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31.5.12

Contraf-CUT realiza curso sobre saúde do trabalhador em São Paulo


A participação no curso atingiu as expectativas da Contraf-CUT.
Curso é promovido em parceria com Dieese e especialistas.
Crédito: Jailton Garcia.

Está acontecendo nesta semana, em São Paulo, o primeiro dos cursos temáticos da Contraf-CUT - o Curso de Saúde do Trabalhador Bancário, organizado pela Confederação e demais parceiros como o Dieese e especialistas que atuam no tema. A intenção é capacitar os dirigentes sindicais para a discussão específica e ideológica sobre o tema, cada vez mais importante para o cotidiano dos trabalhadores.

"O cerne do curso é abordar as causas do adoecimento dos trabalhadores, que cada vez mais acomete os bancários, mudando o foco colocado pelas empresas e mostrando que é o próprio processo de trabalho que leva a esse adoecimento", explica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT. "É preciso demonstrar que a questão da saúde é ideológica", completa.

Entre os palestrantes convidados para o curso, estiveram o professor da Unicamp, Roberto Heloani, a médica sanitarista e pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, o médico e doutor em ergonomia, Laerte Idal Sznelwar, e a advogada trabalhista Leonor Poço, além das contribuições de dirigentes sindicais com experiência no tema, como o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, e o diretor executivo da Contraf-CUT, Plínio Pavão, que já tem uma longa história de atuação no tema saúde do trabalhador e foi secretário de saúde da ex-CNB e da Contraf-CUT entre 2003 e 2012.

No primeiro dia, o curso discutiu a relação entre a organização do trabalho e saúde do trabalhador. Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para discutir a questão.

Na terça e quarta-feira, o curso abordou o sistema de seguridade social do Brasil como um todo. A relação entre a previdência social e a saúde do trabalhador foi discutida, bem como a seguridade social e saúde, enfocando especialmente o Sistema Único de Saúde (SUS) e os mecanismos de controle social da área. A saúde suplementar no Brasil também foi debatida.

Nesta quinta-feira (31), o curso se voltou para as questões específicas do mundo do trabalho e abordou os problemas existentes na categoria bancária, especialmente o assédio moral e os demais assédios - frutos principalmente da organização do trabalho focado no cumprimento de metas. Foi lembrada a campanha "Menos Metas, Mais Saúde", lançada pela Contraf-CUT e pelo movimento sindical bancário em 2011. Também foram debatidas questões jurídicas da saúde do trabalhador.

O curso se encerra nesta sexta-feira (1°), quando será realizada discussão sobre reabilitação profissional.


Fonte: Contraf-CUT

Diretores e conselheiros eleitos na Cassi e Previ tomam posse nesta sexta




Acontecem nesta sexta-feira, dia 1º de junho, as solenidades de posse dos novos diretores e conselheiros da Cassi e Previ, eleitos pelos funcionários do Banco do Brasil. Pela manhã, às 9h, assume no auditório do Sede 3 do BB, em Brasília, a nova diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Mirian Fochi, e demais integrantes da chapa vencedora. À tardinha, às 17h, será empossado o novo diretor de Seguridade da Previ, Marcel Barros, e demais participantes da chapa vitoriosa, no auditório da AABB, no Rio de Janeiro.

Mirian e Marcel têm história de luta no movimento sindical. Ambos participaram da gestão anterior da Contraf-CUT (2009-2012). Ela foi secretária de Assuntos Jurídicos e ele, secretário-geral. Mirian também foi diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília. Marcel foi presidente do Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista, diretor da Fetec-SP e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.



Além de amplo apoio do movimento sindical, os eleitos contaram com o apoio de diversas associações de funcionários e aposentados do BB.

"A posse conclui um intenso processo democrático, onde os funcionários e aposentados do BB acreditaram nas propostas que têm a cara e a marca da participação dos bancários para proteger as suas conquistas e avançar rumo a novos benefícios para a melhoria da sua qualidade de vida", destaca William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.


CASSI

As eleições da Cassi ocorreram entre os dias 2 e 13 de abril. A Chapa 1 - Cuidando da Cassi, apoiada pela Contraf-CUT e pela maioria das entidades sindicais, obteve 35,1% dos votos válidos, contra 25,2% da Chapa 5 - Uma nova Cassi e 22,9% da Chapa 3 - Responsabilidade e Experiência.

Veja quem toma posse:

Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes

Mirian Fochi

Conselho Deliberativo

Titulares

Antonio Cladir Tremarin
José Adriano Soares

Suplentes

Milton dos Santos (Miltinho)
Mário Fernando Engelke

Conselho Fiscal

Titulares

Carmelina P. dos Santos (Carminha)
João Antônio Maia Filho

Suplentes

Cláudio Gerstner
José Eduardo Marinho


PREVI

A Chapa 6 - Unidade na Previ, também apoiada pela Contraf-CUT e maioria das entidades sindicais, venceu a eleição para a renovação de parte da direção do fundo de pensão com 24.935 votos válidos. A votação foi realizada entre os dias 18 e 29 de maio, numa disputa acirrada, com outras cinco chapas inscritas.

Confira quem toma posse:

Diretoria de Seguridade

Marcel Barros

Conselho Deliberativo

Titulares

Rafael Zanon
Haroldo do Rosário Vieira

Suplentes

José Ulisses de Oliveira
José Souza de Jesus

Conselho Fiscal

Titular

Odali Dias Cardoso

Suplente

Diusa Alves de Almeida

Conselho Consultivo - Plano de Benefícios 1

Titular

Waldenor Moreira Borges

Suplente

Luiz Alarcão

Conselho Consultivo - Previ Futuro

Titular

Deborah Negrão de Campos

Suplente

Vênica Ângelos de Melo


Fonte: Contraf-CUT

30.5.12

Por onde ando... Muito trabalho em prol da categoria




SEGUNDA-FEIRA

Nesta segunda, estive o dia todo no curso de formação em Saúde do Trabalhador, organizado pela Contraf-CUT com o apoio do Dieese e que se estende até a sexta-feira.

