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6.8.16

Fechando agenda do Diretor de Saúde da Cassi



Estivemos na AFAGO e na AAFBB com nossos
colegas e lideranças dos aposentados em Goiás.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estou fechando a semana de trabalho para me desligar um pouco e cuidar do físico e da psique até voltar à carga na segunda-feira.

Foi uma semana muito intensa, mas eu tenho a certeza que cumprimos nossa missão e nossos objetivos de fortalecer a Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, de seguir com estratégias que definimos desde o início de nossa gestão eleita de ir até às bases e conversar com o corpo social de nossa entidade de autogestão em saúde para dar informações adequadas à comunidade sobre o que é a Cassi, como ela funciona, porque temos dificuldades diversas como crises no setor saúde e déficit no plano dos funcionários, e o que falta avançar na Cassi enquanto sistema de serviços de saúde focado na Atenção Integral, na Estratégia Saúde da Família (ESF) e na Atenção Primária à Saúde (APS).

Acho que parte da comunidade BB é prova que temos sido persistentes nessa tarefa de dar conhecimento em saúde e dar pertencimento aos mais de 180 mil associados-clientes da Cassi. Como há uma lacuna gigante na área da comunicação e da informação, porque é preciso melhorar esse item na Cassi e na comunidade BB, criamos até um boletim mensal para falar do modelo assistencial da nossa entidade de saúde dos trabalhadores e temas afetos à saúde. Leia AQUI o 25º boletim que trazemos para vocês.

Eu devo confessar que faço um esforço sobre-humano desde o início do mandato para conjugar o trabalho junto ao corpo social com o dia a dia na burocracia da direção da entidade onde, muitas vezes, a máquina engessada, feita para não mudar nada e negar tudo que nós eleitos viemos fazer em nome dos associados, nos deprime, nos diminui, quebra nossas energias. E eu ainda sou um dirigente que gosto de estudar e conhecer profundamente qualquer área em que passo a atuar. Na governança, o cotidiano de um eleito é, vez por outra, de pequenezas que entristecem.

Eu conjugo essa agenda estressante de embates na burocracia da gestão paritária, em nome dos associados, com a agenda que para mim é estratégica e mais importante para a Caixa de Assistência, correr as bases onde estão as mais de 700 mil vidas que cuidamos diuturnamente e explicar sobre a Cassi e nosso modelo de saúde, mas também ouvir lideranças do Banco, das entidades sindicais e associativas, conselheiros de usuários, os associados e os funcionários da Cassi. 

Esse compromisso É estratégico para a Caixa de Assistência e também para mim, e o faço a qualquer custo, mesmo quando me tolhem o direito de trabalhar, porque sou gestor da rede própria da entidade de saúde e meu papel é estar gerindo essa rede de atendimento e eu me esforço para conhecê-la, porque nós a administramos e conhecer as características locais, as potencialidades daquela região, as pessoas com quem contamos e as necessidades dos associados é algo central, fundamental. 

CLINICASSI - na gestão da saúde, nem sempre uma decisão cartesiana e financeira é a melhor, olhando somente uma variável como o custo administrativo como, por exemplo, instalar ou mudar de local uma unidade de atendimento pelo fato do aluguel estar um pouco fora do preço de mercado, porque outras variáveis são decisivas na saúde, como a acessibilidade da população assistida. Na administração da saúde, a relação entre o custo assistencial e o custo administrativo é de mais ou menos 9 para 1. Se eu não estiver com a população assistida aderida e referenciada na Cassi e sim na rede credenciada, onde a conta de despesas é aberta (e nem sempre resolutiva), o resultado no uso do recurso será ruim, pode haver desperdício de recurso por causa de uma ideia de economia de alguns reais. Boas CliniCassi são base do modelo de saúde da Cassi.


Enfim, fiquei até às duas horas da manhã de sábado lendo a pauta da reunião gigante da Diretoria Executiva da próxima terça (adiantei 2/3 da leitura), pois a agenda de visitas aos associados nunca me impediu de fazer a minha obrigação na burocracia, e nesta sexta-feira 5 tivemos uma bela Conferência de Saúde em Goiânia, com muita participação social, com debate e informações saudáveis e agradeço mais uma vez o grande apoio que tivemos na convocação dos associados por parte dos funcionários da Cassi, das lideranças dos aposentados e da superintendência do BB e demais órgãos como a Gepes.

Eu fecho uma semana de trabalho de mais de 70 horas, mas com a consciência leve de saber que dou toda minha energia e inteligência em defesa da Cassi e dos associados que representamos.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Agradecemos o apoio da Cooperforte e da Crediforte em Goiás por patrocinar custos com o café após a Conferência de Saúde da Cassi. Agradecemos ao BB pela utilização do auditório. Nosso gasto próprio nesta agenda de trabalho foi de 778 reais (francamente, um diretor estatutário de uma empresa ter que pagar para fazer seu trabalho é de uma pequeneza sem comentário).

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