cuidado para uma cultura de autocuidado e orientações em saúde a partir das CliniCassi e das informações em saúde produzidas pela nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.



William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Referências:

1. Canadian Task Force on Preventive Health Care. Recommendations on screening for prostate cancer with the prostate-specific antigen test. CMAJ, November 4, 2014, 186 (16).

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

3. U.S. Preventive Service Task Force. Prostate Cancer: Screening. May, 2012.

4. DynaMed [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Information Services. 1995 - . Record No. 113802, Prostate cancer screeningInstituto Nacional do Câncer. Câncer de Próstata.

5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

27.10.17

Congresso Unidas Autogestões - Saúde hoje e amanhã


Experiência em APS/ESF - A trajetória da Cassi

Autogestão Cassi - compartilhando as experiências e resultados
em Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

Estamos fechando a nossa semana de gestão e lutas em defesa de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior e mais antiga autogestão em atividade no país, criada em 1944. 

Somos uma das experiência mais exitosas que se tem notícias em se tratando de um sistema de saúde solidário e organizado para atuar na promoção e prevenção, acompanhando os participantes em todas as fases de suas vidas e nos diversos níveis de atenção de cuidados necessários. Desde que chegamos eleitos à gestão da área de saúde em 2014 temos explicado isso para a comunidade BB e hoje temos estudos que balizam nossas convicções.

Nesta semana atuamos em Brasília entre segunda e quarta-feira e estamos participando do 20º Congresso Internacional Unidas, com o tema "Saúde hoje e amanhã", onde fomos convidados para sermos um dos palestrantes. O evento está sendo realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná, e vai até este sábado 28.




Em nossa palestra, compartilhamos a experiência dos trabalhadores do Banco do Brasil na criação e evolução da Caixa de Assistência ao longo de mais de sete décadas, chegando ao momento atual pós reforma estatutária de 1996, quando ousamos sair da lógica de meros pagadores de serviços de saúde para a rede credenciada no mercado e passamos a fazer a gestão da saúde da comunidade BB.

Demos alguns exemplos de resultados bastante exitosos que temos conseguido obter por meio da Atenção Primária (APS), através da Estratégia Saúde da Família (ESF). O que precisamos hoje é de investimento na ampliação do modelo para cobrir o conjunto dos assistidos no Brasil.

Quando observamos a famosa "Curva ABC", que existe em todos os planos de saúde e que equivale ao segmento de assistidos que é mais agravado e utiliza a maior parte dos recursos do sistema, vemos o quanto é melhor o resultado no uso dos recursos comparando o segmento de participantes vinculados à APS/ESF da Cassi em relação aos não cadastrados ainda.

Em nosso sistema de saúde Cassi, 9% (Curva A) dos participantes consomem 70% dos recursos. No entanto, quando olhamos o comportamento das despesas dentro da Curva A, vemos que o grau 3 de agravamento (ou nível de complexidade), o maior em nosso conceito, apresenta o grupo de vinculados com uma despesa per capita 13,9% menor em relação aos não cadastrados e não cuidados ainda por nós na ESF. É um resultado muito expressivo em se tratando de pacientes agravados.


Resultados de estudos do modelo assistencial APS/ESF,
desenvolvidos pela Diretoria de Saúde da Cassi, apontam
que o caminho para a sustentabilidade está em investir mais
na Atenção Integral à Saúde e nas unidades CliniCassi.

Quando comparamos a curva de crescimento das despesas assistenciais do segmento de participantes com o grau mais agravado (grau 3), vemos que os resultados obtidos com os assistidos cuidados pelo modelo assistencial Cassi (APS/ESF) evidenciam a necessidade de se investir mais no modelo para que TODOS os associados estejam cobertos no próximo período. O que nós precisamos, nós Cassi/Associados/Banco do Brasil, é seguir firmes com o investimento necessário para ampliar a cobertura e alcançar a tão esperada sustentabilidade.

É isso, eu faço sempre questão de agradecer ao conjunto de funcionários da Cassi que trabalham conosco - seja na sede em Brasília, seja nas Unidades Cassi e CliniCassi -, porque eles têm atendido plenamente os resultados da missão Cassi quando se trata do modelo assistencial e não medem esforços em fazer o melhor na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação dos participantes, mesmo com todas as dificuldades do setor.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

Wiliam Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

23.10.17

Cassi - Participação social no Ceará, PAF SP e novo Presidente


Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Ceará.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde.