Depois trabalhei até 23 horas na sede da Contraf.

TERÇA-FEIRA

Durante o dia, tratei de questões do bb. Fiz a visita em 6 agências na região central de São Paulo.

À noite, participei da assembleia dos bancários do bb da base do Seeb SP que elegeu a delegação para o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

http://www.categoriabancaria.blogspot.com.br/2012/05/articulacao-do-seeb-sp-elege-ampla.html

QUARTA-FEIRA

Pela manhã bem cedo, tive reunião com alguns companheiros em relação às questões do bb.

Às 10h30 reunião estadual na Fetec SP sobre o Congresso do bb.

De volta à Contraf-CUT no fim da tarde para encaminhar coisas inerentes ao 23º CNFBB. Saí da Confederação às 21 horas (cheguei a pensar que iria sair um pouco mais cedo)

QUINTA-FEIRA

Estarei no curso de formação em Saúde do Trabalhador.

SEXTA-FEIRA

Viajo para o RJ para participar da posse da Chapa 6 - Unidade na Previ.

SÁBADO

Encontro dos bancários do bb e Caixa do Paraná.


29.5.12

Articulação do Seeb SP elege ampla maioria para Congresso do BB




Articulação Sindical realiza boa assembleia em SP Capital

Em assembleia realizada nesta noite de terça-feira, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região elegeu seus 33 delegados para o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Em primeiro lugar, quero agradecer aos bancários e bancárias que participaram do evento e ajudaram a construir a campanha nacional dos bancários 2012, que começa com os encontros dos bancos públicos e depois com a construção da minuta geral da categoria.

A assembleia teve duas chapas inscritas para apreciação dos bancários e eleição dos delegados para o Congresso.

A chapa 1, vencedora da assembleia, foi composta pela Articulação Sindical e a Intersindical e venceram a votação com 70% dos votos.

A chapa 2 composta pelo MNOB/Conlutas e CTB ficou com 30% dos votos.

A ARTICULAÇÃO SINDICAL ELEGEU 21 DELEGADO/AS PARA O CONGRESSO DO BB E A INTERSINDICAL 2 DELEGADO/AS.

A Conlutas e a CTB elegeram 10 delegado/as.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Agradeço aos bancários e bancárias que compareceram a assembleia e nos ajudaram a levar uma boa delegação para defender nossas propostas específicas para o BB.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!


Chapa 6, apoiada pela Contraf-CUT, vence eleição para a direção da Previ


A Chapa 6 - Unidade na Previ, apoiada pela Contraf-CUT, venceu a eleição para a renovação de parte da direção da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, realizada entre 18 e 29 de maio. A Chapa 6, que concorreu com cinco chapas, é encabeçada por Marcel Barros, ex-secretário-geral da Contraf-CUT e ex-coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, e formada por representantes de entidades sindicais e associativas de todo o país.

"Foi o resultado da unidade das entidades de representação que sempre estiveram na vanguarda da defesa dos direitos dos funcionários do Banco do Brasil. A partir de agora é preciso que estejamos despojados de qualquer resquício de disputa e voltemos nossas forças para garantir que nossa Caixa de Previdência seja cada vez mais a certeza de um futuro digno para todos nós", afirma Marcel.

Veja o resultado final:

Chapa 1 O futuro é agora - 24.280

Chapa 2 Previ forte -15.380

Chapa 3 Participação - 9.471

Chapa 4 Nova Previ - 8.957

Chapa 5 Semente da união - 787

Chapa 6 Unidade na Previ - 24.935


A posse dos novos dirigentes acontece nesta sexta-feira, 1º de junho, para um mandato de quatro anos.


Fonte: Contraf-CUT

28.5.12

Por onde ando... (Formação em saúde e organizando o 23o CNFBB)





São 22h50 e estou na Contraf-CUT SP.

Cheguei a São Paulo às 8 horas da manhã e fui direto para a abertura do CURSO DE SAÚDE DO TRABALHADOR organizado pela Contraf-CUT.

Fizemos um esforço tremendo para conseguir começar o nosso mandato 2012/15 com um dos cursos temáticos que propusemos para a gestão. O primeiro dia do curso foi muito bom e tivemos casa cheia - mais de 30 participantes.

Não vou em casa desde a semana passada, quando viajei para o encontro dos bancários de MG e depois passei rapidamente no domingo na casa de meus pais para partilhar os sofrimentos que andam por lá por problemas de saúde.

Estou responsável pelas questões do Banco do Brasil e também da formação.

Demandei meus companheiros do bb nas últimas 4 semanas e quase não tive retorno para partilhar as coisas que tenho que encaminhar. Mas tive algumas ajudas valiosas e diria que o pouco já é muito, quando pouca gente ajuda.

Vou para casa dormir um pouco que amanhã tenho o dia cheio de novo.

Acho que isto foi um desabafo!


Post Scriptum:


Apesar de tudo, o dia foi vitorioso e positivo, pois o curso correu bem e encaminhei mais algumas coisas do Congresso do BB!

25.5.12

Contraf-CUT: A Previ é dos participantes, não do Banco do Brasil

Diante do noticiário da imprensa sobre a disputa entre grupos divergentes dentro do Banco do Brasil, que envolvem a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (Previ), a Contraf-CUT vem a público expressar seu veemente repúdio à utilização dessa entidade exemplar construída em décadas de luta pelos trabalhadores em disputas políticas de facções.

A administração da poupança previdenciária deve ser conduzida com responsabilidade visando, sempre, à correta aplicação do patrimônio pertencente aos quase 200 mil trabalhadores ativos e aposentados do banco.

O modelo de gestão da Previ é um dos mais avançados do mundo e serve de paradigma para outros fundos de pensão. Metade dos dirigentes é indicada pelo banco e a outra metade é eleita pelos associados. Esse modelo de gestão compartilhada foi conquistado na luta pelo funcionalismo do BB, sindicatos de bancários e entidades associativas, exatamente para evitar que o banco governe a Previ sozinho.

