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3.3.17

Cassi - Fechando semana de trabalho e lembrando que Saúde da Família pode salvar vidas




Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estamos fechando mais uma semana de gestão em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A Cassi é uma autogestão em saúde, gerida no modelo de gestão compartilhada entre o patrão, que indica a metade da governança, e os trabalhadores associados, que elegem a outra metade.

Nossa autogestão é uma rara exceção exitosa no sistema de saúde suplementar baseada na Atenção Primária e Saúde da Família. Nossa Caixa de Assistência completou 73 anos de existência em 2017 e desde a Reforma Estatutária de 1996 passou a ter como objetivos e missão da entidade reorganizar o seu sistema de serviços de saúde com base na Atenção Integral à Saúde e Atenção Primária à Saúde (APS).

A Cassi lançou em 2003 a Estratégia Saúde da Família (ESF), organizada a partir de unidades próprias CliniCassi, e desde então vem implantando a cobertura do modelo através de unidades de atendimento em atenção primária e acompanhamento de participantes com doenças crônicas, as CliniCassi. Hoje temos 65 unidades de saúde em todo o Brasil e 142 equipes nucleares de família. Já temos cadastrados mais de 182 mil participantes no modelo.

Eu sou Diretor de Saúde e Rede de Atendimento desde junho de 2014, e quando chegamos à gestão da entidade nos identificamos com o modelo assistencial e tudo que fizemos nestes quase 3 anos de mandato foi enfrentar todas as dificuldades que encontramos, e foram muitas!, porque além do déficit no plano de saúde dos trabalhadores, encontramos um ambiente onde a própria Cassi é uma desconhecida da amplíssima maioria da comunidade a que ela presta serviços e cuida. 

Enfim, passados esses quase 3 anos de percurso junto às bases sociais e lideranças da Cassi e associados, hoje estamos numa fase importante, que é lutar para ampliar a cobertura do modelo de Estratégia Saúde da Família e Atenção Primária para poder salvar mais vidas de nossa população assistida. Mas até esse objetivo tem que ser disputado diariamente, porque as visões são muitas, os atores envolvidos são vários, o desconhecimento segue muito grande.


Nossa semana que se encerra foi muito dura, muito difícil nos debates de governança e estou esgotado. Mas sei que fizemos tudo que esteve ao nosso alcance para defender os direitos dos associados da Cassi e o modelo de saúde da nossa autogestão. Acho que minha pressão arterial esteve nas alturas a semana toda por causa do estresse, das chateações e raivas que passamos... (faz parte).

Deixo para vocês logo abaixo, uma matéria interessante, falando dos benefícios que podemos ter através dos programas de saúde da família para evitar doenças graves ou eventos fatais como infarto e AVC.

Um abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)



PSF leva agentes comunitários e profissionais
 de várias especialidades à casa das pessoas. 
Foto: Divulgação/PSF

Programa Saúde da Família reduziu infarto e AVC

Em 15 anos, número de infartos caiu mais de 50% na população atendida pelo programa, aponta levantamento feito por mestranda da Unicamp em 645 municípios paulistas


O programa Saúde da Família (PSF) foi capaz de reduzir a ocorrência de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) em 645 municípios paulistas. A afirmação está baseada em um levantamento realizado pela mestranda Denise Cavalcante, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), campus de Piracicaba.

O PSF foi criado para atender os princípios do SUS e implementar ações de atenção básica à saúde. O programa cria uma rotina de visitação em que agentes comunitários e profissionais de diversas especialidades vão à casa dos moradores, estimulando a formação de vínculos com as equipes que atuam na promoção da saúde na região.

O levantamento de dados sobre o impacto do PSF foi realizado pela cirurgiã-dentista Denise Cavalcante dentro do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Piracicaba e teve duração de 15 meses. As informações utilizadas para análise foram obtidas junto ao Sistema de Informação Nacional (Datasus), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Segundo o trabalho, quanto mais ampla a cobertura de assistência oferecida pelo PSF, mais baixos foram os indicadores de AVC e infarto.

O trabalho mostrou que, em um período de 15 anos, a média de AVCs chegou a 11 registros a cada 10 mil habitantes em 2004. No entanto, em 2013, o índice baixou para seis casos a cada 10 mil habitantes. Em relação aos infartos, a ocorrência caiu de uma média de 26,9 casos a cada 10 mil habitantes para 11,7 casos, uma queda de 56,5%.

De acordo com a pesquisadora, um dos fatores que contribuiu para a redução foram as visitas de equipes multiprofissionais. Além de ter acesso à consulta médica, o paciente tem atenção de diferentes profissionais, como agente comunitário de saúde, enfermeiro, equipe técnica auxiliar e equipe de saúde bucal.

Os indicadores revelados pelo levantamento sinalizam a importância da manutenção do programa e a necessidade de investimento na atenção básica, tanto na infraestrutura como na qualificação dos profissionais. “A sociedade precisa entender minimamente este processo e cobrar seus direitos constitucionais”, disse a pesquisadora.

Fonte: brasileiros.com.br 

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