Seguem algumas notícias publicadas no site de nossa Caixa de Assistência, tanto matérias locais como as matérias de São Paulo (novo operador logístico para o PAF) e Ceará (Conferência de Saúde), como a matéria sobre a posse do novo Presidente de nossa entidade, indicado pelo patrocinador Banco do Brasil. 

SP está com novo operador logístico para a distribuição de materiais e medicamentos e algumas não conformidades vêm sendo resolvidas nesta fase inicial. A Cassi está atuando para regularizar eventuais pendências apontadas pelos participantes.

Ao longo de nosso mandato de representação em nome dos trabalhadores associados da Cassi, em nosso constante contato com as bases sociais em todos os Estados e DF, ouvimos sugestões dos participantes para que a Cassi melhorasse sua comunicação institucional. Nós buscamos contribuir para que isso ocorresse. E temos visto uma evolução constante na produção de informações aos associados.

A nossa autogestão tem mantido boa regularidade de publicações para estreitar a relação com os seus públicos intervenientes. Peço que todos ampliem o hábito de acessar diretamente o site da entidade para encontrar soluções às questões de saúde e se empoderar mais sobre direitos e deveres.

Deixo também à disposição este nosso Blog onde presto contas de nosso mandato e abordamos as mais diversas questões afetas ao sistema de saúde Cassi, principalmente sobre as áreas às quais somos responsáveis relativas ao modelo assistencial. No Blog expressamos também nossa opinião como gestor e como representante dos trabalhadores.

Aproveitamos para dar as boas-vindas ao novo Presidente Luisinho e nos colocamos à disposição para que a governança da Cassi construa os consensos necessários para fortalecer o sistema e alcançar a sustentabilidade desta que é a maior autogestão em saúde de trabalhadores do país.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

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Conferência no Ceará teve boa participação de
associados e debate democrático fortaleceu a Cassi.

Cassi Ceará e Conselho de Usuários realizam a IX Conferência de Saúde

Publicado em: 20/10/2017


A Cassi Ceará realizou, no dia 18 de outubro, a IX Conferência de Saúde do Conselho de Usuários. O evento contou com a presença de 137 participantes, entre funcionários da ativa, aposentados, representantes da Super, Gepes e entidades representativas do funcionalismo.

O Presidente em exercício, Dênis Côrrea, fez sua apresentação sobre o Panorama Cassi com dados atuais sobre a Instituição e ressaltou a importância dos participantes conhecerem e participarem da gestão do Plano.

O tema central “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”, foi apresentado pelo Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, que ressaltou o Sistema Integrado de Atenção à Saúde para garantir o cuidado especializado e aumentar a qualidade de vida do participante.

O Diretor em exercício de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Cláudio Said, apresentou informações sobre o mercado de saúde e a judicialização. “Nossa população é a mesma e não muda, o que nos permite trabalhar a longo prazo”.

Para o Gerente de Unidade Cassi Ceará, Flávio Vinhaes, o encontro é fundamental para a participação dos associados em um rico debate com a presença da Diretoria Executiva.

"Temos que falar e conhecer mais sobre a Instituição no nosso dia a dia”, considerou o Superintendente Estadual do Banco do Brasil, Fabio Alexandre Pereira.

Ao final do evento, os novos representantes do Conselho de Usuários, para o biênio 2017-2019, foram empossados.


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Vida Link inicia a operação logística do PAF em São Paulo

Publicado em: 23/10/2017


A empresa Vida Link iniciou, no último dia 10 de outubro, a operação logística do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) para o estado de São Paulo.

A empresa fará o fornecimento dos itens de uso contínuo, autorizados pela Cassi, no domicílio dos participantes, inclusive de termolábeis (que necessitam de refrigeração).

Inicialmente, os contatos telefônicos serão voltados à identificação do volume de estoque de medicamentos de cada participante e orientações quanto às remessas. Além disso, o operador logístico conta com uma central de atendimento gratuita para orientar sobre envio de medicamentos e esclarecer dúvidas, pelo 0800 – 799 2000, de segunda a sábado, das 8h às 20h.