O banco tem todo o direito de escolher a sua representação na direção do fundo de pensão, desde que ela não implique prejuízos ao patrimônio e à imagem da instituição. O banco não pode se arvorar o direito de querer controlar a Previ ou impor ao fundo de pensão decisões tomadas no âmbito da empresa patrocinadora. As decisões da Previ cabem a seus órgãos de governança, onde o banco se faz representar pelos dirigentes que indica.

O Banco do Brasil é apenas patrocinador da Previ, não seu dono. É inconcebível que tente impor decisões à Previ, interferindo na autonomia da entidade conduzir seus negócios pautada pela defesa de seus próprios interesses e o de seus associados.

Divergências de posições e conflitos de interesses sempre haverá. Os representantes dos trabalhadores estarão sempre dispostos a barrar qualquer negócio lesivo ou interferência do banco. Para isso contará sempre com o apoio da Contraf-CUT e de todo o movimento sindical.

Contraf-CUT


Fonte: Contraf-CUT

24.5.12

Contraf-CUT avança na organização do 23º Congresso dos Funcionários do BB


A organização do 23º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil foi o principal tema da reunião desta quinta-feira (24) da Comissão de Empresa dos funcionários do banco (CEBB), órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com o BB. Durante o encontro, que ocorreu na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, os representantes das federações trouxeram as principais demandas dos bancários para a próxima rodada de negociação permanente com a empresa e que também serão temas do congresso.

O 23º Congresso acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de junho, no Hotel Slaviero, em Guarulhos (SP), conforme definido pelo Comando Nacional dos Bancários. A CEBB definiu mais alguns critérios de organização, sempre buscando aumentar a democracia e a participação dos bancários no congresso. Ficou definido que, após as assembleias e congressos regionais, as federações enviarão os resumos das propostas majoritárias e minoritárias para a Contraf-CUT, que organizará uma compilação de modo a facilitar o trabalho dos grupos temáticos no Congresso.

"A Contraf-CUT, por meio da CEBB, vai trabalhar bastante no próximo mês para que o congresso seja o mais produtivo possível", afirma William Mendes, coordenador da CEBB e secretário de Formação da Contraf-CUT. "Queremos garantir um processo de construção democrática, dando aos bancários da base toda a oportunidade de participar. Sendo assim, é fundamental que as bancárias e bancários de todas as bases sindicais participem dos fóruns e escolham suas delegações e proposições e que já discutam formas de organização para a campanha 2012."

Também foi definida a programação do congresso. A abertura será na noite do dia 15, sexta-feira. O sábado começará com uma análise de conjuntura, por palestrante do Dieese. Na sequência, será feita a apresentação das teses de cada corrente política. Na tarde de sábado, os bancários se dividirão nos quatro grupos temáticos (remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional) que discutirão as propostas e polêmicas oriundas dos encontros regionais e assembleias. No domingo, os delegados se reunirão em plenário para a votação das deliberações finais do congresso.

Os representantes das federações na CEBB trouxeram ainda relatos colhidos em suas bases sobre as principais reclamações dos bancários do Banco do Brasil hoje. Veja os principais pontos:

Jornada de seis horas para todos

Os bancários estão mobilizados desde o ano passado cobrando do banco a jornada de 6h para as comissões, sem redução de salário. Em 2011, o banco havia anunciado - inclusive em seus canais internos - que apresentaria uma proposta nesse sentido, mas não trouxe nenhuma novidade até agora. "Começamos este ano em mobilização com boa participação dos bancários de todo país. Queremos que o banco apresente proposta de plano de carreira que contemple essa reivindicação e vamos cobrar mais uma vez na mesa de negociação", diz William.

Implantação das PSO

O Banco do Brasil iniciou neste semestre a implantação das Plataformas de Suporte Operacional (PSO) em todo o país. As entidades sindicais já receberam diversas reclamações de bancários que se sentem prejudicados com o novo modelo.

A principal reclamação diz respeito aos "caixas-volantes", que deixam de ter sua dotação ligada a uma agência específica e passam a responder para a PSO. Com isso, são enviados para qualquer agência de acordo com a decisão da chefia, tirando a estabilidade dos bancários para trabalhar. Além disso, muitos dos caixas do banco hoje não são efetivos na função, mas substitutos, piorando a situação. Assim, caso tenha que se ausentar, mesmo que para fazer um curso do próprio banco, o bancário tem interrompida a sequência de substituição pelo semestre, prejudicando o trabalhador.

"Há bancários que são caixas substitutos há anos e agora se veem nessa situação. Queremos que todos os caixas tenham Valor de Referência (VR) e com isso tenham a carreira de mérito pontuada diariamente", cobra William. "O movimento sempre se posicionou contrariamente à retirada dos caixas da dotação das agências - o tal projeto PSO. Acreditamos que eles devem pertencer à equipe de cada local de trabalho e não concordamos com a ideia do 'caixa-volante' inventada pelo banco, que aparta os trabalhadores e os deixa sem estabilidade ou referência", afirma.

Descomissionamentos

Os funcionários também têm reclamado que os gestores do banco têm desrespeitado os critérios de trava para descomissionar. Há casos de pessoas que são bem avaliadas e perderam sua função sem explicação. "O movimento sindical cobra uma discussão séria com o banco sobre a cláusula contra o descomissionamento, conquistada no Acordo Aditivo do funcionalismo do BB. Não é possível ter critérios tão subjetivos que o banco possa fazer o que quiser com os trabalhadores", afirma William.

Metas do Sinergia incentivam assédio moral

As metas abusivas determinadas pelo programa Sinergia BB são um grande tema de reclamação de todas as bases sindicais. Com a proximidade do fim do semestre, começam a surgir problemas em atingir as metas definidas, questão apontada pelo movimento sindical desde o início. Os bancários não aguentam mais a pressão constante e o assédio moral pelo cumprimento de metas que não levam em consideração a realidade de cada local de trabalho.

