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27.8.16

II Conferência de Saúde da Cassi em Rondônia debate sustentabilidade



Na Conferência em Porto Velho, RO. O público participante
interagiu com perguntas e comentários de alto nível. 

"Estou no Banco do Brasil e na Cassi há onze anos e pela primeira vez compreendi o que é a nossa entidade de saúde, obrigado!

(depoimento de um colega e conselheiro de usuários que me fez ganhar o dia e ter a certeza que vale a pena se deslocar milhares de quilômetros para vir falar com nossos associados e comunidade BB como tenho feito em nosso mandato, superando uma dificuldade por dia).


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos em Porto Velho. Fechamos há pouco a II Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários de Rondônia. Estou feliz por mais essa missão cumprida.

Antes de chegarmos aqui, com o apoio do Sindicato dos Bancários de Rondônia, tivemos uma longa semana de trabalho em Brasília, cansativa, e que teve mesa de negociação com o BB sobre o déficit e sustentabilidade de nosso plano de saúde, depois reuniões de Diretoria, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal na sede da Cassi.

Esta foi a 30ª Conferência de Saúde que participei nesses dois anos de mandato como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, eleito pelos associados da Caixa de Assistência. O tema que apresentamos e partilhamos conhecimento e informações foi "Sustentabilidade da Cassi".


Pra não dizer que não falei das flores!

Contamos com a participação de cerca de 40 pessoas, mesmo sendo uma sexta-feira quente em Porto Velho. Agradeço de coração o trabalho que nossa equipe da Cassi realizou para que tudo desse certo, agradeço ao Sindicato pelo patrocínio de minhas passagens e hospedagem, agradeço à Anabb pelo lanche que os participantes tiveram ao final da Conferência, e agradeço a todos e todas que contribuíram e participaram do evento, as lideranças do BB, do Conselho de Usuários e da AABB.

Na Conferência, demos um panorama do setor de saúde suplementar brasileiro, depois mostramos alguns dados do setor de autogestão e da Cassi no Estado de Rondônia. Em seguida, resgatamos o histórico do déficit do Plano de Associados, explicamos a importância do modelo mutualista solidário e intergeracional, falamos da condição de saúde da população assistida por nós no Estado.

Por fim, falamos dos resultados de alguns estudos que a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento tem realizado para comprovar a importância do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF) na Cassi. A promoção de saúde e a prevenção de doenças são fundamentais, além do acompanhamento e monitoramento dos nossos participantes que já têm alguma doença crônica ou risco para suas saúdes.

Fechamos a palestra explicando sobre o sistema integrado e a necessidade de completar a reorganização dos serviços de saúde da Cassi para proteger os associados, usar melhor os recursos de nosso plano, e resistir melhor à uma crise no setor que não tem prazo para acabar.

Respondemos a diversas perguntas dos participantes, inclusive sobre a proposta do banco feita nesta semana e as perspectivas para as próximas semanas.


Belo presente que recebi de nossa
equipe da Cassi Rondônia! Muito grato!

Antes da posse dos conselheir@s de usuários, recebi um presente de nossa equipe da Cassi que me emocionou: o livro "De jogos e festas" do grande escritor José J. Veiga e uma caneta bem bonita. Pensa que coisa legal? Obrigado pessoal! Obrigado!

É isso. Vamos dormir um pouquinho, embarcar umas 3 horas da madrugada e chegar em Brasília no sábado de manhã.

A gente faz o que tem que ser feito, principalmente quando o assunto é fortalecer as coisas coletivas, os direitos sociais, os trabalhadores e entidades fundamentais como a nossa Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)





Unidade Cassi Rondônia e CliniCassi Porto Velho


Modificado em: 12 Janeiro 2016 (Fonte: site da Cassi)

Endereço: Rua Tenreiro Aranha, 2862 – Olaria - Porto Velho (RO) – CEP 76.801-254
Telefone: (69) 3533-5959 / 3533-5958
Fax: (69) 3533-5969
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0006-31

Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 18h

Serviços: 

Saúde ocupacional (realização de exames periódicos da saúde e admissionais), perícias, autorização de procedimentos previstos nos Planos (Associados e CASSI Família) e nos benefícios previstos no PAS, programas de prevenção, saúde do trabalhador, atendimento administrativo a participantes e prestadores, pronto atendimento para consultas não agendadas, serviços ambulatoriais para realização de curativos, nebulização e observação clínica.

Gerente de Unidade - Rosimeire Neves Barbosa

23.8.16

Agenda do Diretor de Saúde da Cassi (DF e RO)


Post Scriptum (25/8, quinta, às 12:56h):

No dia de ontem, quarta, fiquei na Cassi até umas 21h. Os três dias da semana foram muito intensos e extensos.

Hoje pela manhã, já fiz a leitura das decisões do CD e alguns estudos que preciso fazer. A reunião com a direção do BB sobre a proposta feita à Comissão Negociadora das entidades representativas do funcionalismo ocorreu ontem mesmo, à noite.

Hoje ainda vamos estudar bastante e preparar nossa participação na agenda da Conferência de Saúde em Rondônia nesta sexta-feira.

Seguimos firmes aqui em nossos compromissos e tarefas em defesa da Cassi e do Modelo de Atenção Integral à Saúde e ESF, em defesa dos direitos dos associados e dos funcionários da Cassi.

William Mendes


Encerramos os trabalhos na Cassi quase às 22h.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos finalizando os trabalhos nesta terça-feira 23. Hoje e ontem, segunda-feira, foram dias de jornadas extensas e de muito estudo, debates, deliberações e negociações a respeito dos direitos de nossos associados na Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, a Cassi.

Nesta segunda, tivemos reunião na Comissão Negociadora das entidades representativas do funcionalismo (na Anabb) e depois mesa com o Banco do Brasil sobre a questão do déficit do Plano de Associados e sustentabilidade da nossa entidade de saúde.

Nesta terça, além da reunião semanal de Diretoria Executiva, tivemos a reunião prévia dos eleitos do Conselho Deliberativo da Cassi.