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Cassi tem novo Presidente


Luis Aniceto Silva Cavicchioli assumiu a Presidência da Cassi nesta sexta-feira, 20 de outubro. Funcionário de carreira do Banco do Brasil há 31 anos, ele já foi titular do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência entre junho de 2014 e novembro de 2015.

Atualmente, Luisinho atuava como Presidente da BB Tecnologia e Serviços (BBTS). Também foi Diretor de Estratégia da Marca do Banco, entre 2013 e 2016, respondendo pela formulação estratégica, governança do conglomerado do BB, gestão de processos corporativos, arquitetura organizacional e pela comunicação institucional e mercadológica. Ocupou ainda cargos de Conselheiro Fiscal, Deliberativo e de Administração de empresas públicas e privadas, como indicado pelo Banco do Brasil.

Formado em Administração de Empresas, é coautor do Livro "Organizações Inovadoras do Setor Financeiro - Teoria e Casos de Sucesso", publicado pela Editora Saraiva.


Fonte: Cassi (com adaptações do Blog)

20.10.17

Comunicação é estratégica para construir pertencimento e unidade em defesa da Cassi


Comunicando-me com associados na
50ª participação deste Diretor de Saúde
em Conferências da Cassi e dos
Conselhos de Usuários.


"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato

(Constituição Federal de 1988, Título II, Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo I, Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, Artigo 5º, Inciso IV)


Opinião

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa da saúde e dos direitos dos trabalhadores.

Estamos vivendo um momento bastante desafiador em nossas vidas por causa dos acontecimentos políticos com consequências econômicas e sociais em nosso mundo da classe trabalhadora.

Quando me comunico com as pessoas, me comunico de forma integral e plena. Exerço o nosso direito constitucional coletivo e individual de livre manifestação do pensamento. E nunca o faço de forma anônima, quem me lê, quem me ouve, sabe quem sou e o que represento.

A comunicação é estratégica e central nas relações humanas e sociais. A comunicação é vital numa organização também.

Falta de informação e conhecimento a respeito da Cassi foi um dos diagnósticos que fizemos no Planejamento Estratégico para nosso mandato de 4 anos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Percebi logo de início que a nossa Cassi era uma entidade de autogestão em saúde dos trabalhadores absolutamente fantástica pelo que significa na vida de quase um milhão de pessoas, e absolutamente desconhecida dessa mesma comunidade assistida.

Como gestor eleito responsável por uma das atividades-fim da nossa associação, decidi que lutar por avanços na comunicação e compartilhamento de informações com os associados e demais intervenientes do sistema de saúde Cassi seria eixo estratégico de nossa atuação.

E assim fizemos nesses mais de 3 anos de trabalho. 


Área de Comunicação da Cassi tem avançado positivamente

Comunicação da Cassi vem avançando graças ao trabalho diligente
da Direção, liderada pela Presidência e pelo Marketing e Comunicação.

A área de comunicação da Cassi, enquanto organização interna, é de responsabilidade da Presidência, uma das 4 diretorias da nossa autogestão e de indicação do patrão patrocinador, o Banco do Brasil. Mesmo não sendo área de nossa responsabilidade, nos colocamos à disposição, juntamente com toda a equipe da Saúde, para que houvesse avanços na área. 

Eu dou parabéns ao Marketing e Comunicação da Cassi e tenho elogiado com frequência a melhoria na comunicação. Todos ganham com isso. Se pegarmos os números do site entre 2014 e 2017 e compararmos, fica evidente a melhoria nas informações aos participantes e demais intervenientes do sistema de saúde Cassi. Foram 103 matérias em 2014, 79 matérias em 2015, 51 matérias em 2016 e 136 matérias até o momento em 2017.

Fica aqui a minha crítica em relação aos anos de 2015 e 2016 (não aos funcionários da área porque existe hierarquia e amplitude de comando). A nossa autogestão passou por dois anos de orçamento contingenciado e naquele momento era extremamente estratégico comunicar e informar à comunidade sobre como contribuir para a solução e como resolver as demandas de saúde. Parecia haver uma ordem para não comunicar. Mas hoje estamos melhor.