"O assédio moral tem aumentado muito, com ameaças constantes de descomissionamento. Alguns gestores estão até exigindo do bancário venda casada, desvirtuando as exigências do governo federal de redução dos juros e ampliação do crédito com qualidade para os consumidores. É um desrespeito com os bancários e a população", afirma William.

Nomeações sem critério

O banco tem desconsiderado qualquer critério objetivo na definição das nomeações para funções, inclusive o TAO. Segundo as denúncias, apenas protegidos dos gestores são nomeados, desrespeitando a carreira dos bancários. Além disso, os trabalhadores sofrem perseguições das mais variadas. O movimento sindical cobra que as nomeações sejam definidas por concurso interno, respeitando a pontuação de cada bancário e incluindo critérios mais objetivos no TAO.

Incorporados

Os bancários oriundos de BEP, Besc e Nossa Caixa continuam aguardando que o BB atenda sua reivindicação e estenda o direito a Cassi e Previ para todos. Em 2011, o banco se comprometeu a criar uma mesa temática na qual apresentaria todos os dados necessários para a instalação de um processo de negociação, No entanto, a mesa temática teve apenas uma reunião e não foi feita nenhuma negociação sobre o tema.

Em relação à Cassi, um problema se estende a todos os funcionários: a parcela da diretoria e conselho indicada pelo banco não resolveu sobre a regulamentação da ANS (RN 254), prejudicando os trabalhadores e pondo em risco o plano no que diz respeito à entrada de novos bancários.

Terceirização

Representantes de várias federações reforçaram a reivindicação de contratação de mais bancários concursados e pelo fim da terceirização no BB, como ocorre nas CABB. Outro exemplo ainda mais grave é a terceirização fraudulenta do Mais BB, correspondente bancário do banco.

Os trabalhadores trouxeram ainda denúncias graves com relação ao começo dos trabalhos do Banco Postal. Algumas entidades já apuraram que o BB não está abrindo poupança em agências, encaminhando os clientes para os correspondentes (Banco Postal e Mais BB). "É uma discriminação contra os clientes de baixa renda que não pode ser tolerada em lugar nenhum, mas especialmente em um banco público que tem a missão de aumentar o acesso da população brasileira ao crédito", defende William.

Negociação

A Contraf-CUT entrará em contato com o banco para marcar uma nova rodada do processo de negociação permanente para cobrar soluções para estes problemas dos trabalhadores, muitos deles pendências antigas. "Queremos que o banco conduza negociações sérias. Identificamos e levamos as demandas dos bancários para a empresa e apostamos sempre no diálogo para a construção das melhores saídas. Esperamos que o banco tenha a mesma postura e traga soluções concretas", defende William.


Fonte: Contraf-CUT

22.5.12

Salários-base do Banco do Brasil, reajustes e inflações


Já que em época de campanha salarial aparecem números os mais variados sobre ganhos, perdas ("percas") etc, deixo aqui a pesquisa que eu mesmo fiz e que deu um tremendo trabalho (não acabado ainda).



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2002 A 31 AGOSTO DE 2003


R$ 798,00 (foi reajustado em 12,60% para uma inflação INPC de 17,53%)



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2003 A 31 DE AGOSTO DE 2004


R$ 898,55 (foi reajustado em 8,5% e teve acrescido mais R$ 30,00)


Equivale a 11,84% no piso para uma inflação de 6,64% = 4,87% no piso e 1,74% nos VR (Valores de Referências das funções comissionadas).



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2004 A 31 DE AGOSTO DE 2005


R$ 1.004,92 (974,92 + 30)


O reajuste foi de 6,00% para uma inflação de 5,01 = 0,94% no piso e VR (Funções comissionadas)



(a fazer...)



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 A 31 DE AGOSTO DE 2011


R$ 1.600,13



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2011 A 31 DE AGOSTO DE 2012


R$ 1.760,00



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2012 A 31 DE AGOSTO DE 2013


R$ 1.892,00 e APÓS 90 dias R$ 1.948,76 (A2 no PCR)



AUMENTOS REAIS NOS ANOS 2000


O piso aumentou seu valor entre 2011 / 2002 = 120,55%


Inflação pelo INPC acumulada entre 2011 / 2002 = 77,85%


Entre 2011 e 2002 o piso no bb teve aumento real de 24%.



Entre 2011 e 2004 (aumentos acima da inflação) o piso no bb teve aumento real de 29,33% (reajustes de 95,87% e inflação de 51,45%)


Observação: na campanha salarial de 2003 o índice que a categoria conquistou ainda foi menor que a inflação do período. Somente a partir de 2004, com a campanha nacional unificada, é que os bancários passaram a conseguir aumentos acima da inflação tanto no piso quanto nos Valores de Referência das funções comissionadas (VR).



AUMENTO REAL ENTRE 2004 E 2012


PISO BB EM 01/09/2003 = R$ 898,55

PISO BB EM 01/09/2012 = R$ 1.948,76 (A2 após 90 dias)

AUMENTO = 116,87%

INFLAÇÃO = 59,48%

AUMENTO REAL = 36%


PISO FENABAN EM 01/09/2003 = R$ 702,66

PISO FENABAN EM 01/09/2012 = R$ 1.519,00

AUMENTO = 116,18%

INFLAÇÃO = 59,48%

AUMENTO REAL = 35,5%




Tabela de inflação na data base dos bancários:

Período
INPC
De set/88
a ago/89
1122,91
De set/89
a ago/90
3831,93
De set/90
a ago/91
376,49
De set/91
a ago/92
1038,30
De set/92
a ago/93
1732,88
De set/93
a ago/94
3112,62
De set/94
a ago/95
25,81
De set/95
a ago/96
14,28
De set/96
a ago/97
4,30
De set/97
a ago/98
3,59
De set/98
a ago/99
5,25
De set/99
a ago/00
6,96
De set/00
a ago/01
7,31
De set/01
a ago/02
9,16
De set/02
a ago/03
17,53
De set/03
a ago/04
6,64
De set/04
a ago/05
5,01
De set/05
a ago/06
2,85
De set/06
a ago/07
4,82
De set/07
a ago/08
7,15
De set/08
a ago/09
4,44
De set/09
De set/10
a ago/10
a ago/11
4,29
7,40
     De set/11 a ago/12                5,39
      De set/12 a ago/13                6,07
      De set/13 a ago/14                6,35


Fonte: IBGE

21.5.12

Por onde ando... (Reuniões diversas: Comando Nacional, COE BB e na base)


SEGUNDA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT tratando de questões do bb e também do curso de formação em saúde do trabalhador que será realizado na semana de 28/5 a 1º de junho em SP.


