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28.11.16

A importância da unidade entre os eleitos na Cassi





Olá companheir@s, amig@s e associad@s da Caixa de Assistência,

Iniciamos a semana de trabalho com a intensidade de sempre, ou seja, longas jornadas para conciliar o dia a dia na governança com a agenda de contatos com os trabalhadores, principalmente se formos demandados pelas entidades representativas dos associados da ativa e aposentados: nosso desejo é atender a todas as solicitações de visitas às bases sociais da Cassi.

Nesta segunda-feira 28 madrugamos para ir à Capital Paulista conversar com os bancários e associados da Cassi a pedido do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Apesar da agenda complexa que temos por uma programação feita com bastante antecedência, conseguimos conversar com dezenas de colegas do BB em dois locais: na CABB SP e no prédio da XV de Novembro. Ao final da tarde, voltamos para Brasília.

Estamos concentrados na leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva, que acontece nesta terça-feira 29. Ainda nesta semana, estaremos com agenda em Cuiabá, Mato Grosso, onde participaremos da Conferência de Saúde e cumpriremos o planejamento da Diretoria da qual somos responsáveis, indo aos Estados em busca de parcerias pela promoção da saúde e prevenção de doenças e por melhor comunicação a respeito de nossa autogestão.

Já agradeço ao Sindicato dos Bancários do Mato Grosso pelo apoio logístico para estarmos lá na agenda desta semana.


Unidade entre os representantes eleitos pelos associados na governança da Cassi é central para a manutenção dos direitos


Estamos vivendo tempos conturbados em nosso País. As disputas políticas extrapolaram o campo da civilidade e prejudicaram a democracia brasileira, o povo e o Brasil. A crise política virou crise econômica e social e todos nós estamos perdendo muito.

Não podemos permitir que a política se enfraqueça, porque para além das soluções políticas é a barbárie social, é a guerra. Esta sempre foi a minha opinião de cidadão e de representante dos trabalhadores.

Nosso maior banco público, o Banco do Brasil, está inserido nesse mesmo contexto político, econômico e social por que passa nosso País. Vejam a reestruturação que se iniciou nestes dias e que tanto preocupa a tod@s por causa de suas prováveis consequências aos trabalhadores e ao papel do próprio banco público como principal agente de estímulo econômico ao País.

Como se essas crises não fossem suficientemente complexas, a Caixa de Assistência em saúde dos trabalhadores do banco está inserida faz alguns anos numa crise histórica do setor de saúde suplementar. O plano de saúde dos funcionários está buscando soluções para a sustentabilidade.

Avalio que nós associados nos saímos bem até o momento porque superamos este período sem perdas de direitos em saúde, graças ao esforço de unidade nacional do conjunto das entidades representativas do funcionalismo da ativa e aposentados, sindicatos da Contraf e Contec, associações, lideranças da comunidade BB e os eleitos pelos associados na governança paritária da Caixa de Assistência.

A direção do patrocinador Banco do Brasil, após duas propostas de solução que não apresentavam contribuição alguma do patrão, mesmo ele sendo gestor paritário e responsável solidário pelos resultados da gestão da Cassi, conseguiu fazer uma proposta que venceu uma etapa dias atrás (com aprovação de consulta ao corpo social) e que agora, as duas partes - Associados e Banco - vão ter que construir consensos em benefício da própria Cassi, consensos que podem trazer benefícios a todos da comunidade de assistidos, fortalecendo nossa entidade no foco de seu modelo de saúde baseado na Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Na governança paritária, há uma suposta igualdade entre trabalhadores e patrão que precisa ser construída cotidianamente, porque na prática o lado patronal tem uma direção única nas indicações de votos e deliberações. Sua metade é coesa pela natureza. As decisões são construídas a partir da patrocinadora. Raramente ocorre alguma discrepância nos votos. Entendo que isso é normal.

Já a metade eleita pelos trabalhadores na Diretoria e nos Conselhos Deliberativo e Fiscal tem uma coesão a ser construída. A metade do patrão vem pronta e a dos associados deve ser uma busca permanente, tema a tema, item a item.

Se nossa metade não conseguir se entender e a unidade não prevalecer, a representação dos associados e seus direitos estarão ameaçados na disputa principal entre capital versus trabalho.

É nesse ponto que temos que ter atenção nos próximos 3 anos após a aprovação do Memorando de Entendimentos e das receitas extraordinárias para a Cassi ter um pouco mais de equilíbrio financeiro entre receitas operacionais e despesas básicas (a forma como se utilizam os recursos da Caixa). 

Vamos passar agora por um processo de consultoria e pode haver mudanças na gestão que alterem os poderes entre associados e patronal. Fiquemos atentos e unidos por nossa Cassi!

Vou voltar ao tema com mais frequência nesse próximo período.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

A agenda desta segunda-feira na base social em São Paulo foi patrocinada pelo Sindicato. Meu gasto foi apenas com táxis e refeições (R$ 100). Agradeço ao Sindicato pelo convite e pela oportunidade de falar aos associados.

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