Prestação de contas do mandato e construção de informações sobre a Cassi e a área de saúde são centrais para o pertencimento e a defesa dos direitos dos associados que representamos

Os boletins Prestando Contas Cassi têm contribuído para dar
subsídios sobre modelos de saúde, ESF, Atenção Primária,
desafios do sistema de autogestão, programas de saúde e
resultados positivos da saúde que valorizam a nossa Cassi.

Ao mesmo tempo em que nós eleitos fomos solidários no apoio da comunicação institucional da Cassi, defini estratégias para cumprir os nossos objetivos de representante eleito pelo corpo social na gestão da área de saúde da Caixa de Assistência.

As lideranças da comunidade BB e Cassi sabem do esforço militante que fizemos para dar informações e subsídios para a defesa da Cassi, do modelo assistencial da nossa autogestão, da solidariedade e dos direitos em saúde de nossos trabalhadores associados.

Entre 2014 e 2017, passei a dar informações e opiniões através de meu Blog Categoria Bancária, onde eu prestava contas de meus mandatos sindicais desde 2006 e passei a prestar contas como Diretor de Saúde da Cassi.

Foram 88 matérias em 2014, 208 matérias em 2015, 161 matérias em 2016 e 104 matérias até o momento em 2017. Percebam que justamente nos dois anos em que os associados menos tiveram informações institucionais da nossa autogestão em crise, procurei dar informações na medida de minha capacidade e responsabilidade como um dos representantes dos donos da Cassi, os associados.

Além das matérias feitas para as lideranças e entidades representativas, 561 postagens, fizemos 38 boletins, estive em 50 Conferências de Saúde, em dezenas de vezes me reuni com os conselheiros e entidades dos 26 Estados e do DF, já visitei e conheci 42 CliniCassi e nunca deixei de atuar nas minhas responsabilidades na sede da Cassi. Haja vista que nós produzimos estudos e dados concretos que mostram a eficiência do modelo assistencial da Cassi como nunca houve na entidade.

Os boletins têm demonstrado resultados impactantes do modelo assistencial da Cassi no cuidado de participantes crônicos e agravados e isso é essencial para a saúde dos assistidos, para a tomada de decisão da gestão e para o uso dos recursos do sistema Cassi. Temos que corrigir erros, melhorar a gestão e focar na ampliação urgente da cobertura do modelo ESF/CliniCassi/Programas de saúde.

Ler boletins AQUI no Blog ou no site da Confederação (AQUI)


O patrão e patrocinador Banco do Brasil e seus representantes vêm exercendo livremente seus direitos de opinião

O Banco do Brasil e seus representantes exercem livremente
suas opiniões. Democracia é assim. Também tenho as minhas
opiniões e elas devem ser respeitadas pelo lado do patrocinador BB.
Acima, uma página do site "Cassi em Debate", criado pelo Banco.

É interessante observar que no período entre o final de 2014 e 2016 e durante os debates sobre o futuro da Cassi, o déficit e como se resolveria a questão da sustentabilidade do plano de saúde dos trabalhadores, envolvendo direitos e custeio, o patrão patrocinador Banco do Brasil criou um site para ele dar a "opinião" dele sobre a Cassi e as responsabilidades de cada um dos intervenientes.

Além do site "Cassi em Debate", o patrão, que também indica representantes na gestão paritária e atua na disputa de opiniões dos associados, publicou dezenas de boletins aos mais de 100 mil trabalhadores da ativa com opiniões a respeito da Cassi que nós eleitos nunca concordamos, mas eu entendia que ele Banco tinha o direito de expressar sua opinião também.

No exemplo que coloco acima, do site "Cassi em Debate" o Banco afirma que as CliniCassi não vinham atingindo os resultados esperados e que ele, Banco, achava que o modelo de atuação deveria ser mudado. Sabemos que o Banco em textos oficiais e institucionais questionou direitos históricos dos trabalhadores associados como a solidariedade, o próprio modelo ESF/CliniCassi, as porcentagens de custeio de cada lado etc. Questionei com dados e informações várias teses do patrão e acho que isso é democracia.