TERÇA-FEIRA

BASE: 9h reunião em agência.

Seminário do Comando Nacional.

BASE: 16:30h reunião em agência.


QUARTA-FEIRA

BASE: 9h reunião em agência (a reunião foi feita à tarde, pois a greve do metrô inviabilizou a manhã).

Seminário do Comando Nacional.


QUINTA-FEIRA

Dia de reunião da COE do bb na Contraf-CUT SP.

BASE: 16:30h reunião em agência.


SEXTA-FEIRA

BASE: Em SP pela manhã - fiz reunião em agência.

À tarde, voo para BH onde participo de encontro dos bancários mineiros.


SÁBADO

Encontro de bancários de MG.


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Post Scriptum (16/06/18):

Ao rever nossa caminhada de lutas, a partir de postagens nos blogs e no Facebook, encontrei uma postagem em 20/5/12 na qual desfaço uma montagem usada para achincalhar o presidente Lula. Ela foi motivada na época por ver familiares replicando aquela porcaria (lá de Goiânia, GO). Colocar as coisas no devido lugar me valeu o fim do relacionamento com um tio, irmão de meu pai. Paciência!

Na montagem que fazem dessa imagem,
o livro estaria de cabeça para baixo.

Texto da postagem no Facebook:

FOTO ORIGINAL DO EX-PRESIDENTE LULA (ALTERADA POR ALGUÉM PARA OS PRECONCEITUOSOS REPRODUZIREM O ÓDIO E A INTOLERÂNCIA COM O OUTRO)

É impressionante o quanto é fácil manipular pessoas e alimentar bobagens preconceituosas contra figuras públicas, classes sociais ou lideranças.

Eu não me surpreendo e nem me decepciono quando isso parte de grupos privilegiados e que, em geral, estão nos 10% mais ricos porque se apropriam de toda a riqueza que pertence aos que a produziram e ficaram sem nada por serem explorados.

O que me entristece é ver pobres, pessoas simples, miseráveis, inocentes úteis - TODOS NESTA SITUAÇÃO POR SEREM EXPLORADOS PELOS 10% DOS RICOS - reproduzirem as bobagens montadas por aqueles que não querem que a riqueza do país seja melhor distribuída para todos.

ÀS VEZES, o preconceito vem inclusive lá da terra do Marconi Perillo e de Demóstenes Torres, Cachoeira, gente fina e ética que nunca se apropriou da coisa pública nem se envolveu com o crime organizado, que esfola o país...


Previ - Voto e indico voto na Chapa 6 Unidade na Previ



Reproduzo este texto da companheira Mirian Fochi sobre as melhorias implantadas pelos companheiros eleitos na Previ com o apoio de nossos sindicatos e da Contraf-CUT. 

A gestão feita por eles e que terá sequência com os candidatos da chapa 6, liderada pelo companheiro Marcel Barros, será a dos representantes dos bancários que sabem gerir o patrimônio do trabalhador e buscar mais direitos como ocorreu no período que se encerra com o mandato do Sasseron.


EU VOTO CHAPA 6 - UNIDADE NA PREVI!

Em 2008 ainda não havia para o Previ Futuro financiamento imobiliário, aposentadoria antecipada aos 50 anos, possibilidade de escolha do percentual de aplicação em renda variável via perfis de investimento, extrato on line, portabilidade, inclusão de dependente do mesmo sexo, retorno ao plano pagando somente benefício de risco, criação de empréstimo simples para retorno ao plano, aumento do limite de empréstimo simples, redução da taxa de administração de 5 para 4%, redução do juro atuarial de 6 para 5,5%, melhoria do site, revistas tratando exclusivamente de assuntos que dizem respeito ao Previ Futuro, etc... EM APENAS 4 ANOS TUDO ISSO FOI IMPLEMENTADO!!!!!

Se analisarmos a luta pela ISONOMIA no BB, de 42 itens que os colegas pós 98 não tinham, faltam conquistar apenas 2: licença prêmio e férias de 35 dias a partir de 20 anos de banco! E quem lutou e conseguiu arrancar tudo isso do BB? Os sindicalistas representados pelo grupo que compõe a CHAPA 6 – UNIDADE NA PREVI, junto com o funcionalismo!!!!!

Quem suspendeu contribuições desde 2007, quem aumentou de 75 para 90% o teto de aposentadorias, quem reduziu a parcela previ, aumentando em média R$ 700,00 no complemento de aposentadoria, quem criou o BET (benefício especial temporário) de 20% para todos os associados do Plano 1, foram os sindicalistas representados pelo grupo que compõe a CHAPA 6 – UNIDADE NA PREVI, junto com o funcionalismo!!!!!

NÃO FOI o time do Valmir Camilo representado na Chapa 1 (Deus nos proteja), NÃO FOI a AAFBB e Intersindical representados na Chapa 2, NÃO FOI o executivo da PREVI e seu colega Eliakim Araujo (vocês sabiam que ele era do BB?) representados na Chapa 3, NÃO FOI o PSTU representado na Chapa 4 e NÃO FORAM os executivos que tiveram “carreira brilhante e sempre serviram ao BB” representados na chapa 5...

FORAM OS SINDICALISTAS, REPRESENTADOS NA CHAPA 6 – UNIDADE NA PREVI, LADO A LADO COM O FUNCIONALISMO E ASSOCIADOS DA PREVI!