Nesta quarta-feira 24, teremos a reunião do Conselho Deliberativo e a reunião prévia do Conselho Fiscal. Na quinta é a vez da reunião do CF. Também teremos agenda interna de trabalho na sede da Cassi, inclusive com reunião para tratar com o patrocinador BB de questões afetas à mesa de segunda-feira e proposta para a Cassi.




II Conferência de Saúde da Cassi Rondônia

Na sexta-feira 26, estaremos em Porto Velho (RO) para participar da 2ª Conferência de Saúde da Cassi. Na oportunidade, iremos fazer palestra a respeito da sustentabilidade de nossa entidade e o evento também renova o Conselho de Usuários para o próximo biênio 2016-18.

Estamos contando com apoio do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia, que arcou com nosso transporte e hospedagem para levarmos informações aos bancários do BB e participantes da Cassi. 

Agradeço de coração tanto ao Sindicato, quanto à nossa equipe Cassi, e demais entidades e lideranças que estão empenhadas em realizarmos uma boa conferência.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

Banco do Brasil apresenta proposta para a Cassi e debate prossegue


Comentário do blog:

Segue abaixo a nota sobre a negociação ocorrida com o Banco do Brasil na data de ontem. Apresento a matéria sem juízo de valor. Estou aguardando maiores esclarecimentos por parte do patrocinador BB, que ocorrerão em reunião interna com a governança da Cassi ainda nesta semana.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


(matéria da Contraf-CUT - 23/8/16)

Mesa de negociação sobre a Cassi com o BB.
Foto: Guina Ferraz.
Montante de recursos extraordinários projetado será de aproximadamente R$ 34 milhões mensais

O Banco do Brasil apresentou nesta segunda-feira (22), em Brasília, uma proposta para a Cassi, envolvendo desenvolvimento de projetos e investimentos pelo banco e associados, com o objetivo de dar equilíbrio financeiro e ampliação dos programas de saúde da Caixa de Assistência.

A proposta apresentada na mesa de negociação consiste em várias fases, como a de Governança, Gestão e Operação, incluindo desenvolvimento de projetos com apoio de consultoria especializada para análise, revisão e validação dos modelos de Promoção de Saúde e Prevenção de Doença, e dos modelos do Plano de Saúde.

A proposta financeira apresentada prevê contribuição mensal extraordinária dos participantes do Plano de Associados, ativos, aposentados e pensionistas, no valor de 1% do salário ou benefício até dezembro de 2019.

O Banco do Brasil se compromete com a contratação e pagamento das despesas com a consultoria especializada para análise dos projetos e com o ressarcimento extraordinário, também até dezembro de 2019, de despesas mensais dos Programas de Atenção Domiciliar - PAD e Assistência Farmacêutica - PAF, das Coberturas Especiais e da estrutura própria de atendimento composta pelas CliniCassi. Estas despesas mensais seriam de programas vinculados ao Plano de Associados em montante equivalente à contribuição extraordinária dos associados.

O montante de recursos extraordinários projetado será de aproximadamente R$ 34 milhões mensais, somando-se os recursos do BB e dos associados.

Acompanhamento, prestação de contas e auditoria

Como forma de acompanhamento dos projetos e implementação das propostas, a Cassi deverá fazer prestação de contas trimestral ao Corpo Social (Associados) e ao Banco do Brasil.

A Cassi deverá também instituir uma Gerência de Assessoramento ao Comitê de Auditoria (COAUD) para reforçar o papel de apoio do COAUD ao Conselho Deliberativo em relação à supervisão dos processos internos e também o acompanhamento dos projetos.

A proposta contempla ainda a necessidade de aperfeiçoamento no processo de recrutamento e seleção da Cassi e melhoria no sistema de acompanhamento de gestão, com indicadores a serem desenvolvidos e estabelecidos pela Governança da Cassi.


Consulta ao Corpo Social

Para ser validada, a proposta deverá ser formalizada por meio de acordo entre as entidades que compõem a Mesa de Negociação, nos colegiados da Cassi e do BB, e encaminhada para consulta ao Corpo Social.


Entidades cobram melhorias na proposta

As entidades que compõem a mesa de negociação afirmaram ao banco que há necessidade de revisão nos valores apresentados, uma vez que o total dos investimentos do BB seriam desproporcionais à contribuição extraordinária dos associados, considerado o custeio atual da Cassi.

Os representantes dos funcionários, assessorados por dirigentes eleitos da Cassi, cobraram ainda que o banco faça um detalhamento de cada programa no âmbito da Cassi, para que se tenha um melhor esclarecimento da proposta apresentada.


Negociação continua

Foi acertada uma reunião entre a área técnica do BB e a Diretoria da Cassi para ser realizada até o final desta semana, quando será agendada nova reunião da mesa de negociação para o Banco apresentar respostas às melhorias solicitadas pelas entidades, como forma de dar continuidade às negociações.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, foi importante o banco apresentar uma proposta, mas ainda precisa ser melhorada, para que seja avaliada pelas entidades representativas. “A melhoria nos programas de prevenção de saúde é reivindicação da mesa de negociação, mas o detalhamento dos programas e avanços na parte financeira são necessários para a continuidade das negociações”, concluiu


Fonte: Contraf-CUT

19.8.16

Cassi reforça parcerias pela promoção da saúde em SC



Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato em Santa Catarina.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, esteve nesta quinta e sexta em Florianópolis, cumprindo agenda de planejamento em defesa da promoção da saúde e prevenção de doenças, do fortalecimento do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF).

A Cassi é a maior autogestão em saúde do país e atende a mais de 700 mil vidas dentro da comunidade Banco do Brasil. Nesta semana, estivemos no Paraná e em Santa Catarina congregando parcerias em prol do fortalecimento da nossa entidade de saúde dos trabalhadores. Nossa gestão é compartilhada entre o banco e os associados.


Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato

Comunicação mais dinâmica sobre autocuidado e promoção de saúde para o conjunto dos bancários em Santa Catarina é uma das propostas consensuais de trabalho para o próximo período no Estado. Também foram pensadas estratégias e ações para envolver o conjunto do funcionalismo nos temas inerentes à saúde, à Cassi e formas de comunicar a respeito de direitos e deveres dos associados, explicar como funciona a nossa entidade de saúde, as CliniCassi e o modelo assistencial.

