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22.6.16

Estudos: Cassi 1994





Relatório Anual 1994 – Leitura e observações


Comentário do blog


Estamos em junho de 2016. Desde que cheguei eleito à Cassi como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, tenho estudado o histórico da Caixa de Assistência.

Ler os relatórios anuais é uma forma interessante de estudar a história e o percurso da Caixa de Assistência ao longo dos anos, porque vemos o que a direção da entidade (indicados pelo patrocinador BB e eleitos pelos Corpo Social) apresentou aos associados publicamente, atendendo inclusive à legislação ou regras próprias da Cassi e do Banco do Brasil.

Alguns dados que apartei abaixo são interessantes porque comprovam o que temos dito na comunidade Banco do Brasil: a questão do déficit no plano de saúde dos funcionários é muito antiga. 



GESTÃO

Ao observar fatores como relação despesas x receitas, déficit no Plano de Associados e consumo das reservas financeiras, percebemos já nesta época, estando a Cassi no RH do Banco, o mesmo resultado operacional deficitário e a tendência econômico-financeira atual no plano de saúde dos funcionários. Mas um detalhe é importante: a governança era compartilhada na deliberação (2x2), mas não paritária na governança, porque a Diretoria Deliberativa (Joilson) não tinha liberação do banco para dedicação integral (segundo fontes que pesquisei).

Eu faço um mandato e uma gestão totalmente focado em informações transparentes que me balizam para tomada de decisões e para definições de estratégias em defesa da Cassi e dos associados. É por isso que estudo tanto a entidade que administro em nome dos associados.




UM ELOGIO À CASSI, AO BANCO E ASSOCIADOS PELA VANGUARDA NA MUDANÇA DA MISSÃO DA CASSI ENTRE 1993 E 1994

Observem a missão da nossa Caixa de Assistência no Relatório de 1994, onde a missão já avançou para o conceito de Atenção Integral e atuar na promoção da saúde e vejam abaixo como era no ano anterior, 1993.


Seguir com a missão da Cassi tem sido o motivo de nossas ações e estudos desde o dia que chegamos à Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Convido a todos os atores envolvidos - BB, associados, entidades representativas e funcionários da Cassi - a somarmos esforços para completar a tarefa que gerações anteriores à nossa começaram a realizar nesta entidade de saúde dos trabalhadores.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito 2014/18)



Leitura do Relatório


ANÁLISE FINANCEIRA

QUADRO DE ASSISTIDOS

"Entre funcionários da ativa, aposentados e pensionistas integram o Corpo Social 163.696 associados. Cabe ressaltar que, além dos associados, a Cassi presta assistência médico-hospitalar a 342.519 dependentes econômicos inscritos no Banco. Desse modo, o total de beneficiários assistidos pela Caixa alcança o número de 506.215."

DÉFICIT OPERACIONAL

"Relativamente ao exercício anterior, o déficit operacional de 1994 apresentou evolução de 5,98%. Esse recrudescimento do resultado operacional negativo, por sua vez, acarretou maiores perdas nas reservas financeiras da Caixa, do que no ano de 1993.

Mantido o esgotamento do modelo de equilíbrio - as receitas de contribuição evoluem de acordo com os salários dos associados, enquanto que as despesas com auxílios acompanham os preços praticados no mercado de serviços médicos - configura-se a tendência de, no decorrer do próximo exercício, os déficits operacionais persistirem..."

RESERVA FINANCEIRA

"Em ambos os exercícios, os déficits operacionais mensais foram cobertos por rendimentos obtidos na aplicação da reserva financeira e também pela sua utilização parcial, de forma que o montante de recursos disponíveis, atualizados pelo IGP-M (dez/94), decresceu 11,26% em 1993 e 12,53% no exercício findo."


DEMOSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) - JÁ NA NOVA MOEDA (REAIS)

Receitas Básicas de contribuições em 1994 = 73.310.857,95

Despesas Básicas/auxílios concedidos 1994 = 122.216.994,90

Déficit Operacional de 1994 = 43.735.026,52

Déficit do exercício de 1994 = 17.781.442,86


No ano anterior (1993) o mesmo já havia ocorrido. Veja o valor atualizado em reais:

Déficit do exercício de 1993 =  7.438.908,19

Em planos e sistemas de saúde, a relação
entre despesas e receitas é historicamente
complicada. Vemos aqui algo que se repete
há mais de duas décadas.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, exercício findo em 31/12/94

NOTA 1: A CASSI E SUA FINALIDADE

"A Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos, que tem como missão, prestar assistência integral à saúde dos usuários, com ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação, visando a melhoria da qualidade de vida dos associados, dependentes e beneficiários do sistema, observadas as disposições do RGA - Regulamento Geral de Auxílios e da TGA - Tabela Geral de Auxílios."

(...)


(COMO ERA NO ANO ANTERIOR 1993)


"FINALIDADE DA CASSI em 1993: A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil – CASSI, sociedade civil e pessoa jurídica de direito privado, é uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos, que tem como objetivos precípuos a concessão de auxílios destinados à cobertura de despesas com proteção à saúde e com funeral dos associados, dependentes e beneficiários do sistema, observadas as disposições do Regulamento Geral de Auxílios e da Tabela Geral de Auxílios.


NOTA 5: PATRIMÔNIO LÍQUIDO

"Apresenta uma diminuição de R$ 17.781.442,86, concernente ao déficit apurado ao final do exercício de 1994."



ADMINISTRAÇÃO

DIRETORIA:

Presidência - Romildo Gouveia Pinto
Diretoria Administrativa (e.e.) - Maria Angélica Fonseca de Mesquita
Diretoria de Auxílios - Milton Donato May (Alemão)
Diretoria Deliberativa - Joilson Rodrigues Ferreira
Diretoria Deliberativa (Suplente) - Dinália de Mesquita

CONSELHO FISCAL:

Membros Efetivos:

Gilberto Rodrigues Martins
Edson Nilton Veiga
Rivaldo Mello Barbosa

Membros Suplentes:

Fernando Alberto de Lacerda
Francisco de Paula Machado Monteiro
Paulo Rochadel Lima


Fonte: Relatório Anual Cassi 1994

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