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4.7.16

A Cassi e a Estratégia Saúde da Família (ESF)



Em 1996, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, que foi um departamento do BB, assumiu suas próprias despesas administrativas e preconizou a Atenção Integral à Saúde como base do seu processo assistencial, por meio de Reforma Estatutária. Com essa medida, a Cassi deixou de ser uma simples empresa pagadora de serviços médicos e tornou-se promotora de saúde, especialmente por meio da prevenção de doenças.

O 24º Boletim Prestando Contas Cassi ressalta a história de pioneirismo e sucesso da Estratégia Saúde da Família (ESF) dentro da maior autogestão do País, com equipes, contratadas diretamente pela Cassi, que coordenam os atendimentos e os cuidados com saúde da população dos cadastrada na Caixa de Assistência.

Leia AQUI e divulguem a tod@s da comunidade BB.

O boletim "Prestando Contas Cassi" está disponível em PDF na seção Publicações do site da Contraf-CUT para que os sindicatos e federações possam imprimir e distribuir nas suas bases.

Fonte: Contraf-CUT

2 comentários:

Sergio Faraco disse...

A Estratégia da Saúde da Família na forma como está implantada não resolve adequadamente a questão da atenção primária à saúde porque é opcional e porque não atua uniformemente em suas várias unidades. Em muitos casos atua apenas como autorizadora do fornecimento de medicamentos. E não soluciona o principal problema do plano associados, que é seu custo, porque continua pagando por evento e não por cobertura. Não foi implantada quando a CASSI ainda possuía elevada reserva livre, que foi consumida por seguidos déficits, e agora requer mais aportes por parte do Banco. A sua disseminação na forma como está estruturada consumirá grandes somas de recursos e não resolverá. É imperioso que mude o modelo.
Sergio Faraco - em 07/07/2016. sergio.faraco@uol.com.br

William Mendes disse...

Olá Faraco, como vai? Antes de mais nada, peço perdão pela demora no retorno sobre sua reflexão, estava de férias nesses últimos dias.

Respeito a sua opinião, e entendo que ela é baseada na inferência natural que os associados e lideranças tenham a partir de fragmentos de informação sobre a Cassi e principalmente sobre o modelo de saúde da Cassi.

A Cassi tem 181 mil participantes cadastrados na ESF (dos 720 mil totais) e desde que chegamos à Diretoria de Saúde estamos estudando o modelo e os resultados obtidos por ele observando dados de comportamento de uso da rede credenciada do grupo de participantes já cuidado por nós na ESF em relação às pessoas que ainda não participam do modelo, pelos mais diversos motivos.

Os resultados nos dão boas convicções para defender o avanço e ampliação da promoção de saúde e prevenção de doenças, cuidando dos crônicos que já temos identificados. E olha que os estudos que estamos fazendo são da Cassi como é hoje, ou seja, no modelo híbrido como você mesmo lembrou, sem obrigatoriedade de só utilizar a Cassi como porta de entrada e aceitando a livre escolha de rede, guardando uma característica da origem da Cassi como pagadora de eventos.

Você aborda outras questões interessantes mas que precisam ser tratadas de formas distintas. O principal problema do Plano de associados bem como dos demais planos de saúde é o crescimento exagerado do custo das despesas assistenciais no atual modelo do mercado focado na doença (que gera lucro aos donos dos hospitais) e à merce do mesmo modelo, que está exaurindo os recursos dos planos, principalmente das autogestões, por um conjunto de questões como, por exemplo, mais exames do que os necessários, abusos no preço de OPMEs e medicamentos, contas hospitalares abertas (fee for service), fraudes no sistema etc, que fazem a inflação saúde ser o dobro da inflação oficial. Além, é claro, das receitas do Plano de Associados serem fixas à remuneração, para essas despesas sempre crescentes no setor.

Eu afirmo com toda a minha honestidade intelectual e como representante dos associados que mudar o modelo que na Cassi é o mais promissor para a sustentabilidade e saúde das pessoas para outro qualquer que se assemelhe ao mercado é prejudicial para os associados e vai expulsar as pessoas no momento em que elas mais precisarem, no avanço da idade, ou na hora das necessidades por doença ou maior uso.

Abraços e obrigado pela reflexão.

William