Na reunião de trabalho, também foram pensadas estratégias para melhorar a eficiência na realização dos exames periódicos de saúde e check ups dos primeiros gestores, serviços previstos no convênio entre o Banco e a Cassi.


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SC.

Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi Santa Catarina

Estivemos também reunidos com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi e debatemos diversas questões por cerca de 3 horas. Pudemos explicar a agenda de trabalho da Diretoria de Saúde, que estamos empreendendo desde o início do ano e respondemos a diversas questões abordadas pelos conselheiros, tanto de nossa área de responsabilidade como também das demais áreas da Caixa de Assistência.

Ouvimos sugestões e preocupações e também opinamos sobre o tema sustentabilidade e mesa de negociações sobre o déficit do Plano de Associados. Essas reuniões que realizamos nos estados são muito produtivas e nos dão forte sentido na missão de representação do corpo social.


Reunião com equipe de funcionários da Cassi.

Reunião de gestão e com funcionários da Cassi SC

Na manhã desta sexta, iniciamos nosso dia de trabalho conversando com os nosso trabalhadores da Cassi. É sempre um momento de agradecer o empenho e dedicação de nossas equipes profissionais e reforçar nosso apreço por este patrimônio da Cassi.

Na tarde e noite de quinta, estivemos reunidos com a equipe de gestores numa agenda muito produtiva de análises de números, estatísticas, estratégias de saúde e proposições para avançarmos no objetivos da Cassi no Estado de Santa Catarina, onde temos mais de 20 mil participantes assistidos e 4 CliniCassi, estando uma na capital e as outras três em Blumenau, Balneário Camboriú e Joinville.

Terminamos esta agenda de trabalho no Paraná e Santa Catarina com a convicção que a melhor perspectiva de futuro e sustentabilidade para a Cassi é avançar no Modelo de Atenção Integral à Saúde, ampliando a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), melhorando a acessibilidade à Atenção Primária à Saúde (APS) nas CliniCassi, a coordenação de cuidados em nossos participantes e usando de forma mais racional os recursos de nossa Caixa de Assistência.

E precisamos que o Banco do Brasil e as entidades representativas nos apoiem neste trabalho junto à comunidade assistida.

Agradeço a acolhida fraterna e profícua que tivemos nesta agenda em Santa Catarina.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

As despesas desta agenda foram todas bancadas por mim mesmo. Não posso ficar parado na sede em Brasília por qualquer empecilho que criem em relação às tarefas que temos que realizar para a Cassi e os associados.

18.8.16

Cassi acerta parcerias pela promoção da saúde no Paraná


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Cumprimos agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento nesta quarta-feira 17 em Curitiba, Paraná.


Reunião Cassi, Super e Gepes Paraná.

Reunião Cassi, Super e Gepes PR

Nos reunimos com a Superintendência e a Gepes do Banco do Brasil para fortalecer parcerias em comunicação e distribuição de informações nos canais corporativos a respeito da Caixa de Assistência, como a entidade de saúde funciona e quais atendimentos estão disponíveis nas CliniCassi, sobre o Modelo Assistencial de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), bem como aproveitamos o encontro entre Cassi e BB para reforçar as parcerias já existentes como o Convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional).

É de interesse comum fortalecer a promoção de saúde e prevenção de doenças tanto para os trabalhadores que estão na ativa quanto para a comunidade de colegas aposentados, e os respectivos familiares dos associados. A Cassi tem nos funcionários do Banco do Brasil um público assistido com boas perspectivas de acompanhamento de sua saúde e monitoramento de eventuais doenças crônicas comuns na contemporaneidade.

A unidade Cassi PR já realiza atividades coletivas com a comunidade assistida e as parcerias com o Banco do Brasil podem ampliar as possibilidades de trabalho em prol da saúde.

O Sindicato não pode estar na reunião por agenda de lançamento da Campanha Nacional dos Bancários durante o dia.


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi Paraná.

Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi PR

Na tarde desta quarta-feira, também nos reunimos com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi e contamos também com a presença do Conselheiro Deliberativo da Cassi Luiz Pizetta.

Pudemos abordar um pouco sobre o trabalho que estamos realizando à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, nos colocamos à disposição para as perguntas, análises e trocas de opiniões acerca dos temas sustentabilidade, gestão, mesa de negociações, dentre outros temas.

Estivemos reunidos por cerca de 3 horas e como é de costume, saímos revigorados pelo contato com as lideranças e voluntários desta instituição muito valorosa, o Conselho de Usuários.


Reunião de gestão e com os funcionários da Cassi

Dentro de nossa agenda de trabalho está incluída a realização de reuniões com os gestores da Cassi no Estado e com os nossos funcionários e funcionárias, que dedicam suas vidas ao acolhimento e cuidado e busca de soluções para as demandas dos associados e participantes da Cassi.

Essas reuniões são de grande valia para mim porque nos aproxima dos problemas reais que nossas equipes enfrentam no dia a dia de nossa entidade de saúde.


Com lideranças e amigos no Sindicato dos Bancários.

Visita ao Sindicato e reunião com os bancários e bancárias no BB do Edifício Palladium

Pela manhã, logo no início de nossos trabalhos, estivemos reunidos com as lideranças do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e depois fomos convidados para falar com os trabalhadores na base a respeito da Cassi.

Agradeço muito a oportunidade e também agradeço sensibilizado a acolhida que sempre temos aqui no Estado do Paraná por parte de todas as entidades e das lideranças e trabalhadores.

Deixo um forte abraço a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

16.8.16

Opinião e agenda do Diretor de Saúde (DF, PR, SC)





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nossa semana de trabalho começou tão intensa nas temáticas e tão extensa nas jornadas que só agora ao final da terça-feira é que pudemos postar aqui nossa opinião e nossa prestação de contas do mandato.

Na segunda 15 e nesta terça 16 foram os dias de estudos, leituras e debates a respeito da pauta de reunião da Diretoria Executiva (quase 60 itens) e deliberações até agora há pouco, 19h. Foram umas 25 horas de trabalho.

Nossa semana de trabalho tem sequência nesta quarta, quinta e sexta cumprindo agenda do planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área que somos responsáveis como um dos diretores eleitos pelos associados da Cassi.