Eu não tenho notícias de nenhum membro da direção do Banco ou representantes dele na gestão da Cassi que teriam sido questionados ou que sofreram apuração por emitirem a opinião do patrão patrocinador ou deles mesmos em relação à Cassi ou em relação aos associados que representamos. Quero entender que a recíproca deve ser verdadeira. Espero não ver nenhum representante dos associados da Cassi sofrerem questionamentos do tipo por emitirem suas opiniões.


Devemos ter unidade em defesa da Cassi junto aos agentes externos e deve-se respeitar os direitos de opinião e a democracia na comunidade BB

Prezad@s, eu reafirmo aqui a necessidade de unidade entre nós todos, incluindo o patrocinador BB, para defender a Cassi em relação às dificuldades externas à nós, como crises e problemas da rede prestadora de serviços de saúde; legislação que pode prejudicar a autogestão Cassi e seus associados; lutar juntos contra a judicialização e uso inadequado dos recursos etc. Com isso, podemos fortalecer muito os cuidados em saúde de nossos mais de 700 mil participantes dos planos e usar os recursos de forma mais racional, sem a perda de nenhum direito.

Reforço também a necessidade de MUITA UNIDADE do lado dos trabalhadores associados da Cassi, em seus mais diversos segmentos, através de suas lideranças e entidades representativas, todas as vezes que houver embates e diferenças de opinião e visões no embate entre os dois lados, o do patrão patrocinador e o dos trabalhadores associados da ativa e aposentados. Um voto a menos no lado dos eleitos pode por tudo a perder na Cassi.

Abraços a tod@s e vamos juntos fortalecer o sistema de saúde Cassi, o maior patrimônio da comunidade de trabalhadores do Banco do Brasil.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

16.10.17

Cassi SC realiza a IX Conferência de Saúde


Apresentação do Blog

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde.

Segue abaixo a matéria sobre a excelente Conferência de Saúde que tivemos em Santa Catarina dias atrás, com a presença de mais de uma centena de pessoas. Fortalecemos a Caixa de Assistência e a participação social. Nesta semana que se inicia teremos a Conferência de Saúde do Conselho de Usuários e da Cassi Ceará.

Logo após a matéria da Conferência, deixo para os leitores e amigos que tiverem interesse um artigo que fiz no final de semana abordando a temática de autoconsciência e liberdade, como formas de se conseguir mais pertencimento na defesa do patrimônio dos trabalhadores.

Abraços e boa semana a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Membros do Conselho de Usuários empossados,
gerente da Unidade Emília Figueiredo, Diretor
William Mendes e Diretor Humberto S. Almeida.

Plenário da Conferência de Saúde da Cassi
e Conselho de Usuários de SC.

A Cassi Santa Catarina promoveu, no dia 5 de outubro, a IX Conferência Estadual de Saúde com o tema “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”. Participaram 112 pessoas entre aposentados, funcionários da ativa, representantes da Gepes e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB.

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, apresentou a necessidade de ampliação do Modelo Assistencial adotado pela Instituição e a importância de investimento em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, além de incentivar associados a utilizarem os serviços próprios.

Em sua palestra, o Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida, falou sobre os desafios da Cassi e a importância da racionalização dos gastos assistenciais. Destacou, ainda, as perspectivas positivas através de estratégias de negociação, com grandes prestadores e planos de mercado.

A ocasião marcou a posse da nova gestora da Unidade Santa Catarina, Emília Figueiredo Bezerra, e a dos novos representantes do Conselho de Usuários para o biênio 2017-2019. Para a Emília Figueiredo, a Conferência é um momento de partilha e troca de informações entre participantes e a Caixa de Assistência.

Para a coordenadora do Conselho de Usuários de Santa Catariana, Maria Helena Possas Feitosa, a participação de todos é fundamental para a construção de uma Cassi melhor.


Fonte: Cassi

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(Artigo do Diretor de Saúde da Cassi, publicado no Blog Refeitório Cultural)

Liberdade e consciência de classe são bases das lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores


Domingo de descanso em Osasco. Manhã fria, a temperatura mudou de mais de 31° para 16° de um dia para o outro. São Paulo é assim.