17.5.12

Artigo de William Mendes: Votar na Chapa 6 é o melhor para bancários do BB


Por William Mendes (*)

Entrei no Banco do Brasil em 1992. Acompanho o que o funcionalismo viveu nesses mais de 20 anos. Na primeira fase de minha carreira profissional não fui um militante. Como bancário comum, sofri as agruras do dia-a-dia duríssimo no banco.

Nos anos 2000 fui eleito dirigente sindical pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, depois eleito dirigente nacional. Passei a conviver com os companheiros da CUT e militantes combativos de outras correntes, o que me deu novo olhar sobre o mundo político e das relações interpessoais.

Mas, saindo do campo pessoal para o mais importante que pretendo tratar, falo agora da eleição que começa no próximo dia 18 para a eleição da Previ.

Disputam o pleito seis chapas. Quero externar de forma sucinta por que indico e peço o voto para a Chapa 6 - Unidade na Previ, liderada pelo companheiro Marcel Barros.

Todos os direitos que temos é resultado da luta organizada dos trabalhadores, tendo como organização seus sindicatos. Todos acompanhamos nos anos 90 o ataque aos direitos dos trabalhadores e o quanto foi importante termos organização e sindicatos para enfrentar os ataques do capital e de governos como o de FHC do PSDB.

Nós sempre organizamos os bancários para negociar e contratar direitos após os processos de mobilização. Nossa luta arrancou conquistas que são referências para os demais trabalhadores.

A Chapa 6 - Unidade na Previ é apoiada pelos principais sindicatos do país. Sindicatos que lideraram os bancários nas conquistas de toda a nossa história de direitos na categoria, na Cassi e na Previ.

Para não me estender muito sobre as outras chapas, lembro aqui que a Chapa 1 é composta pelo mesmo grupo que perdeu a hegemonia na Anabb em 2011 e que durante os anos FHC, de ataque aos direitos dos bancários do BB, nada fez para defendê-los.

Naquele período, enquanto os sindicatos combatiam os ataques à Previ, a diretoria daquela Anabb estava às voltas com a Contec e com aliados do governo FHC. Quem entrou com ações na justiça contra o BB e ganhou foram os sindicatos de bancários, tendo à frente os de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

As chapas 2 e 5 são compostas basicamente por aposentados. Mesmo sendo segmento importante dos associados, é necessário reconhecer que há mais de 115 mil associados que são da ativa, que precisam também de representação na direção da Previ, o que não é observado nessas chapas.

A chapa 3 é a chapa do banco. Ela tem candidatos da direção do banco, das superintendências etc. Já não basta o banco ter metade da diretoria (incluindo a presidência) e conselheiros indicados, agora quer hegemonizar também a parte eleita? Os bancários não são bobos!

A chapa 4 é composta pela parte mais sectária da militância, contrária inclusive à existência de fundos de pensão.

Colegas do BB,

Não podemos ser enganados pelos oportunistas que aparecem em vésperas de processos eleitorais. Na hora de enfrentar o banco, só mesmo os sindicatos e seus trabalhadores mobilizados é que têm força para barrar ataques e conquistar novos direitos.

Conversem com todos os colegas e peçam o voto na Chapa 6 - Unidade na Previ, apoiada pelos principais sindicatos de bancários do País.

Todas as conquistas na Previ passaram pela organização e luta dos sindicatos de bancários do país. A luta por direitos sempre é resultado de lutas com organização.

(*) William Mendes é secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB


Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT realiza curso sobre Saúde do Trabalhador Bancário


A Contraf-CUT realiza entre os dias 28 de maio e 1 de junho o primeiro módulo do curso "Saúde do Trabalhador Bancário", em São Paulo. Elaborado e coordenado pelo Dieese e pela Contraf-CUT, o curso visa aprofundar os debates a respeito da saúde do trabalhador, tratada tanto em termos de políticas públicas bem como um importante campo de atuação sindical.

"O curso é mais um passo no processo de especialização dos dirigentes sindicais, neste caso aprofundando a discussão sobre saúde do trabalhador, tema cada vez mais atual", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT. "A proposta vem também atender à resolução do 3º Congresso da Contraf-CUT, que determinou 2012 como o ano da saúde dos bancários", completa Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

O curso conta com uma grade que aborda as questões relacionadas à saúde do trabalhador, desde a sua fundamentação constitucional, passando pela saúde pública e a saúde suplementar, pelo controle social, participação em instâncias tripartites e dimensão da ação sindical na área.

A turma será composta por até 39 dirigentes sindicais de todo o país, indicados por suas federações com critérios discutidos em suas instâncias. "É imprescindível que seja cumprida a cota de gênero de 30%, conforme estabelece o estatuto da Central Única dos Trabalhadores", lembra William.

As inscrições devem ser encaminhadas pelas federações para a Secretaria-Geral da Contraf-CUT, através do e-mail dulce@contrafcut.org.br O custo de participação será divulgado nos próximos dias.


Fonte: Contraf-CUT

15.5.12

Por onde ando... Agenda sindical (Previ, Cecut, reuniões diversas)






Neste período do movimento sindical bancário, estamos com agendas bastante intensas.

Além da preparação dos congressos dos bancos públicos, estamos na campanha da eleição da Previ, onde concorremos com a CHAPA 6 - UNIDADE NA PREVI, que apresenta os candidatos e as propostas de continuidade da gestão que se encerra com o companheiro José Ricardo Sasseron. 


Nossa chapa é a chapa apoiada pelos principais sindicatos do País, onde efetivamente se organiza a luta dos bancários pelos direitos dos funcionários do bb na defesa de seu fundo de pensão.


AGENDA SINDICAL

SEGUNDA-FEIRA

Nesta segunda, trabalhei na Contraf-CUT pela manhã. Na parte da tarde estive na reunião do Sistema Diretivo do Sindicato até a entrada da noite. Voltei para a Confederação e despachei mais algumas questões do bb.

TERÇA-FEIRA

Hoje tivemos reunião nacional da executiva da Contraf-CUT. Além de seguirmos o planejamento do mandato que começamos a fazer dias atrás, também tivemos uma excelente análise de conjuntura com o Clemente do Dieese. 