O momento é importante, definidor de nosso futuro e acreditamos muito na agenda que estamos empreendendo pelo Brasil afora, onde estão os nossos associados, suas entidades representativas e lideranças, e onde estão também as dependências do patrocinador BB, a empresa que é cogestora da Cassi junto com os eleitos pelo Corpo Social.

Nossa missão desde que chegamos eleitos em 2014 tem sido levar a toda a comunidade BB o conhecimento adequado sobre o que é a Cassi, como ela funciona, o que está previsto para ser implantado, os problemas internos a superar e principalmente os problemas do setor saúde que afetam sobremaneira a sustentabilidade da Cassi e de outras operadoras de saúde, principalmente as autogestões.

Planejamos visitar todos os Estados e DF para buscar parcerias com o Banco do Brasil e as entidades representativas para fortalecer o nosso Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família ESF), explicando como funcionam as CliniCassi já instaladas, a base de nosso modelo na Atenção Primária à Saúde (APS) e o quanto é importante o empoderamento e pertencimento por parte dos associados, lideranças e gestores do BB para melhor uso de nossa entidade de saúde e melhor atendimento de expectativas dos associados, mantendo a sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência.

Fico esperançoso quando vejo que não tem sido em vão nossa jornada tão dura de atuar tanto na burocracia da sede, quanto fazendo um esforço imenso de ir às bases, ouvir as pessoas, falar pessoalmente e conhecer a realidade de nossa população assistida. Nos últimos dois anos, nossas bandeiras de saúde e modelo assistencial foram consensos na construção da pauta nacional dos bancários do BB. É um desejo de todos focar na Atenção Integral, na ESF e na promoção de saúde e prevenção de doenças.

Também aguardo com ansiedade a próxima mesa negocial sobre a questão do déficit do Plano de Associados da Cassi, marcada para a segunda-feira 22, porque o patrocinador BB e as entidades representativas estão falando da mesma temática da promoção de saúde e prevenção de doenças.

Vamos para nossa jornada no Paraná e em Santa Catarina. Até dezembro, eu terei ido em todos os Estados conversar com as pessoas e propor parcerias para a promoção de saúde. É meu papel de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento. Vou de coração leve para essa jornada porque vale a pena para a Cassi e para os associados, e vale a pena por causa dos funcionários de nossa entidade de saúde, tão dedicados em cuidar de nós associados e familiares.

Um abraço a todos os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

12.8.16

Cassi - a respeito do "chamado" de meus colegas do MNOB/CSP/Conlutas/PSTU




Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Eu sou um grande defensor da Política porque ela é melhor que as guerras, que matam nossos entes queridos. Também prefiro a Politica porque é uma forma encontrada pela sociedade humana de conviver com as diferenças sem eliminar a alteridade, a diversidade, o outro. As maiorias podem ter o direito de governar, mas têm que respeitar e tolerar as minorias. Pelo menos é o que eu acredito.

Cresci politicamente como dirigente sindical bancário participando dia a dia das lutas da nossa categoria pelo menos nos últimos 15 anos. Fui integrante de toda a construção nacional da campanha unificada dos bancários, da política de aumento real de salários (ao invés da tese das "perdas" com números astronômicos de reivindicação de 100% de reajuste etc). Fui coordenador nacional das negociações com o Banco do Brasil e mais recentemente fui eleito Diretor de nossa entidade de saúde.

Ao longo dessa jornada, tive uma vida política de convivência respeitosa e fraterna com todas as correntes do movimento sindical brasileiro, dentro do espectro político onde militei, o ramo financeiro.

Li o "chamado" de meus colegas Angelo, Leodete, Ronaldo e Juliana, os três primeiros com mandatos recém-eleitos na Cassi e a quarta com mandato no Caref. O texto está no site da Juliana do Caref. 

Desta vez, gostei do texto desse grupo político porque não foi desrespeitoso, como ocorreu quando a colega Caref afirmou que iria "nos varrer" como se fôssemos lixo, provavelmente numa intenção de dizer que todos nós que somos oriundos do movimento sindical ao qual o grupamento deles se opõe seriamos eliminados dos espaços de representação (espero que a intenção tenha sido essa, porque assim poderíamos ao menos seguir existindo).

Vou deixar abaixo o texto deles para conhecimento e reflexão das pessoas que leem aqui a respeito de minhas opiniões e minha prestação de contas do mandato. Antes do texto, teço um comentário rápido.


- É comum no movimento sindical as correntes políticas terem 'diagnósticos' semelhantes sobre problemas (a problemática). As diferenças entre nós se apresentam mesmo é na proposição para as soluções (a solucionática) e nas responsabilidades com os trabalhadores que representamos.

Desde o dia 17 de dezembro de 2014 procurei o movimento sindical bancário para informar sobre os problemas do déficit do Plano de Associados, o que o patrocinador-patrão propunha, o que nós eleitos propúnhamos, e pedi apoio do movimento sindical, com construção de mobilização, calendário de lutas e mesa negocial com o banco. Fiz o mesmo com as entidades representativas da comunidade BB.

Os diagnósticos apresentados no "chamado", que eu também venho fazendo há dois anos, todas as entidades e grupos do funcionalismo já conhecem e acho que quase (senão) todos devem concordar, ou seja, que o banco patrocinador tem responsabilidades sobre as causas do déficit (porque também há problemas oriundos do setor saúde, negar seria desonestidade intelectual).

Eu acho um absurdo o tipo de pesquisa tendenciosa que o nosso patrão BB faz em véspera de campanha salarial. Mas é direito dele fazer.

Eu reafirmo minha opinião sobre a solução para o momento e para o contexto em que estamos, e ficarei feliz se houver uma revolução, uma grande mudança comportamental nas próximas semanas por parte do corpo social e tivermos uma grande mobilização que faça o patrocinador BB se 'sensibilizar' um pouco mais e colocar a mão no bolso para pelo menos dividir a conta da solução do déficit. Meus votos e opiniões seguirão sendo publicizados, até com antecedência, sim. Aliás, será que vou ter que começar a divulgar também quando eu perder por 3 x 1 nos debates da governança?