O dia deveria ser de descanso de uma jornada intensa de trabalho e lutas pela causa que defendo há pouco mais de três anos: ser gestor eleito de uma autogestão em saúde, cujos associados são os próprios trabalhadores da empresa pública à qual pertencemos, o Banco do Brasil.

Quanto mais avançam minha idade e experiência nesta breve existência, mais sinto necessidade de autoconhecimento. Meu desejo e necessidade de estudar e de preencher todas as lacunas culturais que tenho em todas as áreas do conhecimento humano me pressionam a não querer sequer deixar o corpo físico descansar. Porque a vida é um instante e somos muito ignorantes sobre quase tudo.

Tenho maltratado meu corpo na jornada que estou empreendendo na defesa da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e na defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que represento. A tarefa que percebemos que teríamos pela frente era a mais desafiadora de nossa vida de representação, quando realizamos no início do mandato o diagnóstico da situação que encontramos e planejamos os objetivos centrais a empreender em quatro anos. A Cassi era uma total desconhecida dos intervenientes do sistema em relação à sua essência.

Como disse no início, meu corpo fica me pedindo que eu durma quase que o dia todo nos finais de semana, porque estou cansado. Mas eu brigo com ele e fico acordado e tento estudar, encontrar novas ideias, explicações e experiências de nossos antepassados nas lutas sociais que possam balizar minhas estratégias em defesa das causas que defendo.

Nunca li e estudei tanto quanto nestes últimos três anos. Por mais que não tenha tempo livre porque desde o primeiro dia de mandato na Cassi trabalho ininterruptamente quase que as 24 horas do dia, porque mesmo em finais de semana, à noite, nas madrugadas, estamos usando nossa inteligência para criar estratégias de lutar contra gigantes, contra o sistema, contra a ignorância. Estudei para lutar contra o desconhecimento e a falta de consciência que podem favorecer o aniquilamento das conquistas sociais e de classe pelas quais lutamos.

Peguei para ler neste sábado um livrinho sobre Rosa Luxemburgo. Li umas cinquenta páginas, entre o sono e a atenção à esposa e filho. E também entre as tristezas que sentimos por sermos humanos e termos problemas pessoais como qualquer cidadão. Um militante de esquerda e dirigente eleito de trabalhadores não é uma máquina, é uma pessoa. 

Nesse parco tempo que li umas cinquenta páginas sobre Rosa Luxemburgo também dediquei um tempão ao meu trabalho de gestor da Cassi, pois fiz um esforço para responder participantes em diversos grupos em redes sociais (sei que não deveria fazer isso nas "folgas").


Sobre ideias de Rosa Luxemburgo

"Na questão parlamentar, Rosa Luxemburg sentia-se próxima de Friedrich Elgels, que considerava o Parlamento uma tribuna para a propaganda revolucionária, e nada mais. Para ela a sociedade só podia se emancipar se o proletariado se emancipasse. Emancipação pela prática, por uma modificação progressiva na correlação de forças, era segundo ela o único caminho que fazia sentido para a emancipação. No que Rosa Luxemburg desejava era central não o permanente crescimento numérico dos membros das organizações proletárias e dos eleitores, e sim o crescimento da autoconsciência e da capacidade de ação política. O partido devia fazer propostas à classe trabalhadora e deixar que ela decidisse, mesmo correndo o risco da rejeição, e isso tinha de ser aceito em cada caso específico."


Interessante essa visão que Rosa Luxemburgo nos dá sobre construir a autoconsciência nas pessoas participantes de um sistema social. 

Um dos objetivos centrais que empreendemos neste mandato de gestor da Caixa de Assistência foi percorrer as bases sociais da autogestão - a comunidade Banco do Brasil - e levar ao conjunto de participantes e lideranças do sistema informações básicas sobre direitos e deveres no uso da Cassi e para a tomada de decisões enquanto associados da autogestão em saúde. Eu trabalhei esse objetivo com o nome de "pertencimento".

Já que não teria condições de estar e falar com centenas de milhares de participantes do sistema Cassi ao longo do mandato, minha estratégia foi trabalhar com uma rede de conhecimento, que poderia levar o autoconhecimento aos demais usuários em sistema de teia. Foquei os Conselhos de Usuários, entidades sindicais e associativas e as lideranças do Banco do Brasil nos Estados e na Direção da empresa, o que inclui seus representantes na gestão da operadora de saúde.