As reflexões nos ajudarão muito na construção das campanhas sindicais e agendas sociais que estamos construindo para a classe trabalhadora em geral e para os bancários em particular.

QUARTA-FEIRA

Fui à BASE conversar com os colegas de 3 agências.

Após encaminhar questões do curso de formação de Saúde do Trabalhador que estamos organizando, fui para Serra Negra com alguns companheiros, local onde se realiza o CECUT SP.

Precisei voltar para São Paulo, pois tinha compromissos na quinta cedo.

QUINTA-FEIRA

BASE: após reunião em agência do bb, passei em mais uma dependência para conversar com os colegas.

Restante do dia, na Contraf-CUT tratando de questões do bb e da formação.

SEXTA-FEIRA

Ao longo do dia, trabalhei conversando com os bancários de diversas agências, por telefone, sobre as eleições da Previ e a preparação da campanha nacional em relação ao bb.

14.5.12

Banco do Brasil não pode ser utilizado para arranjos políticos do governo


Na opinião da Contraf-CUT, o governo federal erra duas vezes ao indicar o ex-senador César Borges (PR-BA) para uma vice-presidência do Banco do Brasil. Primeiro, por envolver a empresa pública nos arranjos políticos do governo com os partidos da base aliada. Segundo, por colocar na direção da empresa um político de tradição claramente conservadora, que esteve ao lado dos governos neoliberais que dilapidaram o banco.

"Ao mesmo tempo em que diz querer ampliar o papel de banco público do BB, com a correta política de redução dos juros ao consumidor e ampliação do crédito, o governo usa o banco para seus arranjos políticos com os partidos da base aliada. E ainda mais indicando um político com a história de Borges, político que o movimento sindical conhece de longa data por suas posições conservadoras", avalia William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e secretário de Formação da Contraf-CUT.

A indicação de Borges, que deverá assumir o lugar de Ricardo Oliveira na direção do banco, contempla o PR, partido insatisfeito com a perda de espaço no governo, sobretudo após as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes. Além disso, visa por fim à disputa de poder entre o comando do Banco do Brasil e a presidência da Previ. Oliveira é apontado no governo como um dos responsáveis por alimentar a guerra entre o presidente do BB, Aldemir Bendine, e o chefe da Previ, Ricardo Flores.

César Borges começou sua carreira política no antigo Partido da Frente Liberal (PFL), hoje chamado Democratas (DEM), partido pelo qual se elegeu deputado estadual, governador e senador pela Bahia. Foi secretário estadual de Recursos Hídricos de seu grande padrinho político Antônio Carlos Magalhães, o famigerado ACM, nome chave na direita brasileira desde a década de 1950 e importante apoiador da Ditadura Militar.

Fonte: Contraf-CUT

Com participação da Contraf-CUT, formação sindical em SP completa 2º módulo


A Contraf-CUT está acompanhando o curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, direcionado à formação de dirigentes sindicais e assessores, realizado pelo Sindicato do Bancários de São Paulo, Osasco e região. Na semana de 7 a 11 de maio aconteceu o segundo módulo do curso, voltado para o sistema financeiro e moeda. O primeiro módulo havia acontecido no período entre 23 e 27 de abril.

O curso tem a coordenação pedagógica de Carlindo Oliveira, do Dieese, e conta com a participação de 26 dirigentes e assessores. Ele é baseado na grade de três módulos construído pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e tem algumas novidades incluídas pela diretoria do Sindicato. O próximo curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese, será realizado no segundo semestre de 2012, entre outubro e dezembro.

"Após percorrermos todas as regiões do País com esse curso nos últimos três anos, agora ele passará a ocorrer com regularidade na capital paulista, para que sindicatos e federações sempre possam enviar novos dirigentes. Pedimos para que as entidades já se preparem para inscrever os seus candidatos logo após a campanha nacional deste ano", orienta o secretário de Formação da Contraf-CUT, William Mendes.

Os sindicatos e federações que queiram realizar o curso para os seus dirigentes também poderão fazê-lo. Basta entrar em contato com a Contraf-CUT.

Conteúdo

No primeiro dia, houve a apresentação do perfil dos bancos e as mudanças ocorridas na última década em cada um deles. Foi apresentada a história da moeda e dos bancos. Os participantes estudaram ainda o multiplicador bancário - a capacidade que o sistema bancário tem de multiplicar um depósito bancário em moeda em um montante bem maior de moeda fiduciária.

Foi traçado também uma linha do tempo do Sistema Financeiro Internacional desde o fim da 2ª Guerra Mundial, passando pelo Acordo de Bretton Woods (1944), fim do padrão dólar-ouro (1971) até chegar à crise atual do capital e do sistema financeiro.

No segundo dia, a temática foi políticas governamentais no sistema financeiro. Houve a apresentação dos conceitos básicos de políticas econômicas, como Política Monetária, Política Fiscal, Política Cambial e Política de Rendas e das diversas entidades que compõem o Sistema Financeiro Nacional. "Também vimos o que é Selic, TJLP, Redesconto, Derivativos, Hedge, Alavancagem e Securitização", conta William.

No terceiro dia, "começamos com comentários sobre o filme Capitalismo, uma história de amor, de Michael Moore. O filme mostra de forma dramática as consequências da crise de 2008 para o cidadão comum norte-americano", afirma o dirigente da Contraf-CUT. "Vimos também temas ligados à história do sistema financeiro mundial - Breton Woods em 1944, fim do padrão-ouro na economia mundial, Consenso de Washington etc".

Os participantes debateram ainda o Plano Real, o PROER, o PROES e a radiografia dos bancos. "Estudamos também a mudança recente das regras da poupança", afirma.