Por fim, normalmente eu não ligo, mas para representações formais é o mínimo que temos que esperar, o meu nome é "William" com "m" de macaco e não "Willian".

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)




"UM CHAMADO A TODOS OS REPRESENTANTES ELEITOS PELOS TRABALHADORES: ENFRENTAR A CRISE DA CASSI E NÃO CEDER ÀS CHANTAGENS

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI, Willian Mendes, divulgou uma nota no dia 02/08/2016, “Opinião sobre negociações CASSI e agenda do Diretor de Saúde (DF e GO)”, defendendo uma proposta de “aumento da receita do plano, dos atuais 7,5% para 10%, mantendo-se a proporção estatutária…” para resolução do déficit. Assim, a contribuição do associado passaria de 3 para 4%. Manifestamo-nos contrários a esta proposta que divide o ônus , de forma igualitária, entre o Banco e os associados. Para nós, é um grave erro um diretor eleito pelo funcionalismo, antes mesmo do banco apresentar sua proposta, publicizar uma posição com este conteúdo.

Foi estabelecido, corretamente pelas entidades, algumas premissas para a negociação: a defesa da solidariedade e a manutenção da cobertura para ativos e aposentados. Para nós é necessário agregar outra: o Banco é o responsável por nossa saúde e deve arcar com este custo. A CASSI é um beneficio indireto pelo qual vendemos nossa força de trabalho em condições cada vez mais massacrantes.

Concordamos com William sobre o que gerou o déficit: o descompasso entre nossos salários e o reajuste na inflação médica. Com o planos de funções, houve um agravamento desta situação, pois houve rebaixamento salarial dos colegas que migraram para a jornada de 6 horas. Isso faz com que a contribuição para a CASSI (associado e patrocinador) seja insuficiente para manter equilibrada a sua situação financeira.

Encontrar o diagnóstico é o primeiro passo para curar o paciente. Porém, na proposta apresentada por William consta o aumento da contribuição na mesma proporção para associados e patrocinador. A política que o Banco tem imposto aos funcionários, como a ilegal jornada de oito horas, o assédio moral, o ataque ao antigo PCS , os descomissionamentos, reestruturações etc., tornam a atividade bancária cada vez mais estressante, gerando maior adoecimento, o que afeta diretamente a CASSI. Se é o Banco que gerou o desequilíbrio , ele é que deve cobri-lo.

O Banco afirmou que apresentará sua proposta de resolução do déficit até o fim da primeira quinzena de Agosto. Espertamente, encomendou uma pesquisa de opinião que busca saber o quanto estamos dispostos a ceder para garantir a saúde financeira de nossa Caixa de Assistência. Entre os questionamentos, relaciona o aumento das co-participações, a redução de benefícios, a cobrança por idade ou a cobrança por dependente (o que fere a solidariedade). Nesta pesquisa, assim como em todas as negociações anteriores o ônus, o Banco quer depositar o déficit exclusivamente em nosso colo. O tempo é curto. As propostas começam a surgir e tudo indica que em breve será apresentada uma proposta de reforma estatutária para nos impor mais um ataque. Fazemos um chamado a todo o funcionalismo que diga NÃO às propostas sugestionadas na pesquisa.

Qualquer consulta ao Corpo Social (para mudança estatutária) só poderá ir a voto se contar com a anuência da mesa de negociação. Para não abrirmos margem para a campanha do Banco , é urgente que todos nossos representantes eleitos, seja nos Conselhos ou na Diretoria da CASSI, seja nas entidades que compõem a mesa de negociação, que não aceitaremos pagar por um déficit que não é de nossa responsabilidade.

Não basta que os nossos representantes façam estudos e elaborem propostas . O Banco não será “convencido” que o apresentado é o correto. Além da firmeza na negociação, é necessário ir além. Estamos atrasados. Tem que acontecer pressão efetiva sobre o Banco . Defendemos que, no mês de Agosto, realizemos um GRANDE DIA DE LUTA em defesa da CASSI, com paralisações parciais, debates, assembleias. É necessário fazer um chamado aos aposentados para que se juntem aos ativos nesta luta.

Estamos entrando em mais uma campanha salarial e lá apresentaremos toda nossa pauta, inclusive as específicas. É inadmissível iniciarmos esta campanha aceitando uma proposta que nos imponha mais perdas (pois significará um rebaixamento salarial) sem antes ter testado toda nossa capacidade de luta.

Willian afirma que votou contra as propostas em que o Banco tentou nos impor todo o custo. É o mínimo que esperamos de nossos representantes. Isso é insuficiente. Queremos que estejam ao lado dos associados até o fim. Nós, que também somos representantes eleitos, nos colocamos a serviço desta luta. Fazemos um chamado a todos os demais eleitos: Não é hora de ceder. Todos precisam se transformar em alavancas para nossa mobilização.

Assinam:
Angelo Argondizzi- Conselheiro Fiscal da CASSI e funcionário Cesup Campinas
Leodete Sandra – Conselheiro Fiscal da CASSI e funcionaria Gecex PE
Ronaldo de Moraes Ferreira – Conselheiro Deliberativo da CASSI e aposentado
Juliana Donato – Representante dos Funcionários no Conselho de Administração do BB" (Fonte: site da Juliana do caref)


11.8.16

Cassi reforça parcerias em defesa da promoção da saúde em Uberaba (MG)


Reunião com equipe de funcionários da CliniCassi
Uberaba e com lideranças da comunidade BB.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,


Nesta quinta 11, tivemos a satisfação de visitar a nossa unidade de atendimento à saúde CliniCassi Uberaba. Conhecer nossos trabalhadores da Cassi, nossas unidades administrativas e de atendimento à saúde e nossas lideranças e associados da comunidade BB faz parte de nosso planejamento de fortalecimento do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF).


Às vezes me pergunto: é difícil realizar esta agenda de trabalho que estou empreendendo neste ano de 2016 em busca de parcerias em todos os Estados e Distrito Federal para criar mais conhecimento e pertencimento à Cassi?