A tarefa era muito desafiadora. Não havia uma cultura de informação na comunidade BB para esclarecer o que era, como funcionava, quais os problemas centrais, como resolvê-los, quais os objetivos que a Cassi tinha como missão, os deveres e obrigações de todos os intervenientes, além dos direitos. Não havia. 

Se havia cultura de informação, era algo esparso e não sistêmico. Era um trabalho voluntarioso e local de pessoas abnegadas com consciência e conhecimento a respeito da Cassi, principalmente dos funcionários das áreas de atividade-fim na sede em Brasília e nas unidades administrativas e de saúde nos Estados/DF.

Ao estar no 4° e último ano de mandato, é natural que façamos um pouco de balanço sobre os objetivos que alcançamos e os que não alcançamos, inclusive por causa de todas as dificuldades e crises que permearam todo o período.

Eu tenho um sentimento e uma leitura de que VALEU A PENA o esforço de lutar por levar mais informações de qualidade sobre o sistema de saúde Cassi e os problemas todos que o envolvem, agregando consciência e espírito de pertencimento senão ao conjunto dos participantes ao menos para as lideranças dos associados e suas entidades representativas. 

Nós vencemos uma batalha na questão do déficit entre 2014 e 2016, ao fazer o patrocinador BB colocar recursos também no sistema de saúde Cassi, junto com os associados, por não ser justo que só o lado dos trabalhadores fosse onerado. E nenhum direito social foi perdido naquela crise do déficit.


Com mais pertencimento e autoconhecimento dos trabalhadores do Sistema Cassi teremos melhores perspectivas de sustentabilidade e manutenção dos direitos em saúde

As batalhas seguem neste exato instante porque a defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores brasileiros em suas mais diversas frentes e etapas é uma guerra, uma guerra de extermínio, onde nós somos o alvo. 

Só para situar os leitores, há riscos na existência de operadoras de saúde no modelo de autogestão por diversos fatores inviabilizantes como, por exemplo, tratamento não adequado de autogestões por parte da ANS; abusos nos valores cobrados pelo sistema privado na venda de serviços de saúde - hospitais, profissionais de saúde, materiais e medicamentos -; o sistema está sendo destruído por judicialização abusiva e irracional; risco de privatização e desmantelamento de empresas públicas que mantêm os planos de saúde em modelo autogestão. Etc, infelizmente!

Nosso papel neste pequeno espaço de luta por direitos em saúde de trabalhadores (a autogestão Cassi dentro do todo) tem sido o de informar e organizar os participantes de um magnífico sistema de autogestão baseado em Atenção Integral, com Atenção Primária (APS), medicina de família (ESF) e monitoramento de participantes acometidos de doenças crônicas e outros riscos através de programas de saúde. Já fazemos isso em mais de 180 mil pessoas do sistema Cassi. 

A partir de diversos estudos internos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, construímos neste mandato para todos da Caixa de Assistência conhecimentos que facilitam o olhar técnico dos resultados em saúde, que mostram que a Cassi é muito eficiente em relação ao seu modelo de promoção e prevenção. 

Um estudo sobre os vinculados ao nosso modelo assistencial demonstrou que esse grupo tem mais qualidade de vida e usa melhor os recursos do sistema quando precisa da rede prestadora comparado a grupo nas mesmas condições de grau de complexidade e que ainda não está na Estratégia Saúde da Família (ESF), ou seja, o grupo não vinculado usa a rede prestadora sem orientação racional da ESF. Mas preciso de recursos de investimento para ampliar a cobertura do modelo para a conjunto dos assistidos. 

Atuamos com respeito às diferenças, com muita dedicação em intercalar as milhares de horas de estudos e debates na sede da entidade, onde deliberamos semanalmente sobre a gestão, com a visita presencial à base dos trabalhadores que representamos, que na Cassi é o Brasil. Todos os meses estive prestando contas, esclarecendo, mobilizando e chamando para a luta milhares de participantes, contribuindo para a consciência de classe e valorizando a liberdade que todos devem ter.

A luta tem que seguir sempre, não esmoreçam!

Abraços,

William


Fonte: Blog Refeitório Cultural