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10.5.18

Futuro da Cassi - Opinião e agenda do Diretor de Saúde



(atualizado em 13/5/18, às 10h57 - eu havia grafado errado o nome do colega Satoru. Peço desculpas.)

Na sede da Cassi em Brasília.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Estamos completando neste mês de maio o nosso período à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa querida Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Nossa agenda de trabalho segue intensa como foi ao longo dos últimos quatro anos. A agenda da Cassi também segue com questões importantes em voga. Não alteramos nosso ritmo de dedicação às áreas de nossa responsabilidade na autogestão e também nossos compromissos com os associad@s e suas entidades representativas.

A Cassi está com processo de consulta ao corpo social em relação ao Relatório Anual do exercício de 2017. Esse processo democrático inexiste em outras operadoras de saúde suplementar. É importante que tod@s os associados o leiam e se manifestem até esta sexta-feira 11. A participação de todos fortalece nossa autogestão em saúde e neste ano a Diretoria esteve em seis capitais do país apresentando destaques do Relatório e tirando dúvidas dos participantes.

A Cassi passou por processo eleitoral recentemente e no próximo mês tomam posse os novos gestores eleitos pelos associados, assim como eventuais novos gestores indicados pelo patrocinador Banco do Brasil. De nossa parte, como gestores eleitos finalizando os trabalhos, estamos nos colocando à disposição tanto dos colegas eleitos, Luiz Satoru à frente, como também das entidades sindicais e associativas que nos contatam para participar de algum evento sobre a Cassi, autogestões e direitos dos trabalhadores, principalmente dos bancários, categoria à qual estamos há 27 anos. Nossa opinião e participação só dependem de acertar as agendas.

O colega eleito para a função de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, Luiz Satoru, nos visitou nesta semana na sede da Cassi e conversamos por mais de uma hora. Estiveram conosco na reunião o Diretor eleito de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Almeida, nossos assessores e alguns dos gerentes executivos de nossas áreas. Falamos a respeito dos debates em aberto sobre a Cassi, como a proposta que o BB fez dias atrás. Falei um pouco sobre o modelo assistencial da Cassi, as áreas sob nossa responsabilidade e, principalmente, ouvimos bastante os colegas Satoru e Humberto.

Ficou agendado para a próxima semana mais uma etapa da transição na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. A equipe do colega Satoru vai se reunir com nossas gerências e equipes na sede para receberem diversas informações e apresentações sobre as áreas. 

Como é de conhecimento dos associados, lideranças e entidades que nos acompanharam ao longo do mandato, dei algumas opiniões aos colegas diretores e registro abaixo algumas questões básicas a respeito da Cassi e dos direitos dos associados: 

- entendo como fundamental a defesa da solidariedade na Caixa de Assistência como é hoje; 

- a melhor perspectiva de futuro para a sustentabilidade do Plano de Associados é a ampliação da APS/ESF, o fortalecimento das CliniCassi e programas de saúde e maior participação social e pertencimento dos associados;

- em relação ao custeio do Plano de Associados, entendo que a proporção de contribuição entre Banco e Corpo Social deve ser 60/40, como é hoje, sem novas cobranças somente para os associados;

- a Governança da entidade deve ser paritária, senão todos os direitos dos associados serão afetados em cascata e rapidamente;

- e, por fim, o mercado e outras operadoras com menos direitos não são referências para buscar soluções para a Cassi. A Cassi não é qualquer coisa.

Essas posições e opiniões não são novidade para ninguém. Respeito todas as outras opiniões. É minha leitura sobre tudo que envolve os direitos dos trabalhadores associados e a gestão de sistemas de saúde, sejam eles públicos, privados ou mistos.

Por fim, opinei aos diretores eleitos que é estratégico construir consensos sobre o futuro da Cassi no âmbito dos representantes dos associados, antes de qualquer discussão com o outro lado, isso é básico em uma negociação entre capital x trabalho. Mostramos nos últimos quatro anos que a unidade do lado dos associados melhora a correlação de forças e contribui para reverter propostas que sobrecarreguem em demasia os custos de saúde dos associados e/ou inviabilizem a manutenção deles no plano, além de manter direitos históricos.

No mais, estamos encaminhando os projetos de saúde fundamentais para a Cassi, que fazem parte das propostas que lutamos para serem implantadas na autogestão e que compõem as Ações de Curto Prazo, aprovadas por consenso pela direção da entidade. Também estou fazendo o possível para atender algumas agendas para contribuir na luta pelos direitos dos trabalhadores na área da saúde. Nem todos os convites eu tenho conseguido atender porque o período é de muitas mudanças para o cidadão que vos fala.

As entidades representativas estão debatendo a proposta recém apresentada pelo Banco do Brasil e eu tenho opinião formada sobre ela, sobre o relatório da consultoria contratada pelo patrão, sobre a CGPAR etc. Mas respeito fóruns e ritos. As entidades sindicais estão organizando seus debates e as associativas também. Na próxima semana vou participar de plenárias que debaterão esses temas.

Conclamo a tod@s os trabalhadores associados que leiam, busquem se informar, principalmente através das entidades sindicais que têm uma longa história de lutas e defesa de direitos dos bancários. A luta entre capital e trabalho não acabou! Pelo contrário, se exacerbou!

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014-2018)

2 comentários:

Anônimo disse...

Primeiramente, parabéns por sua gestão participativa e democrática. O seu texto vem ao encontro do que defendo. Estamos juntos. Abraços de lutas.
Hermínio

Nara Maria de Freitas Nonnenmacher Nonnenmacher disse...

Aqui no RS só tem CASSI em Caxias do Sul e Porto Alegre. No interior não há ! Nossa situação é ridícula.