- É difícil sim, mas só quem supera as dificuldades das distâncias num país continental, as dificuldades de tempo (porque acabamos trabalhando longas jornadas), dificuldades de recursos e cansaço físico, enfim, só quem faz isso sabe o quanto é bom conversar com as pessoas, explicar sobre a nossa querida Caixa de Assistência, como ela funciona e as dificuldades que enfrenta na maior parte das vezes por motivos externos (crises no setor saúde).

Afirmo com conhecimento de causa que ir às bases sociais da Cassi e fortalecer o vínculo dos participantes com a entidade de saúde faz um bem danado e nos dá sentido para seguir cumprindo a nossa missão de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento eleito pelo corpo social.


Tivemos uma excelente reunião com os funcionários da Cassi e logo em seguida a reunião foi ampliada com as lideranças da comunidade - o Sindicato, a Afabb, o conselho de usuários. Tivemos uma manhã onde pudemos ouvir as sugestões, conhecer as pessoas, prestar contas de nosso trabalho à frente da Diretoria que somos responsáveis e explicar o porquê de nossa defesa intransigente da SOLIDARIEDADE no modelo de custeio da Cassi. Além de estreitar parcerias para que os participantes se referenciem mais na Cassi na hora de buscar soluções para seus problemas de saúde.


Unidade CliniCassi Uberaba,
localizada no centro da cidade.

A CliniCassi Uberaba tem uma equipe pronta para receber a comunidade BB de Uberaba e região e deixo abaixo as informações que já constam de nosso site sobre a unidade de atendimento.


CliniCassi Uberaba


Endereço: Rua Cunha Campos, 83 - Nossa Senhora da Abadia - Uberaba - MG - 38020-025
Telefone: (34) 3322-3340
Fax: (34) 3332-1561
E-mail: clinicassi.uberaba.mg@cassi.com.br CNPJ: 33.719.485/0062-49
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 7 às 18h

Serviços:
- Consulta com clínico geral, sem horário marcado
- Consulta agendada com médico de família e enfermeira
- Perícia médica para autorização de procedimentos
- Saúde ocupacional (Exame Periódico de Saúde, avaliação da capacidade laboral e homologação de licença saúde)
- Autorização de medicamentos de uso contínuo
- Autorização e gerenciamento de atendimento em domicílio
- Gerenciamento de cuidados em saúde mental e para pessoas com deficiência
- Auxílio na cessação do tabagismo
- Procedimentos de enfermagem
- Nebulização
- Administração de medicamentos (vias oral, venosa, intramuscular e subcutânea)
- Aferição dos sinais vitais (pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e pulso arterial)
- Medição da glicose capilar
- Gerenciamento de doenças crônicas
- Exames clínicos em geral
- Eletrocardiograma a pedido do médico

Enfermeira Supervisora – Cirlene Alves da Silva


O Modelo de Atenção Integral à Saúde e a ESF

Se por um lado, o Plano de Associados está em discussão entre os patrocinadores Banco do Brasil e corpo social para encontrar o equilíbrio no custeio e nas despesas assistenciais, e isso já ocorreu nas décadas de existência da entidade, por outro, as perspectivas de futuro da Cassi e do cuidado dos participantes é muito grande. Basta todos focarem os mesmos objetivos de ampliar e completar o modelo assistencial.

A Cassi tem um público assistido que é estável e somente a população de funcionários da ativa já mostra a grandeza dos números - cerca de 100 mil trabalhadores -, que serão cuidados pela Caixa de Assistência por décadas. 

Ou seja, o Diretor de Saúde está cumprindo uma agenda de planejamento de buscar parcerias e apoio do BB e da comunidade para empoderar as pessoas e ampliarmos o modelo assistencial de promoção de saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação dos participantes. Esta é nossa missão e isso é melhor em termos de saúde e usa melhor os recursos dos planos de saúde.

Eu seguirei indo até onde estão os associados e as entidades da comunidade assistida pela Cassi porque acredito verdadeiramente que a solução para a Cassi está no fortalecimento do modelo assistencial da nossa entidade de saúde. Peço que o patrocinador BB venha conosco neste trabalho de cuidar de pessoas porque ele é gestor da Cassi também e precisamos do apoio para avançar com nossos projetos de reorganizar o sistema de serviços de saúde da Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s e agradecimentos pela acolhida que tivemos em Uberaba e nossa agenda de trabalho segue na semana que vem indo ao Paraná e a Santa Catarina buscar parcerias para fortalecer a Cassi e nosso modelo assistencial.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:
Nossa despesa com essa agenda foi de 253 reais (táxi e passagem).



10.8.16

Minha solidariedade à médica de família Júlia Rocha


Apresentação da matéria pelo blog

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Reproduzo abaixo matéria da excelente jornalista Conceição Lemes, do site "Vi o Mundo", um portal com reportagens e matérias investigativas de muita qualidade.

Júlia Rocha, preceptora e médica de família da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, ao postar em seu perfil na rede social Facebook um texto dizendo que o mais importante é ouvir os pacientes da forma como eles falam, foi agredida em rede social com preconceito, racismo e misoginia. Onde vamos parar com esse ódio todo plantado em nosso país pelos grupos que construíram o Golpe de Estado e o fim da democracia brasileira?

Peço que leiam a entrevista dela ao final da matéria falando do papel do Médico de Família. É muito legal!

A Cassi é uma entidade de saúde de autogestão dos trabalhadores do Banco do Brasil e nosso modelo assistencial é baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF). Como gestor da entidade e responsável por essa área, a saúde, passei a conviver com os maravilhosos profissionais médicos de família. Nós temos 142 equipes de família em nossa Caixa de Assistência atuando em todos os Estados do país e acreditamos muito no trabalho de Atenção Integral à Saúde feito pelos médicos de família.


E viva todo tipo de cabelo!!!
Deixo minha solidariedade à médica de família Júlia Rocha e meu respeito e gratidão a todas e todos os cidadãos que escolhem essa área médica para atuarem e dedicarem suas vidas.

Chega de preconceitos, intolerância e ódio em nosso país e no seio de nosso povo. Isso faz mal pra saúde e faz mal para nossa vida e para a sociedade.