No quarto dia, foram apresentados temas relacionados à (des)regulamentação do sistema financeiro e a crise gerada por causa disso. Os participantes conheceram e debateram as premissas que deveriam ser regulamentadas por uma lei complementar, que estavam previstas no artigo 192 da Constituição Federal e que sofreu uma drástica alteração com a Emenda 40. A emenda, de autoria de José Serra quando era senador, esvaziou completamente as indicações ali estabelecidas pela sociedade brasileira após quase três décadas de luta contra a ditadura militar e má utilização do Sistema Financeiro Nacional.

Os bancários assistiram ao filme Inside Job, traduzido como "Trabalho Interno", que aborda o estouro da crise a partir dos subprimes nos EUA.

Os participantes fecharam a semana com um tema novo no curso - o banco do futuro. A apresentação e o debate foram feitos pelo professor Moisés Marques da Fesp (Fundação Escola de Sociologia Política). "Vimos ainda o tema da crise na Europa. Suas prováveis causas e consequências atuais", afirma William.


Fonte: Contraf-CUT

11.5.12

SEEB SP: Liminar proíbe Caixa de abrir neste sábado



Sindicato ingressou com ação judicial contra funcionamento de agências fora do expediente bancário

São Paulo - As 48 agências da Caixa Econômica Federal que deveriam funcionar neste sábado 12 em São Paulo, Osasco e nos municípios da região não poderão abrir suas portas. A determinação é da juíza do Trabalho Maria Eulália de Souza Pires que concedeu liminar à ação civil pública movida pelo Sindicato contra a abertura das unidades e atuação dos bancários.

A magistrada sentenciou que a Caixa se abstenha de exigir o trabalho de seus funcionários, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por empregado. O banco foi citado na noite desta sexta-feira 11.

Em sua argumentação, o Sindicato ressaltou que de acordo com o artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sábado não é dia de expediente bancário. Também mencionou a Lei 4.178/62, que estabelece que o funcionamento aos sábados só seria possível em caso de trabalho extraordinário, com regras claras previstas no artigo 61 da CLT: “para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto”.

“Como não é esse o caso, não há porque a Caixa abrir suas portas neste sábado”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Fomos comunicados pela imprensa, tentamos falar com a direção do banco, mas ela tomou uma decisão unilateral e se recusou a atender os representantes dos trabalhadores. Por isso tivemos de recorrer à Justiça pra preservar o direito de descanso dos bancários”, explica a presidenta do Sindicato, ressaltando que a abertura das agências criaria um precedente ruim para a categoria. “O HSBC já tentou forçar o trabalho aos sábados e também não permitimos. O Sindicato não admitirá que invistam contra os direitos dos bancários.”


Brasil – Em todo o Brasil está prevista a abertura de 500 agências da Caixa em diversas cidades. Os sindicatos de bancários do Espírito Santo e do Ceará também conseguiram liminares que proibiram o funcionamento.

Leia mais

A íntegra da liminar concedida.


Fonte: Seeb SP - Redação - 11/5/2012

Curso de formação: turma de SP completa 2º Módulo


Dirigentes e assessores do Seeb SP finalizam
segundo módulo de formação.

Os participantes do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, que está sendo feito para participantes do Seeb SP, fecharam a semana com um tema novo no curso – o banco do futuro.

A apresentação e o debate foram feitos pelo professor Moisés Marques da Fesp – Fundação Escola de Sociologia Política.

O tema foi bastante instigante porque busca fazer uma leitura do que está sendo gestado pelo capital financeiro e para onde vai o serviço bancário sob a ótica deles – os banqueiros.

Caberá ao movimento sindical buscar formas de fazer o enfrentamento sempre pensando no trabalhador e nos clientes e usuários de bancos.

Na parte da tarde, vimos o tema da crise na Europa. Suas prováveis causas e consequências atuais.

Fechamos o módulo com a participação muito ativa dos componentes do curso. Este módulo é bastante denso e temos matérias que são vistas por semestres de cursos de graduação.

No entanto, os representantes dos trabalhadores bancários saem com boas noções sobre sistema financeiro, bancos, moeda, derivativos, políticas governamentais etc.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!


10.5.12

Formação: 4º dia do 2º Módulo


Turma engajada na construção do conhecimento
para a classe trabalhadora!

Neste quarto dia do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, curso construído pela Contraf-CUT e pelo Dieese, vimos temas relacionados a (des)regulamentação do sistema financeiro e a crise gerada por causa disso.

Tivemos a participação de Ana Carolina, que assessorou o Sindicato pela subseção do Dieese até pouco tempo e que hoje assessora o deputado estadual e companheiro do Seeb SP Luiz Cláudio Marcolino.

SFN - A REGULAMENTAÇÃO DO ARTIGO 192 DA CF

Pela manhã, os participantes conheceram e debateram as premissas que deveriam ser regulamentadas por uma lei complementar, que estavam previstas no artigo 192 da Constituição Federal e que sofreu uma drástica alteração com a Emenda 40.

A Emenda 40, de autoria de José Serra quando era senador, esvaziou completamente as indicações ali estabelecidas pela sociedade brasileira após quase três décadas de luta contra a ditadura militar e má utilização do Sistema Financeiro Nacional.


Ana Carolina, fala sobre SFN.
Ana Carolina trouxe para o grupo a discussão que vem sendo feita pelos bancários através da Contraf-CUT e suas entidades sindicais desde 1992.

Também fez um debate bem atual sobre o papel dos bancos na atual conjuntura de luta pela redução dos juros e spread bancário e pelo aumento do crédito de melhor qualidade para a população brasileira.


CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL

Na parte da tarde, assistimos ao filme "Inside Job" traduzido como "Trabalho Interno" que aborda o estouro da crise a partir dos subprimes nos EUA.

Após o filme abrimos a discussão e lemos outros textos que ajudaram os participantes a compreenderem melhor o tema para organizar a categoria bancária para os desafios que seguem por mudanças no Sistema Financeiro e no mundo do trabalho.

Produzimos muito conhecimento hoje e a resistência e participação do grupo é muito boa. Amanhã finalizaremos o 2º módulo.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

A FORMAÇÃO POLÍTICA É FUNDAMENTAL
PARA A CLASSE TRABALHADORA!