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2.8.16

Opinião sobre negociações Cassi e agenda do Diretor de Saúde (DF e GO)



Finalizando mais um dia de trabalho na Cassi. (02/8/16)

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta semana, além da agenda de trabalho em Brasília, teremos na quinta 4 e sexta 5 agenda da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em Goiás, onde teremos Conferência de Saúde.

Ontem, segunda-feira, tivemos mais uma rodada de negociações entre o Banco do Brasil e a Comissão Negociadora das entidades sindicais e representativas do funcionalismo para debater e encontrar uma solução negociada para o déficit do Plano de Associados da Cassi. Depois replico no blog a matéria informativa conjunta das entidades. Nesta mesa, a minha participação, bem como de outros eleitos, é de assessoria. Nós contribuímos com opiniões e damos subsídios para as entidades representativas.

Eu apresento aqui, em linhas gerais, a minha opinião para a atual questão do déficit, do custeio e da busca da sustentabilidade para a Cassi. Respeito a opinião das entidades assim como sempre respeitarei a dos associados, que representamos na Caixa de Assistência em mandato eletivo como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18). Nesta fase das discussões, darei publicidade de minhas opiniões sempre que possível, e com antecedência, para manter uma relação de transparência que busco ter com os associados, com as entidades e com o patrocinador BB desde que iniciamos nosso trabalho à frente da área de saúde de nossa entidade.

Minhas opiniões têm relação com a temporalidade da situação do Plano de Associados e com a responsabilidade que temos como gestores da Cassi. 

Um contexto é 2014, quando procuramos as entidades sindicais e representativas para informar que teríamos dificuldades nos anos seguintes devido à um déficit recorrente no plano de saúde dos funcionários da ativa e aposentados. Demos nossas opiniões e defendemos que o patrocinador BB deveria fazer aportes extraordinários, enquanto medidas estruturantes, recém apresentadas no âmbito da Cassi, fossem implantadas entre os anos de 2015 e 2019, com efeitos positivos previstos até 2021. Pedimos apoio das entidades à época, demos os informes gerais e contribuímos para que houvesse uma construção de mesa nacional sobre a Cassi e calendário de mobilização e luta.

Outro contexto é o próprio ano de 2015, onde acompanhamos as negociações sobre a Cassi desde maio, vimos a Cassi ser pauta das negociações nacionais inclusive da data-base dos bancários na mesa específica do BB e ao final do ano de 2015, todos nós bancários e corpo social da Cassi não logramos êxito em encontrar uma solução de consenso entre o Banco do Brasil e as entidades da Comissão Negociadora, sequer houve consenso no âmbito das entidades sindicais e associativas. E isso é normal. Na minha opinião, houve um calendário de negociações com dedicação das entidades representativas.

O contexto de 2016 é mais gravoso que os anteriores, porque a necessidade de solução tem uma temporalidade diferente de 2014 e 2015. E nesse sentido, desde o final de 2015 e neste ano em curso, penso que é necessário consultar formalmente o corpo social para se manifestar e opinar sobre o problema e busca de soluções. 

Praticamente em todos os meses de nosso mandato - pois chegamos em junho de 2014 e em novembro do mesmo ano já tivemos que nos posicionar contrários a propostas que afetavam somente os associados -, tivemos que votar no âmbito da Cassi contra soluções que aumentavam coparticipações e alteravam programas de saúde e até propunham criação de franquia sobre internação, ou seja, medidas com efeitos unilaterais para os associados, sem a participação do outro patrocinador, o Banco do Brasil.


Minha opinião

1- Minha opinião sobre o déficit, o custeio do Plano de Associados, e com foco absoluto na ampliação da cobertura do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), é que deveríamos propor consulta ao corpo social para aumento da receita do plano, dos atuais 7,5% para 10%, mantendo-se a proporção estatutária de 1 x 1,5 entre associados e banco, ou seja, 4% de contribuição dos associados e 6% por parte do banco.

2- Criação de uma contribuição extraordinária de 0,5% (meio por cento) sobre a mesma base de custeio (remuneração dos associados), rubricada para investimento e ampliação da cobertura do modelo assistencial (ESF, CliniCassi e Atenção Primária), por um período de 5 anos, prestando contas dos resultados no Relatório Anual. Temos hoje 180 mil cadastrados na ESF e a população assistida da Cassi é de mais de 700 mil vidas.

3- Entendo que o patrocinador BB deva fazer os investimentos nos projetos estruturantes, com efeitos de médio e longo prazo e que trariam mais eficiência para a Cassi em eixos centrais de uma operadora de saúde.

4- Como qualquer proposta necessita de anuência do patrocinador BB para ir ao corpo social, entendo que o banco deva fazer adiantamentos de contribuição para manutenção da liquidez do Plano, conforme prevê o artigo 25 do estatuto social, até que se finalize a proposta de novo custeio, de consenso ou de maioria, no âmbito da governança da Cassi e da mesa de negociação, para efetiva consulta ao corpo social.


Sabemos que enquanto não se finalizam as negociações, a Cassi não pode deixar de operar na normalidade porque a responsabilidade pela maior autogestão em saúde do país é tanto do patrocinador BB quanto dos seus associados.

Seguimos à disposição das entidades representativas e do Banco do Brasil para contribuir com opiniões e informações.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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