Aos que tiverem interesse, a matéria explica o que aconteceu com detalhes.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi



(reprodução de matéria do site Vi o Mundo)


Médica defende o direito de o paciente falar do “jeitinho” que sabe, e vira alvo de racismo e misoginia nas redes sociais:”Foi como levar chute no estômago”

08 de agosto de 2016 às 19h04


Guilherme Capel, Júlia Rocha e Milton Pires

por Conceição Lemes

Há pouco mais de uma semana, dois posts publicados por médicos numa rede social viralizaram. Ambos envolviam a relação médico-paciente, mas com olhares e posturas diametralmente opostas.

O primeiro foi na quarta-feira, 27 de julho. Após atender o mecânico José Mauro de Oliveira Lima, 42 anos, no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), o clínico-geral Guilherme Capel Pasqua foi para a internet e debochou.

Com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras”, publicou uma foto sua, com o receituário na mão e a inscrição: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.

Duas colegas do hospital — a enfermeira Renata Rodrigues e a recepcionista Adrielli Conti – aderiram à chacota.





Na família do mecânico e nas redes sociais, muita indignação, especialmente com o médico.

Afinal, ao se formar, ele fez o “Juramento de Hipócrates”, comprometendo-se, entre outras coisas, a usar os seus conhecimentos “para o bem do doente, nunca para causar dano ou mal”.

Em entrevista ao G1, publicada na sexta-feira 29, o enteado do senhor José Mauro, o eletricista Claudemir Thomaz Maciel da Silva, que o acompanhava na consulta, revelou o que aconteceu:

Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele [o médico] deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”, diz Claudemir.

Meu padrasto não sabe falar direito porque não teve estudo (…). Ele trabalhava como cozinheiro aqui em Serra Negra e depois se tornou mecânico. Lembro que ele estudava, mas precisou abandonar as aulas para cuidar de mim. Tive tuberculose aos dois anos e, nessa época, ou ele estudava ou pagava meus remédios”, lembra.

Na quinta-feira, dia seguinte à postagem, o médico, a recepcionista e a enfermeira foram demitidos pelo hospital, que é administrado pela Santa Casa de Serra Negra.


EXISTE PELOUMONIA; EU MESMA JÁ TIVE VÁRIAS

O segundo post que viralizou foi o da médica de família e cantora-compositora Júlia Rocha.

É preceptora do Programa de Residência Médica de Família e Comunidade da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Toda sexta à noite, vai para Belo Horizonte (MG), onde mora. E, no domingo à noite, volta para o Rio, onde trabalha.

Na sexta retrasada, 29 de julho, ao chegar a BH, várias pessoas haviam lhe mandado o link de uma mesma reportagem: a do clínico-geral de Serra Negra, que caçoou do paciente com “peleumonia”.

Ela leu e resolveu passar o seu olhar e dos seus colegas como médicos de família. Nada mais.





No sábado, 30, ao acordar, a doutora Júlia percebeu que a postagem saíra do seu círculo de amigos e seguidores. Tinha tomado proporções gigantescas.

No domingo à noite, quando se preparava para voltar ao Rio, recebeu de uma amiga os prints de postagem do médico Milton Pires (logo abaixo), de Porto Alegre (RS), bem como a de alguns dos seus seguidores.

Milton revela-se racista e reacionário.

Aposta também na desinformação da sua malta.

Joga desonestamente nas costas da doutora Júlia — que escracha com foto imensa — a responsabilidade pela demissão do “guri da Santa Casa”:





Só que os fatos o desmentem cabalmente.

O “guri” debochou do paciente com “peleumonia” na quarta, na quinta perdeu o emprego.

Júlia só publicou a sua postagem na sexta, às 23h29. O print da mensagem comprova.

Igualmente estarrecedores os comentários dos seguidores do médico gaúcho.





Além do conservadorismo, da agressão e ódio desmedidos, eles revelam machismo, misoginia, inclusive por parte das mulheres.

Na hora em que vi a postagem do médico gaúcho e os comentários dos seus seguidores, fiquei em choque”, afirma Júlia Rocha, em entrevista exclusiva ao Viomundo. “Foi como levar um chute no estômago. Foi muito triste.

Ainda no domingo passado à noite, ela postou esta segunda mensagem:




Como todo racista que se preza, Milton Pires não gostou de ser chamado de racista.

Baixou ainda mais o nível em nova postagem (abaixo). Mandou a médica à “puta que pariu”, mostrando que também é mal-educado.

O post, todo em letras maiúsculas, é como se ele estivesse gritando a seguidores surdos. E, de novo, escracha, em tamanho grande, a foto da doutora Júlia.




Na segunda-feira passada, 1° de julho, provavelmente a pedido de Milton Pires, o Facebook eliminou a segunda postagem de Júlia. Já tinha mais de 70 mil curtidas e milhares de compartilhamentos.

Covardemente, Milton também apagou também rapidinho a sua página no Facebook.

Júlia tem recebido a solidariedade individual e coletiva de colegas.

A Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares divulgou nota (na íntegra, ao final) de solidariedade: “Repudiamos a prática que tende a utilizar o discurso de ódio para combater divergências políticas e ideológicas, com conteúdo racista para isso”.

Segue a íntegra da entrevista que esta repórter fez por telefone com a doutora Júlia.


Viomundo – Como soube do caso do médico da “peleumonia”?

Júlia Rocha – Na sexta-feira [29 de julho], à noite, quando cheguei de viagem em Belo Horizonte. Algumas pessoas me mandaram o link da reportagem. Li e, antes de dormir, decidi me manifestar. Fiz sem nenhuma pretensão. Nunca imaginei que fosse ter tanta repercussão, principalmente essa reação negativa, tão assustadora, tão virulenta.

Viomundo — O que a levou a fazer a sua primeira postagem?

Júlia Rocha – A minha ideia era apenas passar outro olhar sobre a questão. O meu olhar e os dos meus colegas como médicos de família. Nada mais.

Não tive a intenção de manchar a imagem de ninguém, de forma alguma. Não me cabe julgá-lo. Talvez tenha sido um ato de imaturidade, porque ele é muito novo. Acho que ele vai aprender com esse episódio e provavelmente mudar a sua prática a partir de agora.

Viomundo – O que significa esse outro olhar?

Júlia Rocha – É importante que a gente realmente esteja inteira dentro de uma consulta médica para poder ouvir o que o paciente tem a dizer da forma que ele se apresenta, como ele é.

