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14.8.15

Sustentabilidade da Cassi – Perguntas frequentes dos associados e seus representantes


Estamos no 2º semestre de 2015 e iniciamos o ano debatendo a sustentabilidade de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma entidade de saúde no modelo de autogestão compartilhada entre os associados - funcionários da ativa, aposentados e pensionistas - e o próprio BB.

A Cassi fechou o exercício de 2014 com déficit no Plano de Associados e após as movimentações dos dirigentes eleitos pelo patrocinador Corpo Social, buscando apoio do conjunto das entidades representativas do funcionalismo, foram abertas mesas de negociação com o patrocinador Banco do Brasil desde maio deste ano.

Os representantes do Corpo Social defendem aprofundar o modelo assistencial definido para a Caixa de Assistência desde a reforma estatutária de 1996. O modelo tem como missão fazer promoção de saúde e prevenção de doenças, cura e reabilitação, através da Atenção Integral à Saúde. 


Para essa missão da entidade Cassi, foram definidos modelo assistencial e receita específica (7,5% da folha de pagamento do funcionalismo da ativa e aposentados), com a criação de estrutura própria da Cassi com profissionais da área de saúde, administrativa e negocial e unidades CliniCassi para serem o primeiro acesso ao sistema de serviços de saúde e para organizar as necessidades de redes referenciadas de especialidades e redes credenciadas, incluindo pronto atendimento e emergências.

Neste momento de debates sobre as possíveis soluções para a busca do equilíbrio das contas da Cassi, as entidades representativas e os Conselhos de Usuários têm participado ativamente da mobilização dos associados e da busca por soluções.

Seguem abaixo algumas perguntas que recebi recentemente de Conselhos de Usuários e minha opinião sobre elas, sendo que os dados que cito estão disponíveis no Relatório Anual 2014.


1. Quanto o BB repassou para a Cassi em 2014?

Em 2014, a parte do Patrocinador Banco do Brasil no valor das contraprestações do Plano de Associados equivaleu a 919 milhões: 60% do total de 1,53 bilhão, que equivale aos 7,5% da receita anual. (Página 26)


2. Em 2013, quanto a Cassi recebeu relativo ao BET?

Segundo o Relatório Anual 2014, página 26, em 2013 a Cassi recebeu R$ 111 milhões relativos ao Benefício Especial Temporário (BET), pago pela Previ aos associados do Plano 1. Já em 2014, a Cassi recebeu R$ 9 milhões.


3. As contas da Cassi teriam equilíbrio, caso a contribuição tivesse incremento de mais 1,5%? E as reservas, como ficariam?

Aumentar as receitas do Plano de Associados através do aumento das contribuições, seja de que patrocinador for – BB e associados, somente associados, somente o BB – em mais 1,5%, passando a receita da Cassi de 7,5% da folha de pagamento (ativa e aposentados) para 9%, equivaleria a obter uma receita nova anual da ordem de uns R$ 300 milhões.

Esse valor também é calculado observando o Relatório Anual 2014. A receita de Contraprestações do Plano de Associados é de R$ 1.532.670 e é relativa a 7,5% da folha da ativa e aposentados. Se a contribuição aumentar para 9%, o incremento será de cerca de R$ 300 milhões.

Essa medida traria equilíbrio ao Plano de Associados? A nova receita de R$ 300 milhões por ano, seria suficiente, por exemplo, para que em 2014 não houvesse déficit no Plano de Associados, pois o resultado daquele exercício foi deficitário em 177 milhões. A nova receita traria boa perspectiva para o Plano dos funcionários no exercício em andamento, 2015, porque a previsão orçamentária – ceteris paribus - projetava um novo déficit no ano que poderia variar entre 200 e 250 milhões de reais.

Com essa nova receita de contraprestações, o Plano de Associados teria suas reservas matemáticas preservadas e até repostas em parte (novamente, ceteris paribus).


Aumentar o custeio somente dá perenidade ao sistema?

Mas a questão é se isso resolve e dá sustentabilidade e perenidade para a Cassi. Na opinião deste diretor eleito, é necessário resolver tanto a questão financeira mais imediata do consumo das reservas matemáticas pelo fato das despesas assistenciais serem maiores que as receitas do Plano (contraprestações), quanto é fundamental avançar no modelo assistencial de promoção de saúde, prevenção de doenças, cura e reabilitação através de um Sistema Integrado de Saúde, que é mais adequado para o adoecimento contemporâneo das populações e usa de forma mais racional os recursos sempre limitados do Plano de Associados com receitas fixas.

As propostas contidas nas iniciativas estratégicas apresentadas pelos representantes do Corpo Social na gestão da Cassi no final de 2014 trazem medidas tanto para aprofundar a eficiência na gestão da entidade nas áreas de regulação e gestão de prestadores quanto em estender para o conjunto dos associados o modelo de Atenção Integral à Saúde, através das CliniCassi e da Estratégia Saúde da Família.


Patrocinador BB deve fazer aportes extraordinários à Cassi

Entendemos que para a solução imediata do consumo de reservas do Plano de Associados, o patrocinador Banco do Brasil, deve fazer aportes extraordinários de R$ 300 milhões, um para 2015 e outro para 2016, gerando o equilíbrio nas contas enquanto as medidas estruturantes são implantadas.

É isso.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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