No nosso meio, é recorrente a ridicularização da fala do excluído, do pobre.

A minha ideia foi justamente mostrar que é legítimo, sim, que o paciente fale dessa forma.

Nós, médicos, somos os técnicos dessa relação médico-paciente. Nós somos formados para isso, para entender. O paciente não tem obrigação de saber o que a gente sabe. E se me foi dada a chance de conhecer sobre as doenças e ler os livros, o que me custa entender ou tentar entender aquilo que o paciente me traz.

Viomundo — Paradoxalmente, é muito comum o médico falar para o umbigo, usando jargão que o paciente não entende. Outro dia vivi isso, levei a minha mãe de 93 anos à ortopedista. A médica disse: “a senhora flete a perna”. Mesmo percebendo que a minha mãe não estava entendendo, ela insistiu no “flete”. Na terceira, eu interferi: “mãe, dobra a perna!

Júlia Rocha – Isso é comum. No Brasil, a profissão de médico ainda é muito elitizada. Em consequência, usa uma linguagem muitas vezes inacessível para muitos pacientes. Então, a nossa obrigação é se fazer entender de verdade pelo paciente.

Até porque isso pode parecer uma brincadeira, às vezes deboche. Mas pode se tornar algo sério, a partir do momento em que você coloca a vida do paciente em risco por não entendê-lo ou ele não te entender.

Viomundo – O que a senhora sentiu quando viu os prints da postagem do médico gaúcho e de alguns seguidores dele?

Júlia Rocha – A sensação foi de ter levado um chute no estômago. Só quem passa por situação semelhante sabe o quanto é triste. Além de ter usado indevidamente a minha imagem, ele proferiu palavras racistas ali e permitiu que seus seguidores fizessem o mesmo. Eu vi na página dele vários comentários racistas, como “esse cabelo deve ter um mico leão lá dentro”, “para negar que é preta, ela descolore o cabelo”…

Viomundo – A informação que tive inicialmente é que a postagem do médico gaúcho teria sido numa comunidade fechada chamada Movimento Pela Dignidade Médica…

Júlia Rocha – Realmente, eu ouvi dizer que alguns dos que comentaram ali fariam parte dessa comunidade de médicos reacionários, de extrema-direita. Mas não sei. Agora, esse post dele foi publicado no perfil pessoal, que estava público. Eu não precisei entrar em nenhuma comunidade. Houve uma alegação de que eu teria exposto a imagem dele. Mas não. Na verdade, o post estava ali, aberto, para quem quisesse ver.

Viomundo – O Facebook eliminou a sua segunda postagem provavelmente a pedido dele. Sabe por quê?

Júlia Rocha – Ele tem poucos seguidores. Eu tenho mais de 60 mil. Então, na hora que postei no meu Facebook, viralizou. Além de ser cantora-compositora, eu sempre repercuto notícias relacionadas à medicina. Eu posto também alguns casos dos meus atendimentos. Não os relacionados à questão médica, mas à questão humanística. A consulta médica é um momento de encontro de seres humanos. Então, na hora em que eu postei os prints das telas do post dele, elas viralizaram.

Viomundo – A senhora pretende processá-lo?

Júlia Rocha – Há advogados acompanhando o caso. Providências legais já estão sendo tomadas. Estou muito preocupada comigo e com a minha família.




Em tempo: Milton Pires, cujo nome completo é Milton Simon Pires, é reincidente no ataque vil a mulheres.

Em outubro de 2014, ele ironizou a queda de pressão da presidenta Dilma (PT) após um debate eleitoral e a chamou de “filha da puta”.

Concursado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.

Em setembro de 2014, uma colega de trabalho o denunciou por agressão verbal e física, e a direção do Hospital Geral da Conceição (GHC) , de Porto Alegre, onde ele é concursado, optou por afastá-lo de suas funções na UTI.


Nota de Solidariedade da Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares à médica de família e comunidade Julia Rocha:

O médico, o trabalhador médico, deve ir então ao centro de seu novo trabalho, que é o homem dentro da massa, o homem dentro da coletividade. (…) Veremos como teremos que ser um pouco pedagogos, às vezes muito pedagogos, como teremos que ser políticos também, como o primeiro que temos que fazer não é ir brindar com a nossa sabedoria, mas sim demonstrar que vamos aprender, com o povo, que vamos realizar essa grande e bela experiência comum” Ernesto Che Guevara


No dia 27 de julho a notícia de que um médico plantonista havia divulgado uma foto com os dizeres “não existe peleumonia e nem raoxis”, após o atendimento de um paciente em um hospital, espalhou rapidamente pelas redes sociais.

Em contrapartida a postura dele, médicas e médicos como Júlia Rocha se pronunciaram a favor de uma medicina centrada na pessoa, ferramenta que reconhece e respeita o que o indivíduo sente e sua forma de expressar o que é o adoecer.

Em meio ao crescente discurso de ódio na sociedade brasileira, Júlia Rocha foi atacada por médicos racistas e reacionários em seu perfil do Facebook, com mensagem de conteúdo racista, desrespeitoso quanto à opção ideológica da médica e quanto a especialidade de medicina de família e comunidade. Nos comentários da postagem, fica explícito o caráter do ataque.

Nós da RNMMP manifestamos o nosso apoio a Júlia Rocha e repudiamos a prática que tende a utilizar o discurso de ódio para combater divergências políticas e ideológicas, com conteúdo racista para isso.

A medicina deve estar a serviço do povo brasileiro, capaz de compreender o processo saúde doença que submete os indivíduos e comunidades ao adoecimento e se propor a transformar. A medicina, não pode ser uma correia de transmissão do pensamento elitizado e preconceituoso contra os mais desfavorecidos e oprimidos da sociedade brasileira.


PS do Viomundo: Após a enorme repercussão negativa da sua conduta, o médico Guilherme Capel pediu desculpas ao senhor José Mauro. Em sua página no Facebook, ele registra em foto a ida à casa do mecânico. Tomara que o arrependimento seja sincero. Ou terá sido apenas marketing para limpar a sua imagem?



Fonte: essa matéria é do site Viomundo